segunda-feira, 13 de julho de 2026

DIA #01 ANIVERSÁRIO Ana Bacalhau / Respirar a Fachada / As Personagens que habitam o Teatro Narciso Ferreira… | Teatro| Narciso Ferreira - 5 anos.

 




DIA #01

ANIVERSÁRIO

 TNF VOX POP

No dia em que completa 5 anos, o Teatro Narciso Ferreira abre portas e revela os seus vários espaços — entre teatro, circo, dança e música, celebramos as vozes que lhe dão vida.

 Quinta-Feira 10 de setembro

 11:00 / 15h00 / 17h00 / 18:00

Vários Espaços

Visitas guiadas

 Entrada gratuita, mediante inscrição tnf@famalicao.pt

 As Personagens que habitam o Teatro Narciso Ferreira…

Momento Artistas Independentes

  

21:00 | Exterior- 

Respirar a Fachada

Performance Dança Vertical c/ Núcleo Vert'cália (Hugo Zanardi e Nathalia Furlan)

   

21:30 | Auditório- 

Ana Bacalhau

música

Público Geral: 4 euros. 2 euros para descontos em vigor

Ana Bacalhau continua a afirmar-se como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, surpreendendo sempre com a sua identidade artística única. 2025 foi um ano bastante prolífero para a cantora e compositora, tendo lançado o novo álbum “Mundo Antena” em abril, em formato físico e digital.

 Em 2026, Ana Bacalhau lançou o seu novo EP “Lado AB”, que foi apresentado no espetáculo esgotado no Teatro Maria Matos, em Lisboa, no início deste ano. “Lado AB” inclui os temas “Prá Frente” e “Mar de Rosas”.

5º Aniversário Teatro Narciso Ferreira 10-12 setembro quinta – sábado música, teatro, circo, cinema



 

M de Manifesto, em estreia + Ação de medição dirigida a alunos do ensino secundário | Casa das Artes de Famalicão

 


M de Manifesto, em estreia

Uma Produção da Companhia de Música Teatral, em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão

Para escolas

25 de Setembro | Sexta-feira | 10h00, 15h00 | Grande Auditório

Entrada livre sujeita à inscrição prévia das escolas

 Para público-geral

26 de Setembro | Sábado | 21h30 |Grande Auditório

Entrada: 6 euros. 3 Euros, para descontos em vigor

 M/12

Duração: 50 m

 M de Manifesto parte de histórias reais para refletir sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Através de uma abordagem multidisciplinar que cruza música, teatro e movimento, constrói-se uma sucessão de quadros performativos que convocam diferentes dimensões da experiência feminina: da infância à maternidade, da invisibilidade à resistência, da imposição de papéis sociais à possibilidade de os desconstruir. Inspirado por testemunhos recolhidos, dados estatísticos e textos fundamentais do pensamento feminista contemporâneo, o trabalho assume-se como um espaço de escuta e de questionamento. Não pretende oferecer uma definição única ou fechada do que é "ser mulher", mas antes dar corpo a vozes diversas que, em conjunto, revelam tensões, contradições e urgências que atravessam o quotidiano. Num espetáculo que articula momentos introspetivos, poesia, silêncio e música, a intenção é proporcionar ao público uma experiência sensível e crítica. Este não é um espetáculo de respostas. É um exercício de escuta ativa, um convite à reflexão e uma tentativa de abrir espaço a perguntas que continuam sem resposta.

M de Maria, M de Mulher, M de manifesto.

 

Ficha técnica e artística:

Conceção e produção: Companhia de Música Teatral

Co-produção: Casa das Artes de Famalicão, Cineteatro Alba, Cineteatro Curvo Semedo e Cineteatro Louletano

Apoios: DGArtes| Ministério da Cultura

Direção Artística: Inês Rodrigues da Silva

Intérpretes: Inês Rodrigues da Silva, Mariana Caldeira Pinto, Maria João Vieira Leite e Mariana Vences

Espaço cénico: Miguel Ferraz

Desenho de luz e direção técnica: Élio Moreira

Produção executiva e assistência técnica: Gustavo Paixão

Assessoria financeira: Artur Silva

Coordenação geral: Helena Rodrigues

Design gráfico: Mafalda Maia

  

Bastidores de M de Manifesto

Ação de medição dirigida a alunos do ensino secundário.

Público Alvo: Turmas do Ensino Secundário (10º, 11º e 12º anos).

Antes da apresentação da peça, as intérpretes de M de Manifesto visitam a sala de aula das turmas que, posteriormente, assistirão ao espetáculo. Em “modo personagem”, as artistas explicarão a sua visão do que é o espetáculo, estabelecendo um diálogo performativo com alunos e professores. Pretende-se, assim, criar uma relação pessoal, que poderá ser retomada no final do espetáculo. Nesse momento, as artistas já em “modo quotidiano”, estarão também disponíveis para partilhar aspetos do processo criativo.

 

Contextualização: Com esta ação de mediação, pretende-se criar um espaço de reflexão em torno dos temas abordados no espetáculo, como também motivar os jovens para as práticas artísticas.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE de Sérgio Graciano Ante-estreia nacional da adaptação da obra homónima de Camilo Castelo Branco | Casa das Artes de Famalicão .






Cinema na Casa das Artes (GA)

Entrada: 2 euros; 1 euro para descontos em vigor

 MEMÓRIAS DO CÁRCERE de Sérgio Graciano

Ante-estreia nacional da adaptação da obra homónima de Camilo Castelo Branco, com a presença do realizador e do elenco

22.Set. (terça-feira) – 21h30 – Grande Auditório

Acusados de adultério, Ana Augusta Plácido e Camilo Castelo Branco foram encarcerados durante mais de um ano na Cadeia da Relação do Porto, ela em Junho de 1860, ele em Outubro do mesmo ano, após uma aventurosa fuga à justiça por terras do Norte.

 

Título Original: Memórias do Cárcere (Portugal, 2026, 165 min)

Interpretação: Albano Jerónimo, Maria João Bastos, Paulo Pires, Afonso Pimentel, João Pedro Vaz, Marcello Urgeghe, Adriano Carvalho, Soraia Chaves, Adriano Luz, Ricardo Pereira, Rui Morisson, Diogo Infante
Classificação: M/12

Jazz no Café da Casa | Setembro - ALMAIA: Yudit Almeida em duo com Xan Campos | Casa das Artes de Famalicão

Jazz no Café da Casa

Música/ Jazz

18 de Setembro| sexta-feira | 23h00| café-concerto

Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor

M/6

Duração: 80 min

 A Casa das Artes promoverá mensalmente Noites de Jazz, transformando o Café-Concerto num clube de jazz. Para além de bandas já consagradas, daremos a oportunidade a artistas emergentes da cena jazzística portuguesa e galega de mostrarem o seu trabalho. Uma coprodução da Casa das Artes de Famalicão e a O Eixo do Jazz – Associação Luso-Galaica para a promoção do Jazz

 ALMAIA: Yudit Almeida em duo com Xan Campos

 Yudit Almeida no contrabaixo e Xan Campos ao piano reúnem-se para percorrer diferentes etapas do amor através de composições da contrabaixista, assim como boleros reinterpretados a partir de uma perspetiva mais moderna. Num mundo que, especialmente agora, está no auge do ódio e do individualismo, o amor abre a janela para a esperança.

Yudit Almeida Vidal (n. 1997), contrabaixista e compositora cubana, participou recentemente na gravação do último álbum "Anfibia por veces" (2026) da cantautora galega Antía Muíño, além do que já tinha lançado com a cantautora Keely Denham em 2019 chamado "Leaves". Atualmente, é contrabaixista das cantautoras galegas Catuxa Salom, Antía Muíño, Sofía Espiñeira, Uxía Cenlle, entre outros projetos em que participa.  Dirige os seus projetos atuais, Canto das Sereias e Almaia (dúo com o pianista Xan Campos)  Já participou em importantes festivais portugueses e galegos, como Canjazz e Porta-Jazz.

RUPTURA - O Nosso Soneto É Uma Tela, em estreia


RUPTURA - O Nosso Soneto É Uma Tela, em estreia

Encenação de Maria Miguel Félix

Um trabalho com ex-alunos da ACE Famalicão, atores emergentes.

Residência artística e espetáculos | Teatro

Uma produção da Casa das Artes de Famalicão

18 e 19 de setembro | Sexta-feira e Sábado| 21h30| Grande Auditório

Entrada:  4 euros. 2 Euros para descontos em vigor

M/12

Duração: 75 min

A RUPTURA inevitável com o que se foi.

A identidade que se desfaz para poder, lentamente, renascer. Um gesto simbólico tão próprio da juventude. O coro das almas jovens censuradas compõe o soneto em movimento: rigoroso na sua métrica, mesmo quando parece desordenado. Entre essa tela e esse soneto, a ruptura afirma-se como processo de libertação, um contínuo abandono do que limita para entrar num presente que nunca está totalmente pronto.

 Direção Artística: Maria Miguel Félix

Design de Espaço Cénico: Rui Azevedo

Elenco: Intérpretes com formação na ACE - Famalicão, e outros intérpretes emergentes

Produção: Casa das Artes de Famalicão

Rothko Chapel,- estreia | Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave & Coro da Casa da Música Festival Cidnay Vale do Ave — 6.ª edição, em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão.

 


Rothko Chapel, em estreia

Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave & Coro da Casa da Música

Festival Cidnay Vale do Ave — 6.ª edição, em co-produção com a Casa das Artes de Famalicão

12 de Setembro | Sábado| 21h30| Grande Auditório
Entrada: 6 euros; 3 euros, descontos em vigor

M/6
Duração: 60 min

Ficha artística:

Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave

Wenting Kang, viola

Agostinho Sequeira, percussão

Shane van Neerden, celesta

 

Coro da Casa da Música

Eva Braga Simões, Rita Venda, Ângela Alves — sopranos

Joana Guimarães, Maria João Gomes, Joana Valente — contraltos

André Lacerda, Fernando Guimarães — tenores

Nuno Mendes, Ricardo Torres — baixos

Henrique Constância, direção musical

Pedro Teixeira, maestro do coro

Direção artística: João Álvares Abreu

Direção de produção: Mia Falcão

Adjunto de programação: Henrique Constância

Curadoria Coletivo Contemporâneo: Agostinho Sequeira

Coprodução: FAMART Plataforma Artística / Festival Cidnay Vale do Ave e Casa das Artes de Famalicão

Num percurso de rara intensidade poética, o Coletivo Contemporâneo do Vale do Ave — em colaboração com o Coro da Casa da Música —, propõe uma travessia entre o som e o silêncio, o gesto e a contemplação. Das sombras luminosas em Lamentations of Jeremiah à suspensão do tempo em Rothko Chapel, desenha-se um percurso que convida à escuta profunda — um espaço onde a música se aproxima do silêncio e a experiência se torna ritual.

O concerto será precedido de uma introdução, por Nuno Jacinto.

 - Programa

Le Livre Des Clavier — IV Solo de Vibrafone (1987-1988), de Philippe Manoury

Lamentations of Jeremiah (c. 1560), de Thomas Tallis

Élégie para viola solo (1944), de Igor Stravinsky

Rothko Chapel (1971), de Morton Feldman (estreia nacional)

João Barradas Trio feat. Jonathan Kreisberg | Festival Cidnay Vale do Ave — 6.ª edição, em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão

 

João Barradas Trio feat. Jonathan Kreisberg

Festival Cidnay Vale do Ave — 6.ª edição, em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão

11 de Setembro | Sexta-feira| 21h30| Grande Auditório
Entrada: 6 euros; 3 euros, descontos em vigor

M/6
Duração: 60 min

Ficha artística:

João Barradas Trio

João Barradas, acordeão

André Rosinha, contrabaixo

Bruno Pedroso, bateria

Jonathan Kreisberg, guitarra

Direção artística: João Álvares Abreu

Direção de produção: Mia Falcão

Adjunto de programação: Henrique Constância

Coprodução: FAMART Plataforma Artística / Festival Cidnay Vale do Ave e Casa das Artes de Famalicão

 No âmbito da parceria estratégica com a Plataforma Artes Performativas de Famalicão SOBRE O PALCO, a Casa das Artes de Famalicão iniciou, em 2023, uma parceria em coprodução com o Festival Cidnay Vale do Ave, promovido pela FAMART Plataforma Artística.

João Barradas Trio junta-se a Jonathan Kreisberg, um dos mais importantes guitarristas de jazz da atualidade, para apresentar um programa que cruza música de Kreisberg com temas de Aperture, o mais recente álbum do acordeonista. Resultado da sua passagem pela Casa da Música como Artista em Residência na temporada passada, Aperture reúne música original em que as ideias de espaço, liberdade e arquitetura servem de mote a uma linguagem composicional singular.

VIII Edição JOF - Jovem Orquestra de Famalicão Residência Artística | Concertos - 1 a 5 de setembro.

 

Maestro e Diretor Artístico da JOF: José Eduardo Gomes

Solista/Piano: Luís Magalhães

VIII Edição JOF - Jovem Orquestra de Famalicão

Residência Artística | Concertos - 1 a 5 de setembro

Maestro e Diretor Artístico: José Eduardo Gomes

Solista: Luís Magalhães

 - 4 de setembro | Sexta-feira| 21h30| Sala Suggia da Casa da Música

(bilhetes à venda na Casa da Música e nas suas plataformas)

Plateia: 10 euros / Camarotes: 12 euros / Amigo da Casa da Música: 8 euros

 - 5 de setembro | sábado| 18h00| Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão

Entrada: 6 euros / 3 Euros para descontos em vigor

 M/6

Duração: 90 min

Desde 2018, a Casa das Artes promove anualmente, uma residência artística de criação com jovens músicos formados no território de Vila Nova de Famalicão (Jovem Orquestra de Famalicão), sob direção artística de José Eduardo Gomes, na exploração do repertório português e europeu sinfónico.

A residência artística JOF procura responder a características únicas do território de Vila Nova de Famalicão, nomeadamente a existência de um forte e dinâmico ecossistema cultural associado ao ensino artístico especializado e ao ensino profissional de música, composto pelas seguintes entidades: CCM – Centro de Cultura Musical, ArtEduca – Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão e ARTAVE –Escola Profissional Artística do Vale do Ave.

Sabendo que muitos destes alunos do concelho de Famalicão têm prosseguido estudos e carreiras profissionais por outras instituições em Portugal e por toda a Europa, a JOF procura valorizar estes jovens músicos, em formação e em atividade profissional em Portugal e no Estrangeiro, promovendo o diálogo intercultural entre Famalicão e a sua Diáspora, estabelecendo pontes entre o ensino artístico proporcionado na região e o ensino superior. Simultaneamente, procura sensibilizar a comunidade Famalicense para a música clássica, em particular para o repertório orquestral, e promover o binómio artes-educação.

 Programa

Sergei Rachmaninoff

Concerto Piano No. 2, em Dó menor, op. 18

– Moderato

– Adagio sostenuto

– Allegro scherzando

Solista: Luís Magalhães

- - - - - - - - - - -

Nikolai Rimsky-Korsakov

Scheherazade, op. 35

1. O mar e o navio de Sinbad

2. A história do príncipe Kalender

3. O jovem príncipe e a jovem princesa

4. Festa em Bagdade – O mar – Naufrágio do navio nos rochedos encimados por um cavaleiro de bronze

Baú dos Segredos "A Casa de Bernarda Alba" | Classe B - Casa das Artes de Famalicão

 

Baú dos Segredos - "A Casa de Bernarda Alba"

 Classe B |   31 de julho às 21h30 | Grande Auditoria

M/12

Sinopse

Um luto imposto por oito anos, torna as paredes caiadas da casa de Bernarda Alba num claustro onde o tempo pára e os corpos sufocam. Cinco filhas são sepultadas em vida pela tirania estóica de uma matriarca obcecada pelas aparências. Partilham o mesmo ar cada vez mais rarefeito. A mesma sombra cada vez mais longa e escura. Contudo, a iminência de um casamento desperta o desejo há muito reprimido e desata uma tempestade invisível dentro de portas. Pepe el Romano, a figura masculina que nunca pisa o palco, é o fantasma que incendeia as tábuas daquela prisão doméstica.

 Federico García Lorca desenha um retrato violento e belo sobre a opressão, o preconceito e a insurreição da carne. Sobre o machismo que impregnava a sociedade e a repressão continua da mulher, ambos ainda presentes no nosso tempo, como um facho que teima em não apagar. A Casa de Bernarda Alba, obra escolhida pelas alunas da Classe B do Baú dos Segredos, é uma tragédia rural intemporal onde o orgulho dita as regras e a paixão traça o destino.

Ficha técnica

Texto: a partir da obra de Federico García Lorca, com o mesmo nome

Encenação e Adaptação: Tiago Regueiras e Ana J. Regueiras

Interpretação: Ana Coelho, Ana Luísa Machado, Bianca Saraiva, Catarina Trindade, Clara Guimarães, Francisca Ferreira, Inês Félix, Lara Oliveira, Leonor Camões, Luísa Dias, Camões, Mariana Ferreira, Maria Clara Martins, Mercedes Lobarinhas

Figurinos/Caracterização: Cármen Regueiras e Ana J. Regueiras

Sonoplastia/Luz: Ana J Regueiras, Tiago Regueiras, Equipa Técnica da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

Produção: Baú dos Segredos/ Casa das Artes de Famalicão

Baú dos Segredos "Contas Soltas" | Classe A - Casa das Artes de Famalicão.

 

Baú dos Segredos - "Contas Soltas"

Classe A | 29 de Julho às 21h30 | Grande Auditório.

M/6

Sinopse

Há um fio invisível que costura os silêncios do mundo. Mia Couto tece a cena em tabuleiro de afetos, onde cada história é uma conta de vidro, uma missanga moldada pelo tempo, pela memória e pelo sopro da tradição oral africana.

 Nesta teia de encontros e assombros e à semelhança de Chico Buarque, as "mulheres de Mia" ganham carne, voz e transcendência. Cantam a sua existência, densa e etérea em partes iguais. São figuras que habitam as margens da realidade, lapidadas pelo peso do patriarcado e pelas dores do abandono, mas que recusam o oblívio. Entre desejos ardentes e decepções profundas, estas personagens revelam uma dignidade inabalável. Almas que pulsam na busca desesperada por amor, autonomia e liberdade.

 Este espetáculo não narra grandes feitos épicos. Conta a delicadeza dos pequenos gestos. Parte do trabalho cuidado da classe A do Baú dos Segredos em abrir este Fio de Missangas de Mia e escolher Contas Soltas para vos mostrar. É também uma investigação sensível sobre a condição humana, onde a fala simples e o lirismo moçambicano tecem uma teia que ata destinos e desmascara as subtilezas da opressão. Quando a realidade se torna demasiado pesada para suportar, estas mulheres descobrem que as suas dores também podem ser asas. E, num voo sublime, carregam o espectador consigo. Uma celebração poética sobre a força indomável do espírito feminino.

 Ficha técnica

 Texto: a partir de “ O Fio das Missangas”, de Mia Couto

Encenação e Adaptação: Tiago Regueiras e Ana J. Regueiras

Interpretação: Carolina Sousa, Éloa Machado, Francisca Ferreira, Lara Oliveira, Luísa Dias, Luísa Trindade, Luz Camões, Maria Carolina Granja, Maria Francisca Ferreira, Maria Inês Ferreira, Mariana Granja, Martim Lima, Rafael Araújo, Yasmin Machado

Figurinos/Caracterização: Cármen Regueiras e Ana J. Regueiras

Sonoplastia/Luz: Ana J Regueiras, Tiago Regueiras, Equipa Técnica da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

Produção: Baú dos Segredos/ Casa das Artes de Famalicão