quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Estreia
"LOUCO NA SERRA" 
Adaptação à la montemuro de "Rei Lear", de William Shakespeare, adaptação de Peter Cann, com  encenação de  Steve Johnstone.
Teatro Montemuro
25 e 26 de Fevereiro| Sábado  21h30 | Domingo 18h00| Grande Auditório
Entrada: 8 euros
M/12
Duração: 80 m

Debaixo de uma tempestade na Serra de Montemuro três homens, a viver em lugares distintos da serra, recordam os eventos do ano anterior e a queda de Leandro e da sua família no caos.
Leandro é um proprietário rural com três filhas: Rebeca, Gabriela e Constância. Leandro decidiu não continuar a cultivar as suas propriedades, de modo a poder reformar-se e a deixar que as suas filhas e os respectivos maridos giram a propriedade. Num momento de puro capricho, ele decide dividir a terra de acordo com o amor que as suas filhas possam demonstrar por ele.
“Louco na Serra” faz-nos caminhar sobre a frágil barreira entre a civilização e a selvajaria. Ira, traição, inveja, delírio, medo, loucura, vingança, morte, crueldade, compaixão.
Adaptação: Peter Cann
Encenação: Steve Johnstone
Direcção musical: Simon Fraser
Interpretação: Abel Duarte, Eduardo Correia e Paulo Duarte
Costureiras: Capuchinhas CRL
Construção de Cenários: Carlos Cal
Assistência à construção de cenários: Maria da Conceição Almeida
Direcção técnica: Paulo Duarte
Direcção de produção: Paula Teixeira
Assistência à produção: Susana Duarte Freitas
Direcção de Cena: Abel Duarte
Design Gráfico: Helen Ainsworth
Tradução: José Miguel Moura

FICHA ARTÍSTICA

IVO MACHADO - CANTARES DO ANDARILHO

IVO MACHADO
CANTARES DO ANDARILHO
Tributo a José Afonso
23 de Fevereiro| Quinta | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 2 euros
M/4
Duração: 75 m

Em 2012, assinalam-se os 25 anos da morte de José Afonso pretexto para lhe rendermos tributo, cantando-o e dizendo-o.
“ Cantares do Andarilho “ é uma iniciativa musical concebida por Ivo Machado que engloba 16 canções selecionadas do vasto legado que o cantor nos deixou.
Apresentação num formato intimista : voz/ guitarra e voz / piano.
Para se estabelecer uma ponte coerente entre as canções haverá, a propósito, poemas ditos.

Concepção e voz Ivo Machado
Guitarra clássica Carlos Carneiro
Piano Rui Mesquita
Declamação António Sousa

Convidados especiais:
Gaiteiros da Ponte Velha
Coro da Primavera

Contadores de Histórias

Baú dos Segredos
Teatro
18 de Fevereiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 2 euros
M/4
Duração: 60 m
É noite. Ao longe, ainda se ouvem alguns trovões, ecos do Grande Confronto que assolou toda a terra. A face da Terra mudou, as nações fragmentaram-se e os países deixaram de existir. Nalguns lugares ainda são visíveis ruínas duma guerra que tudo destruiu.
A guerra plantou a desconfiança na mente dos povos.
Resistindo ao que se lhes apresenta como diferente e duvidando das intenções dos outros, famílias de sobreviventes juntaram-se e vivem juntas, nas ruínas das povoações para se protegerem.
Como se o Homem voltasse ao tempo dos castelos. Os valores que reinam são: a terra e o poder!
É a ERA DAS CIDADES!          
Desconfiando do desconhecido, endurecido pelo trabalho duro de construir muralhas, tenta recuperar um mundo que se lhe escapou por entre os dedos.
Entretanto, às portas das cidades chegam nómadas, gente sem eira nem beira, que viaja de terra em terra, vendendo sonhos, contando histórias, exibindo as suas habilidades a troco de comida, dormida e protecção.
Livres das coisas materiais, dedicam a sua vida às artes, aos perfumes, ao fabrico e venda de jóias… enfim, às coisas belas da vida.
Para estes, o tempo não é importante, vivem em tendas, em clãs, perto da natureza, longe dos grandes aglomerados de gente.
Estes são os Contadores de Histórias!

ENCENAÇÃO & TEXTOS João Regueiras
ELENCO Classe B do Baú dos Segredos
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Ana Regueiras, Tiago Regueiras
DIRECÇÃO MUSICAL  Rui Mesquita
FIGURINOS & CARACTERIZAÇÃO  Cármen Regueiras, Emília Silva, Sofia Silva & Marta Silva
CENOGRAFIA João Regueiras
LUZ & SOM Equipa Técnica da Casa das Artes de Famalicão
PRODUÇÃO Casa das Artes / Baú dos Segredos
PRODUÇÃO VÍDEO Oficina - Escola Profissional do Instituto Nun’Alvares

Engraçado, eu sonhei…

Baú dos Segredos
Teatro
17 de Fevereiro | sexta | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 2 euros
M/4
Duração: 60 m
SINOPSE:
Um sonho… um estranho sonho que me leva até um circo... um velho circo ou, pelo menos, o que resta dele...
Pelas rugas da lona chamuscada, roçam-se, abandonados, os odores e sons já distantes de momentos mágicos...
Restos dos aplausos que ficaram agarrados às cadeiras... gastas e polidas.
Perdidas no tempo, notas musicais que foram caindo das estantes da orquestra, agora jazem na areia da pista... varrida pela corrente de ar...
No silêncio que cobre tudo com um manto fino, se estivermos com atenção, ouvem-se restos das gargalhadas das crianças...
Do alto, um rasgão na lona abre uma janela, por onde a luz entra... crua... mostrando o brilho de algumas lantejoulas, aqui e ali, perdidas pelo chão... 
Foi-se a beleza das grandes noites... das matinés... das soirés!
Ficaram as emoções... que o fogo não conseguiu consumir…ecos de quem por lá viveu e sonhou...
Fantasmas saudosos que vivem nas sombras…
Histórias e sentimentos que o fogo, o tempo e a poeira não apagaram...

ENCENAÇÃO & TEXTOS João Regueiras
ELENCO      Classe A do Baú dos Segredos
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Ana Regueiras
DIRECÇÃO MUSICAL Rui Mesquita
FIGURINOS & CARACTERIZAÇÃO Cármen Regueiras, Emília Silva Sofia Silva & Marta Silva
CENOGRAFIA João Regueiras
LUZ & SOM Equipa Técnica da Casa das Artes de Famalicão
PRODUÇÃO Casa das Artes/Baú dos Segredos
PRODUÇÃO VÍDEO Oficina - Escola Profissional do Instituto Nun’Alvares

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CASA das ARTES de V.N. Famalicão e a Bilheteira on-line

FEVEREIRO de 2012
Compra de bilhetes (NOVO) http://casadasartesvnf.bilheteiraOnline.pt ,

ALGODÃO
UMA FALACIOSA NOÇÃO DE INTIMIDADE-
Estreia a solo do antigo vocalista dos Da Weasel
Musica
4 de Fevereiro | Sábado | 22h30| Café concerto
Entrada: 7 euros
M/4
Duração: 60 m

CLÃ
Disco Voador
Musica POP/ROCK
11 de Fevereiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório
Entrada: 12 euros
M/4
Duração: 60 m

Engraçado, eu sonhei…
Baú dos Segredos
Teatro
17 de Fevereiro | sexta | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 2 euros
M/4
Duração: 60 m

Contadores de Histórias
Baú dos Segredos
Teatro
18 de Fevereiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 2 euros
M/4
Duração: 60 m

IVO MACHADO
CANTARES DO ANDARILHO
Tributo a José Afonso
23 de Fevereiro| Quinta | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 2 euros
M/4
Duração: 75 m

"LOUCO NA SERRA"  Estreia
Adaptação à la montemuro de "Rei Lear", de William Shakespeare, adaptação de Peter Cann, com  encenação de  Steve Johnstone.
Teatro Montemuro
25 e 26 de Fevereiro| Sábado  21h30 | Domingo 18h00| Grande Auditório
Entrada: 8 euros
M/12
Duração: 80 m
 
 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CLÃ

Disco Voador
Musica POP/ROCK
11 de Fevereiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório
Entrada: 12 euros
M/4
Duração: 60 m

“Disco Voador” não é um OVNI no cosmos dos CLÃ. Embora a banda tenha, a bordo das músicas que o compõem, atravessado várias vezes o seu próprio universo sonoro à velocidade da luz, este não é um projecto estranho àquilo que os CLÃ vêem como futuro do seu passado e como passado do seu futuro. A partir de um desafio – construir um espectáculo para espectadores super-novos – os CLÃ entenderam só fazia sentido serem ainda mais decididamente fiéis à sua rota. Seguros de que nenhum humano mata totalmente a criança e o adolescente que mora dentro de si, os CLÃ sabem que este “Disco Voador” se destina descaradamente a todos os públicos. REGINA GUIMARÃES


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ALGODÃO

UMA FALACIOSA NOÇÃO DE INTIMIDADE
Estreia a solo do antigo vocalista dos Da Weasel
Musica
4 de Fevereiro | Sábado | 22h30| Café concerto
Entrada: 7 euros
M/4
Duração: 60 m
Uma aventura a solo é um reflexo de intimidade e este é o resultado que encontramos no novo trabalho de Carlos Nobre (vocalista dos extintos Da Weasel), que ficou conhecido como PACMAN. As influências musicais são distintas e não podem ser comparadas a nada. Carlos Nobre assina um trabalho inédito que tem o mérito de ser original e inovador, procurando em raízes distintas a inspiração certa. O trabalho com as palavras, as mensagens de cada letra, de cada poema, são outra característica única que releva uma evolução extraordinária e uma sensibilidade fora do normal. É um disco sobre o quê? Sobre homens e mulheres, receios e dúvidas, expectativas e vontades, ao mesmo tempo que o tom de intervenção não se perde, numa aposta que sempre foi característica do músico: a proximidade do real.
Será a Intimidade Falaciosa? A resposta está em:
“Esquecidos pela manhã”,
“Ela vai e vem”,
“Todas as palavras e mais uma”,
“Diz-me que eu não sou assim”,
“Mãe da Filha”,
“Um beijo não é apenas um beijo”,
 “A tragédia da nossa paixão”,
“Sonho & Esperança”, “Por ti arriscava cantar, por ti arriscava dançar”,
“Um pouco mais que uma pessoa”,
“Há sempre um mas”
e “É para isso que eu cá estou”.
Carlos Nobre desmultiplicou-se e revela agora uma maturidade que é ainda outra forma de olhar a vida. Vale a pena ouvir.
Patrícia Reis
(Escritora)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

AS LÁGRIMAS AMARGAS DE PETRA VON KANT de R.W. Fassbinder

Teatro
28 de Janeiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório
Entrada: 12 euros
M/12
Duração: 80 m
No ano em que se assinalam os 40 anos da sua estreia em Darmstadt, a escolha desta peça acontece pela vontade em retirá-la dos anos setenta, onde foi fixada pelo cinema, e revê-la, quarenta anos depois, numa sociedade talvez igual ou talvez diferente. É essa a primeira motivação, testar, ainda sem uma certeza final, as mudanças, e sobretudo testar a profundidade dessas mesmas mudanças. Para o encenador/ realizador António Ferreira, (autor dos premiados filmes Esquece Tudo o que te Disse e Respirar Debaixo d’ Água), As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant é “uma história de amor, de masoquismo, de relações claustrofóbicas, de desespero, sempre no feminino. A história de uma mulher que está a aprender a amar…”.
O espectáculo constitui a primeira incursão de António Ferreira no território da encenação de teatro sendo nuclear o estímulo que o enorme potencial cinematográfico do texto lhe propõe. De destacar ainda a presença na equipa artística de José António Tenente, como o figurinista a quem cabe a recriação do sofisticado e complexo universo da criação de moda que envolve Petra Von Kant.
Com um elenco de excepção, este projecto reforça a colaboração de Custódia Gallego, sua protagonista e actriz de uma versatilidade rara, com o Teatro do Bolhão depois de Vulcão, de Abel Neves, e Ronda Nocturna, de Lars Norén.
Encenação António Ferreira
Figurinos José António Tenente
Cenografia Luisa Bebiano
Desenho de Luz José Carlos Gomes
Sonoplastia Baltazar Gallego
Elenco Custódia Gallego, Diana Costa e Silva, Inês Castel-Branco, Isabel Ruth, Ana Padrão e Cláudia Carvalho.
produção Alice Prata

Co-produção: Teatro Nacional D. Maria II + ACE/ Teatro do Bolhão



Deolinda

Acústico / Folclórica
21 de Janeiro| Sábado | 21h30| Grande Auditório .
Entrada: 20 euros
M/4
Duração: 80 m

Dá-me a tua mão, sai de casa e vem para a rua: a música popular lisboeta
rememorou os seus feitos, redescobriu alegria e candura num meio onde isso já parecia improvável, e até encontrou maneira de o expressar. E olha: tornou-se outra vez contagiante, fez-se outra vez entusiasmo, tornou-se outra vez popular.
Ora cantar Lisboa – isto é, dizer, exaltar, louvar, poetar, gorjear um certo estado de espírito e uma certa maneira de estar e de conviver numa certa cidade – não é tarefa fácil. Por um lado trata-se de uma cidade onde cabe um país inteiro, cheio de particularidades. Por outro cantar é ofício antigo, já muito usado e abusado; coisa de artesão, e com tecnologia de outras eras.
Mas as canções de Pedro da Silva Martins transmitem uma série de saborosos ingredientes que não dependem da tecnologia instrumental. Por exemplo: o empenhamento de um olhar atento, selectivo e consciente do espaço em que age. E certas outras qualidades desse olhar. Vivacidade, agilidade, afectividade; discernimento e sensatez num meio em que estes não abundam (e por isso disfarçados de sátira). Para além de uma peculiar alegria no entendimento – quando o olhar afinal se compõe e se pode exprimir por palavras, articular-se, numa linguagem fluida e escorreita, mas requintada e correctíssima.
E se parece tão fácil quando se canta, provavelmente há duas razões para isso. A primeira e evidentíssima, é o nível de exemplaridade a que Ana Bacalhau está a saber levar a sua arte, feita respiração, timbre e prosódia em deolíndico corpo. A segunda, igualmente evidente a quem tiver ouvido atento, são as tessituras instrumentais que convocam e integram diversas formas musicais castiças, das antigas às recentes, com engenho mas sem artifícios.
E com esses dois selos sucede a tal coisa: as canções tornam-se contagiantes, tornam-se entusiasmo, tornam-se populares. De súbito, toda a gente percebe quem é a Deolinda. A Deolinda és tu, é ela, sou eu. E o maior mastro do mundo é português!
Falta o carimbo. Vai para a felicidade da ilustração e do tratamento gráfico, a fazer lembrar as folhas volantes, com as letras das canções em voga, que os cegos outrora vendiam nas ruas da Baixa e nas estações de comboio.
Música para cegos? Bom ponto de vista para uma sátira.
Desde que não caia em orelhas moucas…

Ana Bacalhau Voz
Pedro da Silva Martins Guitarra
Luis José Martins Guitarra
Zé Pedro Leitão Contrabaixo