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É em 1981
que os GNR editam o seu primeiro registo em vinil - “Portugal Na CEE”. Desde
então não mais pararam de nos oferecer algumas das melhores canções de sempre
da música Pop/Rock Nacional. “Sê Um GNR”, “Efectivamente”, “Dunas”, “Video
Maria”,”Ana Lee”, “Sangue Oculto”, “Sub 16”, “Pronúncia do Norte”, “Morte Ao
Sol”, “Mais Vale Nunca” ou “Asas”, são apenas alguns bons exemplos.
Em 2011
celebraram três décadas de êxitos e performances inesquecíveis. Os 30 anos de
carreira da banda são comemorados com várias acções ao longo do ano: reedições
de discografia, lançamento de material inédito, novo álbum (“Voos Domésticos”)
e concertos lotados nos Coliseus de Lisboa e do Porto. Foi ainda
apresentado um novo conceito de espectáculo, com uma nova cenografia e num
formato mais intimista, intitulado “Voos Domésticos”.
Coprodução: Companhia de Musica Teatral/CASA das ARTES V.N. Famalicão Música 17 de Novembro |
Sábado | 18 h00 | Grande Auditório Entrada:
10 euros (Criança +pais) / Cartão Quadrilátero
Cultural: 5 Euros Destinatários: famílias
com crianças Duração:
60 minutos www.musicateatral.com
Anatomia do Piano é um espectáculo que
propõe a desconstrução do instrumento que será talvez o mais influente da
história da música ocidental. Resultado duma evolução tecnológica notável e de
séculos de repertório, práticas e rituais, o piano é um instrumento-ícone. Em
"Anatomia do Piano", mais do que um instrumento, o piano é um lugar,
um ser com vida, uma escultura, um palco, a casa onde a música habita e de onde
brotam histórias sem palavras, feitas de sons, de imagens e de corpo. Concebido
enquanto estrutura aberta que acolhe vários quadros multidisciplinares,
"Anatomia do Piano" é um espectáculo mutável que vive da cumplicidade
entre artistas que exploram territórios do teatro, da dança, da imagem e das
artes visuais a partir duma base musical que estabelece pontes entre os vários
discursos.
Anatomia do Piano propõe a re-invenção
do piano, não só sonora como teatral. Procura expandir o léxico tímbrico e
explorar diferentes formas de fazer soar o instrumento. Convida o espectador a
descobrir pormenores normalmente ocultos, a procurar pontos de vista e de
escuta, a construir mundos imaginários onde as fronteiras das várias artes se
tornam fluídas. Mais do que uma ruptura, propõe múltiplas continuidades,
múltiplos sentidos, e pretende estabelecer um território poético onde seja
possível e natural viajar por paisagens sonoras e visuais que habitualmente se
encontram compartimentadas. O piano emerge assim como o grande protagonista
duma obra de arte total.
“Anatomia do Piano”, é um espectáculo
dirigido a famílias, mas não é um espectáculo previsível ou fechado. Tem uma
base sólida que pode depois evoluir ou até mudar substancialmente consoante os
"ingredientes" que forem trabalhados em cada instanciação. Por isso
poderá vir a tomar outras formas, à medida que se vai descobrindo o âmago do
instrumento e chegando mais perto da alma da música.
De 7 a 30 de Novembro, Foyer Titulo – Tráfico Desumano Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH), do Ministério da Administração Interna. A exposição itinerante Tráfico Desumano é composta por 5 painéis temáticos.
Painel I: O Tráfico De Seres Humanos No Mundo começa por uma abordagem histórica da escravatura até aos nossos dias, tenta responder a várias questões esclarecendo a diferença entre TSH e outros crimes como a imigração ilegal e deixa testemunhos reais sobre os vários tipos de tráfico.
Painel II: Ousar Descobrir, é uma composição de várias notícias sobre TSH, mostrando aquilo que se vai descobrindo, associando os sucessos de várias operações policiais no desmantelamento de redes criminosas e o seu impacto mediático.
Painel III: Observar Para Conhecer é dedicado ao trabalho do Observatório do Tráfico de Seres Humanos, mostrando alguns dados estatísticos recolhidos ao longo dos últimos anos, o modus operandi do OTSH e a Aplicação Dinâmica, plataforma tecnológica utilizada em Portugal e a mais avançada ferramenta que existe no momento no que toca a sistemas de recolha e análise de dados estatísticos, assim como sistemas de georreferenciação.
Painel IV: Investigar e Prevenir, painel da responsabilidade do SEF/MAI.
Painel V: Investigar e Punir, DGPJ, Ministério da Justiça
“SENTI UM
VAZIO…” de Lucy
Kirkwood CASA DA ESQUINA - ASSOCIAÇÃO CULTURAL Teatro 15 e 16 de Novembro| Quinta
14h30 | Sexta 10h00| Grande Auditório Entrada: livre à lotação da sala M/16 Duração: 70 m www.casadaesquina.pt Sinopse
A
história de Dijana é só mais uma entre as muitas que se repetem todos os dias
por todo o mundo. Esta é a vida de uma rapariga vítima de tráfico humano numa
viagem de um triste conto de fadas desde o seu apartamento – o seu quarto de
trabalho – para a sua cela na prisão. Dijana é uma bonita jovem de Leste que
vem para Portugal à procura de uma vida melhor e é imediatamente vendida pelo
seu primo Goran ao sinistro Vlad, o qual se torna seu namorado e logo depois o
seu chulo. “Eu sei exactamente quanto é que eu valho”, diz Dijana, “Eu valho
mil euros que foi o que o Vlad pagou por mim. Mais ou menos dois I-Phones e
meio”. Enquanto isso, faz as contas e espera poder um dia saldar a sua dívida e
reaver o seu passaporte
NOTA SOBRE O ESPETÁCULO
Em
2012, retomamos o espetáculo Senti um Vazio de Lucy Kirkwood, que tinha sido
apresentado anteriormente no espaço da Casa da Esquina (Coimbra). Esta
digressão tem o apoio do OTSH (Observatório Tráfico Seres Humanos) e visa
sensibilizar o público para o fenómeno do Tráfico de Seres Humanos para fins de
exploração laboral e sexual, de forma a combater o alheamento da sociedade a
esta temática.
O
espetáculo surge da necessidade de debater quer a sociedade contemporânea quer
as transações económicas, de escala local e global, que condicionam e sacrificam
os valores humanos em prol do lucro selvagem.
Desta
feita, é certo que este debate vai muito além da pura exploração do ser humano
pelo seu semelhante, é também um debate de ideias sobre que tipo de sociedade
queremos para o futuro. É um debate sobre como a crise nos serve de
justificação para a falta de política cultural, educativa e para a exploração
económica.A estratégia da Casa da
Esquina,enquanto estrutura cultural num
país em crise de valores sociais e culturais, foi e ainda é de sobrevivência,
tal como Dijana, personagem principal da peça Senti um Vazio, resistindo a tudo
para continuar a existir, apoiando-se nos seus sonhos para não desistir. É de
sonhos que falamos nesta criação, os sonhados e os destruídos. Da esperança num
futuro melhor que nunca chega. Das pessoas que todos os dias caem e se
levantam. É um alerta e uma luta contra o estado a que isto chegou.
FICHA ARTÍSTICA
(Digressão) Texto: Lucy
Kirkwood Tradução: Jorge
Louraço Encenação e
dramaturgia: Ricardo Correia Espaço Cénico:
Filipa Alves e Ricardo Coreia Interpretação:
AdianaSilva e Cláudia Carvalho Direção técnica,
Desenho de Luz e Vídeo: Alexandre Mestre Desenho de som:
Ricardo Correia Responsável de
Produção e Fotografia: Filipa Alves Produção: Casa da
Esquina Apoio: OTSH
Concerto para
pequeninos Companhia de Musica Teatral 3 de Novembro | Sábado
| 11:00, 15:30 e 17:30 | Pequeno Auditório Entrada:
12 euros (Criança +pais) / Cartão Quadrilátero
Cultural: 6 Euros Destinatários: famílias
com crianças dos zero aos seis anos e turmas jardins-de-infância. Lotação máxima:
15 participantes no total Duração:
30 - 40 minutos www.musicateatral.com Novelinhos Opus I tece-se a partir
de diálogos entre um violoncelista e uma bailarina. Este dueto faz parte de um
conjunto de pequenas peças músico-teatrais, associadas a pequenas instalações
sonoras/universos plásticos, que têm vindo a ser desenvolvidas no âmbito da
iniciativa Peça a Peça do Projecto Opus Tutti. Visando proporcionar a Pais e
crianças pequeninas um primeiro contacto com a arte, estas pequenas peças são
também momentos de interacção artística concebidos de forma a que Pais e filhos
se encontrem na apreciação de elementos sonoros e visuais ao mesmo tempo que
despertam sentidos mútuos e valorizam o brincar. Ou seja, Novelinhos-Opus I
deixa peças para inspirar Pais e cuidadores, no dia a dia, a continuarem
atentos às descobertas dos seus pequeninos.
Ficha Artística
Concepção e Produção - Companhia
de Música Teatral Intérpretes - VioloncelistaHugo
Fernandes + bailarina Gabriela Semedo Apoio - Projecto Opus Tutti |
Fundação Calouste Gulbenkian
Carlos do Carmo iniciou em 1963
uma das carreiras mais sólidas do panorama artístico português, para a qual
contribui a sua coragem de assumir o Fado no masculino e de trazer novos
elementos estilísticos para a canção de Lisboa.
O espectáculo de Carlos do Carmo é
uma viagem por um século de Fado, desde os compositores e letristas clássicos
como Armandinho, Alfredo Marceneiro e Frederico de Brito, passando por Fernando
Tordo, Ary dos Santos e Fernando Pessoa, até aos autores mais recentes como
Manuela de Freitas, Vasco Graça Moura e Fernando Pinto do Amaral. Com um estilo inconfundível,
Carlos do Carmo cantou nos cinco continentes, marcando presença nas salas de
espectáculos mais emblemáticas de todo o mundo. No seu currículo conta também
com vários prémios e honrarias, desde o título do Cidadão Honorário da cidade
do Rio De Janeiro e a nomeação para membro da Honra do Claustro Ibero-Americano
das Artes, passando pelo diploma conferido pelo Senado de Rhode Island (EUA) e
pelo Prémio Goya da Academia Espanhola de Cinema. Carlos do Carmo é acarinhado por
um público que o respeita e estima, apreciando nele, além das suas qualidades
de grande intérprete e comunicador, as de um homem interessado na evolução da
música da sua terra, acreditando na evolução do homem na sua globalidade. Os
seus mais de um milhão de discos vendidos são prova inequívoca disso mesmo.
Entrada
livre à lotação da sala Fime : TED
De: Seth McFarlane
Com: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane Género:
Comédia Classificação:M/12
Duração: 106 m
29 de
Outubro |21h30|Pequeno Auditório
Entrada
livre à lotação da sala Filme O Fantástico Homem-Aranha De: Marc Webb Com: Andrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans Género:
Acção, Aventura Classificação:
M/12
Duração: 136 m
O INCRIVEL HOMICIDAESTREIA NACIONAL Teatro Co produção com
Casa das Artes de Famalicão/TEATRO
CONSTRUÇÃO 26 e 27 de Outubro| Sexta e sábado | 21h30 | Grande
Auditório Entrada: 5 euros / Cartão Quadrilátero Cultural: 2,5
Euros M/12 Duração: 70 m
SINOPSE
O Incrível Homicida é mais um dos muitos
concursos/reality show em que o Ser Humano, como concorrente ou espetador,
desce aos níveis mais miseráveis da sua dignidade. Este espetáculo de horrores
não traz qualquer tipo de novidade ou sequer ambiciona ser inovador. Ele aborda
o assunto mais banal dos nossos dias: A violência. No Incrível Homicida os crimes, monstruosos, ingénuos, simples ou
magistralmente orquestrados são a oportunidade de sucesso e notoriedade dos
concorrentes que, à mercê da deformada opinião pública, se expõem como escravos
das suas mais destrutivas pulsões.
Neste programa de entretenimento, à semelhança de muitos
outros (informativos, didácticos, ficcionais, etc), a vida das vítimas pouco ou
nada vale quando comparada à competência e genialidade dos autores dos crimes.
Baseado na obra Crimes
Exemplares de Max Aub, O Incrível
Homicida é um espetáculo teatral interpretado por apenas dois atores que se
desmultiplicam em inúmeras personagens, refletindo o caleidoscópio social e
suas múltiplas fragilidades.
Com aproximadamente 70 minutos de duração, num ambiente
grotesco, bizarro, com notas burlescas, o espetador é convidado a refletir
sobre o desenvolvimento da sua insensibilidade à galopante escalada da
crueldade que com ele coabita.
FICHA TÉCNICA
TÍTULO DO ESPETÁCULO: O INCRIVEL HOMICIDA BASEADO NA OBRA CRIMES
EXEMPLARES DE MAX AUB ENCENAÇÃO E DIREÇÃO ARTÍSTICA: MIGUEL FONSECA INTERPRETAÇÃO: ROMEU
DOS ANJOS PEREIRA, SIMÃO BARROS Composição e ambientes sonoros: João Santos Músico e intérprete: Diogo Fernandes CENOGRAFIA E GUARDA-ROUPA: TEATRO CONSTRUÇÃO DESENHO DE LUZ: MIGUEL E CÉSAR GONÇALVES PRODUÇÃO: ATC
– ASSOCIAÇÃO TEATRO CONSTRUÇÃO FOTOGRAFIA E IMAGEM: HELDER SOUSA
20 de Outubro| Sábado| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 15 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 7.5 Euros Desconto de 5€ para portadores de voucher FNAC atribuído na compra de uma das edições de “Seasons” a partir de 3 de Setembro (limitado ao stock existente)
M/4
Duração aproximada: 90 m (sem intervalo http://www.davidfonseca.com/
David Fonseca reservou para 2012 um dos grandes desafios artísticos da sua carreira – relatar-nos um ano da sua vida através de canções. O resultado é “Seasons”, um trabalho que se divide em dois discos: “Rising”, o primeiro volume, editado a 21 de Março, e “Falling”, o segundo, a 21 de Setembro.
Este espectáculo – “Season Tour – Rising : Falling” - compila a nova aventura musical de David Fonseca, revelando-nos um artista no seu auge criativo aprofundando sonoridades que havia já abordado nos seus últimos discos ainda que nunca de uma forma tão marcante. Se “What Life Is For”, o primeiro single de “Seasons – Rising:” reforçava esta ideia ao integrar no seu eclectismo musical a electrónica e o rock, já em “Seasons – Falling”, David explora, como nunca, a essência do songwriting, proporcionando-nos canções de invulgar emotividade.
Em palco, “Seasons – Rising : Falling” ganhará uma nova dimensão: temas como “Under The Willow” e “It Feels Like Something” ou os mais recentes “All I Wanted” e “I’ll Never Hang My Head Down” testemunharão quão excitante é assistir a um espectáculo de David Fonseca. Uma sensibilidade e energia contagiante protagonizada por um artista de raro talento.
Depois, a cumplicidade única com os músicos da sua banda, o extremo cuidado com a componente cénica ou a emoção ao recriar canções como “Someone That Cannot Love”, “Kiss Me, Oh Kiss Me” ou “A Cry 4 Love”, transformam as prestações ao vivo de David Fonseca em algo de memorável.
“Seasons – Rising : Falling”, um espectáculo a não perder!
David Fonseca – voz, guitarra acústica, guitarra eléctrica, piano Nuno Simões – baixo, guitarra eléctrica, teclado Paulo Pereira – teclados, voz
Demorou algum tempo, mas o novo álbum
de Sandy Kilpatrick “Redemption Road” está finalmente connosco. Parece que
valeu a pena a espera também; o álbum foi aclamado por uma lista crescente de
especialistas da indústria na Europa, incluindo um dos mais importantes
interlocutores do Reino Unido, Mark Radcliffe do BBC, e aqui em Portugal
interlocutores como Ricardo Mariano (Radar, RUC) e Nuno Calado da Antena 3. O
crítico americano, Forest Taylor, descreveu o álbum como “absolutamente
maravilhoso”, e o Sandy tem trabalhado muito para os espetáculos a combinar o
poder e a beleza do álbum. Ele acaba de voltar de uma turnê a solo esgotada que
o levou a voltar às suas raízes no Reino Unido, principalmente Manchester e
Glasgow e uma curta turnê de uma semana na Letónia. Este concerto na sua cidade
escolhida de Famalicão promete ser realmente muito especial.
Gamelinhos é uma experiência musical
para os mais pequeninos. Baseia-se no material musical e nas ideias base do
projecto Opus Tutti que a Companhia de Música Teatral tem vindo a desenvolver
ao longo dos últimos dois anos. Na performance Um Plácido Domingo, apresentada nos Jardins da Fundação Calouste
Gulbenkian, um dos "instrumentos" utilizados era o Gamelão de
Porcelana e Cristal, uma escultura musical que fez a delícia de todos.
Gamelinhos é filhinho desta ideia, mas também do Trilho do Rumor das Canas e de
todas as sonoridades que têm como base o Babelim, a linguagem que bebés,
pássaros e pedras sabem falar e que os adultos podem aprender se escutarem.
Entre a música vocal, os sons da porcelana e cristal, dos sinos, dos pássaros
de água e dos bambus, Gamelinhos propõe uma experiência colectiva de fazer e
ouvir música em profunda harmonia com a natureza e com os mais pequeninos.
A brincar, a brincar, deu num caso muito sério do pop-rock português.
Naquele quarto onde possivelmente anos atrás teria nascido uma outra grande banda mítica do rock feito em Portugal, os Arte & Ofício, o quarto onde certamente o Sérgio Castro teve muitos sonhos musicais e outros, nascia ao raiar dos anos 80 um novo projecto para o rock português.
Habituado a compor e a cantar em inglês, Sérgio Castro e Álvaro Azevedo, que na época ainda faziam parte dos Arte & Ofício, começaram a pensar numa nova bandaaventurando-se a compor e a cantar na língua de Camões, só que, para o Sérgio, era difícil ver-se a cantar em português. Eis que de repente, o João, um puto de sete anos, sobrinho do Sérgio, para espanto de todos, começa a cantar alguns temas que ia ouvindo o tio cantarolar. Assim, naquele quarto de muitos sonhos, na casa dos pais do João Medicis, onde o Sérgio dormia e trabalhava, nasciam os Trabalhadores do Comércio. Iniciavam a carreira como trio (Sérgio Castro, Álvaro Azevedo e João Medicis) no ano de 1980 e logo com dois singles para quatro sucessos imediatos. O “puto” para além da música da banda, era a grande revelação nacional. Ao trio veio a juntar-se Miguel Cerqueira, Jorge Filipe Santos e Zé Santos.
No ano seguinte, gravam o primeiro álbum “Trips à moda do Porto” e eram editados mais dois singles, nos quais apareciam duas versões distintas do que até hoje ainda continua a ser o seu hino principal, “Chamem a polícia”. A banda da Invicta notabilizava-se pela irreverência das suas letras bem humoradas, onde se espelhava, e continua a espelhar, a realidade do nosso dia a dia, cantadas com sotaque à moda do Porto, ou, como dizem os mentores da mesma, numa “linguagem nortense”.
Os concertos são sucessos incríveis, correspondendo ao alcançado com os discos. É a febre do Trabalhadores. Mas o puto precisava de crescer, estudar, brincar e assim, após a gravação do segundo álbum, “Na Braza” em 82, a banda pára de fazer concertos e de gravar. Inesperadamente, em 1986, surgem com o trio original, para concorrerem ao Festival da Canção com o tema “Os Tigres de Bengala” que alcança o primeiro lugar exéquo com Dora. Aproveitam para gravar e editar o terceiro álbum, “Mais um membro p’ra Europa”. Entretanto, Sérgio já vivia em Vigo, quando se reúnem de novo, em 1990, para gravarem o “Sermões a todo o rebanho” e desaparecem. Mas eis que o quinteto base volta a reunir-se e, em 2007, surpreendem tudo e todos com um novo trabalho denotando grande folgo e uma grande evolução. O álbum chama-se mesmo “Iblussom”, com João como guitarrista e vocalista ao lado do seu tio Sérgio. De novo no seu melhor, como que o regresso aos anos dourados, continuando independentes e a tocarem como nunca o que mais gostam, como suporte das suas letras brilhantes e divertidas, sempre com um sentido crítico social e até político. Assim continuam até aos dias de hoje somando êxitos em cada concerto e com um novo álbum comemorativo de três décadas de actividade, "Das Turmêntas hà Boua Isperansa" publicado em Dezembro 2011, de novo surpreendendo pela sua frescura musical e dando vozo lado feminino da banda onde reinam três excelentes cantoras. Um álbum pleno de atualidade acompanhado de um livro onde se contam histórias da banda, dos seus membros e de todo o “boom” do rock português desde o seu início até ao fim da década de 90. O resto, dizem, fica para o próximo. Por estas e por outras, fiquem de olhos e ouvidos atentos nestes “gajos” do Porto que rapidamente cativam plateias por terras da Península Ibérica.
D. Afonso Henriques nasceu frágil. Único filho varão de D. Henrique e de D. Teresa, não conheceu o pai, que desapareceu prematuramente sem ter conseguiu concretizar o sonho de transformar o condado num reino.
Entregue aos cuidados de Egas Moniz, dele se desapegou a mãe, que alimentava outras ambições. Nesses tempos as amas e, depois, os aios é que cuidavam dos filhos dos nobres, apartados dos pais até à juventude.
Egas Moniz viu que aquele ser raquítico, provavelmente atingido pela poliomielite, nunca poderia chamar a si o sonho do conde.
Aqui entra a dupla lenda que corre em Trás-os-Montes, em Montemor-o-Velho e no Vale do Sousa: a do milagre que curou o infante e o transformou depois da passagem por uma capela (ou de um banho em água milagreira), um garboso mancebo, depois da passagem por uma capela (ou de um banho em água milagreira).
Mas há outra lenda mais obscura e ocultada, segundo a qual a nossa pátria se fundaria sobre uma fraude, o que, sendo um tema polémico, é também extremamente produtivo: explica muito da História subsequente.
Porque a História de Portugal é fértil em episódios, entre o burlesco e o trágico, de uma teatralidade ostensiva. É só colhê-los e dar-lhes a forma para a qual eles tendencialmente se afeiçoam.
Ficha Técnica
Texto Original – António TorradoEncenação e Cenografia – José Carretas Atores – Bruno Martins; Cláudia Berkeley; Luiz Oliveira; Patrícia Ferreira; Vítor Fernandes e Xico Alves Música Original – Vitor FernandesArranjos Musicais – Rui ReisFigurinos – Margarida Wellenkamp Desenho de Luz – Nuno TomásFotografia – Manuel Meira
Exposição de Pintura Alua & Pólen
De 5 a 31 de Outubro, Foyer
Titulo - IRREQUIETUDES
Telas irrequietas
Uma vez zanguei-me com as telas de Alua Polen : - “raio de pinturas que não estão quietas!”...e desconfiei que fosse uma partida dos meus olhos, aviso de qualquer demência oftálmica que me fez estremecer de medo – na minha idade há que ter atenção a estas campainhas de alarme.
E olhei os quadros novamente, de frente, de través, de cima e de baixo, desafiando o meu aparente ar de pessoa equilibrada, perante o olhar desconfiado dos restantes visitantes das exposição, que tinham vindo ver pintura e não para me aturar os malabarismos.
Mas era verdade: as cores bailavam, as peças entrelaçavam-se, os fundos ondulavam, as matizes ora escureciam ora clareavam, e nada naquelas telas parecia fixo, estável.
E era neste quadro aqui, no outro ali, no de acolá. Uma fluidez cadenciada e lenta, que nos levava num embalo como se estivéssemos nos braços de nossa mãe, bálsamo de dores e aconchego de protecção.
Imenso mar de sentimentos, refugiando-se de infinito, cobrindo-se de coisas palpáveis, tão reais como as mãos que sentem vontade de as tocar. E se os olhos se fundem no hipnotismo do ritmo, dificilmente se resiste à tentação de sentir na ponta dos dedos os desenhos que saem da tela.
Pinturas que se mexem – nunca tinha visto. Nem alguma vez sonhei achar. Que se movimentam sem ordem definida mas em conciliação mútua, sem se chocarem umas com as outras, cada qual no seu espaço, respeitando as vizinhas, mas não abdicando da liberdade de passearem por onde querem.
E podemos estar ali horas a fio, a olhar uma pintura como se fosse um aquário de sonhos, com a mesma fluidez, a mesma dança, a mesma calma, o mesmo silêncio, a mesma paz.
E de cada vez que a olhamos, sempre nos aparece de uma forma diferente. A renovação. A ressurreição.
As telas de Alua Polen, são mesmo assim: renovam-se em cada mirada. Apagam-se na escuridão da sala escura, e ressuscitam de cada vez que acendemos a luz..
São telas diferentes, por isso e muito mais.
Mas são perigosas, também. Porque começamos por olhá-las e acabámos a falar com elas. E aí é que o caso se complica: o risco de ter pinturas no nosso rol de amigos e no seio do nosso enquadramento familiar.
Nestas circunstâncias, acho melhor não me zangar com elas.
Não podemos andar zangados com quem queremos conviver.