sexta-feira, 13 de abril de 2007

WILLIAM SHAKESPEARE – MACBETH
Teatro
11 e 12 de Maio , sexta e sábado, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 12 euros
M/12
Duração 150 m com intervalo

Três bruxas encontram-se com Macbeth e Banquo, generais escoceses, que regressam vitoriosos a casa. Ao exaltarem Macbeth com promessas de grandeza e revelações proféticas, as bruxas despertam nele uma ambição destemperada. As forças malignas e encorajamento de Lady Macbeth levam-no a matar o rei enquanto este dorme hospedado em sua casa. Este acto brutal é o primeiro de uma série de assassínios, que incluem a mulher e filhos do nobre Macduff. Na sequência destes crimes Macduff destrói Macbeth, reorienta o poder, e avançando com a armada escondida pelas árvores, símbolos de vida, passa o poder para o seu legítimo sucessor e futuro rei. “Macbeth” é um retrato um homem cujo declínio faustiano faz dele vítima de si próprio e vitimizador de todos os que se lhe opõem. A sua verdadeira tragédia é a incapacidade do protagonista voltar atrás, refazer o seu percurso e consciente desta incapacidade, submerge a honra até que o seu fim sangrento o liberta na morte. “Macbeth” é um retrato um homem cujo declínio faustiano faz dele vítima de si próprio e vitimizador de todos os que se lhe opõem. A sua verdadeira tragédia é a incapacidade do protagonista voltar atrás, refazer o seu percurso e consciente desta incapacidade, submerge a honra até que o seu fim sangrento o liberta na morte.

Macbeth, de William Shakespeare (1564-1616)

Pelo modo como é obrigada a concorrer com a sua própria lenda, esta peça só conhece outras duas que se lhe podem comparar, do mesmo autor: Hamlet e Romeu e Julieta. As paixões que estão em cena tornam-nos a todos cúmplices e críticos dos Macbeth, o casal de nobres capazes de matar o seu rei.

Há qualquer coisa na vontade daqueles dois que nos faz sentir repelidos e atraídos por eles. O que os levou a matar? O que queriam eles verdadeiramente, com o seu crime tão arriscado? Que força têm as feiticeiras deste drama sobre aqueles que as ouvem? Vem de dentro ou de fora de nós, o impulso para o mal?

Uns vêem na peça um retrato da ambição política na sua forma mais primitiva; outros, uma fábula sobre a irracionalidade do mal, ou sobre o encontro com os limites quase visíveis da vida e da morte, e sobre os poderes negativos e positivos da nossa ânsia de sobrevivência; outros ainda um braço de ferro entre as forças do feminino e do masculino, que transcende os motivos mais aparentes da fábula histórica.

Tal como Macbeth, todos temos a angústia de saber mais sobre a nossa vontade. Queremos saber quem governa. Se temos nós a primazia, ou os outros, que nos fazem frente, pela força ou pelos afectos. Ou outras forças ainda, que desconhecemos em nós, ou nos cercam. Vivemos por nós, ou somos vividos por forças que nos empurram a cada escolha? E esse saber, de que nos serviria, na hora de julgarmos os nossos actos?


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto: William Shakespeare
Encenação: Bruno Bravo
Tradução e Adaptação: Fernando Villas-Boas
Cenografia: Stephane Alberto
Figurinos: Paulo Mosqueteiro
Música: Sérgio Delgado
Desenho de Luz: José Manuel Rodrigues

Interpretação:
Anabela Brígida--------------- 3ª Bruxa Rapaz (filho de Lady Macduff) 3º Matador Coro
António Rama------------------ Duncan Banquo Velho Senhor
Bruno Simões------------------ 2ª Bruxa Seyton Coro
Cristina Carvalhal------------- 1ª Bruxa Fleâncio (voz) e Lady Macduff 2º Matador Coro
Diogo Dória--------------------- Macduff Coro
João Lagarto-------------------- Macbeth
Sérgio Praia-------------------- Malcom Coro
Valerie Braddell--------------- Lady Macbeth

1 comentário:

Anónimo disse...

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