sexta-feira, 16 de maio de 2014

Duas óperas de temática Ibérica - O Auto da Índia de Gil Vicente e A Hora Espanhola de Maurice Ravel

Duas óperas de temática Ibérica
O Auto da Índia de Gil Vicente e A Hora Espanhola de Maurice Ravel
Ópera/Comédia Musical
21 de Junho| sábado|21h30 | Grande auditório
Entrada: 10 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/12 - Duração: 120 m (aproximadamente) com intervalo

 Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas a fazer amor
Estão a dar corda ao relógio do mundo.

 A hora pode ser a espanhola, mas o fuso horário quer-se o português, com a carga toda que lhe reconhecemos, os sinais que o identificam, esta lusitanidade fadista, já a pensar nesse Auto da Índia que em junho daremos à estampa.
No centro das duas obras estará o tempo, pois claro. Bem entendido, que o tempo, enquanto motor da acção secundária, a coisa que mede o tamanho do desejo e o seu sufrágio, a libido e o seu capital cómico, o descomprometimento fora do acordo ou em desacordo com ele, a libertinagem, o sexo. Porque é isso que está no centro da acção. Desde o princípio, desde a pré-história da maçã. Também aí, o tempo, conceito inexistente até então, apenas dito pela palavra de Deus, que fez o mundo conforme este ou aquele calendário, mas inexistente para o homem, porque a felicidade (nesse tempo) era coisa ordinária, suprema mas sem consciência, coisa do dia-a-dia, até que Constanza, perdão, Eva, sucumbiu ao cantar de Gonzalez, perdão, da serpente. Porque o poeta é um fingidor, perdão, uma cobra falsa que promete num verso o que recusa no verso seguinte, também ele embrulhado com a sua arte, sofrendo realmente a dor que fingia sentir, como se a representasse.
Na Hora Espanhola, como no fuso horário do Auto da Índia.
As duas narrativas habitarão a mesma casa cénica enquanto contentor de possibilidades espaciais várias, mesmo que variando nas suas múltiplas possibilidades, colocando enfoque na questão do tempo, essa parcela contável (e cantável) que determina e se traduz, no dizer de uma das personagens de Shakespeare, no espaço que reduz o nosso caminho em direcção "à cova".
Antes disso, é gozar o que manda a natureza. Quem pode contrariar os versos de Vicente, que em junho haveremos de cantar, quando Constanza, perdão, a Ama, disser à Moça: Partem em maio daqui, Quando o sangue novo atiça, Parece-te que é justiça?
António Durães     
O Auto da Índia de Gil Vicente
Compositores – Departamento de Composição da ESMAE – Jorge Portela, Leonor Abrunheira, José Tiago Baptista, Bruno Ferreia
Encenação – António Durães
Movimento – Cláudia Marisa
Cenografia – Ricardo Preto
Figurinos – Filipa Carolina/ Manuela Bronze
Multimédia – Marco Conceição/José Alberto Pinheiro
Fotografia – Olívia Silva
Direcção de Cena – Raquel Raposo
Produção executiva – Inês Amaral
Produção e Direcção Artística – António Salgado
 Personagens
Ama – Ana Sofia Vintena/Mariana Picado
Moça - Mariana Picado/Ana Sofia Vintena
Lemos – Tiago Costa/Almeno Gonçalves
Castelhano – Ricardo Rebelo/Carlos Meireles
Marido– Sérgio Ramos/Ricardo Rebelo
Actores – Alexsandro miranda e Francisca Garcelan
Ensemble I&D:
Flauta, Oboe, Clarinete, Fagote
Trompa, Trompete, Trombone
Quinteto de Cordas
Piano
Lista de percussão (2 Percussionistas)
Vibrafone, Glockenspiel
Bass Drum, Snare Drum, Toms (Medio, Grave, Agudo)
tam tam, Cymbals
Wood blocks, Temple Blocks
Direcção Musical – Bruno Martins
Coordenação Musical – António Saiote
Pianistas e Correpetidores – Daniel Costa
A HORA ESPANHOLA – Maurice Ravel
Tradução libreto – Ana Sofia Vintena
Ficha Artística e Técnica
Encenação – António Durães
Direcção Musical –Bruno Martins
Cooredenação Musical - António Saiote e
Apoio Dramatúrgico e de Movimento – Cláudia Marisa
Cenografia – Ricardo Preto
Figurinos – Filipa Carolina
Desenho de Luz - Rui Damas
Som - José Prata, Renato Ribeiro, Pedro Feio
Vídeo – João Barros
Direcção de Cena - Raquel Raposo
Design Gráfico - Pedro Serapicos
Produção - António Salgado, Inês Amaral Mendes, Regina Castro
Coordenação Geral - António Salgado
Coordenação da  área de Figurinos – Manuela Bronze
Coordenação da área de Produção – Regina Castro
Coordenação DAI – Olívia Silva, José Alberto Pinheiro
Técnico de Luz – Fernando Coutinho
Fotografia – Rafael Farias
Assistente de Cenografia – Carlos Neves
Assistentes de Figurinos – Hugo Bonjour e Letícia dos Santos
Confecção Figurinos – Manuela Lopes, Olga Shumska 
Pianistas Correpetidores – Daniel Costa e David Ferreira
Intérpretes                     
Torquemada: Almeno Gonçalves/Tiago Costa    
Gonzalve: Tiago Costa /Almeno Gonçalves                
Concepcion: Ana Sofia Vintena /Mariana picado      
Ramiro: Ricardo Rebelo/Carlos Meireles         
Don Iñigo Gomez: Sérgio Ramos                         
Ensemble I&D:
Flauta, Oboe, Clarinete, Fagote
Trompa, Trompete, Trombone
Quinteto de Cordas
Piano
Lista de percussão (2 Percussionistas)
Vibrafone, Glockenspiel
Bass Drum, Snare Drum, Toms (Medio, Grave, Agudo)
tam tam, Cymbals
Wood blocks, Temple Blocks
Pianista – Daniel Costa

Educação pela Arte 2013- 2014
Tema: Prevenção Rodoviária
Titulo: Está atento aos sinais... eles nunca são demais.
Dança
13 e 14 de Junho | sexta-feira e sábado | 21h30| Grande Auditório.
Duração: 90 m

O projeto Educação pela Arte é um projeto artístico-pedagógico levado a cabo, há mais de 20 anos, pela Fundação Narciso Ferreira, com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão/Casa das Artes. É um projeto dirigido a alunos e professores do 1º ciclo do ensino básico, que visa a introdução da arte numa perspetiva inter e multidisciplinar, desenvolvendo a criatividade.”
ESCOLAS PARTICIPANTES
O projeto conta com a participação de 11 turmas de diversas escolas do concelho de Vila Nova de Famalicão.
EB 1 de Delães
Professores: Célia Gomes e Pedro Vinhais
EB 1 de Mões
Professores: Elsa Guerreiro, Rui Rodrigues e Susana Pereira
EB 1 de Oliveira de S. Mateus
Professora Isabel Correia
EB 1 de Pedome
Professora Anabela Correia
EB 1 S. Miguel o Anjo
Professores: Isabel Fragoso e Marisa Cunha
EB 1 Seide S. Miguel
Professoras: Carla Freitas e Felismina Durães
 Equipa:
Conceção e Direção do Projeto Ana Figueira
Texto e Encenação Nuno Preto
Coreografia Cátia Esteves
Atores e Bailarinos André Lourenço; Bárbara Teixeira; Paulo Coelho de Castro; Pedro Roquette
Desenho e Operação de Luz João Branco
Produção Executiva Promoamb; Formato Verde; Companhia Instável
Coordenação da área de Segurança Rodoviária Promoamb; Formato Verde
Dança Educacional Daniela Cruz
Expressão Dramática Nuno Preto
Expressão Musical Paulo Coelho de Castro
Expressão Plástica Mariana Patacas; Diana Benedita; Mariana Negrão; Finalistas da licenciatura em Artes Visuais e Tecnologias Artísticas, da ESE/IPP.
Coordenação da área de Segurança Rodoviária Carla Rodrigues e Joana Araújo
Informações:

Opus 7 - Companhia de Música Teatral

Opus 7
Opus 7 é uma peça músico-teatral dirigida à infância, especialmente concebida para estimular os sentidos e a comunicação dos mais pequeninos. Esta peça tem a particularidade de poder envolver a colaboração musical de crianças mais velhas.
5 de Junho | Sala da Assembleia de Freguesia| Freguesia de Gondifelos
6 de Junho |Pequeno auditório |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
10h00, 11h00 e 14h30
Máximo de 25 meninos (as) por turno (Inscrição Prévia)
Duração: 40 m
Num jardim de flores sonívoras, as abelhas valsam, o vento murmura e a chuva canta. As estrelas brilham e cintilam em caixas de música; os pássaros passam e param sem pressa. Uma borboleta pousa e diz que esta é a melhor forma de aprender a voar. Um jardineiro floresce e ensina a sua arte a outros cuidadores de plantas.
Esta obra faz parte do Peça a Peça, um ciclo de peças de música-teatral concebido no âmbito do Projecto Opus Tutti para chegar a mais crianças, através de apresentações em teatros, creches, jardins de infância e outros equipamentos sociais.

Linguagem principal: música (percussão, voz).
Intérprete: Rui Pires
Concepção e Produção: Companhia de Música Teatral
Apoio: DGArtes e Fundação Calouste Gulbenkian/Opus Tutti
Opus Tutti

Opus Tutti é um projecto educativo e artístico que tem como finalidade a criação de boas práticas dirigidas à infância e primeira infância. É uma parceria da Companhia de Música Teatral e do Laboratório de Música e Comunicação na Infância (LAMCI – CESEM) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL). Tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

AS PRECIOSAS RIDÍCULAS de Molière

AS PRECIOSAS RIDÍCULAS de Molière
Teatro
6 de Junho, Sexta - 15h00 e 21h30 | 7 de junho, Sábado -  21h30 |Grande Auditório
Entrada: 4 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros
M/6
Duração: 90 m
A Preciosas Ridículas  (comédia escrita em 1658,) estreou em 1669, em Paris. 
A história de Cathos e Magdelon, duas précieuses acabadas de chegar a Paris, que vivem obcecadas pela aparência e que tentam ser como as habitués dos salões da capital francesa, mulheres socialmente superiores a elas.  
São apresentadas a La Grande e Du Croisy, seus pretendentes, que, ao serem recusados, decidem vingar-se de semelhante impertinência: vestem os seus criados, Mascarille e Jodelet, como nobres e mandam-nos cortejar as Preciosas, fazendo-as crer que estão na companhia de um Marquês e um Visconde. 
No final, a farsa é revelada e as Preciosas acabam humilhadas.
Um retrato implacável (que trouxe a Molière, apesar do retumbante sucesso junto do público, a antipatia da burguesia), sobre o deslumbramento burguês com a cultura aristocrata e a ânsia pelo requinte e os meneios falsamente elegantes dos fúteis salões da capital francesa.
Tradução |(para o Teatro Nacional São João, 1999) Regina Guimarães
Encenação | Manuel Tur
Figurinos | Bernardo Monteiro
Cenografia | Daniel Teixeira
Desenho de Luz | Francisco Tavares Teles
com os alunos do 2º ano do Curso Profissional de Artes do Espectáculo - Interpretação da Escola de Teatro do Externato Delfim Ferreira

Co-produção Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e EDF – Escola de Teatro
XIII aniversário da Casa das Artes / Comemoração do dia mundial da criança
Patinho Feio
Jangada teatro
Teatro musical com marionetas
1 Junho de abril| domingo |17h30 | grande auditório
Entrada: Entrada: 4 euros / Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros
Entrada Gratuita para crianças até aos 12 anos, acompanhadas pelos pais, até ao limite da lotação da sala. É necessário levantar bilhete.
M/4
Duração Aprox.: 45 min
Era uma vez um ovo. Desse ovo nasceu um patinho diferente dos outros patinhos. Por isso, todos o maltratam e lhe chamam feio. Cansado de tanta humilhação, foge da Quinta onde nascera, cantando o seu infortúnio. Abandonado e triste vai caminhando o resto do verão, passando pelo outono, até enfrentar sozinho o rigoroso frio do inverno. Chegada a primavera, o patinho ao olhar-se nas águas do lago percebe que já não é aquela ave feia de que todos zombavam; é agora um cisne.

Este Patinho Feio, inspirado no universo da Banda Desenhada, é reproduzido para a cena onde se fundem pictoricamente o 2D das marionetas com o 3D dos atores, numa simbiose perfeita com a música e o canto ao vivo.

A partir de | Hans Christian Andersen
Dramaturgia e Encenação | Luiz Oliveira
Interpretação | Cláudia Berkeley; Luiz Oliveira e Vítor Fernandes
Música Original e Pianista | Ricardo Fráguas
Bonecos | Luiz Oliveira
Cenografia | Xico Alves
Figurinos | Susana Morais
Construção de cenografia e adereços | Joaquim Cunha
Confeção de figurinos | Rita Bragança

Desenho de Luz | Nuno Tomás

Exposição de fotografia de Paulo Pimenta

Exposição de fotografia de Paulo Pimenta
Título: Um dia com Luisita
De 1 de Junho, Foyer | Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.
Esta exposição cujo tema é “Inclusão social através da Arte” tem como co organizadores o FIGAC 2014, e a Casa das Artes de V.N. Famalicão.
Para mais informações: www.facebook.com/figaceseipvc

terça-feira, 22 de abril de 2014

XIII aniversário da Casa das Artes, com Tiago Bettencout, No Dj´s ( colectivo Antena 3), e Patinho Feio....

XIII aniversário da Casa das Artes
Um espaço de todos e para todos

Tiago Bettencourt
Apresentação do Novo disco Aquilo que eu não fiz
Música
31 de maio| sábado| 21h30| grande auditório
Entrada: 13 Euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 6,5 Euros
M/3
Duração: 70 m
Foi há mais de 10 anos que embarcou naquela que seria a sua primeira aventura em estúdio, com Toranja, marcando para sempre o panorama musical português. A riqueza da simplicidade dos seus poemas e melodias depressa captou a atenção do público e se “Esquissos” foi um sucesso de vendas, o álbum “Segundo” também não ficou aquém. Temas inesquecíveis como “Carta” e “Laços” são indissociáveis das suas melodias e da sua voz marcante.

Com o apoio o Mantha, Tiago Bettencourt, grava o álbum “Jardim”, editado em 2007 com o grande êxito "Canção Simples". Em 2010, é editado “Em fuga”com o single “Só mais uma volta”. A mesma edição exclusiva CD DVD contém imagens inéditas de estúdio durante a gravação de «Em Fuga», juntamente com uma filmagem de músicas do primeiro álbum a solo do músico. O DVD resulta numa longa-metragem que acompanha vários momentos da carreira do músico até ao presente álbum. No final do ano de 2011 é editado o álbum, “Tiago na Toca e os Poetas”, e em «Acústico» assinala um percurso de uma década de muitas experiências e sucesso.

Neste concerto, Tiago Bettencourt apresenta ao público o seu novo álbum revisitando ainda os temas mais marcantes do seu percurso.
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No Dj’s
Luís Oliveira Nuno Calado e Filipe Nabais
Colectivo da Antena3
31 de maio| sábado|23h30| Café concerto
Entrada: livre à lotação da sala
M/3
Duração: 80 m
Apoio Antena 3
Os NoDj’s são a favor da diversão, mas não das ditaduras sonoras e batidas formatadas que dominam as noites. Em vez disso resolveram fazer dançar sem recorrer a  esses estereótipos. Sem estarem agarrados às misturas tecnicamente perfeitas percorrem todos os estilos musicais numa noite em que só o inesperado pode ser aguardado. Tudo isto sempre acompanhado de imagens, o que faz desta experiência uma viagem inigualável.
“Electro, reggae, punk, funk, soul, disco, rock, pop, ska e etc.
Sempre com o conceito agir e divertir.”
O contraste presente nestes projectos apoia o nosso papel abrangente e eclético. NoDj’s molda-se aos variados conceitos de evento.  Não tem um rotulo. Não pertence ao público que ouve sempre a mesmas música.
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XIII aniversário da Casa das Artes 
 Comemoração do dia mundial da criança
Patinho Feio
Jangada teatro
Teatro musical com marionetas
1 Junho de abril| domingo |17h30 | grande auditório
Entrada: Entrada: 4 euros / Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros
Entrada Gratuita para crianças até aos 12 anos, acompanhadas pelos pais, até ao limite da lotação da sala. É necessário levantar bilhete.
M/4
Duração Aprox.: 45 min
Era uma vez um ovo. Desse ovo nasceu um patinho diferente dos outros patinhos. Por isso, todos o maltratam e lhe chamam feio. Cansado de tanta humilhação, foge da Quinta onde nascera, cantando o seu infortúnio. Abandonado e triste vai caminhando o resto do verão, passando pelo outono, até enfrentar sozinho o rigoroso frio do inverno. Chegada a primavera, o patinho ao olhar-se nas águas do lago percebe que já não é aquela ave feia de que todos zombavam; é agora um cisne.

Este Patinho Feio, inspirado no universo da Banda Desenhada, é reproduzido para a cena onde se fundem pictoricamente o 2D das marionetas com o 3D dos atores, numa simbiose perfeita com a música e o canto ao vivo.

A partir de | Hans Christian Andersen
Dramaturgia e Encenação | Luiz Oliveira
Interpretação | Cláudia Berkeley; Luiz Oliveira e Vítor Fernandes
Música Original e Pianista | Ricardo Fráguas
Bonecos | Luiz Oliveira
Cenografia | Xico Alves
Figurinos | Susana Morais
Construção de cenografia e adereços | Joaquim Cunha
Confeção de figurinos | Rita Bragança

Desenho de Luz | Nuno Tomás

Helena Fernandes

Helena Fernandes
A Casa das Artes apresenta, em primeira mão, este novo projeto de Helena Fernandes, que contará com a participação especial do pianista Rui Mesquita.
Musica
24 de  maio |  sábado|23h00 |  Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/6
Duração: 70 m
A alma da cantora Helena Fernandes conta que nasceu e cresceu entre a pequena terra de Castelões da sua cidade natal de Vila Nova de Famalicão e um par de canais de televisão que abriram as portas para a concretização de um sonho nunca acabado.
O som íntimo do piano deu o mote para a procura do verdadeiro significado do timbre das notas entoadas por Helena Fernandes. A carreira desta cantora baseia-se numa invariável procura de novos sons, novos tipos de musicalidade que consigam fazer vibrar, num só concerto, todos os sentidos humanos. Em outubro de 2013 surge um novo conto da história da Helena Fernandes, composto por mais três personagens (guitarra, contrabaixo e precursão), em jeito de reinvenção dos temas sonorizados pelas teclas do piano, demonstrando o desassossego na definição de um estilo musical único. Toma cada tema como se fosse seu, atribuindo às velhas glórias musicais a harmonia ideal para um concerto intimo, sereno mas arrojado e marcante.
Voz: Helena Fernandes
Guitarra: Paulo Saraiva
Contrabaixo: Torcato Regufe
Precursão: André Carapito
Piano: Rui Mesquita


Ode Marítima, de Álvaro de Campos, na Casa das Artes de Famalicão


Ode Marítima de Álvaro de Campos
Com a interpretação de DIOGO INFANTE e JOÃO GIL e direcção Cénica NATÁLIA LUIZA
Teatro
23 e 24 de maio| sexta e sábado|21h30 | Grande auditório
Entrada: 10 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/12
Duração:1h10 (aproximadamente) sem intervalo
 Sinopse:
Amanhece e, um homem observando um porto marítimo assume o comando de um paquete que não chegou a entrar no cais. Parte deste cais, mimeses imperfeita do cais absoluto, numa viagem feita dentro de si mesmo, perpetrando imaginariamente todos os comportamentos humanos e procurando “sentir tudo de todas as maneiras”.
Nesta viagem imaginária em que símbolos e sensações se confundem sem o recurso da razão, este texto usa ainda o recurso do imaginário marítimo português sustentando nessa metáfora de fluxo e refluxo do movimento do mar, a contradição violenta de um homem que tenta reconectar e unir diferentes sensações de identidade, transformando-se ele no cais e no destino, revelando a sua pluralidade de sentidos e tornando corpórea a viagem.
 
Ficha Artística e Técnica
Direcção Cénica: Natália Luiza
Música Original: João Gil
Desenho de Luz: Miguel Seabra
Cenografia: Fernando Ribeiro
Imagem/Vídeo: Pedro Sena Nunes
Interpretação:
Texto: Diogo Infante
Música: João Gil
Produção Executiva: Rui Calapez e Célia Pires
Responsável Técnica pela itinerância: Tânia Neto

Co-Produção:Teatro Municipal São Luiz e Teatro Nacional São João, Com o Apoio do Montepio

Opus 2

Opus 2
Opus 2 é uma peça músico-teatral dirigida à infância, especialmente concebida para estimular os sentidos e a comunicação dos mais pequeninos.
22 de maio| Centro Escolar | Freguesia de Joane
23 de maio |Pequeno auditório |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
10h00, 11h00 e 14h30
Máximo de 25 meninos (as) por turno (Inscrição Prévia)
Duração: 40 m
Opus 2
Em Opus 2 bebés e adultos são convidados a viajar numa máquina movida a música. Uma máquina capaz de voar, de navegar, de levar pequenos e crescidos a ouvir pássaros, peixes e até o som das estrelas. Com uma harpa à proa e com as vozes a remar.
Esta obra faz parte do Peça a Peça, um ciclo de peças de música-teatral concebido no âmbito do Projecto Opus Tutti para chegar a mais crianças, através de apresentações em teatros, creches, jardins de infância e outros equipamentos sociais.
Linguagem principal: música (harpa, voz) e teatro.
Intérpretes: Ana Dias e Lavínia Moreira.
Concepção e Produção: Companhia de Música Teatral

Apoio: DGArtes e Fundação Calouste Gulbenkian/Opus Tutti

MULTIPLEX , de Rui Horta

MULTIPLEX , de Rui Horta
Dança
9 de maio | sexta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 10 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/16
Duração: 60 m
MULTIPLEX |a necessidade de se estar onde se está
Multiplex é uma reflexão sobre a complexidade. É sobre construções, vitórias, derrotas, pertença, e tudo aquilo que nos faz ser o que somos: a necessidade de estarmos onde estamos. É também sobre a perda de tudo isso.
Que palavras melhores do que as de Yourcenar, nas suas Memórias de Adriano, para nos falar desta mesma complexidade e da qual apenas ficam os fragmentos; da obcessão pela perfeição mas também do peso da obra por construir e da responsabilidade do legado.
Adriano confronta-nos a cada instante com esta dualidade: mesmo se o homem é livre, já a obra construída está para além desta liberdade. A perda co-habita com a construção, o ajuste de contas final é implacável.
É a complexidade do mundo interior de Adriano que me interessa. O mesmo mundo que fascinou Yourcenar, ela que nos lembrava que refazia por dentro o que os arqueólogos do séc. XIX haviam feito de fora, ou ainda, que a melhor maneira de recriar o pensamento de um homem era reconstituir a sua biblioteca. Trabalhar sobre o tempo, sobre a memória... Como se os odores de Ítaca, das amendoeiras e das figueiras, estivessem sempre presentes. Como se todo um Sul permanentemente adiado, iluminasse uma vida de combates e negociações, longos invernos na lama fria do Norte ou intermináveis campanhas nos desertos da Asia Menor. Mas sempre como pano de fundo as colinas de Atenas.
Multiplex desenrola-se nesta complexa teia entre o preto e o branco, nesta inevitabilidade do negativo que espreita os momentos mais brilhantes das nossas existências: a necessidade de estarmos onde estamos. Os intérpretes são o actor Pedro Gil e a bailarina italiana Silvia Bertoncelli, que nos últimos anos têm colaborado comigo (Estado de Excepção, Danza Preparata). Intérpretes de uma enorme qualidade e cuja maturidade é essencial para esta obra. A banda sonora / criação musical será da autoria de Tiago Cerqueira. Os figurinos de Aleksandar Protic. A robótica e a realização video de Guilherme Martins e André Almeida (Ártica). A encenação, coreografia, luzes, espaço cénico e o texto adicional serão da minha responsabilidade.
Adriano, homem cultíssimo e complexo, foi, provavelmente, o mais genial dos imperadores que Roma gerou, não um conquistador, mas um pacificador e administrador sábio, determinado a legar um império forte e organizado. O magnífico texto de Marguerite Yourcenar, livremente por mim adaptado, conduzirá a obra, não como relato cronológico mas como experiência emersiva e sensorial.

Rui Horta

O Memorial do Convento de José Saramago

O Memorial do Convento de José Saramago
Companhia de Teatro Andaime
Estudantes e escolas |Teatro
6 e 14 maio| terça e quarta| 15h00 | grande auditório
Entrada: 4 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros
M/3
Duração: 70 m
Sinopse:
"O Memorial do Convento"
Baseado no romance histórico e social de José Saramago, esta adaptação articula as várias narrativas onde a história e a ficção se confundem. O título sugere memórias de um passado delimitado pela construção do convento de Mafra e memórias do que de grandioso e trágico tem o símbolo do país. Contudo há mais histórias que têm de ser contadas... A mulher que tinha poderes , as promessas do rei, o padre que queria voar ou a gente que esteve na construção do convento....

Ficha técnica - Interpretação: Baltasar João Amorim, Blimunda Elda Costa; Padre Bartolomeu João Teixeira; O Rei Rodrigo Machado; A rainha Mariana Vilasboas; Scarlatti Pedro Lima; Mãe Blimunda Leonor Matos; Zé Milho Luís Nicolau; Guarda real Rafael Carvalho; Secretário real Fábio Ferreira; Frade franciscano Marco Andrade; Infanta Carolina Pereira; Trabalhadores reais Ana Azevedo; Carolina Pereira; Catarina Vilaça; Diogo Santos; Fábio Ferreira; Leonor Matos; Inês Pereira; Luísa Costa, Trabalhadores do convento Luís Nicolau; Fábio Ferreira; Rafael Carvalho; Adaptação: Fernando Silvestre; Encenação e direção de atores Fernando Silvestre ; Cenário e Figurinos o andaime; Produção o andaime; Desenho de luz o andaime; Assistente de encenação Nuno Granja e Elda Costa; Assistente para o cenário e figurinos Joana Silva; Construção e montagem de cenário o andaime; Montagem e Colaboração para o som Nuno Granja e Luís Nicolau; operação de luz Rui Maia; som Fernando Silvestre; Guarda-roupa o andaime; Figurinos Irene Vale; Assistente de Produção Inês Pereira , Cartaz Paulo Lima (fotografia) ; Música Pedro Lima; Luís Nicolau.

Exposição de ilustrações de Delfim Ruas

Titulo: Acontecimentos Dignos de Registo
De 1 a 28 de maio, Foyer |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
A História é e sempre foi, na minha opinião, um território fértil na busca de um universo referencial. Providencia-nos um filão de metáforas, ironias e episódios caricatos feitos à medida dos seus intervenientes. Guerras de sol a sol, conquistas de praia, fiascos memoráveis ou simplesmente a vida a seguir os seus maliciosos trajectos. Tudo isto acaba inevitavelmente por ser sobre nós: dos de ontem para os de hoje. E quanto aos de amanhã? Logo se vê se acontece algo digno de registo ou não. O que se segue é o outro campo de batalha: o do processo criativo. É também ele feito de avanços e recuos. Erra-se e volta-se a tentar até se ter algo que valha a pena partilhar-se. É assim que percepciono o que faço.

Esta exposição acaba por ser uma oportunidade para providenciar uma porta de entrada para este meu universo que, ao fim ao cabo, faz parte de todos nós.