quarta-feira, 30 de junho de 2010

Ventos de Maio

Baú dos Segredos
Teatro
22 de Julho, quinta-feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 2 euros
M/3
Duração: 90 m
Ventos de Maio... traz para o palco farrapos da vida de uma família parisiense, de todos quantos com ela se relacionam, com todos os seus conflitos, desejos, alegrias e decepções, levando-nos de volta a uma das épocas mais turbulentas, criativas e artísticas a que a história da humanidade já assistiu.
Os anos 60!
Como todos sabem, o papel da juventude foi nuclear nas mudanças que tiveram lugar, em todo o mundo, nessa época.
Talvez o que mais tenha caracterizado a juventude tenha sido o desejo de se rebelar, a busca por liberdade de expressão e liberdade sexual. Nesse sentido, para as mulheres, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década, foi responsável por um comportamento sexual feminino mais liberal. Porém, elas também queriam a igualdade de direitos, de salários, de decisão.
Até o sutiã foi queimado na praça pública, num símbolo de libertação.
Na moda, a grande vedeta foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant dividiu com o francês André Courrèges a sua criação.
O mundo ocidental estava dividido em dois blocos, pelo “Muro da Vergonha”.
Estávamos em plena corrida espacial, entre americanos e soviéticos.
Havia guerra no Vietname e noutros sítios.
Martin Luther King contou-nos o seu sonho e foi assassinado. Mas já era tarde demais. Por todo o lado, as novas ideias, difundidas pelos jovens, chegam aos cantos mais escondidos do mundo, derrubando convenções, preconceitos e valores que eram tidos como certos, manifestando-se na pintura, na música e nas outras artes.
O movimento Hippie floresce na América e as suas sementes rapidamente se espalham com a música aos outros continentes. Em Paris, rebenta o movimento estudantil, encontrando aliados em vários sectores da sociedade francesa.
É no meio deste cenário que se desenvolve a acção de “Ventos de Maio...”.
Esta família é apanhada no meio deste turbilhão de coisas novas e procura adaptar-se a estes tempos, para não ser engolida no frenesim que a rodeia.
O amor e os laços que unem todos quantos fazem parte do seu círculo são a argamassa que mantém a sanidade mental comum do grupo.
Ficha técnica:
TEXTO, CENOGRAFIA E ENCENAÇÃO - João Regueiras
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO - Ana Regueiras
DIRECÇÃO MUSICAL - Rui Mesquita
FIGURINOS - Cármen Regueiras, Emília Silva, Sofia Silva e Marta Silva
LUZ E SOM - Equipa Técnica da Casa das Artes
ELENCO - Classe B do Atelier de Teatro Baú dos Segredos
PRODUÇÃO - Baú dos Segredos / Casa das Artes

1 comentário:

kelly disse...

espero que corra bem! :)