sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Fevereiro:

A Dança, a Música e as Palavras: “A Bela Adormecida” (Pytor Ilyich Tchaikovsky)
CONCERTO PEDAGÓGICO
3 FEVEREIRO sexta 15.00 grande auditório

Entrada: livre
No âmbito do ciclo “Clássicos do Bailado Internacional”, a Casa das Artes organiza algumas actividades pedagógicas dirigidas aos mais jovens. Trata-se de contribuir para a formação de novos públicos, despertando-lhes a curiosidade para a música, a literatura e a história subjacentes aos clássicos do bailado. Das actividades pedagógicas projectadas destaca-se a organização deste concertO, onde serão apresentados e comentados trechos da música de “A Bela Adormecida”, o bailado que poderão ver na semana seguinte. Trata-se de uma acção que terá como narrador e comentador Mário Azevedo (professor na ESMAE e fundador do Instituto Orff do Porto), estando a interpretação musical a cargo do pianista António Oliveira (professor no Conservatório de Música do Porto) e do violinista Carlos Pinto da Costa (director pedagógico da Escola de Música de Esposende).

A Jazzar no Zeca – A Música de José Afonso
ZÉ EDUARDO UNIT (pt)
3 FEVEREIRO sexta 22.00 café concerto

Entrada: 5 euros
Trio liderado por Zé Eduardo (contrabaixo), com Jesus Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso (percussão), editou em 2004 “A Jazzar No Zeca”. Trabalho sobre os “motifs” melódico-líricos presentes na obra de Zeca Afonso, mesclados com improvisação de jazz, escola do hard bop, entretecida com o conhecimento do “free” como visto por Coltrane ou Steve Lacy. O seu mais recente “Bad Guys”, editado com o antigo trompetista de Mingus, Jack Walrath, novamente editado pela Clean Feed, começa a receber uma boa recepção pela crítica. Celebrado docente, arranjador e músico na Península Ibérica, Zé Eduardo tem sido figura presente, há mais de 20 anos, em escolas, orquestras e workshops de jazz por Portugal e Espanha, deixando obra em todos os locais por onde passa.
www.gremiodasmusicas.org
www.cleanfeed-records.com


Música Electrónica
MOUSE ON MARS (d)
4 FEVEREIRO sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros
Uma das bandas mais importantes da cena electrónica europeia, oriunda de Düsseldorf, Alemanha, apresenta o seu novo trabalho “Live 04”, resultado de uma gigantesca tournée. Com uma forte componente imagética ao vivo, os Mouse On Mars (MOM) imprimem um ritmo alucinante aos seus concertos, altamente dançáveis. A energia que transparece dos seus concertos é sentida pela banda como se tratasse de uma máquina de vapor cujos elementos deixaram de estar sob controlo, produzindo resultados surpreendentes junto do público. A razão porque os MOM tardaram cerca de dez anos a editar o álbum ao vivo é o reconhecimento da impossibilidade de captar num suporte gravado uma imagem fiel da sua permanentemente reinventada música ao vivo, tal como numa pálida foto bidimensional de um momento encantador. Apesar desta edição que resulta de cerca de 600 horas de material gravado em diversas digressões, mantém-se a impossibilidade de perceber do que os MOM são capazes ao vivo sem presenciar os seus espectáculos. Eis, pois, a oportunidade.
www.mouseonmars.com

Ciclo “Vozes em Viagem”
OLIVIA BYINGTON (br)
5 FEVEREIRO domingo 21.30 grande auditório

Entrada: 5 euros
Poucas cantoras brasileiras têm o prestígio e o currículo variado desta soprano nascida no Rio de Janeiro. De Tom Jobim a Chico Buarque, passando por Djavan, Edu Lobo, Jacques Morelembaum e Egberto Gismonti, Olivia Byington já dividiu o palco com as maiores estrelas da música brasileira. Quando actuou em Portugal pela primeira vez, Nuno Pacheco do jornal Público escreveu: “Na voz de Olivia não há o menor deslize ou falha, tudo parece de uma harmonia insuperável…”. Desde então, voltou para se apresentar na Expo 98 e no Centro Cultural de Belém onde empolgou a plateia com “A Dama do Encantado”. Em 2004, com o compositor e instrumentista Egberto Gismonti, apresentou um virtuosíssimo repertório de canções para as plateias portuguesas com o concerto “A Fala da Paixão”. No seu espectáculo actual, Olivia mistura Lenine e Caetano Veloso com peças dos seus dois trabalhos mais recentes passando por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, sem deixar a cadência dos sambas memoráveis de Noel Rosa e Assis Valente. O seu novo repertório inclui uma canção do compositor e instrumentista português Pedro Jóia em parceria com Tiago Torres da Silva. Sente-se o prazer de acompanhar virtuosismo e graça na voz de uma cantora que surpreende pela musicalidade e timbre. Como disse a imprensa na altura da sua primeira apresentação em Lisboa: “... Para o público português esta é uma rara oportunidade de ouvir uma das grandes vozes femininas do Brasil. E será um desperdício perdê-la”.
www.oliviabyington.com.br


Ballet do Teatro Hermitage de São Petersburgo
A BELA ADORMECIDA
10 FEVEREIRO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 20 euros
Uma união extraordinária de sentimentos e estados de espírito, oferecendo aos sentidos uma evocação intensa da tragédia e da poesia. O Ballet do Teatro Hermitage de São Petersburgo é reconhecido internacionalmente como sendo a mais selecta e aristocrática das companhias. Representando a mais importante herança do ballet russo, o seu estilo particular é caracterizado por uma grande expressividade, elegância e beleza. O Teatro Hermitage de São Petersburgo (a capital cultural da Rússia) foi inaugurado a 22 de Novembro de 1785.

Free Jazz
CAVE OF THE TIGERS (it/kr)
NUNO REBELO + MARCO FRANCO (pt)
10 FEVEREIRO sexta 23.30 café concerto

Entrada: 5 euros
Cave of the Tigres – duo de Gianni Gebbia com a sul-coreana Audrey Chen. Gebbia, instituído e maturado improvisador em saxofone alto e sopranino, bem como em flauta, tem criado o seu carismático trilho de expressão dentro das linguagens do jazz e das músicas livres, tendo já colaborado com figuras como Evan Parker, Fred Frith, Lee Ranaldo, Jim O’Rourke, Peter Kowald, Gianluigi Trovesi, Louis Sclavis ou Otomo Yoshihide. Chen, em violoncelo e voz, é comparável a uma Joelle Leandre que gostasse mais de Boredoms que de Schönberg e em igual medida de Artaud. O entendimento com Gebbia traduz-se em rasgos feéricos de expressão espontânea, plenos de electricidade tanto do domínio do frenético como do plácido.
Nuno Rebelo + Marco Franco – o trabalho desenvolvido entre Nuno Rebelo e Marco Franco é das mais antigas e produtivas colaborações da história da música improvisada nacional. Em várias formações onde que já tocaram destacam-se aquelas com músicos como Peter Kowald, Carlos Zíngaro, Sei Miguel, Gianni Gebbia, Kato Hideki, Ernesto Rodrigues, Vítor Joaquim ou como parte do Damo Suzuki Network com Massimo Pupilo, têm desenvolvido uma linguagem de ampla liberdade estrutural dos pontos de vista rítmicos, harmónicos, melódicos, texturais ou performativos. A elasticidade e propriedade plástica da guitarra eléctrica Rebelo encaixam de forma cada vez mais interligada com a arritmia interna e autismo auto-induzido de Marco Franco, deixando sempre espaço para que momentos abertamente mais subtis e delicados possam despontar, nunca perdendo de vista uma abordagem exploratória relativamente aos instrumentos que tocam. Nuno Rebelo compõe para teatro e dança há vários anos, tendo obra editada em selos como a AnAnAnA e a OCV. Fez parte dos Mler Ife Dada, Plopoplot Pot e Streetkids.
www.giannigebbia.com
www.nunorebelo.com.sapo.pt


The Baby And The Satellite + Dreaming In The Royale Oaks
MICHA P. HINSON (eua)
ERICK MESSLER (eua)
15 FEVEREIRO quarta 21.30 grande auditório

Entrada: 5 euros
Micah P. Hinson – nascido em Memphis, este texano de gema foi revelado em Portugal na primeira edição do Tímpano – Festival de Música, em Maio de 2005. Regressa agora, novamente para concerto único no nosso país, para revelar “'The Baby And The Satellite'”, o seu novo (e genial) trabalho.
Erick Messler – “As amantes nunca me amam, são egoístas e livres”, conta-nos Messler, de 22 anos, uma das primeiras revelações de 2006, com o seu “Dreaming In The Royale Oaks”. Um pequeno tesouro desnudo e muito especial. A descobrir.
www.micahphinson.com
www.falsettorecords.com


Pier Paolo Pasolini
ORGIA
17 E 18 FEVEREIRO sexta e sábado 22.00 grande auditório

Entrada: 5 euros
Tradução, Encenação e Luz Pedro Marques
Com José Airosa, Sylvie Rocha e Sofia Correia
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Co-produção A&M/Artistas Unidos/Culturgest
Orgia é a crónica das pobres emoções sadomasoquistas de dois cônjuges pequeno-burgueses no calor de uma desoladora Páscoa, da fuga-suicídio de uma esposa-amante-escrava, da devastação do esposo ao encontrar-se com uma pequena prostitutazinha de passagem, do seu extremo delírio fetichista e transsexual até ao seu suicídio por enforcamento. Pasolini traça um trajecto curioso na sua relação com o teatro. Depois de dedicar uma carreira à poesia primeiro, à escrita de romances depois, e de se lançar numa carreira de realizador de cinema, lança um “Manifesto para um novo teatro” e de seguida escreve seis tragédias em verso, todas em 1966. No seu manifesto, Pasolini propõe uma passagem à cena das suas peças através de uma quase total ausência de acções cénicas sugerindo dessa maneira o carácter metafórico. Em “Orgia”, a dialéctica indivíduo-sociedade ou indivíduo-poder surge como o núcleo temático central. Daqui nasce a ideia de encenação para este projecto teatral - a ideia capital é tornar o teatro um local de transformação. Um local de responsabilidade social. O local onde o indivíduo se “transforma” em sociedade. O local onde a esfera privada se torna pública.
www.artistasunidos.pt

Noite Gore
MOSCAS, SANGUE & VINAGRE
17 FEVEREIRO sexta 23.30 pequeno auditório e café concerto

Organização Cineclube de Joane e Casa das Artes (Famalicão)
Entrada: 5 euros
Filmes gore, bandas sonoras sanguinárias, moscas e outros estranhos insectos. Quem não vier mascarado não entra. Vista-se de Vampiro, Conde Drácula, Corcunda de Notre Dame ou imite outra besta qualquer. O sangue artificial também é obrigatório.

Leitura de Poesia pelos Artistas Unidos
AS CINZAS DE PASOLINI
18 FEVEREIRO sábado 18.00 pequeno auditório

Entrada: livre
Tradução Maria Jorge Figueiredo e Carlos Garcia
Por José Airosa, Sylvie Rocha, Sofia Correia e Pedro Marques
“...não se poderá negar que uma determinada forma de sentir qualquer coisa se repete, idêntica, na leitura de alguns dos meus versos e em algumas das minhas filmagens", escrevia Pasolini. E que significam, neste seu permanente envio à poesia, as falas das suas personagens nas tragédias que em verso escreveu? Poderíamos dizer que o teatro de Pasolini nasce no momento em que personagens diferentes se apoderam da sua língua”. Nessa altura só conseguia escrever versos atribuídos a personagens”, diz. Na altura em que, um pouco por todo o lado, o Teatro da Palavra de Pier Paolo Pasolini volta a ocupar os palcos, é tempo de ver como essa palavra nasceu e viria a informar a sua poesia, a que ele próprio diz não ver razão para apor a palavra fim.
www.artistasunidos.pt

William Shakespeare
ROMEU E JULIETA
24 E 25 Fevereiro sexta e sábado 21.30 grande auditório

Entrada: 8 euros
Encenação John Retallack
Tradução e Adaptação Fernando Villas Boas
Actores Albano Jerónimo, André Gago, Carla Chambel, Custódia Gallego, Diogo Infante, Gonçalo Waddington, João Lagarto, Marco D’Almeida, Pedro Caeiro, Rogério Vieira e Valerie Braddell
Guitarrista Vasco Abranches
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Cenografia e Direcção Técnica Hernâni Saúde
Figurinos Mariana Sá Nogueira
Música Original João Gil
Desenho de Lutas Miguel Andrade Gomes
Movimento Paulo Castro
Direcção de Voz Luís Madureira e Rui Baeta
Direcção de Cena Ana Coelho
O encenador inglês John Retallack, a partir da tradução e adaptação de Fernando Villas Boas, coloca “Romeu e Julieta” na viragem do século XIX para o XX, uma época em que a permissividade e a restrição coexistiam com igual peso, em que eram vulgares as espadas e as armas de fogo e se travavam duelos por pequenos e grandes insultos à honra. Um mundo em que existia uma diferença visível entre a respeitabilidade fora de portas e a depravação dentro de casa. Esta grande produção, com um elenco de luxo, mais do que o clássico emblema do amor incondicional procura mostrar a obra de Shakespeare com todos os seus confrontos, de onde nem os dois amantes míticos saem ilibados do caos.

Noise
FAMILY UNDERGROUND (dk)
FRANGO (pt)
24 FEVEREIRO sexta 23.30 café concerto

Entrada: 5 euros
Family Underground – senhores do ruído, drone e estranhas explorações em manifestação sonora oblíqua, os dinamarqueses Family Underground apresentam-se na Casa das Artes numa época em que a Escandinávia volta a dar fantásticos sinais de vida em música psicadélica, depois dos tratados dos anos 60 e 70 deixado por Pärson Sound ou International Harvester. Escute-se o explosivo “Ancient Shadows”, pela italiana Qbico.
Frango – altos mensageiros das novas músicas livres nacionais, o trio do Barreiro Frango, constituído por Jorge Martins (Fish & Sheep, Ivone), Rui Dâmaso (PCF Moya, Searching Records) e Vítor Lopes (Barcos, Ivone, Searching Records) estreiam-se na Casa das Artes após o estrondo da sua passagem pelo festival Where’s The Love, no ano passado. Explorando a textura e o espaço e o som como universos puros, impolutos por harmonia convencional e ritmos óbvios, expressão em matéria difusa, hipnose e puro entusiasmo acústico e eléctrico. A ouvir “Sitting San” (testtube, 2005), “Whole Hit Bloomer” (Searching Records CD-R) e “Slaughtered/Slayered” (Searching Records, 2005).
www.qbicorecords.com
www.monocromatica.com/netlabel/releases/tube013.htm


Música Erudita (violoncelo e piano)
DMITRI FERSCHTMAN + MILA BALAWSKAYA
26 FEVEREIRO domingo 21.00 grande auditório

Entrada: 5 euros
Dmitri Ferschtman nasceu em Moscovo em 1945. Começou a sua educação musical muito novo na Escola de Música Central da mesma cidade, continuando os seus estudos, em 1964, no Conservatório de Moscovo, onde estudou com o professor Galina Kozoloepova e a professora Natalia Gutman. No segundo ano do Conservatório tornou-se um dos fundadores do Quarteto de Cordas Glinka, com o qual ganhou o primeiro prémio no concurso para quarteto de cordas na Bélgica, em 1969. Em Julho de 1975 gravou uma obra de Shostakovich, dirigida pelo próprio, semanas antes da sua morte. Seguiu-se uma gravação do Quarteto com Piano de Mahler na Rússia, um mês antes da sua partida para a Holanda, onde passou a residir. Aí começou uma nova carreira como solista, músico de câmara, fazendo duos com a sua esposa, a pianista Mila Baslawskaya. Tocou a solo com inúmeras orquestras dirigidas por maestros como Frans Brüggen, Kenneth Montgomery e Edo de Waart. Ferschtman tem-se destacado também como primeiro Violoncelo de várias orquestras de Rádio, integrando actualmente na mesma função a conceituada Rádio Philharmonic Orchestra. Este músico possui uma extensa discografia, com gravações de obras de Bloch, Brahms, Debussy, Grieg, Mendelssohn, Regar, Schumann e de compositores russos como Miaskowski, Schnittke e Shostakovich. O seu CD de várias obras de Prokofiev com o pianista Ronal Brautigam recebeu críticas de elevado nível na imprensa internacional. Ferschtman é professor no Conservatório de Amesterdão e no Royal Conservatory em Den Hague. Orienta Master classes na Alemanha, França, Japão e, desde 1988, é professor na Summer Academy de The International Holland Music Sessions na Holanda. O professor Ferschtman toca num violoncelo Domenico Busan de 1766.
Mila Baslawskaja – começou os seus estudos musicais em Moscovo, sua cidade natal, na Central School of Music. Deu o seu primeiro recital com sete anos e tocou a solo com orquestra um ano mais tarde. Em 1970, Baslawskaja graduou-se no Conservatório de Moscovo e envolveu-se activamente na vida musical russa, como professora e executante. Trabalhou, entre outros, com Natalia Gutman, Oleg Kagan, Yuri Bashmet e Alexei Lubimov. Há mais de 30 anos que criou um duo com Ferschtman, que agora se apresenta. Depois de deixarem a União Soviética, estes músicos continuaram carreira na Europa juntos. Baslawskja realizou inúmeras gravações para rádio e televisões. Actualmente é professora nos Conservatórios de Amesterdão e Roterdão.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Já a seguir...

Com direcção musical de Artur Guimarães, estreia na próxima quinta-feira, dia 19 de Janeiro, no grande auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, o espectáculo “Musicais.com”: uma volta ao mundo pelo teatro musical numa versão em concerto de temas da Broadway e da Disney. Ficará em cena até dia 21 de Janeiro, sábado, sempre às 22h00.
No último dia do “Musicais.com”, depois do espectáculo, por volta das 23h30, no café-concerto, é a vez dos Jennifer Gentle, uma dupla de italianos obcecados pelos Pink Floyd, mostrarem o que valem. Juntos já gravaram três discos e vêm a Portugal em estreia absoluta e data única para nos apresentar “Valende”, o mais recente registo. Ao vivo, criam um clima complexo e intimista, por vezes sónico, por vezes psicadélico, mas sempre com uma personalidade original. De salientar ainda, como mais valia, sobretudo para quem não conhece o projecto, que dois dos frutos gerados em Itália pelos Jennifer Gentle são editados pela Subpop Records, selo de Seattle que fez história nos anos 90.

“Musicais.com” para todas as idades

Um elenco, uma orquestra e um corpo de baile enchem o palco com diversas “performances” que retratam os musicais de sempre num cenário envolvente, bem ao estilo nova-iorquino. É essa a proposta de “Musicais.com”, que não tem tempo nem idade e destina-se a todas as gerações. “West Side Story”, “Miss Saigon”, “Scents of Light”, “Cats”, “Fame”, “Chicago”, “Copacabana”, “O Fantasma da Ópera”, entre outros, são alguns dos musicais que podemos conhecer… Ou recordar… Premiando também os mais novos com grandes êxitos da Disney: “O Rei Leão”, “Aladino” e “A Bela e o Monstro”. Seja a emoção de um dueto, a carga dramática de um solo, o ritmo da dança ou a espectacularidade de um tema em “ensemble”, o objectivo é fazer música de qualidade e leva-la a todo o público, sem preconceitos.

Engenho das Ideias
MUSICAIS.COM

19 a 21 JANEIRO quinta a sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 10 euros
Direcção Musical Artur Guimarães
Uma volta ao mundo pelo teatro musical numa versão em concerto de temas da Broadway e da Disney. Um elenco, uma orquestra e um corpo de baile enchem o palco com diversas “performances” que retratam os musicais de sempre num cenário envolvente, bem ao estilo nova-iorquino. “Musicais.com” não tem tempo nem idade e destina-se a todas as gerações. “West Side Story”, “Miss Saigon”, “Scents of Light”, “Cats”, “Fame”, “Chicago”, “Copacabana”, “O Fantasma da Ópera”, entre outros, são alguns dos musicais que podemos conhecer… Ou recordar… Premiando também os mais novos com grandes êxitos da Disney: “O Rei Leão”, “Aladino” e “A Bela e o Monstro”. Seja a emoção de um dueto, a carga dramática de um solo, o ritmo da dança ou a espectacularidade de um tema em “ensemble”, o objectivo é fazer música de qualidade e leva-la a todo o público, sem preconceitos.

“Valende”
JENNIFER GENTLE (it)

21 JANEIRO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Uma dupla de italianos obcecados pelos Pink Floyd, que juntos já gravaram três discos. Vêm a Portugal em estreia absoluta e data única para nos apresentar “Valende”, o mais recente registo. Ao vivo, criam um clima complexo e intimista, por vezes sónico, por vezes psicadélico, mas sempre com uma personalidade original. De salientar ainda, como mais valia, sobretudo para quem não conhece o projecto, que dois dos frutos gerados em Itália pelos Jennifer Gentle são editados pela Subpop Records, selo de Seattle que fez história nos anos 90.
www.jennifergentle.it
www.subpop.com

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

A Dama do Encantado...

Poucas cantoras brasileiras têm o prestígio e o currículo variado desta soprano nascida no Rio de Janeiro. De Tom Jobim a Chico Buarque, passando por Djavan, Edu Lobo, Jacques Morelembaum e Egberto Gismonti, Olivia Byington já dividiu o palco com as maiores estrelas da música brasileira. Quando actuou em Portugal pela primeira vez, Nuno Pacheco do jornal Público escreveu: “Na voz de Olivia não há o menor deslize ou falha, tudo parece de uma harmonia insuperável…”. Desde então, voltou para se apresentar na Expo 98 e no Centro Cultural de Belém onde empolgou a plateia com “A Dama do Encantado”. Em 2004, com o compositor e instrumentista Egberto Gismonti, apresentou um virtuosíssimo repertório de canções para as plateias portuguesas com o concerto “A Fala da Paixão”. No seu espectáculo actual, Olivia mistura Lenine e Caetano Veloso com peças dos seus dois trabalhos mais recentes passando por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, sem deixar a cadência dos sambas memoráveis de Noel Rosa e Assis Valente. O seu novo repertório inclui uma canção do compositor e instrumentista português Pedro Jóia em parceria com Tiago Torres da Silva. Sente-se o prazer de acompanhar virtuosismo e graça na voz de uma cantora que surpreende pela musicalidade e timbre. Como disse a imprensa na altura da sua primeira apresentação em Lisboa: “... Para o público português esta é uma rara oportunidade de ouvir uma das grandes vozes femininas do Brasil. E será um desperdício perdê-la”.
www.oliviabyington.com.br

Ciclo “Vozes em Viagem”
OLIVIA BYINGTON (br)

5 FEVEREIRO domingo 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Tome nota...

Ernesto de Melo e Castro, que em Fevereiro inaugura uma exposição no Museu de Serralves, é o convidado de Luís Serguilha para apresentar o seu novo livro, "A Singradura do Capinador", dia 14 de Janeiro, sábado, no pequeno auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, pelas 17h30.
Para Melo e Castro, a poesia de Luís Serguilha é "um mar de palavras, imagens, metáforas, intermináveis e diferentemente sempre iguais, podendo os poemas começar e terminar em qualquer delas, em qualquer lugar ou tempo. Um interminável magma de sugestões, um escaldante rio de lava, é o que o leitor recebe, ao ler os poemas deste livro... Mar, magma, rio, lava, ebulição, energia em transformação, são certamente as metáforas que eu, como leitor, recolho destes textos, a que por isso mesmo chamo de poesia".
No dia de lançamento da nova obra do autor famalicense, o importante crítico, teórico literário e poeta falará da escrita de Luís Serguilha e em particular de "A Singradura do Capinador". Título que se vem juntar a uma já longa carreira literária, de onde fazem parte "O Périplo do Cacho", "O Outro", "O Externo Tatuado da Visão", entre outros.
A exposição em Serralves de Melo e Castro tem por título "O Caminho do Leve" e assinala os 50 anos de trabalho visual e literário deste importante autor português. Como podemos ler na página da Internet do Museu, “Ernesto de Melo e Castro é o fundador do contexto da Poesia Experimental portuguesa, assim como o editor e organizador de muitas das suas principais publicações. A poesia visual foi um ponto de partida para o início da arte conceptual em Portugal. Artistas e poetas iniciaram uma discussão sobre a natureza do objecto de arte, redefinindo-o e produzindo um impressionante conjunto de performances, happenings, exposições, livros e edições ao longo das décadas de 60 e de 70.
“Fortemente influenciados pela experiência Dada, cruzaram-na com as linguagens desenvolvidas no contexto Fluxus e com a experimentação semiótica da linguagem desenvolvida pelo grupo brasileiro Noigandres, tendo escapado ao contexto periférico e isolado português, ao publicarem os seus trabalhos nas mais importantes revistas e livros do contexto internacional da Poesia Visual. Dentro da especificidade do movimento experimental português, sublinha-se a inclusão em novas formas de expressão da tradição literária do Barroco ibérico.
“Esta é a primeira exposição antológica dos trabalhos de Ernesto Melo e Castro. Juntará filmes de artista, poemas, instalações e publicações, proporcionando a primeira introdução à obra de um dos mais relevantes artistas do contexto português dos anos 60 e 70”.

Lançamento de livro
MELO E CASTRO APRESENTA “A SINGRADURA…”
14 JANEIRO sábado 17.30 pequeno auditório
Entrada: LIVRE

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Boas entradas...

Concerto de Ano Novo
BANDA DE FAMALICÃO
Entrada: LIVRE
7 JANEIRO sábado 21.30 grande auditório
Maestro Fernando Marinho
Participação Especial Coro dos Alunos da Didáxis - Escola Cooperativa Vale S. Cosme

Noite de Homenagem à Discoteca Duke Ellington
80’ VINÍLICOS
13 JANEIRO sexta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
Ponto de encontro para recordar uma das discotecas míticas dos anos 80 em Portugal, a Duke Ellington. Uma noite dedicada ao vinil, com a presença dos DJ da altura e os temas que marcaram este espaço incontornável da história de Vila Nova de Famalicão. Quem por lá passou não deve faltar.

Música Alternativa
GOD IS AN ASTRONAUT (irl) + LINDA MARTINI (pt)
14 JANEIRO sábado 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
God Is An Astronaut São uma das mais promissoras bandas vindas da Irlanda nos últimos anos. Com provas dadas não só no seu país natal mas também na Europa, onde têm efectuado tours esgotadas em países como a Alemanha, França e Espanha. Aliado à grande carga emocional dos temas instrumentais (a voz é usada raramente e quando o é, toma forma apenas como mais um instrumento), os concertos (e também os discos, já que em ambos temos acesso a vídeos dos singles e a actuações da banda ao vivo) têm verdadeiros momentos de catarse, com a exibição de pequenas metragens, que acompanham todos os temas, quase todos eles, baseados em factos da natureza, experiências em animais, ou mesmo a acção da mão humana na Terra.
Linda Martini “No princípio existiu a urgência punk e o espírito “faz tu mesmo”. Em 2003 celebraram as cinzas e na sombra da cidade, por entre viagens suburbanas”, reclamam os Linda Martini. Trouxeram três guitarras, baixo, bateria, voz, samples, melódica, harmónica e o que mais ditou a ocasião. Única premissa na casa de partida: suar e cantar em português. Porque sim. A primeira maqueta foi gravada algures entre 2004 e 2005. A descobrir. Distraidamente…
www.godisanastronaut.com
www.lindamartini.tk
www.naked.pt


Engenho das Ideias
MUSICAIS.COM
19 a 21 JANEIRO quinta a sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 10 euros
Direcção Musical Artur Guimarães
Uma volta ao mundo pelo teatro musical numa versão em concerto de temas da Broadway e da Disney. Um elenco, uma orquestra e um corpo de baile enchem o palco com diversas “performances” que retratam os musicais de sempre num cenário envolvente, bem ao estilo nova-iorquino. “Musicais.com” não tem tempo nem idade e destina-se a todas as gerações. “West Side Story”, “Miss Saigon”, “Scents of Light”, “Cats”, “Fame”, “Chicago”, “Copacabana”, “O Fantasma da Ópera”, entre outros, são alguns dos musicais que podemos conhecer… Ou recordar… Premiando também os mais novos com grandes êxitos da Disney: “O Rei Leão”, “Aladino” e “A Bela e o Monstro”. Seja a emoção de um dueto, a carga dramática de um solo, o ritmo da dança ou a espectacularidade de um tema em “ensemble”, o objectivo é fazer música de qualidade e leva-la a todo o público, sem preconceitos.

“Valende”
JENNIFER GENTLE (it)
21 JANEIRO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Uma dupla de italianos obcecados pelos Pink Floyd, que juntos já gravaram três discos. Vêm a Portugal em estreia absoluta e data única para nos apresentar “Valende”, o mais recente registo. Ao vivo, criam um clima complexo e intimista, por vezes sónico, por vezes psicadélico, mas sempre com uma personalidade original. De salientar ainda, como mais valia, sobretudo para quem não conhece o projecto, que dois dos frutos gerados em Itália pelos Jennifer Gentle são editados pela Subpop Records, selo de Seattle que fez história nos anos 90.
www.jennifergentle.it
www.subpop.com


mala voadora/Fundação Calouste Gulbenkian
PHILATÉLIE
27 E 28 JANEIRO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
Concepção Dramatúrgica/Cénica Jorge Andrade
Texto Miguel Rocha
Intérpretes John Romão, Jorge Andrade e Sérgio Delgado
Desenho de Som Sérgio Delgado
“Philatélie” é uma co-produção da mala voadora e da Fundação Calouste Gulbenkian. O espectáculo baseia-se na manipulação de selos – selos que, projectados em grandes dimensões sobre uma tela, constituem o principal elemento visível na “cena”. Os selos começam por ser objecto de uma análise, quer filatélica, quer respeitante aos contornos históricos dos ícones neles patentes; são também motivo de impressões mais pessoais; e as suas figurinhas acabam por se tornar protagonistas de deambulações romanescas e, designadamente, de uma recriação da chegada dos portugueses ao Japão.

“Mistela”
SÉRGIO DELGADO (pt)
27 JANEIRO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
“Mistela” é uma divertida passagem musical pelas décadas de 70, 80 e 90, sem qualquer ordem nem estilo. O objectivo é realmente divertir, ouvindo músicas que já há muito tempo não se ouviam. Sérgio Delgado é compositor e assinou bandas sonoras para o teatro de peças como “Laranja Azul”, “O Despertar da Primavera” e “Woyzeck”, entre outras. Como DJ, é sobretudo no bar do bairro alto Fremitus que costuma actuar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Ainda este mês...

Música Moderna Portuguesa
HIGH FLYING BIRD (PORTUGAL)
10 Dezembro sábado 22.00 café-concerto
Entrada: livre
www.hfbird.8esfera.com
High Flying Bird é um projecto musical de Bruno Lopes, que em Março deste ano editou “Backyard Desert”, com produção de Paulo Miranda. Um trabalho mais elaborado e com alguns elementos novos no universo de High Flying Bird, como a percussão e loops electrónicos.

Teatro
OXÍMORO (MÉXICO)
16 e 17 Dezembro sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Autor e director: Marcos Barbosa
Intérpretes: Alhelí Guerrero, Efraín Mosqueada e José Olivares
Música original: Alejandro Padilla
Três actores ensaiam “Um Conto de Inverno”, de Shakespeare, e deparam-se com dificuldades, questionando o seu lugar como actores e a importância do teatro. Uma obra pautada por diversas linguagens, encenada no México por Marcos Barbosa, em estreia absoluta em Portugal.

Teatro Infantil
CIRCO MARIMBONDO (PORTUGAL)
19, 27 e 28 Dezembro segunda, terça e quarta 15.00
22 Dezembro quinta 11.00
Grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Uma hora de "desentendimento" total com música ao vivo (bateria e percussão, saxofones e realejo), malabares, magia cómica, acrobacia, muitos palhaços e Hannibal, o único elefante que cabe dentro de uma mala de cartão!...

Música Alternativa
LOOSERS (PORTUGAL) + MOUTHUS (EUA)
19 Dezembro segunda 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
www.loosersarefree.com
www.troublemanunlimited.com
Fulcral banda de Lisboa, os Loosers aglomeram múltiplas influências e pistas de várias tradições de música livre. Os Mouthus são norte-americanos e são vistos como uma das mais transgressoras entidades criativas em som a sair da vanguarda nova-iorquina do novo século.

Vozes em Viagem
YANN TIERSEN (FRANÇA)
21 Dezembro quarta 21.30 grande auditório
www.yanntiersen.com
ESGOTADO

Música Electrónica
METALUX (EUA)
30 Dezembro sexta 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.metalux.org
Concerto de pré-passagem-de-ano, altamente festivo e dançável. Banda da nova cena electrónica, que já vai no seu sexto álbum, com o sugestivo nome de “Victim of Space”, e que se traduz numa combinação de “sons doces com sons loucos”. A descobrir.

Sobe a palco dentro de momentos...

7 Dezembro quarta 21.30 grande auditório
Novo Circo
Ville Walo and Kalle Hakkarainen (FILÂNDIA)
ODOTUSTILA - WAINTING ROOM, A STATE OF WAITING

Entrada: 5 euros (preço único)
Encenação: Ville Walo, Kalle Hakkarainen e Anne Jämsä
Intérpretes: Ville Walo e Kalle Hakkarainen
Coreografia: Ville Walo, Kalle Hakkarainen e Katarina McAlester
Assistentes: Katarina McAlester, Micke Rejström
Guarda-roupa e Cenários: Anne Jämsä
Desenho de luz: Marianne Nyberg
Cinematografia e Montagem: Matias Boettge e Kalle Hakkarainen
Música: Brothom States, Ran Blake, Flanger, Jan Jelinek, Múm, Murcof, Kimmo Pohjonen, Schlammpeitziger e Susumu Yokota.
www.walonet.com

Ville Walo (malabarista) e Kalle Hakkarainen (mágico) usam as suas respectivas disciplinas tradicionais do circo clássico para criar uma peça moderna e inovadora que inclui a projecção de imagens em vídeo. Em finlandês, o título “Odotustila” significa “sala de espera” ou “estado de espera ou expectativas”.

“ODOTUSTILA” - WAINTING ROOM, A STATE OF WAITING
O Estado de Espera – A Sala de Espera


Diz-se que, nas cidades modernas, o cidadão gasta, em média, o equivalente de 15 dias da sua vida parado nos semáforos à espera que abra o sinal verde.

O Novo Circo enquadra-se cada vez mais no mundo da dança e do teatro. Na peça “Odotustila” trata-se de dois homens sentados num banco de uma sala de espera numa estação. A espera – marcada pela impaciência, lentidão, intensidade e frustração – torna-se movimento físico. No espaço público, a pessoa que fica à espera é simultaneamente observadora e alvo dos olhares dos outros. A multidão pode esconder uma destas pessoas, mas o grupo apercebe-se dela, marcando-a de maneira que a pessoa se sente mais isolada ainda. A estação é um sítio de encontros, coincidências e sorte, ou seja, um cruzamento de diversos caminhos. O palco é simultaneamente sala de espera e máquina de filmagens que manipula o tempo através do relógio na torre da estação. Durante a peça, as ilusões de magia e movimento físico combinam com a imagem do vídeo, criando uma totalidade narrativa que nada tem de ambíguo ou quotidiano. Os movimentos dos objectos, das imagens e da plasticidade unem-se através das formas e temas semelhantes. O teatro não falado mas acompanhado por música é intenso e sonhador.

Na peça “Odotustila”, o circo não é burlesco, é a linguagem mais importante durante o espectáculo. Portanto há muito humor ambivalente que sai de situações absurdas. O circo estético e sonhador mostra o estado de espírito atrás destas situações do dia-a-dia. O mundo ao redor pode ser visto através das distorções e ilusões produzidas e reflectidas na mente do indivíduo. Durante o espectáculo destaca-se a beleza de misteriosas coincidências e a linguagem da dança e do movimento.
Odotustila estreou no dia 26 de Abril, 2003 no Teatro Kiasma, na Galeria Nacional Finlandesa, Helsínquia.

Ville Walo
Começou o malabarismo em 1991 e desde então tem-se dedicado à perfeição da sua arte. Em 1995 tornou-se profissional. No desenvolvimento do seu próprio estilo, é inspirado nos antigos musicais norte-americanos e o ‘tap dancing’ do Fred Astaire e Gene Kelly, e também nos movimentos experimentais de arte do início do século XX: o futurismo, o Bauhaus e o modernismo russo. Na sua actuação, pretende juntar movimentos de dança ao malabarismo para criar uma expressão corporal mais unida. O seu objectivo é de desenvolver uma nova técnica de malabarismo e não colocar truques já antigos num espectáculo novo. No seu trabalho usa uma variedade de objectos e encontra novos usos para os objectos clássicos do malabarismo: mocas, bolas e caixas de charutos. Considerando a forma geométrica destes objectos, Ville Walo tenta imaginar qual seria o movimento certo de cada objecto se este fosse capaz de se movimentar sozinho. Com este empenho, pretende dar mais significado ao seu malabarismo, tornando mais forte esta expressão de arte independente. Organiza o 5-3-1 Festival of New and Experimental Juggling com Maksim Komaro e faz parte da Peapot Video, uma empresa pequena que produz filmes de malabarismo interessantes e divertidos. Além do seu trabalho a solo e em grupo, tem trabalhado com a Companhia Jérôme Thomas.

Kalle Hakkarainen
Kalle Hakkarainen é um mágico e realizador de filmes com 20 anos de idade. Tornou-se profissional em 1997 e faz espectáculos para festas de grandes empresas, barcos de cruzeiro e outros eventos. Kalle Hakkarainen dedica-se à invenção de novas formas de magia e novos truques. Já publicaram as suas criações mágicas em várias revistas, inclusive a MAGIC, a revista mais importante no mundo da magia. Tem dado aulas de magia em diversas escolas de circo e magia na Finlândia. Kalle Hakkarainen já concorreu com êxito em vários concursos de magia, e em 2000 ganhou o 3º lugar no Campeonato Mundial da Magia (FISM) na categoria de Invenções. É um dos mágicos mais novos a ser premiado ao nível internacional. Além da carreira de mágico, tem realizado curtas-metragens e vídeos e trabalha como consultante para publicidades e vídeos na televisão. Organizou em 2001-2002 o único clube de circo e variedades na Finlândia, chamado “Magic Café”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

É já amanhã:

Sons em Trânsito
CELSO FONSECA (BRASIL)
24 Novembro quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.celsofonseca.com.br
Celso Fonseca tem uma carreira alicerçada num percurso brilhante enquanto compositor e produtor. Nestas qualidades, já colaborou com quase todos os nomes mais importantes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Daniela Mercury, Adriana Calcanhotto, Ney Mattogrosso, Carlinhos Brown, Virgínia Rodrigues, etc, etc, etc… Até do “nosso” António Chainho, Celso Fonseca já foi produtor! Porém, é em 2003, com o lançamento de “Natural” pela famosa editora belga Crammed, que Celso se torna popular na Europa, sendo constantemente apelidado de renovador ou revolucionário da bossa nova. O sucesso junto da crítica é imediato e Celso Fonseca conquista um respeitável culto em alguns países europeus, entre os quais Portugal. Este ano, chegou aos escaparates “Rive Gauche Rio”, que mais uma vez obteve os mais rasgados elogios da crítica sendo um digno e coerente sucessor do disco de 2003. Todo o açúcar da MPB por um dos mais brilhantes músicos da nova geração!

Sons em Trânsito
“Serão de Conta Contos”
ANTÓNIO FONTINHA (PT) + CARLES DOMINGO (ES)
24 Novembro quinta 00.00 café-concerto
Entrada: livre
Carles Domingo: Com 20 anos de carreira e um currículo que contabiliza mais de 700 apresentações de contos e histórias para crianças e adultos, Carles é um economista totalmente dedicado à continuidade da tradição espanhola de contar histórias. Fundador do Grupo Fábula, Carles participa regularmente em festivais e eventos dedicados à narração de histórias em diversos países e está há 10 anos à frente da programação das temporadas de espectáculos de histórias para adultos do Café de La Luna (Logroño). Costuma participar em todas as edições dos Festivais de Narradores da Argentina, Colômbia, Brasil, Portugal, para além das actuar em todo o território espanhol. É sócio fundador da Editorial Tándem, especializada em Literatura Infantil e Juvenil.

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

:: NOVEMBRO + Sons em Trânsito ::

Música Electrónica
“Our Aura Hour”
KEVIN BLECHDOM + PLANNINGTOROCK (US/DE)

1 Novembro terça 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.kevyb.com
www.chicksonspeed-records.com


Música Alternativa
JARBOE (US)
Voz: Jarboe
Baixo e Violino: Paz Lenchantin
Baterias: Phil Petrocelli e Mike Rollins
Guitarras: Nic Le Ban
2 Novembro quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.thelivingjarboe.com

Clássicos do Bailado Internacional
“O Lago dos Cisnes” (1ª parte)
CONCERTO PEDAGÓGICO

3 Novembro quinta 15.00 grande auditório
Entrada: 1 euro

Clássicos do Bailado Internacional
“O Lago dos Cisnes” (2ª parte)
ATELIER PEDAGÓGICO

10 Novembro quinta 15.00 grande auditório
Entrada: livre (mediante inscrição)

Clássicos do Bailado Internacional
Ballet Estatal do Palácio da Música de Kiev
O LAGO DOS CISNES

Música: Pytor Ilyich Tchaikovsky
Coreografia: Valery Kovtun
10 Novembro quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 15 euros (preço único)

Música Moderna Portuguesa
POST HIT
11 Novembro sexta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
www.ptgate.pt/posthit

Música Alternativa
“Open Cuts”
MEIRA ASHER + GUY HARRIES (ISRAEL/HOLANDA)

12 Novembro sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.meiraasher.com

Novo Circo
Cie O Último Momento
PEUT-ÊTRE (FR)

16 Novembro quarta 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)

Música Alternativa
BARBEZ + SIKHARA (US)
18 Novembro sexta 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.barbez.com
www.vidioatak.org/insect/sikhara


Música Ibérica
Concerto para violino e guitarra
DUO MARR/BARCELÓ (ES)

19 Novembro sábado 22.00 pequeno auditório
Entrada: livre

Música Alternativa
JAMES YORKSTON (US)
20 Novembro domingo 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
www.jamesyorkston.co.uk

Sons em Trânsito
“Atelier de Hip-Hop”
D. MARS (Rapper) & RUI MIGUEL ABREU (Jornalista)

21, 22 e 23 Novembro segunda, terça e quarta 10.30 café-concerto
Entrada: 1 euro (mediante inscrição)

Sons em Trânsito
“Atelier de Construção de Instrumentos Musicais”
PANGEIA INSTRUMENTOS

21, 22 e 23 Novembro segunda, terça e quarta 15.30 sala de ensaios
Entrada: 1 euro (mediante inscrição)

Sons em Trânsito
“Hora do Conto”
ANTÓNIO FONTINHA (PT)

24 Novembro quinta 10.30 e 15.30 pequeno auditório
Entrada: 1 euro

Sons em Trânsito
CELSO FONSECA (BRASIL)
24 Novembro quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.celsofonseca.com.br

Sons em Trânsito
“Serão de Conta Contos”
ANTÓNIO FONTINHA (PT) + CARLES DOMINGO (ES)

24 Novembro quinta 00.00 café-concerto
Entrada: livre

Sons em Trânsito
VICTOR GAMA (PT) + FAIZ ALI FAIZ (PAQUISTÃO)
25 Novembro sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.pangeiainstrumentos.org
www.accords-croises.com


Sons em Trânsito
MAHMOUD AHMED (ETIÓPIA)
30 Novembro quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)

Sons em Trânsito
ARMENIAN NAVY BAND (ARMÉNIA)
1 Dezembro quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.albakultur.de

Sons em Trânsito
“Hora do Conto”
DIEGO CALAVIA (ES)

2 Dezembro sexta 10.30 e 15.30 pequeno auditório
Entrada: 1 euro

Sons em Trânsito
JUNE TABOR (INGLATERRA)
2 Dezembro sexta 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.topicrecords.co.uk

Sons em Trânsito
TOUMANI DIABATÉ & THE SYMMETRIC ORCHESTRA (MALI)
3 Dezembro sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)

Sons em Trânsito
“Serão de Conta Contos”
NOEMÍ CABALLÉ + DIEGO E CARLES PEDRAGOSA (ES)

3 Dezembro sábado 00.00 café-concerto
Entrada: livre

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Um novo ciclo...


Clássicos do Bailado Internacional
“O Lago dos Cisnes” (1ª parte)
CONCERTO PEDAGÓGICO

3 Novembro quinta 15.00 grande auditório
Entrada: 1 euro
Esta iniciativa, dirigida ao público escolar, pretende preparar os alunos para receber melhor a obra no seu todo, dessacralizando o universo do bailado e da música clássica. O concerto está a cargo do pianista António Oliveira (professor no Conservatório de Música do Porto) e do violinista Carlos Pinto da Costa (director pedagógico da escola de Música de Esposende), sendo comentado por Mário Azevedo (professor de Repertório na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto).

Clássicos do Bailado Internacional
“O Lago dos Cisnes” (2ª parte)
ATELIER PEDAGÓGICO

10 Novembro quinta 15.00 grande auditório
Entrada: livre (mediante inscrição)
Segunda parte da acção pedagógica iniciada com o concerto comentado. Visita guiada aos bastidores e assistência ao ensaio geral do Ballet Estatal do Palácio da Música de Kiev.

Clássicos do Bailado Internacional
Ballet Estatal do Palácio da Música de Kiev
O LAGO DOS CISNES

Música: Pytor Ilyich Tchaikovsky
Coreografia: Valery Kovtun
10 Novembro quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 15 euros (preço único)
O corpo de baile do Ballet Estatal é constituído pelos melhores bailarinos, formados na academia do Palácio da Música de Kiev. Os solistas e os directores integram tanto o Ballet do Palácio da Música como da Ópera de Kiev, sendo grandes figuras do panorama internacional do ballet clássico.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Ópera electrónica hiperactiva...




Música Electrónica
“Our Aura Hour”
KEVIN BLECHDOM + PLANNINGTOROCK (US/DE)

1 Novembro terça 21.30 grande auditório
(31 Outubro segunda 23.00 zdb - galeria zé dos bois)
Entrada: 5 euros (preço único)
www.kevyb.com
www.chicksonspeed-records.com


Das mais carismáticas e produtivas figuras da sempre produtiva e hiperactiva cena electrónica californiana, a par de Matmos, Kid 606, Blevin Blectum ou Lesser, Kevin Blechdom regressa a Portugal para apresentar o seu novo álbum, «Eat My Heart Out», editado pela Chicks On Speed.

Se o seu trabalho, especialmente no contexto de uma actuação, sempre se pautou por uma forte componente performativa teatral, «Eat My Heart Out» leva essa tendência até ao campo da ópera electrónica, arriscadíssima iniciativa que completou com todo o sucesso.

Apesar de elementos pertencentes ao domínio do camp, Kevin está já num patamar de ser tão boa a ter mau gasto que quaisquer sublinhados à importância do «kitsch» na sua arte vão perdendo cada vez mais o sentido. «Eat My Heart Out» encontra o que «Tommy» e os Who se esforçaram demais para obter, através de um laptop e de um elenco de personagens produtiva da esquizofrenia de Blechdom, que faz os mais variados papéis, enquanto disseca a dor e a solidão pós-relacional ao longo de dezanove faixas. Pegando em exemplos de sucesso da ópera na canção pop - lembremo-nos dos esforços neste campo de Ray Davies com os Kinks -, Blechdom parece ir tragar esteticamente aos épicos dos Styx e Spinal Tap, mantendo um apreço especial por instrumentação acústica mal sintetizada (trompetes e percussão cortesia tanto Casio 80s quanto Macintosh), filtrado pelo passado académico que teve na celebrada Mills College (onde tomou contacto com os campos mais experimentação da música e programação electrónica).

PLANNINGTOROCK

Propriedade artística de Janine Rostro, Planningtorock apresenta uma proposta muito pouco usual dentro dos campos da música electrónica. Lembrando mais bandas de género e sensibilidades femininas da no-wave e do pós-punk (pense-se em Mars, Y Pants, Ut ou Slits) do que «patches» de Max/MSP, Rostro traz a sua bruxaria de teclados e vocalizações de pop macabra para o palco, acompanhada de personagens faz-de-conta simétricas, que são projectadas sobre o seu corpo.

Actualmente alternando residência entre o Reino Unido e Berlim, tornou-se recentemente fundadora de uma editora, a Rostron, na qual já publicou trabalhos de Kevin Blechdom, Soft Pink Truth ou Max Turner. Entusiastas dos Deerhoof, Kate Bush, Laurie Anderson, «Return of Zelda», «Wizard of Oz» ou «Tron» estão mais que encorajados a marcar presença.

OUR AURA HOUR
(Kevin Blechdom + Planningtorock)


Espectáculo estreado este ano em Berlim, o «Our Aura Hour» é o trabalho de Kevin Blechdom e Planningtorock, tanto aglutinado quanto sobreposto e colaborativo. Criando vídeo, «performance», teatro e, claro, música, o «Our Aura Hour» contém ainda uma série de peças criadas propositadamente para o projecto em questão. Harmonias vocais em duo, sapateado, laptops, banjo ou um corpo de baile em vídeo, são alguns dos elementos deste evento, que foi recentemente apresentado também em Londres. Parece que é festa a sério.


terça-feira, 11 de outubro de 2005

O regresso de um génio...


Música Alternativa
MARK EITZEL (EUA)
19 Outubro quarta 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
www.markeitzel.com
www.exitproductions.com/amc


Mark Eitzel, líder carismático da banda de culto americana American Music Club (AMC), regressa a Portugal para apresentar o seu novo álbum “Candy Ass”, recentemente editado. Depois de ter passado por Portugal a solo, o ano passado, pelo palco songwriters em Paredes de Coura, e de já este ano ter pisado palcos nacionais com os AMC no passado mês de Maio, é a vez de termos o regresso do génio de Eitzel à solta e a solo num concerto que, pelas características e dimensões do espaço, se prevê tão intenso, quanto único, algo a confirmar no próximo dia 19 de Outubro, no café-concerto da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, pelas 23h30.

Quer com a sua carreira a solo, quer como líder da banda de culto americana AMC, Mark Eitzel colocou-se claramente ao lado dos nomes mais sonantes da música contemporânea. Excelente cantor acaba também por ganhar enorme notoriedade pelo seu brilhantismo como compositor, combinando a energia do punk, a beleza pastoral da folk e o melodrama por vezes presente na música indie, para construir um dos conjuntos de poemas mais impressionantes e “negros” da pop moderna.

Nascido a 30 de Outubro de 1959, em Walnut Greek (Califórnia), o serviço militar leva-o a todo o lado desde a Grã-Bretanha até Colombo no Ohio. No começo da sua adolescência descobre o cristianismo, mas com 16 anos rejeita a religião em favor do álcool. A sua relação de amor/ódio com a garrafa tornou-se muito mais importante que o subsequente trabalho como performer. Inspirado pelo punk, formou ocasionalmente o seu próprio grupo, os Naked Skinnies, e com eles mudou-se para San Francisco em 1980, mas a banda dissolveu-se rapidamente tendo três anos mais tarde formado os AMC.

A existência ao longo de doze anos dos AMC foi muito tumultuosa. Eitzel enfrenta os demónios em palco e ganha notoriedade pela reputação menos positiva (apesar do elogio da crítica). Abandona a banda por diversas vezes e, em 1991, enquanto lidera ainda os AMC, começa a sua carreira a solo com “Songs of Love”, um registo acústico gravado ao vivo em Londres. O subsequente single gravado para a Matador, o fabuloso “Take Courage”, faz aumentar os rumores acerca do fim da banda, mas a verdadeira “implusão” não acontece antes da gravação de “San Francisco” em 1994. Pelo meio grava “Son” com os Toiling Midgets, assumindo aqui também o papel de vocalista. Nessa altura Eitzel começa a perseguir o reconhecimento na sua carreira a solo, com a edição de “60 Watt Silver Lining”, em 1996. Em 1997, Eitzel forma equipa com Peter Buck, guitarrista dos REM, e numa questão de dias escrevem e gravam “West”, que cruza os poemas de Eitzel com a inteligência e as melodias pop de Buck.

Em 1998, “Caught In A Trap…” é gravado com ajuda de Steve Shelley dos Sonic Youth e James McNew dos Yo La Tengo. Em 2002 grava dois álbuns de covers. Um tributo ao trabalho de outros songwriters, “Music for Courage and Confidence”, e outro, que é um olhar do passado das suas próprias canções nos AMC, interpretadas com um grupo folk Grego - “The Ugly American”. Em 2005, os AMC voltam às edições com “Love Songs for Patriots”, mas Mark Eitzel, apesar disso, acaba também de editar mais um álbum a solo, “Candy Ass”, provando uma vez mais a sua enorme capacidade criativa.

Discografia seleccionada de Mark Eitzel a solo:
Songs of Love – Live - Demon Records (1991)
Take Courage - 7" - Matador Records (1991)
60 Watt Silver Lining - Warner Bros. (1996)
West - Warner Bros. (1997)
Lover's Leap USA - Self-released in 1997
Caught In A Trap And I Can't Back Out 'Cause I Love You Too Much, Baby - Matador Records (1998)
The Invisible Man - Matador Records (2001)
Eitzel Superhits International - Self-released (2001)
Live on WFMU - Self-released (2001)
Proclaim Your Joy - 7" - Matador Records (2001)
Music for Courage and Confidence - New West Records (2002)
The Ugly American - Tongue Master (2003)
Candy Ass - Cooking Vinyl (2005)

Discografia seleccionada de Mark Eitzel nos AMC:
The Restless Stranger - Grifter Records (1985)
Engine - Frontier/Grifter Records (1987)
California - Demon Records (1988)
United Kingdom - Demon Records (1989)
United Kingdom/California - Demon Records (1990)
Everclear - Alias Records (1991)
Mercury - Virgin/Reprise Records (1993)
Johnny Mathis' Feet + Live Tracks - Reprise Records (1993)
San Francisco - Virgin/Reprise Records (1994)
American Music Club 1984-1995 - Undertow Music (2004)
Love Songs for Patriots - Cooking Vinyl (2005)
A Toast to You - self-released (2005)

Discografia seleccionada de Mark Eitzel nos Toiling Midgets:
Son - Matador (1992)

Concerto para apreciadores de:
Jeff Buckley
Elliott Smith
(Smog)
Cat Power
Damien Jurado
Vic Chesnutt
Freedy Johnston
The Silver Jews
The Pernice Brothers
Mark Lanegan
Hederos & Hellberg
Mark Hollis
Matt pond PA
Matt Keating
Jenny Toomey
Bruce Cockburn
Joe Henry
Jakob Dylan
The Apartments
Dave Schramm
Joel Phelps

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Jazz em português...

Jazz
CARLOS POLÓNIA
Voz, Guitarra e Harmónica: Carlos Polónia
Guitarra e Voz: António Mão de Ferro
Baixo: Manuel Barros
Bateria: Tony Thorpe
15 Outubro sábado 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros (preço único)

Carlos Polónia, músico multifacetado e verdadeiro homem do blues, actua no dia 15 de Outubro, sábado, no café-concerto da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, pelas 23h30. A acompanhá-lo surgem António Mão de Ferro (guitarra e voz), Manuel Barros (baixo) e Tony Thorpe (bateria).

O humor, presente nas letras e intervenções do cantor, cria um espectáculo único e delirante, cheio de mordacidade, politicamente incómodo e de crítica de costumes, com uma sólida base musical. Nos concertos, o destaque vai assim para o humor e actualidade q.b., num espectáculo em que vale a pena estar atento às letras originais, na sua maioria do próprio Carlos Polónia e de Pedro Taveira, que sabem deixar uma boa fotografia de época, disparando farpas em diversas direcções, denunciando a hipocrisia reinante, abordando de forma mordaz temas incómodos e politicamente incorrectos como a toxicodependência, o alcoolismo, a exclusão, o nazismo, o racismo, não deixando de aprofundar assuntos como a perda, a solidão e o amor.

Polónia reconhece a inspiração na tradição da análise sociológica e crítica de costumes deixada por Gil Vicente, Bocage e Eça de Queirós. No Porto, de onde é natural, consideram-no o verdadeiro homem do blues, cantado em português, com pronúncia e gíria genuínas!!!

“Acústico”, o seu trabalho mais importante, revela uma sonoridade electro-acústica, dentro do que se pode designar como blues canção urbano. Gosta de ouvir Peter Green, James Cotton, JJ Melteau, Johny Winter, John Mayal e Steve Morse entre muitas outras coisas. Como baterista, harmonicista, guitarrista ou cantor, este músico multifacetado tem colaborado em inúmeros projectos artísticos, incluindo uma passagem pelo cinema (“Coraçõe Periféricos”, de Fernando Ávila, com argumento de Carlos Tê).

Acompanhou desde cedo o nascer do chamado Rock Português, tocando com a sua banda nas primeiras partes dos UHF e dos Afonsinhos do Condado. A sua experiência vem desde a banda de uma Igreja de Frades Capuchinhos, onde tocava bateria madrepérola, aos concertos de promoção e gravação, no papel de guitarrista e vocalista, do álbum do João C. Bom, tendo este trabalho sido produzido e apadrinhado por Rui Veloso, que inclusivamente tocou guitarra nalguns temas. Fez o trabalho diário no circuito de bares e discotecas por todo o país, durante vários anos. Recentemente participou no disco de Luís Portugal com duas canções.

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Para os mais novos...


Musical
A FLAUTA (QUASE) MÁGICA
Companhia de Música Teatral
Música e Direcção Artística: Paulo Maria Rodrigues
Encenação: José Geraldo
Multimédia Interactiva: Luís Girão
Animação Visual: João Raposo
Espaço Cénico e Figurinos: Pedro Andrade
Som: Nuno Oliveira
Desenho de Luz: Manuel Alão
Intérpretes: Ana Paula Almeida, Isabel Nogueira, Jorge Leal, Nuno Dias e Paulo Neto
14 Outubro sexta 21.30
15 Outubro sábado 16.00
16 Outubro domingo 11.00
Grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.musicateatral.com

Criado a pensar nas crianças, estreia na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, no dia 14 de Outubro, o musical “A Flauta (Quase) Mágica”, uma reinterpretação de “A Flauta Mágica” de Mozart, pela Companhia de Música Teatral.

Partindo da ideia e do material musical original, pretende-se fazer uma reescrita da peça, mantendo algum referencial de partida, mas usando sobretudo ideias originais, musicais e dramáticas. No centro está a figura de DJ Moz, um músico verdadeiramente transdisciplinar e actual que se socorre dos vários talentos de uma equipa criativa, e também do público, para criar algo que está algures entre uma peça de música, de teatro e de arte digital.

Pensado para todas as idades, o humor e a caricatura são elementos chave, bem como a conjugação de várias linguagens musicais, artísticas e uma forte componente tecnológica. No primeiro dia, sexta-feira, o espectáculo tem início às 21h30; no segundo dia, 15 de Outubro, sábado, às 16h00; e no último dia, 16 de Outubro, domingo, às 11h00.

A Companhia de Música Teatral (CMT), autora do espectáculo, procura dinamizar a produção de iniciativas de carácter interdisciplinar, privilegiando a música como ponto de partida para a interacção entre várias técnicas e possibilidades de comunicação artística. Desde a sua fundação, a CMT tem criado e apresentado espectáculos em Portugal e Espanha. As suas criações incluem os espectáculos As Cidades e a Serra, Uma Prenda para Eugénio de Andrade (em co-produção com o Coro de Câmara de Lisboa), O Gato das Notas, BebéBabá, Andakibébé, Nós e Vozes e as instalações interactivas BébéCúcú e Tribunal da Ralação (em co-produção com a Artshare).

A CMT tem desenvolvido um trabalho pioneiro de articulação entre a investigação académica, a produção artística, a criação tecnológica, o envolvimento da comunidade e a divulgação para o público de ideias recentes sobre a importância da experiência musical nas idades mais precoces. Prosseguindo fins educativos e de divulgação, a CMT tem promovido a difusão das obras apresentadas a público através da edição em vários suportes, tendo editado já o vídeo O Gato das Notas e, em parceria com a editora Campo das Letras, as obras Andakibebé (livro e CD) e BebéBabá - da musicalidade dos afectos à musica com bebés (livro e vídeo; publicado também nos EUA).

terça-feira, 4 de outubro de 2005

"Injustamente esquecidos"...


Música Moderna Portuguesa
CORSAGE
7 Outubro sexta 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros
www.corsagemusic.com

Quando na sexta-feira, 7 de Outubro, pelas 23h59, terminar a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, os Corsage estarão por essa altura a tomar conta do palco do café concerto da Casa das Artes. Esta será sem dúvida uma excelente oportunidade de se iniciar o período de reflexão, com continuidade no dia seguinte, na presença do duo americano dream pop Parker and Lily.

Os Corsage navegam num caldeirão musical estimulante desde o surf rock ao brit pop, e mais um sem número de referências que, segundo os próprios, vão desde The Go-Betweens a Roxy Music, passando por Tom Waits e Burt Bacharach. No entanto é ainda possível inserir a banda no universo que viaja entre uns The Walkabouts, Nick Cave, Costeau, Tindersticks e Calexico.

Os Corsage formaram-se em 2003 tendo como membros fundadores Pedro Temporão (baixo, também elemento dos Raindogs e fundador dos extintos Cello) e Henrique Amoroso (vocais, saxofone e percussão). A necessidade de criar composições menos escuras e outonais tão características dos Raindogs foram o mote. Mais tarde juntaram-se Fred Cunha (bateria e percussão) e Carlos Santos (teclas), ambos também elementos dos Raindogs. Já na segunda metade de 2004, aderiram à causa Gonçalo Botelho (guitarras) e Nuno Damião (trompete e guitarra).

Apesar de projecto paralelo de alguns elementos dos Raindogs, tal não significa um mero passatempo, tendo vindo paulatinamente a merecer reconhecimento por parte do público e da crítica. Com apenas um EP homónimo editado em 2004 pela Camouflage Records, recheado de melodias introspectivas mas sem o ar soturno dos Raindgos, os Corsage conseguiram ver o seu registo de estreia reconhecido como o segundo melhor de 2004, segundo os ouvintes da Rádio Universidade de Coimbra, numa votação realizada no programa Santos da Casa (o mais antigo programa de rádio inteiramente dedicado à música portuguesa) e viram o seu vídeo “Wedding By The Mall” conquistar também a primeira posição no TOP5 do programa “Ultrasons” transmitido pela RTPN.

Já em 2005, os Corsage gravaram uma versão para “Rhymes Of Goodbye” de Scott Walker, que faz parte da compilação tributo “Angel Of Ashes” editada pela Transformadores, dedicada a este artista, considerado uma das maiores referências do rock "made in UK". Neste momento, preparam um álbum que deverá ver a luz do dia ainda este ano, podendo já alguns dos temas ser escutados em versão demo na página oficial da banda.

No seu primeiro EP, os Corsage contaram ainda com a participação de Matt Howden, que toca violino em "The Getaway" e "Friendly Sun". Matt Howden, para além da sua carreira a solo, é ainda membro dos Raindogs, Hawthorn e Sol Invictus (o seu projecto de maior visibilidade).

DISCOGRAFIA ::

Corsage (EP) - 2004 - Camouflage Records

POSTO DE ESCUTA ::

http://www.corsagemusic.com/mp3/Rhymes%20Of%20Goodbye.wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/The%20Getaway.wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/Love%20Is%20A%20Pirate%20(excerto).wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/Wedding%20By%20The%20Mall%20(excerto).wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/Ride%20On%20My%20Cortina%20(excerto).wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/God%20Save%20McQueen%20(excerto).wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/La%20Strada%20Suite%20(excerto).wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/Friendly%20Sun%20(excerto).wma
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http://www.corsagemusic.com/mp3/You%20Suicide%20Me%20(excerto).wma

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Música Alternativa
JARBOE (EUA)
Voz: Jarboe
Baixo e Violino: Paz Lenchantin
Baterias: Phil Petrocelli e Mike Rollins
Guitarras: Nic Le Ban
2 Novembro quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.thelivingjarboe.com

JARBOE, uma das figuras de proa da cena alternativa mundial, que com Michael Gira dava voz aos SWANS - uma das maiores bandas de culto norte-americanas de sempre - vem a Portugal apresentar temas do seu novo disco “The Men Album”.

O concerto de JARBOE está previsto para o grande auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, no dia 2 de Novembro, e no dia anterior, 1 de Novembro, em Leiria, no Teatro Miguel Franco. O concerto assinala a primeira co-organização da Casa das Artes com o Fad In Festival.

Em palco, JARBOE será acompanhada pelos bateristas Mike Rollins e Phil Petrocelli (dos Black Noise Cannon), pelo guitarrista Nic Le Ban (com o qual tem dois discos gravados) e pela violinista e baixista Paz Lenchantin (A Perfect Circle, Zwan, e recente colaboradora de A Silver Jews, Brightblack e Entrance).

Filha de dois antigos agentes do FBI, JARBOE possui um passado complexo e simultaneamente fascinante, que vai da religiosidade obsessiva da sua adolescência (onde não faltavam cerimónias extremas de manifestação de fé, como o manuseamento de répteis), à participação de “trabalho de sexo pouco ortodoxo” - para usar as suas próprias palavras - em várias cidades americanas, antes de se envolver directamente na música.

JARBOE é há muito conhecida como um dos espíritos mais ferozes da música moderna e da subcultura rock. É uma artista inteligente e agressiva, dotada de um nível musical que sempre preferiu criar visões de choque do que submeter-se aos estereótipos e às explorações da indústria musical mainstream. Ajudada fortemente pelo seu talento vocal, que vai do timbre de menina de escola, passando pelo apelo sedutor de mulher fatal, e declinando, amiúde, no sussurro tão insinuante como demoníaco, JARBOE tem construído uma carreira sólida que conta já com nove álbuns a solo (mais os vinte que gravou com os SWANS) e mais de sessenta colaborações, dos quais se destaca o aclamado trabalho desenvolvido no disco de 2003, NEUROSIS & JARBOE.

O novo disco de JARBOE, “The Men Album” (com edição no mês de Outubro de 2005, através da Atavistic), durou cerca de seis anos a conceber. É um disco duplo e tem cerca de 20 temas. O rol de convidados e participantes neste disco é verdadeiramente impressionante: Blixa Bargeld (Einstuerzende Neubauten), Alan Sparhawk (LOW), Iva Davies (Icehouse), Jim Thirlwell (Foetus), Edward Ka-spel (Legendary Pink Dots), Paz Lenchantin (Zwan, A Perfect Circle), David Torn (David Bowie, David Sylvian), Chris Connelly (Revolting Cocks, Ministry, Pigface), David J (Bauhaus, Love & Rockets, The Jazz Butcher), Percy Howard (Bill Laswell, Meridiem), Steve Von Till (Neurosis), Joseph Budenholzer (Current 93, Lydia Lunch), Mika Vainio (PanSonic, Bjork), entre outros.

:: JARBOE é um ser estranho. No sentido de experimentar os limites físicos e espirituais do seu corpo, dedicou-se, paralelamente à extenuante existência dos Swans, a disciplinas tão díspares como o montanhismo, o levantamento de pesos, a corrida, o kick-boxing, a meditação e o budismo.

:: O trabalho de JARBOE, quer nos Swans quer a solo, tem merecido elogios e a atenção de publicações tão importantes como The Wire, New York Times, Time Out, Terrorizer, Spex People, ou Rolling Stone.

:: JARBOE mantém relações pessoais com personagens tão polémicas como Jim Thirlwell (Foetus) ou Lydia Lunch, e tão mediáticas quanto Blixa Bargeld (Einsturzende Neubauten) ou Maynard James Keenan, mentor dos Tool. Aliás, JARBOE é uma das intervenientes no disco “Thirteenth Step” dos A Perfect Circle, o outro projecto de Maynard.

:: O trabalho musical e as performances de JARBOE já foram retratados em livro, nomeadamente, no revolucionário “Angry Women” (com selo da RE-Search) da autoria de Andrea Juno, e em “Catamania” de Adele Olivia Gladwell, onde a autora teoriza sobre mulheres que se destacaram pelos seus legados artísticos personalizados.

:: A reedição do álbum “Anhedoniac” em 2004 (a versão original data de 1998) esteve envolta nalguma controvérsia. As fotos (da autoria do conceituado fotógrafo Richard Kern, em que JARBOE aparece nua, com um cinto de castidade, e com pinturas corporais) e o teor de algumas letras, levaram a que algumas gráficas se recusassem a fazer o trabalho.

DISCOGRAFIA SELECIONADA DE JARBOE ::

+ Thirteen Masks, (1991)
+ Red, (1991)
+ Beautiful People Ltd, (1993)
+ Warm Liquid Event, (1993)
+ Sacrificial Cake, (1995)
+ Anhedoniac, (1998)
+ Disburden Disciple, (2000)
+ Dissected, (2002)
+ Process, (2004)
+ Thirteen Masks - reissue, (2004)
+ Anhedoniac – reissue, (2004)
+ Beautiful People Ltd - reissue, (2004)
+ A Mystery of Faith, (2005)
+ The Men Album, (2005)
+ The Conduit, (2005)

DISCOGRAFIA DE JARBOE NOS SWANS ::

+ Greed, (1986)
+ Holy Money, (1986)
+ Time Is Money Bastard, (1986)
+ A Screw, (1986)
+ Public Castration is a Good Idea, (1986)
+ Children of God, (1987)
+ Feel Good Now, (1987)
+ New Mind, (1988)
+ Love Will Tear Us Apart, (1988)
+ The Burning World, (1989)
+ Saved, (1989)
+ Can't Find My Way Home, (1989)
+ Anonymous Bodies in an Empty Room, (1990)
+ Body to Body, Job to Job, (1991)
+ White Light from the Mouth of Infinity, (1991)
+ Love of Life, (1992)
+ Real Love, (1992)
+ Omniscience, (1992)
+ Kill the Child, (1993)
+ Celebrity Lifestyle, (1994)
+ The Great Annihilator, (1995)
+ Die Tür ist Zu, (1996)
+ Soundtracks for the Blind, (1996)
+ Swans are Dead, (1997)
+ Various Failures, (1998)
+ Children of God/World of Skin - reissue
+ Feel Good Now - reissue

COLABORAÇÕES/DISCOS PARTILHADOS DE JARBOE ::

+ Skin: Blood Women Roses, (1987)
+ Skin: Shame Humility Revenge, (1987)
+ Skin: Girl Come Out, (1987)
+ World of Skin, (1998)
+ World of Skin: Ten Songs from Another World, (1991)
+ Ignis Fatuus: Futility Goddess; Cache Toi/Encomium, (1998)
+ Two Small Bodies: Soundtrack
+ Karma: Trance, (1998)
+ Backworld: Isles of the Blest; Anthems from the Pleasure Park, (1999)
+ C17H19NO3: 1692/2092 Soundtrack
+ PBK: Life-Sense Revoked, (1996)
+ H.I.A.: Thunder Perfect Mind (Gallery Installation, ICA, London)
+ Telecognac: Over
+ The Body Lovers: Number One of Three, (1998)
+ Pfrenz-C: Dopamine Quest, (1999)
+ Thread: In Sweet Sorrow/Abnormal Love, (2000)
+ Steven Severin: The Woman in the Dunes, (2000)
+ Neotropic: La Prochaine Fois, (2001)
+ Karma: God Is Mine, (2002)
+ Blackmouth , (2000)
+ Blackmouth: Blackness Bleeding remixes, (2000)
+ A Perfect Circle: Thirtieenth Step, (2003)
+ Neurosis + Jarboe, (2003)
+ Meridiem : A Pleasant Fiction, (2004)
+ Kirlian Camera: Invisible Front
+ Larsen: Krzykognia DVD, (2003)
+ Various: The Men Album, (2005)
+ Nic Le Ban + Joshua Fraser : The Conduit, (2005)
+ Nic Le Ban: Knight Of Swords/The Beggar, (2005)

POSTO DE ESCUTA ::

http://www.thelivingjarboe.com/audio/Men/thisislife_JARBOE.mp3
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quinta-feira, 29 de setembro de 2005

:: OUTUBRO ::

Fotografia
PEDRO GUIMARÃES
“Nova China”
Até 30 Outubro foyer
www.pedroguimaraes.net
Uma “longa” viagem pelo extremo oriente chinês. Para o autor, natural de Braga, uma vida inteira não seria suficiente para percorrer todos os caminhos que não pôde pisar.

Novo Circo
LE PARTI PRIS DES CHOSES (França)
Le Printemps des Croque-Morts - A Primavera dos Coveiros
(Collectif Petit Travers)
Encenação: Brune Campos
Elenco: Céline Lapeyre (bailarina-trapezista), Nicolas Mathis (malabarista) e François Lebas (malabarista)
3 Outubro segunda 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Dois malabaristas e uma trapezista fazem improvisos produzindo rigorosamente um tecido de matéria gestual - malabarismos do corpo e no ar e trapézios. Para toda a família.

Stand-Up Comedy
NILTON
4 Outubro terça 22.00 grande auditório
Entrada: 10 euros (preço único)
www.niltoncomedy.com
Um dos melhores comediantes portugueses num espectáculo único. Nilton ao vivo para a gravação do seu próximo DVD.

Dança Contemporânea
SOPRO
Companhia Rui Lopes Graça
7 e 8 Outubro sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
“Sopro”: um espectáculo sensível e de perder a respiração. Cinco intérpretes em palco com as suas memórias individuais e a sua relação com o mundo que as envolve.

Música Moderna Portuguesa
CORSAGE
7 Outubro sexta 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros
www.corsagemusic.com
Com alguns elementos dos Raindogs, os Corsage levam-nos para terrenos mais pop que os primeiros. Com uma sonoridade simples e melódica, remetem-nos para o melhor dos anos 80.

Música Alternativa
PARKER AND LILY (EUA)
8 Outubro sábado 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros
www.parkerandlily.com
Apresentação única em Portugal de “The Low Lows”, a mais intensa criação do duo nova-iorquino Parker and Lily. Um registo inspirado nos anos 50, tão simples quanto denso.

Workshop (Interpretação)
NOVO CIRCO
Cirq’ulation Locale
10 e 11 Outubro segunda e terça
www.circusgroup.be
Atelier para um público com alguma experiência de palco e com mais de 14 anos de idade. Teatro físico e novos ensinamentos por uma prestigiada companhia Belga de novo circo.

Musical
A FLAUTA (QUASE) MÁGICA
Companhia de Música Teatral
Música e Direcção Artística: Paulo Maria Rodrigues
Intérpretes: Ana Paula Almeida, Isabel Nogueira, Jorge Leal, Nuno Dias e Paulo Neto
14 Outubro sexta 21.30
15 Outubro sábado 16.00
16 Outubro domingo 11.00
Grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Espectáculo para os mais novos, partindo do maravilhoso universo de Mozart. Divertido, pedagógico e altamente contagiante e colorido. Para todos, em absoluto.

Jazz
CARLOS POLÓNIA
15 Outubro sábado 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
Nome ímpar do Jazz em português, verdadeiro homem do blues e músico multifacetado. O humor, presente nas letras do cantor, cria um espectáculo cheio de mordacidade.

Jazz
LEO GANDELMAN (Brasil)
19 Outubro quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.leogandelman.com.br
Do Brasil chega-nos “Lounjazz”, a mais recente criação do saxofonista, produtor e compositor Leo Gandelman. Energia, prazer e imaginação são apenas alguns dos atributos. A descobrir.

Música Alternativa
MARK EITZEL (EUA)
19 Outubro quarta 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
www.markeitzel.com
O mentor dos American Music Club em concerto a solo. Na bagagem, “Demos For Love Songs” e a sua poderosa imaginação e simpatia. Um comunicador nato e um fino escritor de canções.

Música Erudita
QUARTETO DE CORDAS IBÉRICO
Solista: Vladimir Stoyanov (clarinete)
22 Outubro sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Nascido em Sofia (Bulgária), Vladimir Stoyanov tem actuado em toda a Europa como solista das mais prestigiadas orquestras e agrupamentos de Música de Câmara.

Aniversário Bor Land
CARLOS BICA + MÜNCHEN
25 Outubro terça 22.00 grande auditório
TENAZ (ALEXANDRE SOARES + JORGE COELHO) + COMPLICADO
26 Outubro quarta 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.bor-land.com
Ponto de encontro para comemorar os cinco anos de existência da mais alternativa das editoras nacionais: a Bor Land. Nomes de peso para dois dias de densa criatividade.

Dança Contemporânea (Estreia Nacional)
EXPLODIR EM SILÊNCIO NUNCA CHEGA A SER PERTURBADOR
Coreografia: Tânia Carvalho
Livro: Patrícia Caldeira
29 Outubro sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.bombasuicida.org
Sensações que ficam no corpo depois da leitura de textos de Patrícia Caldeira; as memórias das suas personagens. Espectáculo inquietante por uma das melhores coreógrafas nacionais.

Jazz
URI CAINE (EUA)
30 Outubro domingo 21.30 grande auditório
Entrada: 10 euros (preço único)
www.uricaine.com
Um dos nomes maiores do Jazz mundial, popular pela reinvenção de temas de compositores eruditos, apropriando-se, no entanto, de outros géneros musicais, sempre de forma admirável.

quarta-feira, 28 de setembro de 2005


PARKER AND LILY (EUA)
8 Outubro sábado 23.30 café concerto
Entrada: 5 euros
www.parkerandlily.com

Em véspera de eleições autárquicas é dia de reflexão. Acto inevitável na presença do duo americano “dream pop” Parker and Lily, que passa por Portugal a 8 de Outubro, sábado, pelas 23h30, numa data única na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, inserido numa tour ibérica de oito datas com passagens asseguradas por Madrid e Barcelona.

“The Low Lows”, a mais intensa e complexa criação do duo, é simultaneamente confessional e explora o fim do seu romance de 14 anos num registo de composições inspiradas nos anos 50 com o vulto da folk, tão simples, quanto densas e complexas.

Parker Noon e Lily Wolfe são provavelmente o duo nova-iorquino mais especial do momento. Presença habitual em clubes míticos da cidade como o Knitting Factory e o CBGB, editaram nos EUA o seu primeiro álbum (“Hello Hallo”) através da Orange Recordings em 2001. Parker and Lily têm actuado desde então tanto nos EUA como fora das suas fronteiras, partilhando o palco ao lado de nomes como Interpol, Arab Strap ou Cat Power. Em Maio último estiveram em Barcelona para um concerto no Festival Primavera Sound onde marcaram presença nomes como Iggy & The Stooges, Sonic Youth, Tortoise ou Gang of Four.

A proposta musical dos Parker and Lily é totalmente envolvente e viciante. Inspirados nos anos 50, artesãos da folk e com alto conteúdo onírico, o duo mais freak de Nova Iorque recorda-nos bandas como os Galaxie 500, Tindersticks, Broadcast ou Magnetic Fields. Do ruído estridente da capital cultural ao campo e à sua vida tranquila, o colectivo nova-iorquino por excelência, abandonou a grande cidade a favor da pacifica Athens no estado da Geórgia e dali aumenta a sua alienação com a inclusão de novos músicos. Uma troca notável que se reflecte, inevitavelmente, no resultado de canções como “June Gloom” ou “Invisible Cities”, temas de instrumentação densa e complexa incluídos no seu terceiro álbum “The Low Lows”, cujo processo de gravação culminou no termino do romance de 14 anos entre Parker Noon e Lily Wolfe, mas que permitiu termos nas mãos a sua mais entusiasmante criação. Apesar da separação, continuam juntos a maior parte do ano com banda a percorrer os EUA de costa a costa e a Europa, tendo no momento um quarto álbum já em preparação para gravar.

Parker and Lily parecem não pertencer a este mundo porque são inteligentes em aplicar a sua máxima de que qualquer obra de arte é um crime não cometido, ou quem sabe porque as suas melodias para outsiders têm identidade própria. Não sabemos bem a causa, mas a sua consequência: Parker and Lily conseguiram captar a atenção da crítica e do público, um mérito que lhes pertence e deixa antever alguma expectativa com o seu terceiro álbum “The Low Lows”.

O terceiro álbum da saga de Parker and Lily, “The Low Lows”, surge num momento explosivo e conclusivo da grande e violenta relação entre ambos. Se “Here Comes Winter” poderia ser o álbum da dispersão premeditada, agora acabam numa obra majestosa e graciosa em dez temas de uma óbvia unidade temática, mas que não deixam de lado o mesmo espírito arty, surrealista, irónico e fantasmagórico do seu disco anterior, a que o imaginário cinematográfico de David Lynch ou Tim Burton não é alheio. “The Low Lows” está recheado de melodias lo-fi minimalistas mas mais sofisticadas e harmoniosas que nunca, em que Parker Noon usa a habitual tensão vocal da sua murmurante voz em convívio com as delicadas, magnéticas, inquietantes e obscuras melodias interpretadas por Lily Wolfe.

Parker and Lily regressam tão paranóicos e hipnóticos como sempre, porque as excentricidades são sempre esquisitas, e a quem os segue, acabam por ser necessárias.


:: www.parkerandlily.com
:: www.thewarmsupercomputer.com

DISCOGRAFIA ::

“The Low Lows” (2005) - Warm Electronic Recordings/Houston Party Records
“Here Comes Winter” (2002) - Manifesto
“Hello Halo” (2001) - Orange Recordings

POSTO DE ESCUTA ::

"The Low Lows" from
THE LOW LOWS,