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Gamelinhos é uma experiência musical
para os mais pequeninos. Baseia-se no material musical e nas ideias base do
projecto Opus Tutti que a Companhia de Música Teatral tem vindo a desenvolver
ao longo dos últimos dois anos. Na performance Um Plácido Domingo, apresentada nos Jardins da Fundação Calouste
Gulbenkian, um dos "instrumentos" utilizados era o Gamelão de
Porcelana e Cristal, uma escultura musical que fez a delícia de todos.
Gamelinhos é filhinho desta ideia, mas também do Trilho do Rumor das Canas e de
todas as sonoridades que têm como base o Babelim, a linguagem que bebés,
pássaros e pedras sabem falar e que os adultos podem aprender se escutarem.
Entre a música vocal, os sons da porcelana e cristal, dos sinos, dos pássaros
de água e dos bambus, Gamelinhos propõe uma experiência colectiva de fazer e
ouvir música em profunda harmonia com a natureza e com os mais pequeninos.
A brincar, a brincar, deu num caso muito sério do pop-rock português.
Naquele quarto onde possivelmente anos atrás teria nascido uma outra grande banda mítica do rock feito em Portugal, os Arte & Ofício, o quarto onde certamente o Sérgio Castro teve muitos sonhos musicais e outros, nascia ao raiar dos anos 80 um novo projecto para o rock português.
Habituado a compor e a cantar em inglês, Sérgio Castro e Álvaro Azevedo, que na época ainda faziam parte dos Arte & Ofício, começaram a pensar numa nova bandaaventurando-se a compor e a cantar na língua de Camões, só que, para o Sérgio, era difícil ver-se a cantar em português. Eis que de repente, o João, um puto de sete anos, sobrinho do Sérgio, para espanto de todos, começa a cantar alguns temas que ia ouvindo o tio cantarolar. Assim, naquele quarto de muitos sonhos, na casa dos pais do João Medicis, onde o Sérgio dormia e trabalhava, nasciam os Trabalhadores do Comércio. Iniciavam a carreira como trio (Sérgio Castro, Álvaro Azevedo e João Medicis) no ano de 1980 e logo com dois singles para quatro sucessos imediatos. O “puto” para além da música da banda, era a grande revelação nacional. Ao trio veio a juntar-se Miguel Cerqueira, Jorge Filipe Santos e Zé Santos.
No ano seguinte, gravam o primeiro álbum “Trips à moda do Porto” e eram editados mais dois singles, nos quais apareciam duas versões distintas do que até hoje ainda continua a ser o seu hino principal, “Chamem a polícia”. A banda da Invicta notabilizava-se pela irreverência das suas letras bem humoradas, onde se espelhava, e continua a espelhar, a realidade do nosso dia a dia, cantadas com sotaque à moda do Porto, ou, como dizem os mentores da mesma, numa “linguagem nortense”.
Os concertos são sucessos incríveis, correspondendo ao alcançado com os discos. É a febre do Trabalhadores. Mas o puto precisava de crescer, estudar, brincar e assim, após a gravação do segundo álbum, “Na Braza” em 82, a banda pára de fazer concertos e de gravar. Inesperadamente, em 1986, surgem com o trio original, para concorrerem ao Festival da Canção com o tema “Os Tigres de Bengala” que alcança o primeiro lugar exéquo com Dora. Aproveitam para gravar e editar o terceiro álbum, “Mais um membro p’ra Europa”. Entretanto, Sérgio já vivia em Vigo, quando se reúnem de novo, em 1990, para gravarem o “Sermões a todo o rebanho” e desaparecem. Mas eis que o quinteto base volta a reunir-se e, em 2007, surpreendem tudo e todos com um novo trabalho denotando grande folgo e uma grande evolução. O álbum chama-se mesmo “Iblussom”, com João como guitarrista e vocalista ao lado do seu tio Sérgio. De novo no seu melhor, como que o regresso aos anos dourados, continuando independentes e a tocarem como nunca o que mais gostam, como suporte das suas letras brilhantes e divertidas, sempre com um sentido crítico social e até político. Assim continuam até aos dias de hoje somando êxitos em cada concerto e com um novo álbum comemorativo de três décadas de actividade, "Das Turmêntas hà Boua Isperansa" publicado em Dezembro 2011, de novo surpreendendo pela sua frescura musical e dando vozo lado feminino da banda onde reinam três excelentes cantoras. Um álbum pleno de atualidade acompanhado de um livro onde se contam histórias da banda, dos seus membros e de todo o “boom” do rock português desde o seu início até ao fim da década de 90. O resto, dizem, fica para o próximo. Por estas e por outras, fiquem de olhos e ouvidos atentos nestes “gajos” do Porto que rapidamente cativam plateias por terras da Península Ibérica.
D. Afonso Henriques nasceu frágil. Único filho varão de D. Henrique e de D. Teresa, não conheceu o pai, que desapareceu prematuramente sem ter conseguiu concretizar o sonho de transformar o condado num reino.
Entregue aos cuidados de Egas Moniz, dele se desapegou a mãe, que alimentava outras ambições. Nesses tempos as amas e, depois, os aios é que cuidavam dos filhos dos nobres, apartados dos pais até à juventude.
Egas Moniz viu que aquele ser raquítico, provavelmente atingido pela poliomielite, nunca poderia chamar a si o sonho do conde.
Aqui entra a dupla lenda que corre em Trás-os-Montes, em Montemor-o-Velho e no Vale do Sousa: a do milagre que curou o infante e o transformou depois da passagem por uma capela (ou de um banho em água milagreira), um garboso mancebo, depois da passagem por uma capela (ou de um banho em água milagreira).
Mas há outra lenda mais obscura e ocultada, segundo a qual a nossa pátria se fundaria sobre uma fraude, o que, sendo um tema polémico, é também extremamente produtivo: explica muito da História subsequente.
Porque a História de Portugal é fértil em episódios, entre o burlesco e o trágico, de uma teatralidade ostensiva. É só colhê-los e dar-lhes a forma para a qual eles tendencialmente se afeiçoam.
Ficha Técnica
Texto Original – António TorradoEncenação e Cenografia – José Carretas Atores – Bruno Martins; Cláudia Berkeley; Luiz Oliveira; Patrícia Ferreira; Vítor Fernandes e Xico Alves Música Original – Vitor FernandesArranjos Musicais – Rui ReisFigurinos – Margarida Wellenkamp Desenho de Luz – Nuno TomásFotografia – Manuel Meira
Exposição de Pintura Alua & Pólen
De 5 a 31 de Outubro, Foyer
Titulo - IRREQUIETUDES
Telas irrequietas
Uma vez zanguei-me com as telas de Alua Polen : - “raio de pinturas que não estão quietas!”...e desconfiei que fosse uma partida dos meus olhos, aviso de qualquer demência oftálmica que me fez estremecer de medo – na minha idade há que ter atenção a estas campainhas de alarme.
E olhei os quadros novamente, de frente, de través, de cima e de baixo, desafiando o meu aparente ar de pessoa equilibrada, perante o olhar desconfiado dos restantes visitantes das exposição, que tinham vindo ver pintura e não para me aturar os malabarismos.
Mas era verdade: as cores bailavam, as peças entrelaçavam-se, os fundos ondulavam, as matizes ora escureciam ora clareavam, e nada naquelas telas parecia fixo, estável.
E era neste quadro aqui, no outro ali, no de acolá. Uma fluidez cadenciada e lenta, que nos levava num embalo como se estivéssemos nos braços de nossa mãe, bálsamo de dores e aconchego de protecção.
Imenso mar de sentimentos, refugiando-se de infinito, cobrindo-se de coisas palpáveis, tão reais como as mãos que sentem vontade de as tocar. E se os olhos se fundem no hipnotismo do ritmo, dificilmente se resiste à tentação de sentir na ponta dos dedos os desenhos que saem da tela.
Pinturas que se mexem – nunca tinha visto. Nem alguma vez sonhei achar. Que se movimentam sem ordem definida mas em conciliação mútua, sem se chocarem umas com as outras, cada qual no seu espaço, respeitando as vizinhas, mas não abdicando da liberdade de passearem por onde querem.
E podemos estar ali horas a fio, a olhar uma pintura como se fosse um aquário de sonhos, com a mesma fluidez, a mesma dança, a mesma calma, o mesmo silêncio, a mesma paz.
E de cada vez que a olhamos, sempre nos aparece de uma forma diferente. A renovação. A ressurreição.
As telas de Alua Polen, são mesmo assim: renovam-se em cada mirada. Apagam-se na escuridão da sala escura, e ressuscitam de cada vez que acendemos a luz..
São telas diferentes, por isso e muito mais.
Mas são perigosas, também. Porque começamos por olhá-las e acabámos a falar com elas. E aí é que o caso se complica: o risco de ter pinturas no nosso rol de amigos e no seio do nosso enquadramento familiar.
Nestas circunstâncias, acho melhor não me zangar com elas.
Não podemos andar zangados com quem queremos conviver.
Numa esquina da cidade um acidente tem lugar. Nele estão envolvidas várias vidas… Como terão ido parar aquele lugar? Que forças contribuíram para isso? O que motivou a sua presença ali… aquela hora?
Desta vez, estabelecemos um paralelo entre a teoria das cordas (Strings Theory) e a vida da gente. Vários universos que coexistem e tocam-se aqui e acolá. Assim acontece com a vida dos intervenientes no sinistro. Durante os momentos que antecedem o acontecimento, as vidas cruza-se, de várias formas, conduzindo-as para o mesmo destino.
ENCENAÇÃO & TEXTOS
João Regueiras & Tiago Regueiras
ELENCO
Alunos da Classe A do Baú dos Segredos com a colaboração dos Alunos da Classe B
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO
Ana Regueiras, Tiago Regueiras
FIGURINOS & CARACTERIZAÇÃO
Cármen Regueiras, Emília Silva, Sofia Silva & Marta Silva
CENOGRAFIA
João Regueiras e Tiago Regueiras
LUZ & SOM
Equipa Técnica da Casa das Artes de Famalicão
PRODUÇÃO
Casa das Artes
Baú dos Segredos
PRODUÇÃO VÍDEO
Oficina - Escola Profissional do Instituto Nun’Alvres
A tournée 2012 do Edge, como é hábito, apresenta trabalhos de jovens coreógrafos, liderados pelo diretor artístico Jeanne Yasko e uma nova geração de 12 promissores bailarinos contemporâneos.
O Edge apresenta novas coreografias dos internacionalmente aclamados artistas, Matthias Sperling (Canadá / Reino Unido) e James Wilton (Reino Unido), juntamente com uma coreografia, especialmente recriada, por Sasha Waltz (Alemanha).O programa também inclui Alston Takes Cover, uma co-produção doThe Place e Dance Umbrella. Em Alston Takes Cover apresentam-se pequenas coreografias criadas por Tony Adigun e Rachel Lopez de la Nieta, inspirados no icónicoWildlife de Richard Alston.
EDge – London Contemporary Dance School com espectáculos e workshops únicos em Vila Nova de Famalicão, 2 a 8 de Julho.
Pelo décimo ano consecutivo e a convite da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Escola de Dança Alemdadança, a Companhia Dança Contemporânea de Londres - EDge, sedeada no “The Place, apresenta na Casa das Artes, dois espectáculos únicos em Portugal.
Neste contexto, será organizado workshops com a Companhia Inglesa, entre 2 e 8 Julho, das 15h00 às 18h00, para participantes entre os 11 e os 25 anos. As inscrições encontram-se abertas até ao dia 30 de Junho, máximo de 30 participantes, o custo 10 euros (Os participantes dos workshops tem um bilhete de oferta para um dos espectáculos do EDge, podendo escolher o dia 6 ou 7 de Julho).
Não é necessário possuir qualquer experiência na área da dança, pois este projecto será baseado na experiência “real e individual de cada formando”. No final, 8 de Julho, será apresentado ao público, juntamente com a companhia inglesa, o resultado dos workshops.
Co-produção: ArtEduca / Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
Direção artística e musical: ArtEduca – Conservatório de Música Vila Nova de Famalicão
Inspirado nos grandes êxitos da década de 80, a ArtEduca e a Casa das Artes trazem ao grande auditório um espectáculo pleno de vivacidade e alegria onde somos convidados a revisitar os excêntricos anos 80 na companhia de Queen, Michael Jackson, Tina Turner, Madonna, Xutos & Pontapés, António Variações, Carlos Paião, entre tantos outros…
EDge – London Contemporary Dance School com espectáculos e workshops únicos em Vila Nova de Famalicão, 2 a 8 de Julho.
Pelo décimo ano consecutivo e a convite da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Escola de Dança Alemdadança, a Companhia Dança Contemporânea de Londres - EDge, sedeada no “The Place, apresenta na Casa das Artes, dois espectáculos únicos em Portugal.
Neste contexto, será organizado workshops com a Companhia Inglesa, entre 2 e 8 Julho, das 15h00 às 18h00, para participantes entre os 11 e os 25 anos. As inscrições encontram-se abertas até ao dia 30 de Junho, máximo de 30 participantes, o custo 10 euros (Os participantes dos workshops tem um bilhete de oferta para um dos espectáculos do EDge, podendo escolher o dia 6 ou 7 de Julho).
Não é necessário possuir qualquer experiência na área da dança, pois este projecto será baseado na experiência “real e individual de cada formando”. No final, 8 de Julho, será apresentado ao público, juntamente com a companhia inglesa, o resultado dos workshops.