sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Fevereiro:

A Dança, a Música e as Palavras: “A Bela Adormecida” (Pytor Ilyich Tchaikovsky)
CONCERTO PEDAGÓGICO
3 FEVEREIRO sexta 15.00 grande auditório

Entrada: livre
No âmbito do ciclo “Clássicos do Bailado Internacional”, a Casa das Artes organiza algumas actividades pedagógicas dirigidas aos mais jovens. Trata-se de contribuir para a formação de novos públicos, despertando-lhes a curiosidade para a música, a literatura e a história subjacentes aos clássicos do bailado. Das actividades pedagógicas projectadas destaca-se a organização deste concertO, onde serão apresentados e comentados trechos da música de “A Bela Adormecida”, o bailado que poderão ver na semana seguinte. Trata-se de uma acção que terá como narrador e comentador Mário Azevedo (professor na ESMAE e fundador do Instituto Orff do Porto), estando a interpretação musical a cargo do pianista António Oliveira (professor no Conservatório de Música do Porto) e do violinista Carlos Pinto da Costa (director pedagógico da Escola de Música de Esposende).

A Jazzar no Zeca – A Música de José Afonso
ZÉ EDUARDO UNIT (pt)
3 FEVEREIRO sexta 22.00 café concerto

Entrada: 5 euros
Trio liderado por Zé Eduardo (contrabaixo), com Jesus Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso (percussão), editou em 2004 “A Jazzar No Zeca”. Trabalho sobre os “motifs” melódico-líricos presentes na obra de Zeca Afonso, mesclados com improvisação de jazz, escola do hard bop, entretecida com o conhecimento do “free” como visto por Coltrane ou Steve Lacy. O seu mais recente “Bad Guys”, editado com o antigo trompetista de Mingus, Jack Walrath, novamente editado pela Clean Feed, começa a receber uma boa recepção pela crítica. Celebrado docente, arranjador e músico na Península Ibérica, Zé Eduardo tem sido figura presente, há mais de 20 anos, em escolas, orquestras e workshops de jazz por Portugal e Espanha, deixando obra em todos os locais por onde passa.
www.gremiodasmusicas.org
www.cleanfeed-records.com


Música Electrónica
MOUSE ON MARS (d)
4 FEVEREIRO sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros
Uma das bandas mais importantes da cena electrónica europeia, oriunda de Düsseldorf, Alemanha, apresenta o seu novo trabalho “Live 04”, resultado de uma gigantesca tournée. Com uma forte componente imagética ao vivo, os Mouse On Mars (MOM) imprimem um ritmo alucinante aos seus concertos, altamente dançáveis. A energia que transparece dos seus concertos é sentida pela banda como se tratasse de uma máquina de vapor cujos elementos deixaram de estar sob controlo, produzindo resultados surpreendentes junto do público. A razão porque os MOM tardaram cerca de dez anos a editar o álbum ao vivo é o reconhecimento da impossibilidade de captar num suporte gravado uma imagem fiel da sua permanentemente reinventada música ao vivo, tal como numa pálida foto bidimensional de um momento encantador. Apesar desta edição que resulta de cerca de 600 horas de material gravado em diversas digressões, mantém-se a impossibilidade de perceber do que os MOM são capazes ao vivo sem presenciar os seus espectáculos. Eis, pois, a oportunidade.
www.mouseonmars.com

Ciclo “Vozes em Viagem”
OLIVIA BYINGTON (br)
5 FEVEREIRO domingo 21.30 grande auditório

Entrada: 5 euros
Poucas cantoras brasileiras têm o prestígio e o currículo variado desta soprano nascida no Rio de Janeiro. De Tom Jobim a Chico Buarque, passando por Djavan, Edu Lobo, Jacques Morelembaum e Egberto Gismonti, Olivia Byington já dividiu o palco com as maiores estrelas da música brasileira. Quando actuou em Portugal pela primeira vez, Nuno Pacheco do jornal Público escreveu: “Na voz de Olivia não há o menor deslize ou falha, tudo parece de uma harmonia insuperável…”. Desde então, voltou para se apresentar na Expo 98 e no Centro Cultural de Belém onde empolgou a plateia com “A Dama do Encantado”. Em 2004, com o compositor e instrumentista Egberto Gismonti, apresentou um virtuosíssimo repertório de canções para as plateias portuguesas com o concerto “A Fala da Paixão”. No seu espectáculo actual, Olivia mistura Lenine e Caetano Veloso com peças dos seus dois trabalhos mais recentes passando por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, sem deixar a cadência dos sambas memoráveis de Noel Rosa e Assis Valente. O seu novo repertório inclui uma canção do compositor e instrumentista português Pedro Jóia em parceria com Tiago Torres da Silva. Sente-se o prazer de acompanhar virtuosismo e graça na voz de uma cantora que surpreende pela musicalidade e timbre. Como disse a imprensa na altura da sua primeira apresentação em Lisboa: “... Para o público português esta é uma rara oportunidade de ouvir uma das grandes vozes femininas do Brasil. E será um desperdício perdê-la”.
www.oliviabyington.com.br


Ballet do Teatro Hermitage de São Petersburgo
A BELA ADORMECIDA
10 FEVEREIRO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 20 euros
Uma união extraordinária de sentimentos e estados de espírito, oferecendo aos sentidos uma evocação intensa da tragédia e da poesia. O Ballet do Teatro Hermitage de São Petersburgo é reconhecido internacionalmente como sendo a mais selecta e aristocrática das companhias. Representando a mais importante herança do ballet russo, o seu estilo particular é caracterizado por uma grande expressividade, elegância e beleza. O Teatro Hermitage de São Petersburgo (a capital cultural da Rússia) foi inaugurado a 22 de Novembro de 1785.

Free Jazz
CAVE OF THE TIGERS (it/kr)
NUNO REBELO + MARCO FRANCO (pt)
10 FEVEREIRO sexta 23.30 café concerto

Entrada: 5 euros
Cave of the Tigres – duo de Gianni Gebbia com a sul-coreana Audrey Chen. Gebbia, instituído e maturado improvisador em saxofone alto e sopranino, bem como em flauta, tem criado o seu carismático trilho de expressão dentro das linguagens do jazz e das músicas livres, tendo já colaborado com figuras como Evan Parker, Fred Frith, Lee Ranaldo, Jim O’Rourke, Peter Kowald, Gianluigi Trovesi, Louis Sclavis ou Otomo Yoshihide. Chen, em violoncelo e voz, é comparável a uma Joelle Leandre que gostasse mais de Boredoms que de Schönberg e em igual medida de Artaud. O entendimento com Gebbia traduz-se em rasgos feéricos de expressão espontânea, plenos de electricidade tanto do domínio do frenético como do plácido.
Nuno Rebelo + Marco Franco – o trabalho desenvolvido entre Nuno Rebelo e Marco Franco é das mais antigas e produtivas colaborações da história da música improvisada nacional. Em várias formações onde que já tocaram destacam-se aquelas com músicos como Peter Kowald, Carlos Zíngaro, Sei Miguel, Gianni Gebbia, Kato Hideki, Ernesto Rodrigues, Vítor Joaquim ou como parte do Damo Suzuki Network com Massimo Pupilo, têm desenvolvido uma linguagem de ampla liberdade estrutural dos pontos de vista rítmicos, harmónicos, melódicos, texturais ou performativos. A elasticidade e propriedade plástica da guitarra eléctrica Rebelo encaixam de forma cada vez mais interligada com a arritmia interna e autismo auto-induzido de Marco Franco, deixando sempre espaço para que momentos abertamente mais subtis e delicados possam despontar, nunca perdendo de vista uma abordagem exploratória relativamente aos instrumentos que tocam. Nuno Rebelo compõe para teatro e dança há vários anos, tendo obra editada em selos como a AnAnAnA e a OCV. Fez parte dos Mler Ife Dada, Plopoplot Pot e Streetkids.
www.giannigebbia.com
www.nunorebelo.com.sapo.pt


The Baby And The Satellite + Dreaming In The Royale Oaks
MICHA P. HINSON (eua)
ERICK MESSLER (eua)
15 FEVEREIRO quarta 21.30 grande auditório

Entrada: 5 euros
Micah P. Hinson – nascido em Memphis, este texano de gema foi revelado em Portugal na primeira edição do Tímpano – Festival de Música, em Maio de 2005. Regressa agora, novamente para concerto único no nosso país, para revelar “'The Baby And The Satellite'”, o seu novo (e genial) trabalho.
Erick Messler – “As amantes nunca me amam, são egoístas e livres”, conta-nos Messler, de 22 anos, uma das primeiras revelações de 2006, com o seu “Dreaming In The Royale Oaks”. Um pequeno tesouro desnudo e muito especial. A descobrir.
www.micahphinson.com
www.falsettorecords.com


Pier Paolo Pasolini
ORGIA
17 E 18 FEVEREIRO sexta e sábado 22.00 grande auditório

Entrada: 5 euros
Tradução, Encenação e Luz Pedro Marques
Com José Airosa, Sylvie Rocha e Sofia Correia
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Co-produção A&M/Artistas Unidos/Culturgest
Orgia é a crónica das pobres emoções sadomasoquistas de dois cônjuges pequeno-burgueses no calor de uma desoladora Páscoa, da fuga-suicídio de uma esposa-amante-escrava, da devastação do esposo ao encontrar-se com uma pequena prostitutazinha de passagem, do seu extremo delírio fetichista e transsexual até ao seu suicídio por enforcamento. Pasolini traça um trajecto curioso na sua relação com o teatro. Depois de dedicar uma carreira à poesia primeiro, à escrita de romances depois, e de se lançar numa carreira de realizador de cinema, lança um “Manifesto para um novo teatro” e de seguida escreve seis tragédias em verso, todas em 1966. No seu manifesto, Pasolini propõe uma passagem à cena das suas peças através de uma quase total ausência de acções cénicas sugerindo dessa maneira o carácter metafórico. Em “Orgia”, a dialéctica indivíduo-sociedade ou indivíduo-poder surge como o núcleo temático central. Daqui nasce a ideia de encenação para este projecto teatral - a ideia capital é tornar o teatro um local de transformação. Um local de responsabilidade social. O local onde o indivíduo se “transforma” em sociedade. O local onde a esfera privada se torna pública.
www.artistasunidos.pt

Noite Gore
MOSCAS, SANGUE & VINAGRE
17 FEVEREIRO sexta 23.30 pequeno auditório e café concerto

Organização Cineclube de Joane e Casa das Artes (Famalicão)
Entrada: 5 euros
Filmes gore, bandas sonoras sanguinárias, moscas e outros estranhos insectos. Quem não vier mascarado não entra. Vista-se de Vampiro, Conde Drácula, Corcunda de Notre Dame ou imite outra besta qualquer. O sangue artificial também é obrigatório.

Leitura de Poesia pelos Artistas Unidos
AS CINZAS DE PASOLINI
18 FEVEREIRO sábado 18.00 pequeno auditório

Entrada: livre
Tradução Maria Jorge Figueiredo e Carlos Garcia
Por José Airosa, Sylvie Rocha, Sofia Correia e Pedro Marques
“...não se poderá negar que uma determinada forma de sentir qualquer coisa se repete, idêntica, na leitura de alguns dos meus versos e em algumas das minhas filmagens", escrevia Pasolini. E que significam, neste seu permanente envio à poesia, as falas das suas personagens nas tragédias que em verso escreveu? Poderíamos dizer que o teatro de Pasolini nasce no momento em que personagens diferentes se apoderam da sua língua”. Nessa altura só conseguia escrever versos atribuídos a personagens”, diz. Na altura em que, um pouco por todo o lado, o Teatro da Palavra de Pier Paolo Pasolini volta a ocupar os palcos, é tempo de ver como essa palavra nasceu e viria a informar a sua poesia, a que ele próprio diz não ver razão para apor a palavra fim.
www.artistasunidos.pt

William Shakespeare
ROMEU E JULIETA
24 E 25 Fevereiro sexta e sábado 21.30 grande auditório

Entrada: 8 euros
Encenação John Retallack
Tradução e Adaptação Fernando Villas Boas
Actores Albano Jerónimo, André Gago, Carla Chambel, Custódia Gallego, Diogo Infante, Gonçalo Waddington, João Lagarto, Marco D’Almeida, Pedro Caeiro, Rogério Vieira e Valerie Braddell
Guitarrista Vasco Abranches
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Cenografia e Direcção Técnica Hernâni Saúde
Figurinos Mariana Sá Nogueira
Música Original João Gil
Desenho de Lutas Miguel Andrade Gomes
Movimento Paulo Castro
Direcção de Voz Luís Madureira e Rui Baeta
Direcção de Cena Ana Coelho
O encenador inglês John Retallack, a partir da tradução e adaptação de Fernando Villas Boas, coloca “Romeu e Julieta” na viragem do século XIX para o XX, uma época em que a permissividade e a restrição coexistiam com igual peso, em que eram vulgares as espadas e as armas de fogo e se travavam duelos por pequenos e grandes insultos à honra. Um mundo em que existia uma diferença visível entre a respeitabilidade fora de portas e a depravação dentro de casa. Esta grande produção, com um elenco de luxo, mais do que o clássico emblema do amor incondicional procura mostrar a obra de Shakespeare com todos os seus confrontos, de onde nem os dois amantes míticos saem ilibados do caos.

Noise
FAMILY UNDERGROUND (dk)
FRANGO (pt)
24 FEVEREIRO sexta 23.30 café concerto

Entrada: 5 euros
Family Underground – senhores do ruído, drone e estranhas explorações em manifestação sonora oblíqua, os dinamarqueses Family Underground apresentam-se na Casa das Artes numa época em que a Escandinávia volta a dar fantásticos sinais de vida em música psicadélica, depois dos tratados dos anos 60 e 70 deixado por Pärson Sound ou International Harvester. Escute-se o explosivo “Ancient Shadows”, pela italiana Qbico.
Frango – altos mensageiros das novas músicas livres nacionais, o trio do Barreiro Frango, constituído por Jorge Martins (Fish & Sheep, Ivone), Rui Dâmaso (PCF Moya, Searching Records) e Vítor Lopes (Barcos, Ivone, Searching Records) estreiam-se na Casa das Artes após o estrondo da sua passagem pelo festival Where’s The Love, no ano passado. Explorando a textura e o espaço e o som como universos puros, impolutos por harmonia convencional e ritmos óbvios, expressão em matéria difusa, hipnose e puro entusiasmo acústico e eléctrico. A ouvir “Sitting San” (testtube, 2005), “Whole Hit Bloomer” (Searching Records CD-R) e “Slaughtered/Slayered” (Searching Records, 2005).
www.qbicorecords.com
www.monocromatica.com/netlabel/releases/tube013.htm


Música Erudita (violoncelo e piano)
DMITRI FERSCHTMAN + MILA BALAWSKAYA
26 FEVEREIRO domingo 21.00 grande auditório

Entrada: 5 euros
Dmitri Ferschtman nasceu em Moscovo em 1945. Começou a sua educação musical muito novo na Escola de Música Central da mesma cidade, continuando os seus estudos, em 1964, no Conservatório de Moscovo, onde estudou com o professor Galina Kozoloepova e a professora Natalia Gutman. No segundo ano do Conservatório tornou-se um dos fundadores do Quarteto de Cordas Glinka, com o qual ganhou o primeiro prémio no concurso para quarteto de cordas na Bélgica, em 1969. Em Julho de 1975 gravou uma obra de Shostakovich, dirigida pelo próprio, semanas antes da sua morte. Seguiu-se uma gravação do Quarteto com Piano de Mahler na Rússia, um mês antes da sua partida para a Holanda, onde passou a residir. Aí começou uma nova carreira como solista, músico de câmara, fazendo duos com a sua esposa, a pianista Mila Baslawskaya. Tocou a solo com inúmeras orquestras dirigidas por maestros como Frans Brüggen, Kenneth Montgomery e Edo de Waart. Ferschtman tem-se destacado também como primeiro Violoncelo de várias orquestras de Rádio, integrando actualmente na mesma função a conceituada Rádio Philharmonic Orchestra. Este músico possui uma extensa discografia, com gravações de obras de Bloch, Brahms, Debussy, Grieg, Mendelssohn, Regar, Schumann e de compositores russos como Miaskowski, Schnittke e Shostakovich. O seu CD de várias obras de Prokofiev com o pianista Ronal Brautigam recebeu críticas de elevado nível na imprensa internacional. Ferschtman é professor no Conservatório de Amesterdão e no Royal Conservatory em Den Hague. Orienta Master classes na Alemanha, França, Japão e, desde 1988, é professor na Summer Academy de The International Holland Music Sessions na Holanda. O professor Ferschtman toca num violoncelo Domenico Busan de 1766.
Mila Baslawskaja – começou os seus estudos musicais em Moscovo, sua cidade natal, na Central School of Music. Deu o seu primeiro recital com sete anos e tocou a solo com orquestra um ano mais tarde. Em 1970, Baslawskaja graduou-se no Conservatório de Moscovo e envolveu-se activamente na vida musical russa, como professora e executante. Trabalhou, entre outros, com Natalia Gutman, Oleg Kagan, Yuri Bashmet e Alexei Lubimov. Há mais de 30 anos que criou um duo com Ferschtman, que agora se apresenta. Depois de deixarem a União Soviética, estes músicos continuaram carreira na Europa juntos. Baslawskja realizou inúmeras gravações para rádio e televisões. Actualmente é professora nos Conservatórios de Amesterdão e Roterdão.

2 comentários:

eddwarner75272062 disse...

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morpheus disse...

Ouvi falar sobre a ida de Thde Dresden Dolls as Casa das Artes, gostava de saber se é então verdade ou não? Um beijo