sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Tome nota...

Ernesto de Melo e Castro, que em Fevereiro inaugura uma exposição no Museu de Serralves, é o convidado de Luís Serguilha para apresentar o seu novo livro, "A Singradura do Capinador", dia 14 de Janeiro, sábado, no pequeno auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, pelas 17h30.
Para Melo e Castro, a poesia de Luís Serguilha é "um mar de palavras, imagens, metáforas, intermináveis e diferentemente sempre iguais, podendo os poemas começar e terminar em qualquer delas, em qualquer lugar ou tempo. Um interminável magma de sugestões, um escaldante rio de lava, é o que o leitor recebe, ao ler os poemas deste livro... Mar, magma, rio, lava, ebulição, energia em transformação, são certamente as metáforas que eu, como leitor, recolho destes textos, a que por isso mesmo chamo de poesia".
No dia de lançamento da nova obra do autor famalicense, o importante crítico, teórico literário e poeta falará da escrita de Luís Serguilha e em particular de "A Singradura do Capinador". Título que se vem juntar a uma já longa carreira literária, de onde fazem parte "O Périplo do Cacho", "O Outro", "O Externo Tatuado da Visão", entre outros.
A exposição em Serralves de Melo e Castro tem por título "O Caminho do Leve" e assinala os 50 anos de trabalho visual e literário deste importante autor português. Como podemos ler na página da Internet do Museu, “Ernesto de Melo e Castro é o fundador do contexto da Poesia Experimental portuguesa, assim como o editor e organizador de muitas das suas principais publicações. A poesia visual foi um ponto de partida para o início da arte conceptual em Portugal. Artistas e poetas iniciaram uma discussão sobre a natureza do objecto de arte, redefinindo-o e produzindo um impressionante conjunto de performances, happenings, exposições, livros e edições ao longo das décadas de 60 e de 70.
“Fortemente influenciados pela experiência Dada, cruzaram-na com as linguagens desenvolvidas no contexto Fluxus e com a experimentação semiótica da linguagem desenvolvida pelo grupo brasileiro Noigandres, tendo escapado ao contexto periférico e isolado português, ao publicarem os seus trabalhos nas mais importantes revistas e livros do contexto internacional da Poesia Visual. Dentro da especificidade do movimento experimental português, sublinha-se a inclusão em novas formas de expressão da tradição literária do Barroco ibérico.
“Esta é a primeira exposição antológica dos trabalhos de Ernesto Melo e Castro. Juntará filmes de artista, poemas, instalações e publicações, proporcionando a primeira introdução à obra de um dos mais relevantes artistas do contexto português dos anos 60 e 70”.

Lançamento de livro
MELO E CASTRO APRESENTA “A SINGRADURA…”
14 JANEIRO sábado 17.30 pequeno auditório
Entrada: LIVRE

1 comentário:

SANDRA BARRETO disse...

GOSTARIA QUE FIZESSEM CONCERTOS PARA BÉBÉS, QUE POR SINAL ESTÃO SEMPRE COM LOTAÇÃO ESGOTADO NA CASA DA MUSICA DO PORTO.PENSEM NISSO E DIGAM QUALQUER COISA.