quarta-feira, 3 de maio de 2006

Caro educador:

No âmbito do Clássicos do Bailado Internacional (Ciclo de Captação e Formação de Públicos), com o apoio do Programa Operacional de Cultura (POC), a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão está a promover um Concerto Pedagógico no dia 11 de Maio, pelas 15h00. Neste sentido, solicitamos a vossa melhor divulgação a toda a comunidade escolar, e a participação nesta iniciativa. O concerto está condicionado a 300 pessoas, pelo que aceitaremos as inscrições por ordem de chegada.

Junto apresenta-se a respectiva ficha de inscrição, que nos deve ser remetida preferencialmente via fax (252.371299).

A Dança, a Música e as Palavras: “Giselle” (Adolphe Charles Adam)
CONCERTO PEDAGÓGICO
11 MAIO quinta 15.00 grande auditório
Entrada: livre
Contribuir para a formação de novos públicos, despertando-lhes a curiosidade para a música, a literatura e a história subjacentes aos clássicos do bailado. Programa com cerca de uma hora, onde serão apresentados e comentados trechos da música de “Giselle”, o bailado que poderão ver na semana seguinte. Trata-se de uma acção que terá como narrador e comentador Mário Azevedo (Professor na ESMAE e fundador do Instituto Orff do Porto), estando a interpretação musical a cargo do pianista António Oliveira (Professor no Conservatório da Música do Porto) e do violinista Carlos Pinto da Costa (Director Pedagógico da Escola de Música de Esposende).

Ballet Nacional da Moldávia + Orquestra Nacional da Moldávia
GISELLE
Música: Adolphe Charles Adam
Coreografia: J. Coralli e J. Perrot
18 MAIO quinta 21.30 grande auditório
Entrada: 20 euros
Faixa Etária: + 6 anos

Informações:
Telefone: 252 371 304 / 252 371 297
Fax: 252 371 299
casadasartes@cm-vnfamalicao.pt
www.casadasartes.blogspot.com


Instituição/Escola

Educador(es) __________________________________

Nº de participantes ______________________________

Contactos _________/________/ Fax ________

NOTA: data limite de inscrição 10 de Maio de 2006

quinta-feira, 27 de abril de 2006

Folk Gótico
THE MOON AND THE NIGHT SPIRIT (HU) + MANDRÁGORA (PT)
28 ABRIL sexta 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.themoon.equilibriummusic.com
www.mandragora.do.sapo.pt

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Dia primeiro:


INAUGURAÇÃO OFICIAL

12 de Maio, sexta-feira


19h30m
> (Sessão de apresentação do programa com contextualização do projecto pelo comissário, Alexandre a. r. Costa, e que conta com o visionamento do documentário sobre o IMAN 2005)
Espaço: Pequeno Auditório

20h
+ Inauguração das exposições:> Exposição: Alice Geirinhas, João Fonte Santa, Pedro Amaral, Eduardo Matos> Exposição - artistas emergentes: Luís Magalhães, Sofia Pinheiro, José Alberto, Inês Gama.
Espaço: Foyer (piso 1 e 2) e Casa das Máquinas (Cave)

21h
+ Jantar + Performance:> Uma sugestão de Alexandre a.r. Costa (Comissário do IMAN) + Paulo Brandão (director artístico do Teatro Circo de Braga).

(Uma ementa recheada de surpresas…)

Local: Restaurante Massimo (adjacente à Casa das Artes)
PS – Últimas reservas para a sessão, ainda disponíveis através do contacto:
00351 936 35 87 43 ou directamente na Casa das Artes

24h
+ Concerto/Performance: @c.
> (Pedro Tudela e Miguel Carvalhais)
Espaço: Café-Concerto.

02h
+ 1ª Sessão de Esclarecimentos: I.M.A.N. 2006> Artistas presentes
+ João Castro (Chouiça) - Dj Set
Local: Mia Café

IMAN 2006: brevemente...

Faltam 9 dias...

Os Byrds estão de volta:


&


+


Country Rock
CHRIS HILLMAN & HERB PEDERSEN (US) + MICHAEL WESTON KING (US)
1 MAIO segunda 22.00 café-concerto
Entrada: 10 euros
www.chrishillman.com
www.herbpedersen.com
www.michaelwestonking.com

Um dos pioneiros do country-rock e um dos membros dos míticos The Byrds. Consigo trás um velho e um novo amigo: Herb Pedersen (um dos melhores tocadores de banjo do mundo) e Michael Weston King, excelente escritor de canções, líder original dos The Good Sons.

A referência maior de Antony:


Transgender/Chamber Pop
BABY DEE (US)
5 MAIO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.babydee.org
Cantora pós-circense (tinha um número de monociclo no seu tempo dessas lides nos Estados Unidos) do cabaret transformista, a mostrar o baladeiro de melodrama cru que produziu, sob a inspiração de figuras marginais de desarmante tristeza, lucidez, alegria e alucínio, de Kurt Weil a Tiny Tim. Antony aprendeu e muito com ela, aquando do resgate de ambos pela mão de David Tibet dos Current 93.

Bailado com orquestra ao vivo, em Maio:


Ballet Nacional da Moldávia + Orquestra Nacional da Moldávia
GISELLE
Música: A. Adam
Coreografia: J. Coralli e J. Perrot
18 MAIO quinta 21.30 grande auditório
Entrada: 20 euros

O Ballet Nacional da Moldávia nasce no ano de 1957, na capital Chisinau, com um grupo de bailarinos moldavos que realizaram a sua carreira de dança em São Petersburgo. Nos primeiros dez anos, a companhia incluiu no seu repertório obras bem conhecidas como “Giselle”, “A Bela Adormecida”, “Spartacus”, “Copelia” e outras grandes produções como “Carmen” e “Sonetos”. Como trabalhos nacionais, incluem-se o Ballet “Luceafard”, baseado no conhecido poema de Eminescu, enquanto introduzem coreografias clássicas de Petisa, Ivanov, Fokin e Gorski. Em 1998, o legendário coreógrafo Yuri Grigorovichn deslocou-se a Chisinau para dirigir a sua versão de “Quebra-Nozes”, originalmente representada no Bolshoi em 1966. O Ballet Nacional da Moldávia realizou tournées pela Rússia, Vietname, Bulgária, Itália, Espanha, Alemanha, Holanda, Finlândia, Suécia, Noruega, Suiça, Grécia, Roménia, Hungria, França, Grã-Bretanha e Bélgica.

GISELLE

O Ballet Giselle constitui uma das mais puras jóias do ballet romântico. É, nesse sentido, um maravilhoso exemplo de sonho e amor redentor, com a doce Giselle, terna e translúcida figura do além, e o drama pavoroso do Duque Albrecht. Obra-prima absoluta do teatro de dança do Romantismo, estreou em 1841 na Ópera de Paris, constituindo-se numa peça pura e fundamental da dança clássica, quer pelo tratamento dos ideais românticos, quer pelo emprego da mais refinada técnica teatral do século XIX.

PRIMEIRO ACTO:

É a época da vindima, num lugar da Europa central. Giselle, jovem camponesa, está apaixonada e é correspondida por Loys, a quem ela supõe um aldeão, mas que na realidade é Albrecht, Duque da Silesia, que se faz passar por um camponês para obter o seu amor. Hilarion, o guarda dos bosques, também está apaixonado por Giselle, mas é rejeitado por ela, que lhe confessa que o seu amor pertence a Loys. Hilarion briga com Loys, suspeita dele e jura vingança. Giselle dança apesar da sua saúde delicada e é surpreendida pela sua mãe, que expressa os seus temores de que ao terminar prematuramente a vida de sua filha, ela se converta numa Willi, as habitantes nocturnas dos bosques, almas de jovens que morreram antes dos seus casamentos. Durante uma caçada organizada pela corte, chega casualmente ao lugar a comitiva do Príncipe de Courtland, com a sua filha Bathilde, que é a prometida de Albrecht. Bathilde fica impressionada pelo encanto e a inocência de Giselle. Os aldeãos festejam a conclusão da colheita e coroam Giselle a rainha da vindima. No meio do baile a alegria invade Hilarion, que descobriu o engano de Albrecht, aproveita a presença do Príncipe de Courtland e desmascara o jovem Duque. Giselle desesperada perde a razão e morre.

SEGUNDO ACTO:

O argumento deste segundo acto situa-nos no Príncipe Albrecht, arrependido de ter sido o causador da morte de Giselle, no momento em que ele vem, à meia-noite, depositar flores na sua campa. Nas proximidades da campa de Giselle aparece Mirtha, espectral rainha das Willis, quem, com uma rama, apanha todas as flores brancas do bosque evocando assim a sua corte de fantasmas femininos. As Willis dispõem-se, dançando, a recolher a sua nova companheira, Giselle, que aparece velada sobre a campa e inclina-se perante a rainha para iniciar logo a dança com as outras. Ao ouvirem-se passos humanos, as Willis desvanecem-se. É Albrecht, a quem, nesse momento, lhe aparece Giselle dando voltas sobre a figura do seu amado; ele segue-a, alucinado, entre as árvores. Entra Hilarion, o antigo apaixonado de Giselle, e imediatamente é rodeado pela Willis, as quais, após uma dança louca o impelem até à morte. No regresso de Albrecht, Mirtha condena-o à mesma sorte fatal de todos aqueles que caem sobre o implacável poder das Willis, mas Giselle trata de protege-lo junto à cruz, implorando em vão a gélida rainha Mirtha. Condenado a dançar até ao extremo, Giselle sustém-no com desesperado amor até que as primeiras luzes do amanhecer impõem a retirada do enxame espectral. Giselle, finalmente, segue as suas companheiras até ao reino das sombras, depois de ter encaminhado o amado até à luz e à vida…

ORQUESTRA NACIONAL DA MOLDÁVIA

A Orquestra Nacional da Moldávia desfruta de uma larga e distinguida história, sendo uma das mais antigas instituições musicais daquele pequeno país. Actualmente funciona como suporte para todo o tipo de produções artísticas, sendo essencial para produções de Ópera e Ballet (tal como ocorreu em países como o Peru e Espanha), para as apresentações das “MASTERCLASS” - obras mestras clássicas (tal como demonstrou em Itália e Peru), para gravações e lançamentos (a Orquestra gravou um grande número de peças para filmes), para as modernas criações interpretadas (participações em festivais de “NEW MUSIC”) e finalmente foi essencial para a realização de festivais e competições na Moldávia e arredores.

A Orquestra não apresenta nenhum tipo de dificuldades no que se refere a repertório, graças estar formada por músicos profissionais, os quais são capazes de tocar qualquer das peças mestras da sinfónica universal, começando pelo pré-clássico até chegar ao moderno e ultramoderno.

A Orquestra desfruta de um grande número de MAESTROS, onde se incluem Esteraiher, Kondrachin, Rojdestvensky, Simonov, Lliasberg, Janson, Gorenstein com solistas clássicos de renome mundial como Maria Biesu, Elena Obraztsova, Dmitry Hvorostovsky, Sveatoslav Rikhter, Emil Gilels, David Oistrakh, Mstislav Rostropovich, Leonid Bogan, Iury Bashmet, Gidon Kremer, Oleg Kagan, Eliso Virsaladze, Vladimir Spivakov, Victor Tretyadov, Mikhail Pletnev, Oleg Maizenberg, Nikolai Lugansky, Denis Matsuev.

A Orquestra assume um papel proeminente como a mais energética embaixatriz musical da Moldávia. Ao longo de inúmeras tournées deixaram concertos inesquecíveis em Itália, Espanha, França, Bélgica, Grécia, Roménia, Bulgária, Hungria, Rússia, Ucrânia, Turquia, Taiwan, Tailândia, Peru, Coreia do Norte, República Checa, Alemanha, Holanda, Portugal, etc.

DIRECTOR ARTÍSTICO

Robert E. Luther


Director Artístico e Principal da Orquestra.
Formou-se na Academia da Rússia, Rimski - Korsakov de São Petersburgo como director de Sinfónica, Opera e Coral no ano 1976.
Descobre-se o seu talento na Academia de Moscovo, sob a supervisão do maestro Rojdestvensky. De 1980 a 1990, trabalhou como director do Ballet e Opera no Teatro Marinsky de São Petersburgo.
De 1991 a 1992 trabalhou no Statsoper de Viena (Áustria).
O seu repertório inclui muitos e variados trabalhos, de câmara, composições sinfónicas, ópera e ballet.
Realizou tournées por Bélgica, Bulgária, França, Alemanha, Espanha, Itália, Grécia, Suiça e Holanda.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Electrónica da Alemanha no seu melhor, amanhã:

Electrónica/“Kosmischer Pitch”
JAN JELINEK (DE)
20 ABRIL quinta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.scape-records.de
Começando a publicar a sua música em Berlim através dos pseudónimos Gramm e Forss, Jan Jelinek rapidamente se estabeleceu como um dos visionários do “techno” da viragem do milénio. Trabalhando o dub e um jazz fractalizado miscigenado desde as entradas em techno, andava por vanguardas urbanas algures entre Sutekh ou Pole. É curioso notar que praticamente na mesma altura em que Jelinek lançava o seu primeiro 12”, os To Rococo Rot lançavam um álbum, “The Amateur View”, que é possivelmente o mais directo antecessor de “Kosmischer Pitch”, disco lançado em 2005 que Jelinek vem nesta ocasião apresentar à Casa das Artes em trio, ladeado por Andrew Pekler e Hanno Leichtmann. Visto por muitos como um dos mais conseguidos álbuns de “kraut” moderno na acepção mais ampla do género, “The Amateur View”, tal como “Kosmischer Pitch”, destilava para formas contemporâneas os ensinamentos dos Cluster de “Zuckerzeit”, uma metronomia dos Neu! em versão câmera lenta, e um trabalho baseado em samples e electrónicas analógicas cujo cunho era só seu. Em “Kosmischer Pitch” Jelinek leva ainda mais longe o trabalho que já tinha iniciado com os australianos Triosk, editado pela Leaf e pela ~scape. Que poucos ou nenhuns trabalham o sampler como ele é já dado quase adquirido por todos os que alguma vez o escutaram com atenção. O que já conseguiu desenvolver criativamente nesta fase da sua carreira, contudo, leva-o para territórios onde a mistura profunda entre o electrónico, o digital, o analógico, o eléctrico e o acústico roça totalidades inauditas. Encontramos a “kosmische music” alemã, os clicks’n’cuts, reverberações distantes do jazz num vibrafone que pode ter pertencido a Milt Jackson, um balanço e pulso de um Jaki Liebezeit de 2ª geração, ou um loop partido por Markus Popp. Nada é sobreposto e vertical. Tudo é entretecido. Para vários já aclamado como um dos discos da sua vida, “Kosmischer Pitch” mostra-nos Jan Jelinek em contínuo e superior estado de graça. Apresentação ao vivo na altura certa.

terça-feira, 18 de abril de 2006

Mórbidos e orgânicos, no final do mês:

Pop/Post Rock
PIANO MAGIC (UK) + SOUTHERN ARTS SOCIETY (ES)
29 ABRIL sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 8 euros
www.piano-magic.co.uk
www.southernartssociety.com

Piano Magic – depois do doom metal, a gloom pop? O disco mais soturno e mórbido da história da música popular urbana (até na capa, com um cadáver de olhos vidrados deitado na cama, ramos de árvore saindo-lhe da cabeça) chegou, e o mais estranho é que nos apresenta a morte com um enorme bom gosto e uma leveza que não encontramos em outros títulos anteriores deste projecto. Trata-se mesmo do mais acessível álbum dos Piano Magic de Glen Johnson, marcado pelo "spleen" da cinzenta cidade de Londres, que o cantor e compositor diz ser nociva para a sua alma em "I Must Leave London". Inspirado na electro-pop da década de 1980 e com incursões na presente techno, o pop-rock (quase) electrónico de "Disaffected" tem referências muito concretas, e designadamente à sonoridade típica dos catálogos Factory e 4AD, remetendo-nos também muito frequentemente para os melancólicos Joy Division ou para os guitarrismos de Vini Reilly nos Durutti Column. Angéle David Guillou canta no tema que dá título a este trabalho de uma forma que não dista muito da de Kristin Hersh nos Throwing Muses, e certamente que tal não acontece por acaso: esta é uma música de continuidade, não de rupturas, fiel ao património recente ainda que apostada em inovar. "All I need is love and music, love and music 'til I die", canta o melómano e informado Johnson. As semelhanças com o anterior "The Troubled Sleep of Piano Magic" são muitas, mas o que esse disco tinha ainda de obscuro este novo trabalho explicita, mormente a sua vocação new-new wave, funcionando como uma revisão dos Cure ou dos New Order para os anos 00 do século XXI, com o lado etéreo dos This Mortal Coil e o "noisy" dos My Bloody Valentine. São muitos os fantasmas que habitam as canções dos Piano Magic, como se vê, e por falar em fantasmas eis mais um em "Your Ghost", interpretado por John Grant, a voz dos Czar, e outros mais em "Theory of Ghosts", um lamento sobre as raparigas que partem na Primavera por saberem, na sua crueldade, que a dor causada é maior durante o Verão. Tantas almas do outro mundo (e deste), aliás, fizeram com que o estilo deste grupo fosse apelidado de "ghostrock". É pegar ou largar.

Southern Arts Society – antes envolvido em grupos como Strange Fruit, Aquaplane e A Popular History of Signs, Andy Jarman estreia-se a solo com um álbum no qual a electrónica está no eixo do encontro entre o seu gosto pela canção pop e a sua perspectiva cinematográfica do ambientalismo. E porque se trata de uma colecção de canções, alguns cantores são convidados, como Glen Johnson (Piano Magic), Angèle David-Guillou (Klima, Piano Magic), Stasola (Oslo Telescopic) e Marielle Martin (Playdoh), ainda que seja a sua voz o protagonista, num registo que por vezes se confunde com o de Syd Barrett, o mítico fundador dos Pink Floyd. "Southern Arts Society" tem o "sampling" e a digitália como base, mas os materiais utilizados são muito orgânicos, o que o acrescento do piano e da guitarra acústica ainda mais reforça. Neste disco de teor acentuadamente melancólico e agridoce, as letras interpretadas versam temáticas como a distância e a irrecuperável passagem do tempo, abstracções que convidam a uma abordagem filosófica não muito comum neste formato. Embora seja um trabalho para ouvir em recolhimento, algumas faixas convidam à dança, como "Turbulent Heart", com Johnson inserido num contexto que os fãs de Piano Magic não reconhecerão como seu.

Finalmente, amanhã, quarta, dia 19: DAYNA KURTZ

“A nova diva da música norte-americana independente”
– EL PAIS

“Fui eu que aprendi com ela, não o contrário”
– NORAH JONES

“Sublime, a grande revelação da temporada”
– EL MUNDO

“A cantora mais apaixonante de todos os tempos”
– ROCKDELUX

Ciclo “Vozes em Viagem”/“Another Black Feather”
DAYNA KURTZ (US)
19 ABRIL quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.daynakurtz.com

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Ping-pong no seu melhor:

O recordista do mundo em ping-pong oral, o britânico Rod Laver, actua na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão no dia 21 de Abril, próxima sexta-feira, pelas 22h00, no grande auditório. Este conhecido artista, várias vezes convidado para o Herman SIC, toca música com bolas de ping-pong, executa arriscados malabarismos e interage com o público, num espectáculo inteligente e único. A primeira parte do divertimento será assinada por João Zurzica, habitual presença no “Levanta-te e Ri”. Comédia física, ilusionismo, manipulação e diversos tipos de performances gravitam em torno de um trabalho irreverente, sempre com o ritmo da stand up comedy. João Zurzica é um “stand up comediant” que se dedica à arte de fazer rir as pessoas, através de um discurso descontraído, actual, directo e perspicaz. Dois nomes absolutamente a não perder, numa noite só, com o ingresso a custar apenas 5 euros.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

MERZ: candidato a "Melhor Concerto do Ano"


Modern Folk
MERZ (UK)
9 ABRIL domingo 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.merz.co.uk
Em 1999, numa altura em que a música de dança estava no seu apogeu e o iPod ainda não dominava mercados, surgiu um cantor/compositor/multi-instrumentista que respondia pelo nome de Merz e editava um 7” apadrinhado por Jarvis Cocker. As multinacionais disputaram-no ferozmente, tendo Conrad Lambert, aka Merz, assinado pela Sony/Epic, apostada a conquistar o mundo. O seu álbum de estreia foi recebido com entusiasmo, passando pelo Top Of The Pops e pelo Jools Holland Show, surgindo também ao vivo numa memorável aparição em Glastonbury, junto aos Coldplay, desde então seus admiradores. A música de Lambert agradava aos apreciadores da folk inglesa, da electrónica e da pop. E subitamente, Merz desapareceu sem deixar rasto. Agora, de forma inesperada e pela mão da cada vez mais respeitável editora Grönland (Neu!, Pet, Half Cousin, Petra Jean Phillipson), reaparece com um disco surpreendente – “Loveheart”. Com uma sonoridade quase pastoral, o álbum deslumbra pela instrumentação delicada e pelas letras de grande honestidade. Co-produzido por Bruno Ellingham (New Order, KT Tunstall ou The Departure), gravado em 12 estúdios diferentes, e contando com a participação do baixista de Goldfrapp, Charlie Jones, a melódica de John Baggot (Portishead, Beth Gibbons, Robert Plant), e fazendo uso dos mais variados instrumentos (piano Wurlitzar, ukulele, bandolim, acordeon eléctrico, melódica, caixas de ritmos, guitarras eléctricas e acústicas), “Loveheart” é um disco muito especial. A testar ao vivo, em Famalicão.

domingo, 2 de abril de 2006

Quatro talentosos pavões:

Música Erudita
THE PAVÃO QUARTET (UK/PT)
14 ABRIL sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.pavaoquartet.com
Piazolla, Dvorak e Bramhs, este último compositor com a participação do jovem clarinetista catalão Jordi Pons. Sobre o grupo, inteiramente feminino, já se escreveu o seguinte: “Foi uma performance de três obras electrificante… uma técnica absolutamente impecável, combinada com um fantástico sentido de grupo e com uma verdadeira paixão pela música que nos deixou a todos quase sufocados de admiração” (Forfar Dispatch); “Todo o público aplaudiu de pé… a razão? O regresso de um jovem quarteto de cordas que nos ofereceu umas das mais dinâmicas e enérgicas performances que assisti este ano” (Dundee Courier); “O Pavão mostrou segurança na afinação e convicção, com uma clareza impressionante, em particular no ‘Finale’” (Strad Magazine); “Concerto excepcional pela sua qualidade, pelo seu virtuosismo e pelo charme dos seus intérpretes” (Ouest France); “O Pavão Quartet foi excelente!” (The Times). Formado em 1998, na Royal Academy of Music em Londres, o Pavão Quartet é um dos mais promissores jovens quartetos de cordas da Europa. Galardoado com inúmeros prémios, trabalhou com alguns dos mais conceituados do mundo, como o Quarteto Amadeus, Alberni, Arditti, Emerson, Skampa, Endellion, Vanbrugh e Takács. Este versátil ensemble não é apenas altamente conceituado no que diz respeito ao repertório clássico, mas colabora regularmente com artistas do Jazz, Pop e Rock, onde constam, entre outros, nomes como os de Sir Elton John, Diana Krall, Coldplay, Robbie Williams, Eric Clapton, Katherine Jenkins e Andrea Bocelli. O seu trabalho estende-se ainda à música contemporânea onde colaboraram com Anthony Payne, Arvo Part, Gyorgy Kurtag e John McCabe. Trabalham regularmente com uma das mais prestigiadas companhias de dança contemporânea da Europa – a Henri Oguide Dance Company. O quarteto gravou para a televisão e para o cinema e prepara neste momento o seu primeiro CD com a discográfica Landor Records – UK. Desde a sua formação, apresentou-se já em Inglaterra, França, Escócia, Alemanha, Itália, Monaco, Portugal, Espanha, Síria, Israel, Omã, Estados Unidos, Rússia e Letónia.

Espelhos poéticos para um sábado perfeito:


Poesia e Música
MUSA AO ESPELHO
8 ABRIL sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.bartilotti.com
Poemas recitados por José Carlos Tinoco acompanhados por músicos de excepção: Juca Rocha (piano), Ianina Khmelik (violino), Vanessa Pires (violoncelo) e Fátima Santos (acordeão). Adoptando um reportório poderoso e ecléctico constituído por temas originais e arranjos de composições de Astor Piazzolla e Jimi Hendrix, “Musa ao Espelho” percorre com virtuosismo um conjunto de autores que vão desde Jorge Luis Borges a Mário Cesariny, passando por Luis Buñuel, Boris Vian, Ana Luísa Amaral, António Maria Lisboa, Rui Pires Cabral, Rui Lages e Filipa Leal, entre outros nacionais e estrangeiros.

sábado, 1 de abril de 2006

Faltam 52 dias...


Punk/Cabaret/Burlesco
DRESDEN DOLLS (US) + THOMAS TRUAX (US)
23 MAIO terça 21.30 grande auditório
Entrada: 10 euros
www.dresdendolls.com
www.thomastruax.com

quinta-feira, 30 de março de 2006

O homem que veio do frio...


Pop/“Cruisin’ Alaska”
THE WEATHERMAN
28 ABRIL sexta 23.59 Foyer
Entrada: 5 euros
www.monocromatica.com
Projecto de Alexandre Monteiro, The Weatherman e o seu disco de estreia “Cruisin' Alaska” são um acontecimento raro na música nacional. Um produto de introversão (Monteiro toca todos os instrumentos do disco), resultado de uma pop anglo-saxónica maturada, estudadíssima nos arquétipos do seu período consagrado - Lennon/McCartney (pós-“yeah, yeah”; mais McCartney que Lennon), Beach Boys pela lente de Brian Wilson (a que mais interessou, claro) e Syd Barrett. As canções, informadas por esta reverência, apresentam, contudo, roupagens que o tempo ajudou a modernizar. Para quem procura referências mais contemporâneas olhe-se para o trabalho dos Beta Band e de uns Olivia Tremor Control, estes menos analógicos. O The Weatherman apresenta-se com banda completa.

quarta-feira, 29 de março de 2006

O esperado regresso de Tiger Man:


Música Moderna Portuguesa
THE LEGENDARY TIGER MAN (PT)
7 ABRIL sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 8 euros
www.legendarytigerman.com
Após o lançamento de “Naked Blues” (2002), “Fuck Christmas, I Got the Blues” (2003), “In Cold Blood/A Sangue Frio” (2004) e de mais de 200 espectáculos ao vivo em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, Brasil, e Japão, Legendary Tiger Man volta a estúdio para a gravação do seu terceiro álbum: “Masquerade”. Gravado nos MB Estúdios, de Mário Barreiros e com produção do mesmo, Paulo Furtado reuniu onze canções, entre as quais se incluem duas versões, dando seguimento ao trabalho realizado nas anteriores edições, na busca de novos caminhos do blues e do rock. “Masquerade” conta ainda com algumas participações especiais: Dead Combo, de Pedro Gonçalves e Tó Trips, João Doce (Wraygunn) e do próprio Mário Barreiros. Ao vivo, Legendary Tiger Man irá apresentar um espectáculo com um set intrumental reajustado, no qual algumas das músicas serão “ilustradas” por curtas-metragens da autoria de vários cineastas portugueses. A conhecer em primeira-mão.

O humor de Camilo:


Jangada Teatro
O MORGADO DE FAFE EM LISBOA
Texto Camilo Castelo Branco
Encenação Jorge Pinto
Actores António Leite, Carla Alves, Carlos Silva, David Oliveira, Faria Martins, Luiz Oliveira, Marcela da Costa, Neusa Fangueiro, Patrícia Ferreira, Sofia Araújo, Tony Oliveira e Xico Alves
Figurinos Cláudia Ribeiro
Elementos Cenográficos Manuel Costa Dias
Desenho de Luz Miguel Ângelo
6, 7 E 8 ABRIL quinta a sábado 21.30 grande auditório
9 ABRIL domingo 16.00
11 E 13 ABRIL terça e quinta 15.0o
Entrada: 5 euros
Um dos objectivos primordiais da Jangada Teatro é dar a conhecer a literatura e os autores portugueses. Camilo Castelo Branco é um dos que tem vindo a homenagear, perpetuando a sua obra, através da efémera arte de Talma. A proposta de trabalhar a obra de Camilo é tão arrojada quanto atraente, pelas enumeras emoções que proporciona. Estas emoções têm sido partilhadas em conjunto pela e na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e pelo seu Município. Obras como as de Camilo exigem um trabalho de equipa, para que lhe seja feita a merecida justiça. A Jangada Teatro tem a sua sede no Auditório Municipal de Lousada, facto experiencial que os leva a reconhecer que só é possível fazer bem e melhor tendo a seu lado parceiros atentos e sensíveis para as questões da Cultura. A originalidade com que Camilo tratou os temas das suas obras permite-lhe a intemporalidade dos clássicos, ao mesmo tempo que deixa espaço para a companhia continuar a dar asas à sua e à nossa imaginação. Depois de “Amor de Perdição”, em que fez a adaptação do original numa versão para marionetas e actores, é agora a vez de apresentar “O Morgado de Fafe em Lisboa”. Esta é a primeira obra dramática em que Camilo cria uma personagem e um tema que vão ter direito a uma sequela. Datado de 1861, “O Morgado de Fafe em Lisboa” revê a luz em “O Morgado de Fafe Amoroso”, edição de 1865. Nesta última, Camilo dá continuação à saga do “rico e intrépido” Morgado de Fafe, ressurgindo desta vez na Foz do Porto. Cento e quarenta e cinco anos depois acreditamos que o humor de Camilo continua fresco e de boa saúde.

terça-feira, 28 de março de 2006

X-Wife com novo álbum:


Música Moderna Portuguesa
X-WIFE (PT)
1 ABRIL sábado 23.00 café-concerto
Entrada: livre
www.x-wiferocks.com
Os X-Wife preparam-se para editar o seu segundo álbum de originais, “Side Effects”. Após uma estreia marcante com “Feeding The Machine”, que os revelou como uma das mais aliciantes bandas rock a surgir entre nós nos últimos anos, “Side Effects” vem confirmar o imenso talento do grupo, afirmando-o de uma forma cada vez mais consistente e consequente. A sua música foi descoberta por alguns líderes de opinião do circuito independente internacional, foram presença assídua nos mais respeitados blogs da actualidade, deram concertos em Londres e em Nova-Iorque. Também asseguraram distribuição no Reino Unido, através da White Label Music, que os convidou a integrar o segundo volume das suas colectâneas, “Electronic Bible”. Com “Side Effects”, os X-Wife conseguem um disco que os coloca ao nível dos mais ambiciosos projectos da nova geração de rock internacional, o que, a par de concertos já marcados para países como Inglaterra, França, Itália e Espanha, promete consolidar os passos até agora dados no sentido de lhes assegurar ambições universais. “Ping Pong”, primeira amostra em single de “Side Effects”, é uma canção contagiante e um dos muitos cartões de visita que este excelente álbum contém. A conferir ao vivo.

"Uma mente original...":


Jazz
SEXTETO MÁRIO FRANCO (PT) + DAVID BINNEY (US)
30 MARÇO quinta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.davidbinney.com
David Binney
– saxofonista norte-americano, considerado pela revista Stereophile como “uma das mentes mais originais do jazz contemporâneo”. Um nome de referência da nova geração que gravou com Jamiroquai, Aretha Franklin, Maceo Parker, Chris Potter, Gil Evans, Medeski, Martin and Wood, Jim Hall e Uri Caine.
Sexteto Mário Franco – o seu líder, contrabaixista, tocou com António Pinho Vargas, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Tommy Halferty, Andy Sheppard, Ralph Peterson Jr., Peter Epstein, Paolo Fresu e Ralph Towner, entre muitos outros. Nesta noite, a acompanhá-lo, a par de David Binney (sax alto, sampler), André Fernandes (guitarra), Jesse Chandler (piano, órgão), João Gomes (sintetizador, fender rhodes, laptop) e João Lencastre (bateria, percussões).

sábado, 25 de março de 2006

O estado da Nação:


Rock/Punk/MMP
ALISON BENTLEY (PT)
25 MARÇO sábado 22.00 café-concerto
Entrada: livre
www.ab.web.pt

Finlândia versus Itália: próximas quarta e quinta-feira:


Ciclo Finlândia “Fonal”
ES (FI) + ISLAJA (FI) + KIILA (FI)
29 MARÇO quarta 21.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Noite de estreia de três dos mais relevantes projectos do novo underground finlandês, que mostra raios de luz em experimentação sobre músicas primitivas, telúricas e livres desde os tempos dos reis psicadélicos International Harvester ou Pärson Sound. Comunalismo, objectos tornados instrumentos, trovadoras e trovadores – em expressões novas de um inaudito folclore moderno.
Es – projecto de Sami Sänpäkkila, uma das mentes mais brilhantes e produtivas desta vaga de artistas finlandeses, é o responsável por Es, Kiila, participante em cem mil outras propostas, e dono da Fonal Records, central editora do underground local. Estranhas cerimónias de magia dos bosques inaudita, que reúne electrónica caseira, vozes espectrais convidadas, e um ouvido raro para feitiços solenes.
Islaja – cantos glaciares vindo dos bosques, pontões de madeira e grutas mágicas da Finlândia rupestre escondida, numa celestial voz que se multiplica em delays espíritas. Acompanhada por aerofones espectantes e plenos de quietude, por harmónios e estranhos teclados que parecem ter uma respiração própria. Das trovadoras seminais do novo milénio, ao lado de Josephine Foster, Cat Power ou Lau Nau. Estranhamente, fãs de Stina Nordestam podem encontrar aqui uma nova relevação.
Kiila – quinteto finlandês que trabalha idiomas alinháveis às músicas tradicionais finlandesas, contemporaneizando-as para novos sentidos e sensibilidades de ritualização e instrumentação, com total conhecimentos do histórico e do mágico que os precede.
www.escycle.com
www.fonal.comwww.kiila.com


Neoclássico/Gótico
ATARAXIA (IT) + DWELLING (PT)
30 MARÇO quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 6 euros
Ataraxia – o espectáculo destes italianos está dividido em dois actos. O primeiro é dedicado à Deusa primordial, originária de um passado distante e anterior aos deuses olímpicos ou às religiões monoteístas. O culto a esta Deusa da ilha de Samotrácia, dedicada à trindade composta pela terra, pela noite e pelo interminável ciclo da natureza, oferecia iniciação a todos os que se submetessem a nove rituais. A mistura de sons electrónicos com componentes acústicos e a voz evocativa de Francesca Nicoli, abrem a porta para o reino púrpura da Deusa. O segundo acto transporta os Ataraxia para um imaginário já mais próximo, inspirado na ambiência dos controversos cabarets de Montmartre. Após um encontro com a médium Madame Joséphine Corelli, em que esta relatou a forma como era atormentada por um grupo de mal-afamados artistas de cabaret que desapareceram no fim do século XIX, os Ataraxia decidiram responder ao seu apelo e recriar a performance singular deste estranho ensemble - sob o nome de CircuZ KumP. O grupo era liderado por uma figura enigmática, cujas variadas facetas convergiam para o nome de Madame Bistouri, a qual nas suas visitas a Madame Corelli reivindicava a reposição do seu espectáculo, outrora amplamente inspirado nos versos de Baudelaire.
Dwelling – a abertura do concerto estará a cargo dos portugueses e marca o regresso aos palcos desta banda após um longo retiro para a preparação do novo álbum. A proposta dos Dwelling é um espectáculo de tonalidades acústicas, preparado em particular para concertos de cariz intimista, que permita desfrutar de toda a magia da música na sua forma mais imaculada. Esta actuação contará não só com a apresentação dos dois novos membros da banda, mas também com a estreia de algumas peças novas que fazem parte deste novo trabalho sob o tema "A Noite e a Mulher”.
www.ataraxia.net
www.dwelling.equilibriummusic.com
www.pressarea.equilibriummusic.com

quarta-feira, 22 de março de 2006

Humor e inteligência qb


ENCLAVE Dance Company
A FARRA (BE)
24 MARÇO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros
www.enclaveinn.be
“A Farra” é uma das mais espectaculares e interessantes produções europeias recentes. Um grupo de magníficos intérpretes, músicos, bailarinos, actores e cantores apresenta-se em palco, num divertido mas inteligente espectáculo. Loucos, delirantes e apaixonados, este grupo de profissionais dá tudo o que tem, entrega-se de corpo e alma ao espectáculo e oferece-nos algo de precioso: a festa, “a farra”, o prazer de comunicar a sua própria paixão pela arte do espectáculo. Esta criação do coreógrafo espanhol Robert Olivan, produzida em colaboração com a HET NET & Concertgebouw, da cidade belga de Brugge, e pelo Teatro Mercat de Les Flors, de Barcelona, anda à volta da ideia de celebração. Sobre o espectáculo, o coreógrafo explica que “como mediterrânico tenho uma visão muito particular do que significa uma festa. Cada grupo étnico ou religião tem a sua forma peculiar de celebração de um importante evento. E é essa diferença que me fascina”. “A Farra”, ou melhor dizendo “A Festa”, é um espectáculo que exalta a celebração do prazer e do divertimento, uma performance que nos faz sorrir e nos envolve. Um exercício de imaginação, uma pausa, um momento para divertir e festejar. Para Roberto Olivan “divertimento é o que realmente dá um sentido positivo à vida. Por essa razão eu faço a aproximação a “A Farra” através da alegria. Um pequeno momento de gratidão. Uma pausa no barulho violento das máquinas de fazer dinheiro. Uma brisa fresca que oferece oxigénio à nossa imaginação por um instante que seja”. Segundo o crítico do jornal “La Vanguardia”, Joaquim Noguera, trata-se de “uma viagem plena de humor e com uma capacidade imensa de divertimento e jogo. “A Farra” é uma espécie de mistura entre uma viagem mágica e um documentário criativo”. Absolutamente único e imperdível.

Hoje: de Viena para o mundo


Ambiental/Electrónica
DIENZ ZITHERED: CHRISTOF DIENZ
C/ CHRISTIAN MARTINEK – ELECTRONIX (AT)

22 MARÇO quarta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.dienz.at
Christof Dienz, responsável por este projecto a solo enquanto Dienz Zithered, entrou na idade adulta em som através do panorama académico. Antigo tocador de fagote para a Orquestra de Ópera de Viena, trabalhava também no campo da composição para o seu ensemble Die Knödel, para a Bruckner-Orchestra de Linz, para Ernst Kovacic, entre outros. Desde 2002, contudo, especializou-se na zither, um instrumental austríaco tradicional, e na exploração e pesquisa de geradores de loops. Utilizando instrumentação totalmente acústica e analógica, como clips, baquetas de madeira, diapasões e uma miríade de outras fontes sonoras, encaixa este seu universo palpável em complexas sequências rítmicas, que rapidamente se encadeiam ricas em timbre e textura. Christof Dienz já partilhou palcos com artistas como Marc Ribot, Richard Dorfmeister, Lukas Ligeti ou Pavel Fajt.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Musa com voz de veludo


Ciclo “Vozes em Viagem”/“Another Black Feather”
DAYNA KURTZ (US)
19 ABRIL quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.daynakurtz.com

Dayna Kurtz é um réptil raro no circo pop actual. A sua pele de camaleão mostra capas de Marlene Dietrich, Kurt Weill, Edith Piaf, Jeff Buckley, Big Mama Thornton, Bertold Brecht e Leonard Cohen. Assimila todos esses nomes até os retumbar com acento próprio dentro das suas canções. Dayna é uma das sensações musicais mais imprevisíveis aparecidas no fim do século XX, porque ninguém canta como ela o que ela escreve. Com data única em Portugal, vem apresentar o seu flamejante “Another Black Feather”, terceiro disco da sua carreira (os anteriores: “Postcards From Downtown” e “Beautiful Yesterday”). Foi composto no deserto de Sonora (Arizona), onde Dayna se isolou em 2005 para a inspiração a encontrar trabalhando e com os cinco sentidos cravados nas sete notas. O resultado é embriagante, com a sua voz imbatível por cima de ecos de country, de jazz, de Johnny Cash, de Tom Waits, de cabaret centro-europeu ou de folclore latino-americano. Nos seus concertos pode tocar versões de Duke Ellington a Prince ou dos Rolling Stones. Ou pode transformar-se numa vaca degolada que se lamenta como Billie Holiday. Aliás, dor e felicidade são apropriadas nas suas histórias. Se tivéssemos que procurar um alter-ego seria Nina Simone. E um detalhe: poucas canções tão bonitas e sentidas se dedicaram à devastada cidade de Nova Orleães como “Nola”, de tons quentes e cálidos, que a bela Dayna incluiu no seu novo disco. A senhora com voz de veludo ainda vai dar muito que falar.

sábado, 4 de março de 2006

Ainda hoje:


Teatro/Will Eno
THOM PAIN (BASEADO EM NADA)
LADY GREY (A UMA LUZ CADA VEZ MAIS BAIXA)

3 E 4 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
Tradução Jacinto Lucas Pires (“Thom Pain”) e Marcos Barbosa (“Lady Grey”)
Direcção e Encenação Marcos Barbosa
Dramaturgia Jacinto Lucas Pires
Com Catarina Requeijo e Marcos Barbosa
Cenografia, Figurinos e Grafismo Sara Amado
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Co-produção .lilástico/Culturgest/Casa das Artes (Famalicão)

“Thom Pain” (“Baseado em Nada”) – é a construção – múltipla, rigorosíssima – de uma hesitação monumental. Absoluta quase, dir-se-ia. Um texto sobre o discurso e a exposição física, o medo e a narração, sobre os artifícios e os limites do teatro, e no fim da linha – por um certo inesperado avesso – sobre a própria alegria de estar vivo. Vivo em palco e vivo no público. Vivo ao vivo. Um texto que, na sua aparente leveza, fala dos mais sérios absurdos humanos, não se furtando a quase nada.

“Lady Grey” (“A Uma Luz Cada Vez Mais Baixa”) – o outro monólogo do espectáculo – é, também, o texto de um texto, digamos assim, palavras que se sabem palavras. Nele uma actriz tenta preencher o silêncio para, finalmente, eventualmente, conseguir agir. Num certo sentido, não se trata de uma história mas de uma pré-história. Quais as frases de chegar ao princípio? Will Eno, de quem já se disse ser descendente de Beckett e Albee, é dono de uma voz original e poderosa que faz das contradições forças e da banalidade iluminações.


Rock/MMP
FRANCY & FRIENDS (P)
4 MARÇO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Voz e Guitarra Francy
Guitarras Alex
Voz e Baixo Marco
Bateria e Percussão Tiago
Harmónicas Rui Puto
Em 1988, quando o belga Francy Grosjean conheceu os jovens músicos de Famalicão, não fazia ideia que passados 18 anos, desde a primeira reunião de amigos, estes continuariam a exercer com ele uma prática artística e musical, sempre com o mesmo espírito puro daquilo que se denomina por Rock’n Roll… e amizade. Apuradas as criações e recriações de músicas eternas do género, nas reuniões em sítios do underground famalicense, eles estão de volta para uma Portugal and Spain Tour. De frisar o desinteressado estado de espírito, nada comercial, com o qual os elementos se envolvem nas suas “performances”. Podemos afirmar mesmo como sendo ensaios ao vivo… Como destaca Francy, “o que interessa é a comunicação entre nós, assim como com o público… a sinergia acontece devido à forma como nos envolvemos sem preconceitos. Quando nos juntamos, nós e o público, a música surge em forma de puro estado de amor…”.
www.francyandfriends.blogspot.com

Tome nota!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Em Abril...

Lixoluxo para os mais novos

Concerto/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
DESOBEDIÊNCIA SONORA
11 MARÇO sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros

“...DESOBEDIÊNCIA SONORA é uma peça musical de “Ouvir-Ver-Ouvir” que procura a melhor ligação de carácter visual e sonoro no espectáculo, ajustando-lhe novos sons e tons, oferecendo um contexto composicional de DEScomposição. Cria som dentro do som durante o concerto/intervenção sonora, nunca atingindo uma forma final, evoluindo e desenvolvendo-se cada vez que são usados. Diálogo entre o artista, o espaço existente e o espaço novo, criando um outro? Um dos lemas deste trabalho é a DESconstrução e a REconstrução musical/sonora. A proposta é o preenchimento da performance de Acção Directa na procura incessante do som perdido que o artista ainda não encontrou e espera não encontrar. Os instrumentos/esculturas sonoras utilizados são constituídos de utensílios das mais diversas origens, previamente preparados ou modificados, com a finalidade da obtenção de qualidades de sons específicos e de diversidade sonora: pandeiretas, frascos de infusão de soro, cabides, objectos úteis usados e danificados, sujeitos a uma transformação, crescem e atingem a sua originalidade na intervenção Só-Na-Ora”.

Instalação/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
SONORIDADES LÍQUIDAS
12 MARÇO domingo 11.00 grande auditório
Entrada: 5 euros

“A minha ideia é inserir o público infanto-juvenil num discurso sonoro coerente, criando diálogos e conversas sonoras, onde eles concordam, discordam, argumentam, apoiam, imitam, complementam, mudam de conversa sonora… É como ver um filme mudo: apesar de não percebermos o que realmente dizem, conseguimos entender o estado emotivo das personagens, sendo este um dos objectivos principais. Este projecto procura explorar a dinâmica como objecto principal no som. Trabalhando assim variações de velocidade, de intensidade sonora, altura sonora, tímbrica, com o objectivo de criar picos de tensão ou distensão emocional. Motivar o público infanto-juvenil para o desenvolvimento da sensibilidade sonora, do sentido crítico, da mudança de atitudes e de valores em torno do espaço envolvente. Mostrar como é possível, através do aproveitamento positivo de objectos normalmente considerados lixo, criar esculturas sonoras/instrumentos fazedores de música. Um espaço aberto, interactivo, criado pelo artista, onde estão posicionadas no palco diversas esculturas sonoras entre outros "estranhos" objectos sonoros. O público é convidado a subir ao palco, pelo maestro artista/criança, a fim de canalizar a sua criatividade e desenvolver a sua musicalidade, num processo de cumplicidade sonora, tornando-se desta forma visitante-músico”.

João Ricardo de Barros Oliveira – natural de Viana do Castelo, vive e trabalha entre Portugal e Berlim desde 1982, cidade onde centraliza o desenvolvimento da sua actividade de músico-escultor sonoro. Dedica-se predominantemente à criação de novos sons instrumentais. A dimensão da sua obra chega desde esculturas até à concepção de novos instrumentos musicais e objectos sonoros, construídos a partir de materiais recuperados do lixo.
www.lixoluxo.page.cx

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Dois monólogos de Will Eno


Teatro/Will Eno
THOM PAIN (BASEADO EM NADA)
LADY GREY (A UMA LUZ CADA VEZ MAIS BAIXA)

3 E 4 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
Tradução Jacinto Lucas Pires (“Thom Pain”) e Marcos Barbosa (“Lady Grey”)
Direcção e Encenação Marcos Barbosa
Dramaturgia Jacinto Lucas Pires
Com Catarina Requeijo e Marcos Barbosa
Cenografia, Figurinos e Grafismo Sara Amado
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Co-produção .lilástico/Culturgest/Casa das Artes (Famalicão)

“Thom Pain” (“Baseado em Nada”) – de Will Eno, é a construção – múltipla, rigorosíssima – de uma hesitação monumental. Absoluta quase, dir-se-ia. Um texto sobre o discurso e a exposição física, o medo e a narração, sobre os artifícios e os limites do teatro, e no fim da linha – por um certo inesperado avesso – sobre a própria alegria de estar vivo. Vivo em palco e vivo no público. Vivo ao vivo. Um texto que, na sua aparente leveza, fala dos mais sérios absurdos humanos, não se furtando a quase nada. E uma peça que consegue o feito louco de ir avançando às arrecuas.

“Lady Grey” (“A Uma Luz Cada Vez Mais Baixa”) – o outro monólogo deste espectáculo – é, também, o texto de um texto, digamos assim, palavras que se sabem palavras. Nele uma actriz tenta preencher o silêncio para, finalmente, eventualmente, conseguir agir. Num certo sentido, não se trata de uma história mas de uma pré-história. Quais as frases de chegar ao princípio? Will Eno, de quem já se disse ser descendente de Beckett e Albee, é dono de uma voz original e poderosa que faz das contradições forças e da banalidade iluminações. A sua escrita não se esgota no humor nem numa simples estratégia de – palavra horrível – “desconstrução”. As suas não-personagens são artificiosas para serem verdadeiras, as suas gargalhadas carregam tristezas mortais. Mas – “não é óptimo estar vivo?”. Um regresso .lilástico à tradução de textos de autores contemporâneos que, como em 1999 com “Variações Sobre os Patos” de David Mamet, pretendemos seja o início de um novo ciclo. Um espectáculo que, partindo da forma convencional do monólogo, se construa na direcção da ficção e que dela se construa a relação com o público.

Will Eno vive em Brooklyn. Escreveu “The Flu Season”, “Tragedy: A Tragedy”, “King: A Problem Play”, “Intermission”. As suas peças foram produzidas por companhias como o Gate Theatre, a Soho Theatre Company, Rude Mechanicals, NY Power Company, Naked Angels e na BBC Rádio. “Thom Pain” (“Based on Nothing”) ganhou um First Fringe Award no Festival de Edimburgo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Março total:


Teatro/Will Eno
THOM PAIN (BASEADO EM NADA)
LADY GREY (A UMA LUZ CADA VEZ MAIS BAIXA)

3 E 4 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros


Música/Cinema
MAKING OF # 1
3 MARÇO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: livre


Rock/MMP
FRANCY & FRIENDS (PT)
4 MARÇO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros


Música/Cinema
MAKING OF # 2
10 MARÇO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: livre

Concerto/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
DESOBEDIÊNCIA SONORA
11 MARÇO sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.lixoluxo.page.cx

Instalação/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
SONORIDADES LÍQUIDAS
12 MARÇO domingo 11.00 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.lixoluxo.page.cx


Teatro/Jaime Rocha
O JOGO DA SALAMANDRA
17 E 18 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros


Música/Caravana do Estrilho
TROPA MACACA (PT) + FISH & SHEEP (PT) + CAVEIRA (PT)
17 MARÇO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.loversandlollypops.cjb.net
www.tropamacaca.tripod.com

Nu Jazz/Philly Soul/Hip-Hop
URSULA RUCKER (US)
19 MARÇO domingo 21.30 grande auditório
Entrada: 12 euros
www.ursula-rucker.com
www.k7.com


Pop/Rock
LOS HERMANOS (BR) + TORANJA (PT)
21 MARÇO terça 22.00 grande auditório
Entrada: 15 euros
www.loshermanos.com.br
www.toranjanet.com



Ambiental/Electrónica
DIENZ ZITHERED (AT)
LIVE feat. CHRISTIAN MARTINEK

22 MARÇO quarta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.dienz.at


ENCLAVE Dance Company
A FARRA (BE)
24 MARÇO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros
www.enclaveinn.be

Rock/Punk/MMP
ALISON BENTLEY (PT)
25 MARÇO sábado 22.00 café-concerto
Entrada: livre
www.ab.web.pt




Ciclo Finlândia “Fonal”
ES (FI) + ISLAJA (FI) + KIILA (FI)
29 MARÇO quarta 21.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.escycle.com
www.fonal.com
www.kiila.com


Neoclássico/Gótico
ATARAXIA (IT) + DWELLING (PT)
30 MARÇO quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 6 euros
www.ataraxia.net

Jazz
SEXTETO MÁRIO FRANCO (PT) + DAVID BINNEY (US)
30 MARÇO quinta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.davidbinney.com


“The Piano Sings”
MICHAEL NYMAN SOLO PIANO (UK)
31 MARÇO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 15 euros
www.michaelnyman.com