sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Jangada Teatro- Pinóquio | Casa das Artes de Famalicão

Pinóquio 

Jangada Teatro

3 e 4 de dezembro| 20h45 | quinta e sexta-feira | Grande Auditório

Entrada: 4 euros. Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros

Teatro Infanto-juvenil

M/6

Duração: 60 min


 Sinopse

“Tudo o que um sonho precisa é alguém que acredite que ele possa ser realizado.” Numa oficina comum de um homem comum, numa vila comum de Itália, o incomum acontece: este que, até ao momento, era apenas uma marioneta, vive! Pinóquio traz-nos esta história familiar de esperança, através dos olhos juvenis do protagonista que dá o nome a este maravilhoso espetáculo. Mas a magia vem sempre com um preço, e cabe a ele o papel de descobridor do mundo e de si próprio. O que será preciso para ser um menino de verdade? Pinóquio depara-se numa luta constante de compreensão das relações pessoais e do novo e desconhecido mundo a que tenta pertencer. Consequentemente, é rapidamente abordado por leis, regras e limites que o tentam moldar na sociedade. E Pinóquio fará de tudo para agradar e ser aceite… quando na verdade, não se apercebe que o que importa realmente é sua própria aquiescência.

E como não poderia deixar de ser, tudo começa com uma misteriosa estrela azul…

 

 Ficha Artística e Técnica

 Dramaturgia | Filipe Gouveia

Encenação | Xico Alves

Interpretação | Filipe Gouveia, Sara Maia, Sónia Ribeiro, Paulo Pires, Vítor Fernandes, Xico Alves
Assistente de encenação | Vítor Fernandes e Rita Calatré

Direção musical e desenho de som | Paulo Pires

Desenho e operação de luz |Fernando Oliveira

Figurinos | Cláudia Ribeiro

Desenho e construção de marioneta e máscaras | Sandra Neves / Colectivo Monte

Cenografia | Carlos Pinheiro e Emanuel Santos / Colectivo Monte

Produção executiva | Alejandrina Romero, Fred Meireles e Susana Morais

Parceiros | ACLEM, Casa das Artes de Felgueiras

 

The story of Pinocchio for families by Jangada Teatro

terça-feira, 17 de novembro de 2020

PRóSPERO _ a partir de A Tempestade de William Shakespeare | Estreia na Casa das Artes de Famalicão

PRóSPERO  _ estreia
a partir de A Tempestade de William Shakespeare

Criação Ensemble - Sociedade de Actores, Coprodução Ensemble/Casa das Artes de Famalicão

26, 27 e 28 de Novembro | 5.ª feira, 6.ª feira 20h45 e Sábado, às 11h00 da manhã | Grande Auditório

Teatro

Entrada: 6 euros. Estudante, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir dos 65 anos): 3 Euros

M/12

Duração: 60 min

 A partir de A TEMPESTADE de Shakespeare, Pedro Galiza e Jorge Pinto criam um solo. Antes de mais, a ideia de um solo. Não de um monólogo, mas sim de um solo. A ideia de um só actor que se enfrenta a um público recorrendo, quase exclusivamente, a si próprio, ao seu corpo e à sua voz, ferramentas primeiras no exercício de significação teatral que é posto em movimento, ferramentas que, para lá do texto, operam continuamente sobre o espectador. Taumaturgo, a este único actor está reservado um poder imenso: a sua perspectiva é a única pela qual se medeia a comunicação com o público, fazendo dele o solitário senhor do espaço, do tempo e da acção, barro que molda conforme as suas necessidades performáticas. A Tempestade encerra, nas entrelinhas dos seus versos, uma despedida simbólica, uma última vénia e, deslaçando o texto, deixa que se desenhe a figura de Próspero como reflexo do próprio autor, personagem feita homem feita metáfora, um vulto que se solta na página e no palco em processo, talvez, de extrospecção, coroando-se em cena, por meio de uma biografia ficcionada, uma vida que se avalia digna de celebração. Minimalismo como tendência e a metáfora como arma cénica de eleição, recusando-se ilustrações de toda a ordem.

Uma estrutura cenográfica com uma monumental presença, inspirada num dos “Jardins de Acrílico” do pintor e escultor José Rodrigues, um espaço que confina, que desenha um território claro, uma interpretação algo claustrofóbica da ilha perdida de Próspero, mas, ainda assim, um espaço que, ao encarcerar a personagem, liberta o actor.

Com estreia marcada para Novembro na Casa das Artes de Famalicão, nosso coprodutor, o espectáculo seguirá para Bragança onde fechará 2020 no seu Teatro Municipal.

Em 2021, será apresentado no Teatro Municipal de Vila Real, Teatro Viriato e Teatro Sá de Miranda.

 

Texto: a partir de A Tempestade de William Shakespeare
Tradução, dramaturgia e encenação – Pedro Galiza
Interpretação – Jorge Pinto
Desenho de luz - José Álvaro Correia
Música - Ricardo Pinto
Figurinos - Cátia Barros
Criação Ensemble - Sociedade de Actores
Coprodução Ensemble/Casa das Artes de Famalicão

Shakespeare’s Prospero by Ensemble - Sociedade de Actores

Adriana Calcanhotto na Casa das Artes de Famalicão

Adriana Calcanhotto: Margem

Música
19 de Novembro | quinta | 20h30 | Grande Auditório
Entrada: 20 euros. Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 10 Euros
M/6
Duração: 70 min
Com o novo disco “Margem”, Adriana Calcanhotto fecha a trilogia marítima iniciada com “Maritmo” (1998) o primeiro que explicita a sua paixão pelo mar e “Maré” (2008), seu sétimo disco, que reforça a ambiência oceânica. “Margem” permite, em palco, o encontro destes três projetos marítimos, separados
por dez anos cada um e por diferentes aventuras musicais entre eles. 
Além do foco nestes três trabalhos, o concerto conta ainda com algumas canções de álbuns paralelos e com canções de Adriana Calcanhotto registadas por outros intérpretes, como é o caso de "Livre do amor", que tem gravação antológica na voz de Gal Costa.Tudo isso na companhia de Bem Gil (guitarra, flauta), Bruno Di Lullo (baixo esynths) e Rafael Rocha (bateria e percussões acústica e eletrônica), o trio responsável pela bela sonoridade de Margem.

Adriana Calcanhoto presentes her new work, Margem. 

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Poética da Palavra | Encontros de Teatro | Capítulo 3 - AIRBNB E NUVENS ( estreia) + WAKE-UP na Casa das Artes de Famalicão

Poética da Palavra | Encontros de Teatro | Capítulo 3

AIRBNB E NUVENS + WAKE-UP – bilhete único


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Entrada: 6 euros. Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 3 Euros

AIRBNB E NUVENS, uma rádio-novela com texto de Luísa Costa Gomes - ESTREIA

encenação de Manuel Tur e interpretação de Diana Sá, Eduardo Breda, João Castro, Pedro Almendra e Teresa Arcanjo

13 de Novembro | Sábado, 19h30 | Grande Auditório

Teatro

M/12

Duração: 70 min

Em "AIRBNB E NUVENS - uma rádio-novela" Manuel Tur entrega-se a uma íntima reflexão sobre o processo de comunicação e expõe em palco a mecânica da comunicação radiofónica, os seus artifícios, recursos e métodos. Mais importante do que a exposição que se queira levar a cena, de tudo quanto aí venha a acontecer, interessa, acima do mais, dar a ouvir, simples e ludicamente, por puro prazer. Transmitir esse gozo que é, na verdade, a génese da rádio.  Uma “rádio-novela” sobre um país falido, alugado e com a mania das grandezas (sim, Portugal), escrita pela mão sarcástica de Luísa Costa Gomes.

Encenação: Manuel Tur
Objeto cénico: Pedro Tudela
Espaço cénico: Ana Gormicho
Desenho de som e Sonoplastia: Joel Azevedo
Desenho de luz: Cárin Geada
Apoio aos figurinos: Anita Gonçalves
Interpretação: Diana Sá, Eduardo Breda, João Castro, Pedro Almendra, Teresa Arcanjo
Coprodução: A Turma, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Teatro Virgínia, Teatro Nacional São João

Airbnb e Nuvens it’s a radio drama written by Luisa Costa Gomes, staged by Manuel Tur

 

"WAKE-UP", a partir de Wake Up And Smell The Coffee de Eric Bogosian, uma cocriação de António Afonso Parra & Luís Araújo

13 de Novembro | Sábado, 21h00 | Grande Auditório

Teatro

M/16

Duração: 60 min

 


WAKE UP é um trabalho de reescrita e adaptação do texto “Wake Up And Smell The Coffee” do premiado actor e autor norte-americano Eric Bogosian. Este monólogo, primeira criação assinada por António Parra na companhia A Turma, em colaboração com Luís Araújo, cruza a l inguagem dos dois criadores com a escrita cáustica e l ancinante de Bogosian diluindo a fronteira entre teatro e stand-up, entre i ntérprete e público e actor e personagem. Nesta reescrita, apesar do alvo ser o actor, aponta-se o foco ao público: a sede de sucesso, a ansiedade que i sso provoca, a espiritualidade pop, o caos e a alienação da vida pós-moderna. Uma sucessão vertiginosa de personagens moralmente questionáveis e à deriva entre a conformidade e a hipocrisia procuram desesperadamente capitalizar a dor, a miséria e o desastre. O universo não perdoa ninguém e nós não perdoamos ninguém. Nem nós próprios. No fundo no fundo para podermos seguir em frente vamos rodeando-nos de paliativos inócuos. Este espectáculo é um deles.

Tradução - Luís Mestre
Interpretação - António Afonso Parra
Encenação - António Afonso Parra, Luís Araújo
Cenografia - Ana Gormicho
Desenho de luz - Rui Monteiro
Sonoplastia - João Oliveira
Desenho de som - Joel Azevedo
Vídeo e fotografia - Francisco Lobo
Fotografia - Sara Pazos
Design - Francisco Ribeiro
Direção técnica -Zé Diogo Cunha
Produção administrativa e executiva - Ludovica Daddi
Produção - A Turma (estrutura financiada pela República Portuguesa - Ministério da Cultura

/ DGArtes)
Coprodução - Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, Teatro Nacional São João, Teatro Virgínia
Apoios -  A Turma, A Liga, Fundação Escultor José Rodrigues, Antena 2, Fnac Santa, Catarina, Rádio Nova, Revista Intro, Revista gerador
Mecenas  - A Turma, Brochado Coelho e Associados, Central de Informação

Wake it’s an adaptation António Afonso Parra & Luís Araújo of Wake Up And Smell The Coffee by Eric Bogosian.

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Casa das Artes antecipa horários dos espetáculos de TAINÁ ( 6 de nov.) e PA RA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO ( 7 de Nov.)

Medida aplica-se à programação dos dias 6 e 7 de novembro

Casa das Artes antecipa horários dos espetáculos

Em consequência das mais recentes determinações que obrigam ao encerramento dos espaços culturais até às 22h30, a Casa das Artes de Famalicão decidiu antecipar os horários de início dos espetáculos do próximo fim-de-semana para as 20h45. Em causa está o concerto de TAINÁ (sexta-feira, dia 06) e a peça PARA ATRAVESSAR CONTIGO O DESERTO DO MUNDO, com Pedro Lamares e Lúcia Moniz (sábado, dia 07).

Às pessoas que já tenham adquirido os seus ingressos e que seja impossível estarem presentes podem pedir o reembolso dos mesmos junto da entidade onde os adquiriram. Para bilhetes adquiridos na bilheteira da Casa das Artes, enviar email para bilheteira.casadasartes@famalicao.pt ou contactar pelo 252371297; para bilhetes adquiridos através da Bilheteira Online (BOL) contactar a plataforma através do email ajuda@bol.pt.

Esta decisão circunscreve-se, para já, aos espetáculos deste fim-de-semana, estando em análise se será necessário estendê-la por um período mais alargado.




terça-feira, 29 de setembro de 2020

Cuca Roseta: “Amália por Cuca Roseta” | Casa das Artes de Famalicão

Cuca Roseta: “Amália por Cuca Roseta”

Música

24 de Outubro | Sábado | 21h30| Grande Auditório

Entrada: 15 euros. Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 7,50 Euros

M/6

Duração: 70 min

  


A morte só mata quando deixamos. Enquanto celebrarmos a vida que a antecedeu, pode ser contrariada e menorizada. A vida enquanto percurso, enquanto afirmação, enquanto legado e enquanto força capaz de inspirar outros a fazerem o seu próprio caminho. De certa forma, é isso que está por detrás do disco “Amália por Cuca Roseta”. Mais do que uma homenagem de Cuca Roseta à maior voz do fado, trata-se sobretudo de um agradecimento pessoal a uma mulher e a uma obra que, desde o primeiro momento, se tornaram um alicerce fundamental para o seu crescimento artístico enquanto fadista.

Amália Rodrigues despediu-se do mundo a 6 de Outubro de 1999. Há 21 anos, portanto. Mas o seu génio é demasiado flagrante para que deixe de ser celebrado – e nunca será de mais lembrar uma obra que partiu do fado, virou o fado do avesso e convocou também outras músicas populares para o seu universo. É essa enorme vastidão de registos que Cuca Roseta leva também para o palco, celebrando um reportório que só ao ser reinterpretado pode manter-se vivo e capaz de conquistar novos públicos.

Ao celebrar o seu encontro com a obra de Amália, Cuca Roseta celebra também a vida e os seus encontros. Aqueles que, em cada momento, fazem de cada um de nós aquilo que somos. E a quem, muitas vezes, falta dizê-lo assim, com todas as letras: Obrigado, Amália. Para não esquecer nunca o porquê de estarmos aqui.

“Amália por Cuca Roseta” é um espetáculo único, marcante, que celebra de uma forma irrepreensível e magistral, tudo o que Amália nos deixou.

 

Músicos:

Cuca Roseta – voz

Tuniko Goulart – Viola

Mariano de Freitas – Baixo

Sandro Costa – Guitarra Portuguesa

Rubem Alves – Teclado

 

Cuca Roseta presentes his new work, a homage to Amália. 

CLOSE-UP: 5.º episódio - Casa das Artes de Famalicão | CRISTINA BRANCO – filme-concerto – THE RIVER de Frank Borzage

CLOSE-UP: Cinema na Cidade


5.º episódio do Observatório de Cinema: 10 a 17 de Outubro na Casa das Artes de Famalicão

CRISTINA BRANCO filme-concertoTHE RIVER de Frank Borzage – 17.Out (21h45, GA)

 Título original: The River (EUA, ficção, 1928, 55 min)

Classificação: M/12

The River trata-se de uma história da iniciação ao amor, entre um jovem viajante e uma mulher experiente, com uma aura de erotismo subtil e elegantes interpretações de Charles Farrell e Mary Duncan. O filme esteve perdido e foi recentemente descoberto e restaurado. Apesar de não estar completo, com todas as imagens, é exibido com a informação das cenas em falta. Mesmo com essas lacunas, é uma obra esplendorosa e reveladora do grande cineasta do cinema clássico, Frank Borzage. Cristina Branco apresentará pela segunda vez o filme-concerto The River, na sessão de encerramento do Close-up.

 “Eva” constitui o título do mais recente álbum de Cristina Branco. O trabalho reafirma Cristina Branco como uma das mais importantes personalidades da música portuguesa dos últimos tempos. Ao longo da carreira já foi premiada pelo "Menina" (Melhor Disco de 2017 pela Sociedade Portuguesa de Autores) e nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual. Os espectáculos por toda a Europa multiplicam-se, o que reforça a sua notoriedade e a difusão do “fado-jazz”.


CLOSE-UP: Cinema na Cidade 5.º episódio - Casa das Artes de Famalicão | BLACK BOMBAIM + LUÍS FERNANDES – filme-concerto - A Idade de Ouro de Luis Buñuel

CLOSE-UP: Cinema na Cidade


5.º episódio do Observatório de Cinema: 10 a 17 de Outubro na Casa das Artes de Famalicão



 BLACK BOMBAIM + LUÍS FERNANDESfilme-concerto - A Idade de Ouro de Luis Buñuel – 10.Out (21h45, GA) _ ESTREIA

Título original: L' âge d' Or (França, ficção, 1930, 65 min)

Classificação: M/12

Buñuel e Dali provocaram uma revolução com o seu ensaio surrealista "O Cão Andaluz", um dos filmes vanguardistas mais famosos de sempre. A Idade de Ouro, primeira obra de Buñuel a solo, é o seu filme mais provocante e um verdadeiro manifesto do surrealismo no cinema. Violentamente anti-clerical, aqui se encontram todas as obsessões do futuro cinema de Buñuel. Após violentas reacções aquando da sua estreia em 1930 o filme foi proibido, só voltando às salas de cinema mais de meio século depois. Na sessão de abertura do quinto episódio do Close-up, o cruzamento do rock dos Black Bombaim e da eléctrónica de Luís Fernandes, apresenta-se em estreia o filme-concerto do incontornável filme de Luis Buñuel.

Colectivo nascido do efervescente movimento de novas bandas saída de Barcelos nos finais de 90, os Black Bombaim são hoje um claro caso de sucesso e de culto. Donos daquele que é, provavelmente, o mais fascinante psych rock com fonte nacional, editaram sete discos ao longo da sua carreira, à qual juntam uma mão cheia de colaborações na composição de música e espectáculos que cruzam a cruzam com outras áreas artísticas. A destacar, o disco editado com o referencial Peter Brotzman, o trabalho com La La La Ressonance, o cine-concerto (agora também editado em disco) com a colaboração do percussionista João Pais Filipe e o trabalho colaborativo com Jonathan Saldanha, Pedro Augusto e Luís Fernandes.  

Músico, artista sonoro e programador cultural, Luís Fernandes é fundador da banda peixe : avião e tem mantido trabalho a solo e como colaborador de múltiplos projetos. Nos últimos anos, assinala-se o seu duo com a pianista Joana Gama, com o qual editou 4 discos, colaborou com Ricardo Jacinto, José Alberto Gomes, Drumming GP, Orquestra Metropolitana e a Orquestra de Guimarães. Compõe música para cinema e instalações, com apresentações nos Festivais de Cannes, Locarno ou Triennale di Milano. 

Desde 2014, foram três os encontros entre Luís Fernandes e os Black Bombaim. O que começou com uma colaboração num dos temas de Far Out, terceiro disco do colectivo de Barcelos, evoluiu para a construção e gravação do disco conjunto que dividiram com La la La Ressonance e para o álbum colaborativo editado via Lovers & Lollypops em 2019, ao lado de dois outros produtores nortenhos. Ao quarto encontro, a banda e o músico darão uma nova vida a L'Age d'Or, filme do mestre espanhol Luis Buñuel, num cine-concerto a ser apresentado em estreia na Casa das Artes de Famalicão.

  


CLOSE-UP: Cinema na Cidade 5.º episódio do Observatório de Cinema: 10 a 17 de Outubro | Casa das Artes de Famalicão

CLOSE-UP: Cinema na Cidade


5.º episódio do Observatório de Cinema: 10 a 17 de Outubro na Casa das Artes de Famalicão

 


Numa edição adaptada às condicionantes que vivemos, para salvaguardar a segurança dos espectadores, mas sem abdicar da importância da relação do público com a sala de cinema, a quinta edição do Close-up projecta-se orientada pelas relações do Cinema com a Cidade, no habitual encontro entre ficção e documentário, produção contemporânea e história do Cinema.

Um dos destaques do programa são os filmes-concerto, reiterando o trabalho de criação no  cruzamento de linguagens, nas sessões de abertura e encerramento: o rock corpulento dos Black Bombaim e a eléctronica de Luís Fernandes, na apresentação de uma banda sonora original e em estreia para A Idade de Ouro, o manifesto surrealista de Buñuel; será a voz de Cristina Branco e as novas formas do fado que sublimarão o encontro dos amantes em The River, poderoso exemplar da filmografia de Frank Borzage, um dos protagonistas da Hollywood clássica.

As Paisagens Temáticas serão preenchidas de Cinemas, de salas que são abrigos da cidade, como em A Angústia do Guarda-redes no Momento do Penalty de Wim Wenders, de cidades inventadas pelo cinema, nos lugares das memórias de Federico Fellini e nos compartimentos e galerias da obra de Pedro Costa, ou distópicas e engolidas pelos géneros, como um filme negro em Macau, um subúrbio de Paris vigiado por drones, ou uma povoação do sertão brasileiro contaminada por John Carpenter.

O fértil período mexicano de Luís Buñuel, será o protagonista das Histórias do Cinema, quase duas décadas de produção, sob a influência dos modelos de Hollywood, no tratamento dos temas, símbolos e fetiches do cineasta aragonês, que terá continuação nas réplicas do Observatório de Cinema. Numa edição com uma forte presença da produção portuguesa, destaque na Fantasia Lusitana para o olhar de Pedro Filipe Marques, um percurso de documentários como reflexos justos do quotidiano, incluindo uma carta branca ao realizador, que escolheu A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso.

Na continuidade da relação profícua com a comunidade escolar, as várias sessões e actividades completares a realizar também nas escolas, incluem propostas de animação e de documentário, e constituirá uma das facetas nucleares do programa, em diálogo com a restante programação do Close-up, mas também com um enfoque na passagem dos 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. O Café Kiarostami servirá música, a poesia de Buñuel e os vídeo-ensaios de Luís Azevedo; para Famílias, a diversidade das propostas de animação voltarão a reunir diferentes gerações na grande sala de cinema.

O poeta Pedro Mexia a acompanhar a queda do “macho” de melodrama em Ele de Buñuel, ou o reencontro da actriz Teresa Madruga com a Lisboa de Alain Tanner na nova cópia de A Cidade Branca: as sessões comentadas estendem-se por um programa de cerca de 30 sessões em oito dias, onde o espectador é convidado a participar no conjunto de perspectivas, da projecção de clarões e de sombras do Cinema, que ambicionam reconfigurar o nosso lugar na cidade.

 

CLOSE-UP – DESTAQUES

FILMES-CONCERTO

 BLACK BOMBAIM + LUÍS FERNANDESfilme-concerto - A Idade de Ouro de Luis Buñuel – 10.Out (21h45, GA) _ ESTREIA

 

Título original: L' âge d' Or (França, ficção, 1930, 65 min)
Classificação: M/12

Buñuel e Dali provocaram uma revolução com o seu ensaio surrealista "O Cão Andaluz", um dos filmes vanguardistas mais famosos de sempre. A Idade de Ouro, primeira obra de Buñuel a solo, é o seu filme mais provocante e um verdadeiro manifesto do surrealismo no cinema. Violentamente anti-clerical, aqui se encontram todas as obsessões do futuro cinema de Buñuel. Após violentas reacções aquando da sua estreia em 1930 o filme foi proibido, só voltando às salas de cinema mais de meio século depois. Na sessão de abertura do quinto episódio do Close-up, o cruzamento do rock dos Black Bombaim e da eléctrónica de Luís Fernandes, apresenta-se em estreia o filme-concerto do incontornável filme de Luis Buñuel.

Colectivo nascido do efervescente movimento de novas bandas saída de Barcelos nos finais de 90, os Black Bombaim são hoje um claro caso de sucesso e de culto. Donos daquele que é, provavelmente, o mais fascinante psych rock com fonte nacional, editaram sete discos ao longo da sua carreira, à qual juntam uma mão cheia de colaborações na composição de música e espectáculos que cruzam a cruzam com outras áreas artísticas. A destacar, o disco editado com o referencial Peter Brotzman, o trabalho com La La La Ressonance, o cine-concerto (agora também editado em disco) com a colaboração do percussionista João Pais Filipe e o trabalho colaborativo com Jonathan Saldanha, Pedro Augusto e Luís Fernandes.  

Músico, artista sonoro e programador cultural, Luís Fernandes é fundador da banda peixe : avião e tem mantido trabalho a solo e como colaborador de múltiplos projetos. Nos últimos anos, assinala-se o seu duo com a pianista Joana Gama, com o qual editou 4 discos, colaborou com Ricardo Jacinto, José Alberto Gomes, Drumming GP, Orquestra Metropolitana e a Orquestra de Guimarães. Compõe música para cinema e instalações, com apresentações nos Festivais de Cannes, Locarno ou Triennale di Milano. 

Desde 2014, foram três os encontros entre Luís Fernandes e os Black Bombaim. O que começou com uma colaboração num dos temas de Far Out, terceiro disco do colectivo de Barcelos, evoluiu para a construção e gravação do disco conjunto que dividiram com La la La Ressonance e para o álbum colaborativo editado via Lovers & Lollypops em 2019, ao lado de dois outros produtores nortenhos. Ao quarto encontro, a banda e o músico darão uma nova vida a L'Age d'Or, filme do mestre espanhol Luis Buñuel, num cine-concerto a ser apresentado em estreia na Casa das Artes de Famalicão.

  

CRISTINA BRANCO filme-concertoTHE RIVER de Frank Borzage – 17.Out (21h45, GA)

 

Título original: The River (EUA, ficção, 1928, 55 min)
Classificação: M/12

The River trata-se de uma história da iniciação ao amor, entre um jovem viajante e uma mulher experiente, com uma aura de erotismo subtil e elegantes interpretações de Charles Farrell e Mary Duncan. O filme esteve perdido e foi recentemente descoberto e restaurado. Apesar de não estar completo, com todas as imagens, é exibido com a informação das cenas em falta. Mesmo com essas lacunas, é uma obra esplendorosa e reveladora do grande cineasta do cinema clássico, Frank Borzage. Cristina Branco apresentará pela segunda vez o filme-concerto The River, na sessão de encerramento do Close-up.

 

“Eva” constitui o título do mais recente álbum de Cristina Branco. O trabalho reafirma Cristina Branco como uma das mais importantes personalidades da música portuguesa dos últimos tempos. Ao longo da carreira já foi premiada pelo "Menina" (Melhor Disco de 2017 pela Sociedade Portuguesa de Autores) e nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual. Os espectáculos por toda a Europa multiplicam-se, o que reforça a sua notoriedade e a difusão do “fado-jazz”.

 

Sessões para Famílias

'BORA LÁ de Dan Scanlon (versão portuguesa) _ 11.Out (15h00)

Título original: Onward (EUA, 2020, animação, 100 min)
Classificação: M/6

Os elfos Ian e Barley, irmãos e adolescentes, vivem numa zona suburbana de um mundo de fantasia. Na esperança de poderem passar algum tempo com o pai que já morreu, embarcam numa extraordinária viagem para descobrirem se ainda existem alguns vestígios de magia. A nova longa-metragem original dos Estúdios de Animação da Pixar é realizada por Dan Scanlon e produzida por Kori Rae - a equipa por detrás do filme "Monstros: A Universidade".

 

MARY E A FLOR DA FEITICEIRA de Hiromasa Yonebayashi (versão portuguesa) _ 17.Out (15h00)

Título original: Meari to Majo no Hana (Japão, animação, 2018, 95 min)
Classificação: M/6

Mary, de 11 anos, é uma menina inteligente e cheia de vida que está a passar as férias de Verão em casa da sua tia-avó. Aborrecida e sem nada para fazer, espera ansiosamente pelo início das aulas. Um dia, ao seguir o percurso de dois gatinhos, é guiada até um bosque onde encontra uma velha vassoura e uma flor que tem a particularidade de só desabrochar a cada sete anos. Ao tocar-lhes, um estranho feitiço é activado e a menina é levada numa maravilhosa aventura. Durante essa noite mágica, adquire poderes extraordinários que lhe vão permitir conhecer um mundo nunca visto. Produzido pelo estúdio de animação Studio Ponoc, um filme de animação com assinatura do japonês Hiromasa Yonebayashi (nomeado para o Óscar com "Memórias de Marnie") que se inspira na obra "The Little Broomstick", da escritora britânica Mary Stewart.

 

 

PROGRAMAÇÃO

10 de Outubro (sábado)

(15h00, PA) A Angústia do Guarda-Redes no Momento do Penalty de Wim Wenders _ comentado por Corinna Lawrenz e Carlos Natálio _  [1]

(18h00, PA) VIVEIRO de Pedro Filipe Marques _ comentado pelo realizador e por Vasco Baptista Marques  _  [3]

noite de abertura

 

(21h45, GA) A IDADE DE OURO de Luis Buñuel pelos BLACK BOMBAIM & LUÍS fERNANDES – Filme-concerto _ estreia

(23h15, café-concerto) DJ set Luís Fernandes & Tojó Rodrigues _ [5]

 

11 de Outubro (domingo)

(15h00, GA) 'BORA LÁ de Dan Scanlon (versão portuguesa) _ [6]

(15h00, PA) ELE  de Luís Buñuel _ comentado por Inês Lourenço e Pedro Mexia _  [2]

(17h15, café-concerto) Isaque Ferreira – Poesia de Luis Buñuel_ [5]

 (18h30, PA) A NOSSA FORMA DE VIDA de Pedro Filipe Marques _ comentado pelo realizador e por Vasco Câmara _ [3]

(21h45, PA) Os Miseráveis de Ladj Ly _ comentado por Hugo Gomes_  [1]

 

12 de Outubro (segunda-feira)

(10h00, GA) VARIAÇÕES de João Maia _ comentado pelo realizador _  [4] (3.º ciclo, secundário)

 (15h00, GA) O LUGAR QUE OCUPAS de Pedro Filipe Marques _ comentado pelo realizador
[4] (sessão para alunos de interpretação, ACE)

(21h30, PA) Bacurau de Juliano Dornelles, Kleber Mendonça Filho _ comentado por João Araujo _  [1]

 

13 de Outubro (terça-feira)

(10h00, GA) A Ovelha Choné – A Quinta Contra-ataca de Will Becher, Richard Phelan [4] (1.º e 2.º ciclos)

(21h30, GA) o anjo exterminador de Luís Buñuel _ comentado por António Olaio e Paulo Mendes _ [2]

14 de Outubro (quarta-feira)

 

(10h00, GA) Debaixo do Céu de Nicholas Oulman _  [4] (3.º ciclo, secundário - 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial)

(18h30, PA) A Última Vez que Vi Macau de João Pedro Rodrigues, João Rui Guerra da Mata (comentado pelos realizadores) _ [1]

(21h45, PA) OS INÚTEIS de Federico Fellini _ comentado por Nuno Sena_ [1]

 

15 de Outubro (quinta-feira)

(10h00, Agrupamento de Escolas de Gondifelos) O GRANDE DITADOR de Charlie Chaplin 
[4] (3.º ciclo e secundário, 75 anos do fim da 2.ª Guerra Mundial) - sessão no âmbito do Plano Nacional de Cinema (PNC), com a presença de Elsa Mendes, Directora do PNC

(16h00, Agrupamento de Escolas D. Sancho I) Alis Ubbo de Paulo Abreu – comentado pelo realizador _ [4] (3.º ciclo e secundário)

(21h30, GA) A CIDADE BRANCA de Alain Tanner _ comentado por Teresa Madruga [1]

 

16 de Outubro (sexta-feira)

(10h00, Oficina) Masterclasse de concepção de video-ensaios de LUÍS AZEVEDO
[4] (alunos de audiovisuais e multimédia)

 

(18h30, PA) Sacavém de Júlio Alves _ comentado pelo realizador _ [1]

(21h30, PA) ENSAIO DE UM CRIME de Luís Buñuel _ comentado por: António Gonçalves e Ricardo Vieira Lisboa _ [2]

(23h30, PA) 100% camurça de Quentin Dupieux _ comentado por Ricardo Vieira Lisboa [2]

 

17 de Outubro (sábado)

(14h30, PA) SUSANA de Luís Buñuel _ comentado por Carlota Gonçalves _ [2]

(15h00, GA) MARY E A FLOR DA FEITICEIRA de Hiromasa Yonebayashi (versão portuguesa) [6]

(16h30, café-concerto) Luís Azevedo – Apresentação de Video-ensaios  [5]

(17h45, PA) Carta Branca a Pedro Filipe Marques: A Costa dos Murmúrios de Margarida Cardoso_comentado por Pedro Filipe Marques e Margarida Cardoso _ [3]

                                                                                                                                                                                                     

noite de ENCERRAMENTO

 

(21h45, GA) CRISTINA BRANCO filme-concertoTHE RIVER de Frank Borzage

(23h15, café-concerto) DJ set Fernando José Pereira (Haarvöl) _ [5]

 

Secções Temáticas

[1] Paisagens Temáticas: Cinema na Cidade

[2] Histórias do Cinema: Buñuel, Que Viva México!

[3] Fantasia Lusitana: Pedro Filipe Marques

[4] Cinema para Escolas

[5] Café Kiarostami

[6] Sessões para Famílias

 

Bilheteira Sessões
Geral: 2 euros
Cartão quadrilátero: 1 euro
Entrada livre: estudantes, seniores, associados de cineclubes

Bilheteira Filmes-concerto (Black Bombaim & Luís Fernandes / Cristina Branco)
Geral: 6 euros
Cartão quadrilátero, estudantes, seniores, associados de cineclubes: 3 euros

Bilheteira Sessões para Famílias
Geral: 2 euros
Cartão quadrilátero, estudantes, seniores, associados de cineclubes: 1 euro

Café Kiarostami (Foyer e Café-concerto): entrada livre

Toda a informação em www.closeup.pt e www.casadasartes.org


the fifth episode of the Close-up, the Cinema Observatory of Famalicão, between 10 and 17 October