terça-feira, 18 de abril de 2006

Mórbidos e orgânicos, no final do mês:

Pop/Post Rock
PIANO MAGIC (UK) + SOUTHERN ARTS SOCIETY (ES)
29 ABRIL sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 8 euros
www.piano-magic.co.uk
www.southernartssociety.com

Piano Magic – depois do doom metal, a gloom pop? O disco mais soturno e mórbido da história da música popular urbana (até na capa, com um cadáver de olhos vidrados deitado na cama, ramos de árvore saindo-lhe da cabeça) chegou, e o mais estranho é que nos apresenta a morte com um enorme bom gosto e uma leveza que não encontramos em outros títulos anteriores deste projecto. Trata-se mesmo do mais acessível álbum dos Piano Magic de Glen Johnson, marcado pelo "spleen" da cinzenta cidade de Londres, que o cantor e compositor diz ser nociva para a sua alma em "I Must Leave London". Inspirado na electro-pop da década de 1980 e com incursões na presente techno, o pop-rock (quase) electrónico de "Disaffected" tem referências muito concretas, e designadamente à sonoridade típica dos catálogos Factory e 4AD, remetendo-nos também muito frequentemente para os melancólicos Joy Division ou para os guitarrismos de Vini Reilly nos Durutti Column. Angéle David Guillou canta no tema que dá título a este trabalho de uma forma que não dista muito da de Kristin Hersh nos Throwing Muses, e certamente que tal não acontece por acaso: esta é uma música de continuidade, não de rupturas, fiel ao património recente ainda que apostada em inovar. "All I need is love and music, love and music 'til I die", canta o melómano e informado Johnson. As semelhanças com o anterior "The Troubled Sleep of Piano Magic" são muitas, mas o que esse disco tinha ainda de obscuro este novo trabalho explicita, mormente a sua vocação new-new wave, funcionando como uma revisão dos Cure ou dos New Order para os anos 00 do século XXI, com o lado etéreo dos This Mortal Coil e o "noisy" dos My Bloody Valentine. São muitos os fantasmas que habitam as canções dos Piano Magic, como se vê, e por falar em fantasmas eis mais um em "Your Ghost", interpretado por John Grant, a voz dos Czar, e outros mais em "Theory of Ghosts", um lamento sobre as raparigas que partem na Primavera por saberem, na sua crueldade, que a dor causada é maior durante o Verão. Tantas almas do outro mundo (e deste), aliás, fizeram com que o estilo deste grupo fosse apelidado de "ghostrock". É pegar ou largar.

Southern Arts Society – antes envolvido em grupos como Strange Fruit, Aquaplane e A Popular History of Signs, Andy Jarman estreia-se a solo com um álbum no qual a electrónica está no eixo do encontro entre o seu gosto pela canção pop e a sua perspectiva cinematográfica do ambientalismo. E porque se trata de uma colecção de canções, alguns cantores são convidados, como Glen Johnson (Piano Magic), Angèle David-Guillou (Klima, Piano Magic), Stasola (Oslo Telescopic) e Marielle Martin (Playdoh), ainda que seja a sua voz o protagonista, num registo que por vezes se confunde com o de Syd Barrett, o mítico fundador dos Pink Floyd. "Southern Arts Society" tem o "sampling" e a digitália como base, mas os materiais utilizados são muito orgânicos, o que o acrescento do piano e da guitarra acústica ainda mais reforça. Neste disco de teor acentuadamente melancólico e agridoce, as letras interpretadas versam temáticas como a distância e a irrecuperável passagem do tempo, abstracções que convidam a uma abordagem filosófica não muito comum neste formato. Embora seja um trabalho para ouvir em recolhimento, algumas faixas convidam à dança, como "Turbulent Heart", com Johnson inserido num contexto que os fãs de Piano Magic não reconhecerão como seu.

Finalmente, amanhã, quarta, dia 19: DAYNA KURTZ

“A nova diva da música norte-americana independente”
– EL PAIS

“Fui eu que aprendi com ela, não o contrário”
– NORAH JONES

“Sublime, a grande revelação da temporada”
– EL MUNDO

“A cantora mais apaixonante de todos os tempos”
– ROCKDELUX

Ciclo “Vozes em Viagem”/“Another Black Feather”
DAYNA KURTZ (US)
19 ABRIL quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.daynakurtz.com

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Ping-pong no seu melhor:

O recordista do mundo em ping-pong oral, o britânico Rod Laver, actua na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão no dia 21 de Abril, próxima sexta-feira, pelas 22h00, no grande auditório. Este conhecido artista, várias vezes convidado para o Herman SIC, toca música com bolas de ping-pong, executa arriscados malabarismos e interage com o público, num espectáculo inteligente e único. A primeira parte do divertimento será assinada por João Zurzica, habitual presença no “Levanta-te e Ri”. Comédia física, ilusionismo, manipulação e diversos tipos de performances gravitam em torno de um trabalho irreverente, sempre com o ritmo da stand up comedy. João Zurzica é um “stand up comediant” que se dedica à arte de fazer rir as pessoas, através de um discurso descontraído, actual, directo e perspicaz. Dois nomes absolutamente a não perder, numa noite só, com o ingresso a custar apenas 5 euros.

segunda-feira, 3 de abril de 2006

MERZ: candidato a "Melhor Concerto do Ano"


Modern Folk
MERZ (UK)
9 ABRIL domingo 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.merz.co.uk
Em 1999, numa altura em que a música de dança estava no seu apogeu e o iPod ainda não dominava mercados, surgiu um cantor/compositor/multi-instrumentista que respondia pelo nome de Merz e editava um 7” apadrinhado por Jarvis Cocker. As multinacionais disputaram-no ferozmente, tendo Conrad Lambert, aka Merz, assinado pela Sony/Epic, apostada a conquistar o mundo. O seu álbum de estreia foi recebido com entusiasmo, passando pelo Top Of The Pops e pelo Jools Holland Show, surgindo também ao vivo numa memorável aparição em Glastonbury, junto aos Coldplay, desde então seus admiradores. A música de Lambert agradava aos apreciadores da folk inglesa, da electrónica e da pop. E subitamente, Merz desapareceu sem deixar rasto. Agora, de forma inesperada e pela mão da cada vez mais respeitável editora Grönland (Neu!, Pet, Half Cousin, Petra Jean Phillipson), reaparece com um disco surpreendente – “Loveheart”. Com uma sonoridade quase pastoral, o álbum deslumbra pela instrumentação delicada e pelas letras de grande honestidade. Co-produzido por Bruno Ellingham (New Order, KT Tunstall ou The Departure), gravado em 12 estúdios diferentes, e contando com a participação do baixista de Goldfrapp, Charlie Jones, a melódica de John Baggot (Portishead, Beth Gibbons, Robert Plant), e fazendo uso dos mais variados instrumentos (piano Wurlitzar, ukulele, bandolim, acordeon eléctrico, melódica, caixas de ritmos, guitarras eléctricas e acústicas), “Loveheart” é um disco muito especial. A testar ao vivo, em Famalicão.

domingo, 2 de abril de 2006

Quatro talentosos pavões:

Música Erudita
THE PAVÃO QUARTET (UK/PT)
14 ABRIL sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.pavaoquartet.com
Piazolla, Dvorak e Bramhs, este último compositor com a participação do jovem clarinetista catalão Jordi Pons. Sobre o grupo, inteiramente feminino, já se escreveu o seguinte: “Foi uma performance de três obras electrificante… uma técnica absolutamente impecável, combinada com um fantástico sentido de grupo e com uma verdadeira paixão pela música que nos deixou a todos quase sufocados de admiração” (Forfar Dispatch); “Todo o público aplaudiu de pé… a razão? O regresso de um jovem quarteto de cordas que nos ofereceu umas das mais dinâmicas e enérgicas performances que assisti este ano” (Dundee Courier); “O Pavão mostrou segurança na afinação e convicção, com uma clareza impressionante, em particular no ‘Finale’” (Strad Magazine); “Concerto excepcional pela sua qualidade, pelo seu virtuosismo e pelo charme dos seus intérpretes” (Ouest France); “O Pavão Quartet foi excelente!” (The Times). Formado em 1998, na Royal Academy of Music em Londres, o Pavão Quartet é um dos mais promissores jovens quartetos de cordas da Europa. Galardoado com inúmeros prémios, trabalhou com alguns dos mais conceituados do mundo, como o Quarteto Amadeus, Alberni, Arditti, Emerson, Skampa, Endellion, Vanbrugh e Takács. Este versátil ensemble não é apenas altamente conceituado no que diz respeito ao repertório clássico, mas colabora regularmente com artistas do Jazz, Pop e Rock, onde constam, entre outros, nomes como os de Sir Elton John, Diana Krall, Coldplay, Robbie Williams, Eric Clapton, Katherine Jenkins e Andrea Bocelli. O seu trabalho estende-se ainda à música contemporânea onde colaboraram com Anthony Payne, Arvo Part, Gyorgy Kurtag e John McCabe. Trabalham regularmente com uma das mais prestigiadas companhias de dança contemporânea da Europa – a Henri Oguide Dance Company. O quarteto gravou para a televisão e para o cinema e prepara neste momento o seu primeiro CD com a discográfica Landor Records – UK. Desde a sua formação, apresentou-se já em Inglaterra, França, Escócia, Alemanha, Itália, Monaco, Portugal, Espanha, Síria, Israel, Omã, Estados Unidos, Rússia e Letónia.

Espelhos poéticos para um sábado perfeito:


Poesia e Música
MUSA AO ESPELHO
8 ABRIL sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.bartilotti.com
Poemas recitados por José Carlos Tinoco acompanhados por músicos de excepção: Juca Rocha (piano), Ianina Khmelik (violino), Vanessa Pires (violoncelo) e Fátima Santos (acordeão). Adoptando um reportório poderoso e ecléctico constituído por temas originais e arranjos de composições de Astor Piazzolla e Jimi Hendrix, “Musa ao Espelho” percorre com virtuosismo um conjunto de autores que vão desde Jorge Luis Borges a Mário Cesariny, passando por Luis Buñuel, Boris Vian, Ana Luísa Amaral, António Maria Lisboa, Rui Pires Cabral, Rui Lages e Filipa Leal, entre outros nacionais e estrangeiros.

sábado, 1 de abril de 2006

Faltam 52 dias...


Punk/Cabaret/Burlesco
DRESDEN DOLLS (US) + THOMAS TRUAX (US)
23 MAIO terça 21.30 grande auditório
Entrada: 10 euros
www.dresdendolls.com
www.thomastruax.com

quinta-feira, 30 de março de 2006

O homem que veio do frio...


Pop/“Cruisin’ Alaska”
THE WEATHERMAN
28 ABRIL sexta 23.59 Foyer
Entrada: 5 euros
www.monocromatica.com
Projecto de Alexandre Monteiro, The Weatherman e o seu disco de estreia “Cruisin' Alaska” são um acontecimento raro na música nacional. Um produto de introversão (Monteiro toca todos os instrumentos do disco), resultado de uma pop anglo-saxónica maturada, estudadíssima nos arquétipos do seu período consagrado - Lennon/McCartney (pós-“yeah, yeah”; mais McCartney que Lennon), Beach Boys pela lente de Brian Wilson (a que mais interessou, claro) e Syd Barrett. As canções, informadas por esta reverência, apresentam, contudo, roupagens que o tempo ajudou a modernizar. Para quem procura referências mais contemporâneas olhe-se para o trabalho dos Beta Band e de uns Olivia Tremor Control, estes menos analógicos. O The Weatherman apresenta-se com banda completa.

quarta-feira, 29 de março de 2006

O esperado regresso de Tiger Man:


Música Moderna Portuguesa
THE LEGENDARY TIGER MAN (PT)
7 ABRIL sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 8 euros
www.legendarytigerman.com
Após o lançamento de “Naked Blues” (2002), “Fuck Christmas, I Got the Blues” (2003), “In Cold Blood/A Sangue Frio” (2004) e de mais de 200 espectáculos ao vivo em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Inglaterra, Brasil, e Japão, Legendary Tiger Man volta a estúdio para a gravação do seu terceiro álbum: “Masquerade”. Gravado nos MB Estúdios, de Mário Barreiros e com produção do mesmo, Paulo Furtado reuniu onze canções, entre as quais se incluem duas versões, dando seguimento ao trabalho realizado nas anteriores edições, na busca de novos caminhos do blues e do rock. “Masquerade” conta ainda com algumas participações especiais: Dead Combo, de Pedro Gonçalves e Tó Trips, João Doce (Wraygunn) e do próprio Mário Barreiros. Ao vivo, Legendary Tiger Man irá apresentar um espectáculo com um set intrumental reajustado, no qual algumas das músicas serão “ilustradas” por curtas-metragens da autoria de vários cineastas portugueses. A conhecer em primeira-mão.

O humor de Camilo:


Jangada Teatro
O MORGADO DE FAFE EM LISBOA
Texto Camilo Castelo Branco
Encenação Jorge Pinto
Actores António Leite, Carla Alves, Carlos Silva, David Oliveira, Faria Martins, Luiz Oliveira, Marcela da Costa, Neusa Fangueiro, Patrícia Ferreira, Sofia Araújo, Tony Oliveira e Xico Alves
Figurinos Cláudia Ribeiro
Elementos Cenográficos Manuel Costa Dias
Desenho de Luz Miguel Ângelo
6, 7 E 8 ABRIL quinta a sábado 21.30 grande auditório
9 ABRIL domingo 16.00
11 E 13 ABRIL terça e quinta 15.0o
Entrada: 5 euros
Um dos objectivos primordiais da Jangada Teatro é dar a conhecer a literatura e os autores portugueses. Camilo Castelo Branco é um dos que tem vindo a homenagear, perpetuando a sua obra, através da efémera arte de Talma. A proposta de trabalhar a obra de Camilo é tão arrojada quanto atraente, pelas enumeras emoções que proporciona. Estas emoções têm sido partilhadas em conjunto pela e na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão e pelo seu Município. Obras como as de Camilo exigem um trabalho de equipa, para que lhe seja feita a merecida justiça. A Jangada Teatro tem a sua sede no Auditório Municipal de Lousada, facto experiencial que os leva a reconhecer que só é possível fazer bem e melhor tendo a seu lado parceiros atentos e sensíveis para as questões da Cultura. A originalidade com que Camilo tratou os temas das suas obras permite-lhe a intemporalidade dos clássicos, ao mesmo tempo que deixa espaço para a companhia continuar a dar asas à sua e à nossa imaginação. Depois de “Amor de Perdição”, em que fez a adaptação do original numa versão para marionetas e actores, é agora a vez de apresentar “O Morgado de Fafe em Lisboa”. Esta é a primeira obra dramática em que Camilo cria uma personagem e um tema que vão ter direito a uma sequela. Datado de 1861, “O Morgado de Fafe em Lisboa” revê a luz em “O Morgado de Fafe Amoroso”, edição de 1865. Nesta última, Camilo dá continuação à saga do “rico e intrépido” Morgado de Fafe, ressurgindo desta vez na Foz do Porto. Cento e quarenta e cinco anos depois acreditamos que o humor de Camilo continua fresco e de boa saúde.

terça-feira, 28 de março de 2006

X-Wife com novo álbum:


Música Moderna Portuguesa
X-WIFE (PT)
1 ABRIL sábado 23.00 café-concerto
Entrada: livre
www.x-wiferocks.com
Os X-Wife preparam-se para editar o seu segundo álbum de originais, “Side Effects”. Após uma estreia marcante com “Feeding The Machine”, que os revelou como uma das mais aliciantes bandas rock a surgir entre nós nos últimos anos, “Side Effects” vem confirmar o imenso talento do grupo, afirmando-o de uma forma cada vez mais consistente e consequente. A sua música foi descoberta por alguns líderes de opinião do circuito independente internacional, foram presença assídua nos mais respeitados blogs da actualidade, deram concertos em Londres e em Nova-Iorque. Também asseguraram distribuição no Reino Unido, através da White Label Music, que os convidou a integrar o segundo volume das suas colectâneas, “Electronic Bible”. Com “Side Effects”, os X-Wife conseguem um disco que os coloca ao nível dos mais ambiciosos projectos da nova geração de rock internacional, o que, a par de concertos já marcados para países como Inglaterra, França, Itália e Espanha, promete consolidar os passos até agora dados no sentido de lhes assegurar ambições universais. “Ping Pong”, primeira amostra em single de “Side Effects”, é uma canção contagiante e um dos muitos cartões de visita que este excelente álbum contém. A conferir ao vivo.

"Uma mente original...":


Jazz
SEXTETO MÁRIO FRANCO (PT) + DAVID BINNEY (US)
30 MARÇO quinta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.davidbinney.com
David Binney
– saxofonista norte-americano, considerado pela revista Stereophile como “uma das mentes mais originais do jazz contemporâneo”. Um nome de referência da nova geração que gravou com Jamiroquai, Aretha Franklin, Maceo Parker, Chris Potter, Gil Evans, Medeski, Martin and Wood, Jim Hall e Uri Caine.
Sexteto Mário Franco – o seu líder, contrabaixista, tocou com António Pinho Vargas, Mário Laginha, Bernardo Sassetti, Tommy Halferty, Andy Sheppard, Ralph Peterson Jr., Peter Epstein, Paolo Fresu e Ralph Towner, entre muitos outros. Nesta noite, a acompanhá-lo, a par de David Binney (sax alto, sampler), André Fernandes (guitarra), Jesse Chandler (piano, órgão), João Gomes (sintetizador, fender rhodes, laptop) e João Lencastre (bateria, percussões).

sábado, 25 de março de 2006

O estado da Nação:


Rock/Punk/MMP
ALISON BENTLEY (PT)
25 MARÇO sábado 22.00 café-concerto
Entrada: livre
www.ab.web.pt

Finlândia versus Itália: próximas quarta e quinta-feira:


Ciclo Finlândia “Fonal”
ES (FI) + ISLAJA (FI) + KIILA (FI)
29 MARÇO quarta 21.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Noite de estreia de três dos mais relevantes projectos do novo underground finlandês, que mostra raios de luz em experimentação sobre músicas primitivas, telúricas e livres desde os tempos dos reis psicadélicos International Harvester ou Pärson Sound. Comunalismo, objectos tornados instrumentos, trovadoras e trovadores – em expressões novas de um inaudito folclore moderno.
Es – projecto de Sami Sänpäkkila, uma das mentes mais brilhantes e produtivas desta vaga de artistas finlandeses, é o responsável por Es, Kiila, participante em cem mil outras propostas, e dono da Fonal Records, central editora do underground local. Estranhas cerimónias de magia dos bosques inaudita, que reúne electrónica caseira, vozes espectrais convidadas, e um ouvido raro para feitiços solenes.
Islaja – cantos glaciares vindo dos bosques, pontões de madeira e grutas mágicas da Finlândia rupestre escondida, numa celestial voz que se multiplica em delays espíritas. Acompanhada por aerofones espectantes e plenos de quietude, por harmónios e estranhos teclados que parecem ter uma respiração própria. Das trovadoras seminais do novo milénio, ao lado de Josephine Foster, Cat Power ou Lau Nau. Estranhamente, fãs de Stina Nordestam podem encontrar aqui uma nova relevação.
Kiila – quinteto finlandês que trabalha idiomas alinháveis às músicas tradicionais finlandesas, contemporaneizando-as para novos sentidos e sensibilidades de ritualização e instrumentação, com total conhecimentos do histórico e do mágico que os precede.
www.escycle.com
www.fonal.comwww.kiila.com


Neoclássico/Gótico
ATARAXIA (IT) + DWELLING (PT)
30 MARÇO quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 6 euros
Ataraxia – o espectáculo destes italianos está dividido em dois actos. O primeiro é dedicado à Deusa primordial, originária de um passado distante e anterior aos deuses olímpicos ou às religiões monoteístas. O culto a esta Deusa da ilha de Samotrácia, dedicada à trindade composta pela terra, pela noite e pelo interminável ciclo da natureza, oferecia iniciação a todos os que se submetessem a nove rituais. A mistura de sons electrónicos com componentes acústicos e a voz evocativa de Francesca Nicoli, abrem a porta para o reino púrpura da Deusa. O segundo acto transporta os Ataraxia para um imaginário já mais próximo, inspirado na ambiência dos controversos cabarets de Montmartre. Após um encontro com a médium Madame Joséphine Corelli, em que esta relatou a forma como era atormentada por um grupo de mal-afamados artistas de cabaret que desapareceram no fim do século XIX, os Ataraxia decidiram responder ao seu apelo e recriar a performance singular deste estranho ensemble - sob o nome de CircuZ KumP. O grupo era liderado por uma figura enigmática, cujas variadas facetas convergiam para o nome de Madame Bistouri, a qual nas suas visitas a Madame Corelli reivindicava a reposição do seu espectáculo, outrora amplamente inspirado nos versos de Baudelaire.
Dwelling – a abertura do concerto estará a cargo dos portugueses e marca o regresso aos palcos desta banda após um longo retiro para a preparação do novo álbum. A proposta dos Dwelling é um espectáculo de tonalidades acústicas, preparado em particular para concertos de cariz intimista, que permita desfrutar de toda a magia da música na sua forma mais imaculada. Esta actuação contará não só com a apresentação dos dois novos membros da banda, mas também com a estreia de algumas peças novas que fazem parte deste novo trabalho sob o tema "A Noite e a Mulher”.
www.ataraxia.net
www.dwelling.equilibriummusic.com
www.pressarea.equilibriummusic.com

quarta-feira, 22 de março de 2006

Humor e inteligência qb


ENCLAVE Dance Company
A FARRA (BE)
24 MARÇO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros
www.enclaveinn.be
“A Farra” é uma das mais espectaculares e interessantes produções europeias recentes. Um grupo de magníficos intérpretes, músicos, bailarinos, actores e cantores apresenta-se em palco, num divertido mas inteligente espectáculo. Loucos, delirantes e apaixonados, este grupo de profissionais dá tudo o que tem, entrega-se de corpo e alma ao espectáculo e oferece-nos algo de precioso: a festa, “a farra”, o prazer de comunicar a sua própria paixão pela arte do espectáculo. Esta criação do coreógrafo espanhol Robert Olivan, produzida em colaboração com a HET NET & Concertgebouw, da cidade belga de Brugge, e pelo Teatro Mercat de Les Flors, de Barcelona, anda à volta da ideia de celebração. Sobre o espectáculo, o coreógrafo explica que “como mediterrânico tenho uma visão muito particular do que significa uma festa. Cada grupo étnico ou religião tem a sua forma peculiar de celebração de um importante evento. E é essa diferença que me fascina”. “A Farra”, ou melhor dizendo “A Festa”, é um espectáculo que exalta a celebração do prazer e do divertimento, uma performance que nos faz sorrir e nos envolve. Um exercício de imaginação, uma pausa, um momento para divertir e festejar. Para Roberto Olivan “divertimento é o que realmente dá um sentido positivo à vida. Por essa razão eu faço a aproximação a “A Farra” através da alegria. Um pequeno momento de gratidão. Uma pausa no barulho violento das máquinas de fazer dinheiro. Uma brisa fresca que oferece oxigénio à nossa imaginação por um instante que seja”. Segundo o crítico do jornal “La Vanguardia”, Joaquim Noguera, trata-se de “uma viagem plena de humor e com uma capacidade imensa de divertimento e jogo. “A Farra” é uma espécie de mistura entre uma viagem mágica e um documentário criativo”. Absolutamente único e imperdível.

Hoje: de Viena para o mundo


Ambiental/Electrónica
DIENZ ZITHERED: CHRISTOF DIENZ
C/ CHRISTIAN MARTINEK – ELECTRONIX (AT)

22 MARÇO quarta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.dienz.at
Christof Dienz, responsável por este projecto a solo enquanto Dienz Zithered, entrou na idade adulta em som através do panorama académico. Antigo tocador de fagote para a Orquestra de Ópera de Viena, trabalhava também no campo da composição para o seu ensemble Die Knödel, para a Bruckner-Orchestra de Linz, para Ernst Kovacic, entre outros. Desde 2002, contudo, especializou-se na zither, um instrumental austríaco tradicional, e na exploração e pesquisa de geradores de loops. Utilizando instrumentação totalmente acústica e analógica, como clips, baquetas de madeira, diapasões e uma miríade de outras fontes sonoras, encaixa este seu universo palpável em complexas sequências rítmicas, que rapidamente se encadeiam ricas em timbre e textura. Christof Dienz já partilhou palcos com artistas como Marc Ribot, Richard Dorfmeister, Lukas Ligeti ou Pavel Fajt.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Musa com voz de veludo


Ciclo “Vozes em Viagem”/“Another Black Feather”
DAYNA KURTZ (US)
19 ABRIL quarta 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.daynakurtz.com

Dayna Kurtz é um réptil raro no circo pop actual. A sua pele de camaleão mostra capas de Marlene Dietrich, Kurt Weill, Edith Piaf, Jeff Buckley, Big Mama Thornton, Bertold Brecht e Leonard Cohen. Assimila todos esses nomes até os retumbar com acento próprio dentro das suas canções. Dayna é uma das sensações musicais mais imprevisíveis aparecidas no fim do século XX, porque ninguém canta como ela o que ela escreve. Com data única em Portugal, vem apresentar o seu flamejante “Another Black Feather”, terceiro disco da sua carreira (os anteriores: “Postcards From Downtown” e “Beautiful Yesterday”). Foi composto no deserto de Sonora (Arizona), onde Dayna se isolou em 2005 para a inspiração a encontrar trabalhando e com os cinco sentidos cravados nas sete notas. O resultado é embriagante, com a sua voz imbatível por cima de ecos de country, de jazz, de Johnny Cash, de Tom Waits, de cabaret centro-europeu ou de folclore latino-americano. Nos seus concertos pode tocar versões de Duke Ellington a Prince ou dos Rolling Stones. Ou pode transformar-se numa vaca degolada que se lamenta como Billie Holiday. Aliás, dor e felicidade são apropriadas nas suas histórias. Se tivéssemos que procurar um alter-ego seria Nina Simone. E um detalhe: poucas canções tão bonitas e sentidas se dedicaram à devastada cidade de Nova Orleães como “Nola”, de tons quentes e cálidos, que a bela Dayna incluiu no seu novo disco. A senhora com voz de veludo ainda vai dar muito que falar.

sábado, 4 de março de 2006

Ainda hoje:


Teatro/Will Eno
THOM PAIN (BASEADO EM NADA)
LADY GREY (A UMA LUZ CADA VEZ MAIS BAIXA)

3 E 4 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
Tradução Jacinto Lucas Pires (“Thom Pain”) e Marcos Barbosa (“Lady Grey”)
Direcção e Encenação Marcos Barbosa
Dramaturgia Jacinto Lucas Pires
Com Catarina Requeijo e Marcos Barbosa
Cenografia, Figurinos e Grafismo Sara Amado
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Co-produção .lilástico/Culturgest/Casa das Artes (Famalicão)

“Thom Pain” (“Baseado em Nada”) – é a construção – múltipla, rigorosíssima – de uma hesitação monumental. Absoluta quase, dir-se-ia. Um texto sobre o discurso e a exposição física, o medo e a narração, sobre os artifícios e os limites do teatro, e no fim da linha – por um certo inesperado avesso – sobre a própria alegria de estar vivo. Vivo em palco e vivo no público. Vivo ao vivo. Um texto que, na sua aparente leveza, fala dos mais sérios absurdos humanos, não se furtando a quase nada.

“Lady Grey” (“A Uma Luz Cada Vez Mais Baixa”) – o outro monólogo do espectáculo – é, também, o texto de um texto, digamos assim, palavras que se sabem palavras. Nele uma actriz tenta preencher o silêncio para, finalmente, eventualmente, conseguir agir. Num certo sentido, não se trata de uma história mas de uma pré-história. Quais as frases de chegar ao princípio? Will Eno, de quem já se disse ser descendente de Beckett e Albee, é dono de uma voz original e poderosa que faz das contradições forças e da banalidade iluminações.


Rock/MMP
FRANCY & FRIENDS (P)
4 MARÇO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Voz e Guitarra Francy
Guitarras Alex
Voz e Baixo Marco
Bateria e Percussão Tiago
Harmónicas Rui Puto
Em 1988, quando o belga Francy Grosjean conheceu os jovens músicos de Famalicão, não fazia ideia que passados 18 anos, desde a primeira reunião de amigos, estes continuariam a exercer com ele uma prática artística e musical, sempre com o mesmo espírito puro daquilo que se denomina por Rock’n Roll… e amizade. Apuradas as criações e recriações de músicas eternas do género, nas reuniões em sítios do underground famalicense, eles estão de volta para uma Portugal and Spain Tour. De frisar o desinteressado estado de espírito, nada comercial, com o qual os elementos se envolvem nas suas “performances”. Podemos afirmar mesmo como sendo ensaios ao vivo… Como destaca Francy, “o que interessa é a comunicação entre nós, assim como com o público… a sinergia acontece devido à forma como nos envolvemos sem preconceitos. Quando nos juntamos, nós e o público, a música surge em forma de puro estado de amor…”.
www.francyandfriends.blogspot.com

Tome nota!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Em Abril...

Lixoluxo para os mais novos

Concerto/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
DESOBEDIÊNCIA SONORA
11 MARÇO sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros

“...DESOBEDIÊNCIA SONORA é uma peça musical de “Ouvir-Ver-Ouvir” que procura a melhor ligação de carácter visual e sonoro no espectáculo, ajustando-lhe novos sons e tons, oferecendo um contexto composicional de DEScomposição. Cria som dentro do som durante o concerto/intervenção sonora, nunca atingindo uma forma final, evoluindo e desenvolvendo-se cada vez que são usados. Diálogo entre o artista, o espaço existente e o espaço novo, criando um outro? Um dos lemas deste trabalho é a DESconstrução e a REconstrução musical/sonora. A proposta é o preenchimento da performance de Acção Directa na procura incessante do som perdido que o artista ainda não encontrou e espera não encontrar. Os instrumentos/esculturas sonoras utilizados são constituídos de utensílios das mais diversas origens, previamente preparados ou modificados, com a finalidade da obtenção de qualidades de sons específicos e de diversidade sonora: pandeiretas, frascos de infusão de soro, cabides, objectos úteis usados e danificados, sujeitos a uma transformação, crescem e atingem a sua originalidade na intervenção Só-Na-Ora”.

Instalação/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
SONORIDADES LÍQUIDAS
12 MARÇO domingo 11.00 grande auditório
Entrada: 5 euros

“A minha ideia é inserir o público infanto-juvenil num discurso sonoro coerente, criando diálogos e conversas sonoras, onde eles concordam, discordam, argumentam, apoiam, imitam, complementam, mudam de conversa sonora… É como ver um filme mudo: apesar de não percebermos o que realmente dizem, conseguimos entender o estado emotivo das personagens, sendo este um dos objectivos principais. Este projecto procura explorar a dinâmica como objecto principal no som. Trabalhando assim variações de velocidade, de intensidade sonora, altura sonora, tímbrica, com o objectivo de criar picos de tensão ou distensão emocional. Motivar o público infanto-juvenil para o desenvolvimento da sensibilidade sonora, do sentido crítico, da mudança de atitudes e de valores em torno do espaço envolvente. Mostrar como é possível, através do aproveitamento positivo de objectos normalmente considerados lixo, criar esculturas sonoras/instrumentos fazedores de música. Um espaço aberto, interactivo, criado pelo artista, onde estão posicionadas no palco diversas esculturas sonoras entre outros "estranhos" objectos sonoros. O público é convidado a subir ao palco, pelo maestro artista/criança, a fim de canalizar a sua criatividade e desenvolver a sua musicalidade, num processo de cumplicidade sonora, tornando-se desta forma visitante-músico”.

João Ricardo de Barros Oliveira – natural de Viana do Castelo, vive e trabalha entre Portugal e Berlim desde 1982, cidade onde centraliza o desenvolvimento da sua actividade de músico-escultor sonoro. Dedica-se predominantemente à criação de novos sons instrumentais. A dimensão da sua obra chega desde esculturas até à concepção de novos instrumentos musicais e objectos sonoros, construídos a partir de materiais recuperados do lixo.
www.lixoluxo.page.cx

domingo, 26 de fevereiro de 2006

Dois monólogos de Will Eno


Teatro/Will Eno
THOM PAIN (BASEADO EM NADA)
LADY GREY (A UMA LUZ CADA VEZ MAIS BAIXA)

3 E 4 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
Tradução Jacinto Lucas Pires (“Thom Pain”) e Marcos Barbosa (“Lady Grey”)
Direcção e Encenação Marcos Barbosa
Dramaturgia Jacinto Lucas Pires
Com Catarina Requeijo e Marcos Barbosa
Cenografia, Figurinos e Grafismo Sara Amado
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Co-produção .lilástico/Culturgest/Casa das Artes (Famalicão)

“Thom Pain” (“Baseado em Nada”) – de Will Eno, é a construção – múltipla, rigorosíssima – de uma hesitação monumental. Absoluta quase, dir-se-ia. Um texto sobre o discurso e a exposição física, o medo e a narração, sobre os artifícios e os limites do teatro, e no fim da linha – por um certo inesperado avesso – sobre a própria alegria de estar vivo. Vivo em palco e vivo no público. Vivo ao vivo. Um texto que, na sua aparente leveza, fala dos mais sérios absurdos humanos, não se furtando a quase nada. E uma peça que consegue o feito louco de ir avançando às arrecuas.

“Lady Grey” (“A Uma Luz Cada Vez Mais Baixa”) – o outro monólogo deste espectáculo – é, também, o texto de um texto, digamos assim, palavras que se sabem palavras. Nele uma actriz tenta preencher o silêncio para, finalmente, eventualmente, conseguir agir. Num certo sentido, não se trata de uma história mas de uma pré-história. Quais as frases de chegar ao princípio? Will Eno, de quem já se disse ser descendente de Beckett e Albee, é dono de uma voz original e poderosa que faz das contradições forças e da banalidade iluminações. A sua escrita não se esgota no humor nem numa simples estratégia de – palavra horrível – “desconstrução”. As suas não-personagens são artificiosas para serem verdadeiras, as suas gargalhadas carregam tristezas mortais. Mas – “não é óptimo estar vivo?”. Um regresso .lilástico à tradução de textos de autores contemporâneos que, como em 1999 com “Variações Sobre os Patos” de David Mamet, pretendemos seja o início de um novo ciclo. Um espectáculo que, partindo da forma convencional do monólogo, se construa na direcção da ficção e que dela se construa a relação com o público.

Will Eno vive em Brooklyn. Escreveu “The Flu Season”, “Tragedy: A Tragedy”, “King: A Problem Play”, “Intermission”. As suas peças foram produzidas por companhias como o Gate Theatre, a Soho Theatre Company, Rude Mechanicals, NY Power Company, Naked Angels e na BBC Rádio. “Thom Pain” (“Based on Nothing”) ganhou um First Fringe Award no Festival de Edimburgo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006

Março total:


Teatro/Will Eno
THOM PAIN (BASEADO EM NADA)
LADY GREY (A UMA LUZ CADA VEZ MAIS BAIXA)

3 E 4 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros


Música/Cinema
MAKING OF # 1
3 MARÇO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: livre


Rock/MMP
FRANCY & FRIENDS (PT)
4 MARÇO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros


Música/Cinema
MAKING OF # 2
10 MARÇO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: livre

Concerto/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
DESOBEDIÊNCIA SONORA
11 MARÇO sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.lixoluxo.page.cx

Instalação/Intervenção Sonora de João Ricardo de Barros Oliveira
SONORIDADES LÍQUIDAS
12 MARÇO domingo 11.00 grande auditório
Entrada: 5 euros
www.lixoluxo.page.cx


Teatro/Jaime Rocha
O JOGO DA SALAMANDRA
17 E 18 MARÇO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros


Música/Caravana do Estrilho
TROPA MACACA (PT) + FISH & SHEEP (PT) + CAVEIRA (PT)
17 MARÇO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.loversandlollypops.cjb.net
www.tropamacaca.tripod.com

Nu Jazz/Philly Soul/Hip-Hop
URSULA RUCKER (US)
19 MARÇO domingo 21.30 grande auditório
Entrada: 12 euros
www.ursula-rucker.com
www.k7.com


Pop/Rock
LOS HERMANOS (BR) + TORANJA (PT)
21 MARÇO terça 22.00 grande auditório
Entrada: 15 euros
www.loshermanos.com.br
www.toranjanet.com



Ambiental/Electrónica
DIENZ ZITHERED (AT)
LIVE feat. CHRISTIAN MARTINEK

22 MARÇO quarta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.dienz.at


ENCLAVE Dance Company
A FARRA (BE)
24 MARÇO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 8 euros
www.enclaveinn.be

Rock/Punk/MMP
ALISON BENTLEY (PT)
25 MARÇO sábado 22.00 café-concerto
Entrada: livre
www.ab.web.pt




Ciclo Finlândia “Fonal”
ES (FI) + ISLAJA (FI) + KIILA (FI)
29 MARÇO quarta 21.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.escycle.com
www.fonal.com
www.kiila.com


Neoclássico/Gótico
ATARAXIA (IT) + DWELLING (PT)
30 MARÇO quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 6 euros
www.ataraxia.net

Jazz
SEXTETO MÁRIO FRANCO (PT) + DAVID BINNEY (US)
30 MARÇO quinta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
www.davidbinney.com


“The Piano Sings”
MICHAEL NYMAN SOLO PIANO (UK)
31 MARÇO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 15 euros
www.michaelnyman.com

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Fevereiro:

A Dança, a Música e as Palavras: “A Bela Adormecida” (Pytor Ilyich Tchaikovsky)
CONCERTO PEDAGÓGICO
3 FEVEREIRO sexta 15.00 grande auditório

Entrada: livre
No âmbito do ciclo “Clássicos do Bailado Internacional”, a Casa das Artes organiza algumas actividades pedagógicas dirigidas aos mais jovens. Trata-se de contribuir para a formação de novos públicos, despertando-lhes a curiosidade para a música, a literatura e a história subjacentes aos clássicos do bailado. Das actividades pedagógicas projectadas destaca-se a organização deste concertO, onde serão apresentados e comentados trechos da música de “A Bela Adormecida”, o bailado que poderão ver na semana seguinte. Trata-se de uma acção que terá como narrador e comentador Mário Azevedo (professor na ESMAE e fundador do Instituto Orff do Porto), estando a interpretação musical a cargo do pianista António Oliveira (professor no Conservatório de Música do Porto) e do violinista Carlos Pinto da Costa (director pedagógico da Escola de Música de Esposende).

A Jazzar no Zeca – A Música de José Afonso
ZÉ EDUARDO UNIT (pt)
3 FEVEREIRO sexta 22.00 café concerto

Entrada: 5 euros
Trio liderado por Zé Eduardo (contrabaixo), com Jesus Santandreu (sax tenor) e Bruno Pedroso (percussão), editou em 2004 “A Jazzar No Zeca”. Trabalho sobre os “motifs” melódico-líricos presentes na obra de Zeca Afonso, mesclados com improvisação de jazz, escola do hard bop, entretecida com o conhecimento do “free” como visto por Coltrane ou Steve Lacy. O seu mais recente “Bad Guys”, editado com o antigo trompetista de Mingus, Jack Walrath, novamente editado pela Clean Feed, começa a receber uma boa recepção pela crítica. Celebrado docente, arranjador e músico na Península Ibérica, Zé Eduardo tem sido figura presente, há mais de 20 anos, em escolas, orquestras e workshops de jazz por Portugal e Espanha, deixando obra em todos os locais por onde passa.
www.gremiodasmusicas.org
www.cleanfeed-records.com


Música Electrónica
MOUSE ON MARS (d)
4 FEVEREIRO sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros
Uma das bandas mais importantes da cena electrónica europeia, oriunda de Düsseldorf, Alemanha, apresenta o seu novo trabalho “Live 04”, resultado de uma gigantesca tournée. Com uma forte componente imagética ao vivo, os Mouse On Mars (MOM) imprimem um ritmo alucinante aos seus concertos, altamente dançáveis. A energia que transparece dos seus concertos é sentida pela banda como se tratasse de uma máquina de vapor cujos elementos deixaram de estar sob controlo, produzindo resultados surpreendentes junto do público. A razão porque os MOM tardaram cerca de dez anos a editar o álbum ao vivo é o reconhecimento da impossibilidade de captar num suporte gravado uma imagem fiel da sua permanentemente reinventada música ao vivo, tal como numa pálida foto bidimensional de um momento encantador. Apesar desta edição que resulta de cerca de 600 horas de material gravado em diversas digressões, mantém-se a impossibilidade de perceber do que os MOM são capazes ao vivo sem presenciar os seus espectáculos. Eis, pois, a oportunidade.
www.mouseonmars.com

Ciclo “Vozes em Viagem”
OLIVIA BYINGTON (br)
5 FEVEREIRO domingo 21.30 grande auditório

Entrada: 5 euros
Poucas cantoras brasileiras têm o prestígio e o currículo variado desta soprano nascida no Rio de Janeiro. De Tom Jobim a Chico Buarque, passando por Djavan, Edu Lobo, Jacques Morelembaum e Egberto Gismonti, Olivia Byington já dividiu o palco com as maiores estrelas da música brasileira. Quando actuou em Portugal pela primeira vez, Nuno Pacheco do jornal Público escreveu: “Na voz de Olivia não há o menor deslize ou falha, tudo parece de uma harmonia insuperável…”. Desde então, voltou para se apresentar na Expo 98 e no Centro Cultural de Belém onde empolgou a plateia com “A Dama do Encantado”. Em 2004, com o compositor e instrumentista Egberto Gismonti, apresentou um virtuosíssimo repertório de canções para as plateias portuguesas com o concerto “A Fala da Paixão”. No seu espectáculo actual, Olivia mistura Lenine e Caetano Veloso com peças dos seus dois trabalhos mais recentes passando por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, sem deixar a cadência dos sambas memoráveis de Noel Rosa e Assis Valente. O seu novo repertório inclui uma canção do compositor e instrumentista português Pedro Jóia em parceria com Tiago Torres da Silva. Sente-se o prazer de acompanhar virtuosismo e graça na voz de uma cantora que surpreende pela musicalidade e timbre. Como disse a imprensa na altura da sua primeira apresentação em Lisboa: “... Para o público português esta é uma rara oportunidade de ouvir uma das grandes vozes femininas do Brasil. E será um desperdício perdê-la”.
www.oliviabyington.com.br


Ballet do Teatro Hermitage de São Petersburgo
A BELA ADORMECIDA
10 FEVEREIRO sexta 21.30 grande auditório
Entrada: 20 euros
Uma união extraordinária de sentimentos e estados de espírito, oferecendo aos sentidos uma evocação intensa da tragédia e da poesia. O Ballet do Teatro Hermitage de São Petersburgo é reconhecido internacionalmente como sendo a mais selecta e aristocrática das companhias. Representando a mais importante herança do ballet russo, o seu estilo particular é caracterizado por uma grande expressividade, elegância e beleza. O Teatro Hermitage de São Petersburgo (a capital cultural da Rússia) foi inaugurado a 22 de Novembro de 1785.

Free Jazz
CAVE OF THE TIGERS (it/kr)
NUNO REBELO + MARCO FRANCO (pt)
10 FEVEREIRO sexta 23.30 café concerto

Entrada: 5 euros
Cave of the Tigres – duo de Gianni Gebbia com a sul-coreana Audrey Chen. Gebbia, instituído e maturado improvisador em saxofone alto e sopranino, bem como em flauta, tem criado o seu carismático trilho de expressão dentro das linguagens do jazz e das músicas livres, tendo já colaborado com figuras como Evan Parker, Fred Frith, Lee Ranaldo, Jim O’Rourke, Peter Kowald, Gianluigi Trovesi, Louis Sclavis ou Otomo Yoshihide. Chen, em violoncelo e voz, é comparável a uma Joelle Leandre que gostasse mais de Boredoms que de Schönberg e em igual medida de Artaud. O entendimento com Gebbia traduz-se em rasgos feéricos de expressão espontânea, plenos de electricidade tanto do domínio do frenético como do plácido.
Nuno Rebelo + Marco Franco – o trabalho desenvolvido entre Nuno Rebelo e Marco Franco é das mais antigas e produtivas colaborações da história da música improvisada nacional. Em várias formações onde que já tocaram destacam-se aquelas com músicos como Peter Kowald, Carlos Zíngaro, Sei Miguel, Gianni Gebbia, Kato Hideki, Ernesto Rodrigues, Vítor Joaquim ou como parte do Damo Suzuki Network com Massimo Pupilo, têm desenvolvido uma linguagem de ampla liberdade estrutural dos pontos de vista rítmicos, harmónicos, melódicos, texturais ou performativos. A elasticidade e propriedade plástica da guitarra eléctrica Rebelo encaixam de forma cada vez mais interligada com a arritmia interna e autismo auto-induzido de Marco Franco, deixando sempre espaço para que momentos abertamente mais subtis e delicados possam despontar, nunca perdendo de vista uma abordagem exploratória relativamente aos instrumentos que tocam. Nuno Rebelo compõe para teatro e dança há vários anos, tendo obra editada em selos como a AnAnAnA e a OCV. Fez parte dos Mler Ife Dada, Plopoplot Pot e Streetkids.
www.giannigebbia.com
www.nunorebelo.com.sapo.pt


The Baby And The Satellite + Dreaming In The Royale Oaks
MICHA P. HINSON (eua)
ERICK MESSLER (eua)
15 FEVEREIRO quarta 21.30 grande auditório

Entrada: 5 euros
Micah P. Hinson – nascido em Memphis, este texano de gema foi revelado em Portugal na primeira edição do Tímpano – Festival de Música, em Maio de 2005. Regressa agora, novamente para concerto único no nosso país, para revelar “'The Baby And The Satellite'”, o seu novo (e genial) trabalho.
Erick Messler – “As amantes nunca me amam, são egoístas e livres”, conta-nos Messler, de 22 anos, uma das primeiras revelações de 2006, com o seu “Dreaming In The Royale Oaks”. Um pequeno tesouro desnudo e muito especial. A descobrir.
www.micahphinson.com
www.falsettorecords.com


Pier Paolo Pasolini
ORGIA
17 E 18 FEVEREIRO sexta e sábado 22.00 grande auditório

Entrada: 5 euros
Tradução, Encenação e Luz Pedro Marques
Com José Airosa, Sylvie Rocha e Sofia Correia
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Co-produção A&M/Artistas Unidos/Culturgest
Orgia é a crónica das pobres emoções sadomasoquistas de dois cônjuges pequeno-burgueses no calor de uma desoladora Páscoa, da fuga-suicídio de uma esposa-amante-escrava, da devastação do esposo ao encontrar-se com uma pequena prostitutazinha de passagem, do seu extremo delírio fetichista e transsexual até ao seu suicídio por enforcamento. Pasolini traça um trajecto curioso na sua relação com o teatro. Depois de dedicar uma carreira à poesia primeiro, à escrita de romances depois, e de se lançar numa carreira de realizador de cinema, lança um “Manifesto para um novo teatro” e de seguida escreve seis tragédias em verso, todas em 1966. No seu manifesto, Pasolini propõe uma passagem à cena das suas peças através de uma quase total ausência de acções cénicas sugerindo dessa maneira o carácter metafórico. Em “Orgia”, a dialéctica indivíduo-sociedade ou indivíduo-poder surge como o núcleo temático central. Daqui nasce a ideia de encenação para este projecto teatral - a ideia capital é tornar o teatro um local de transformação. Um local de responsabilidade social. O local onde o indivíduo se “transforma” em sociedade. O local onde a esfera privada se torna pública.
www.artistasunidos.pt

Noite Gore
MOSCAS, SANGUE & VINAGRE
17 FEVEREIRO sexta 23.30 pequeno auditório e café concerto

Organização Cineclube de Joane e Casa das Artes (Famalicão)
Entrada: 5 euros
Filmes gore, bandas sonoras sanguinárias, moscas e outros estranhos insectos. Quem não vier mascarado não entra. Vista-se de Vampiro, Conde Drácula, Corcunda de Notre Dame ou imite outra besta qualquer. O sangue artificial também é obrigatório.

Leitura de Poesia pelos Artistas Unidos
AS CINZAS DE PASOLINI
18 FEVEREIRO sábado 18.00 pequeno auditório

Entrada: livre
Tradução Maria Jorge Figueiredo e Carlos Garcia
Por José Airosa, Sylvie Rocha, Sofia Correia e Pedro Marques
“...não se poderá negar que uma determinada forma de sentir qualquer coisa se repete, idêntica, na leitura de alguns dos meus versos e em algumas das minhas filmagens", escrevia Pasolini. E que significam, neste seu permanente envio à poesia, as falas das suas personagens nas tragédias que em verso escreveu? Poderíamos dizer que o teatro de Pasolini nasce no momento em que personagens diferentes se apoderam da sua língua”. Nessa altura só conseguia escrever versos atribuídos a personagens”, diz. Na altura em que, um pouco por todo o lado, o Teatro da Palavra de Pier Paolo Pasolini volta a ocupar os palcos, é tempo de ver como essa palavra nasceu e viria a informar a sua poesia, a que ele próprio diz não ver razão para apor a palavra fim.
www.artistasunidos.pt

William Shakespeare
ROMEU E JULIETA
24 E 25 Fevereiro sexta e sábado 21.30 grande auditório

Entrada: 8 euros
Encenação John Retallack
Tradução e Adaptação Fernando Villas Boas
Actores Albano Jerónimo, André Gago, Carla Chambel, Custódia Gallego, Diogo Infante, Gonçalo Waddington, João Lagarto, Marco D’Almeida, Pedro Caeiro, Rogério Vieira e Valerie Braddell
Guitarrista Vasco Abranches
Desenho de Luz José Álvaro Correia
Cenografia e Direcção Técnica Hernâni Saúde
Figurinos Mariana Sá Nogueira
Música Original João Gil
Desenho de Lutas Miguel Andrade Gomes
Movimento Paulo Castro
Direcção de Voz Luís Madureira e Rui Baeta
Direcção de Cena Ana Coelho
O encenador inglês John Retallack, a partir da tradução e adaptação de Fernando Villas Boas, coloca “Romeu e Julieta” na viragem do século XIX para o XX, uma época em que a permissividade e a restrição coexistiam com igual peso, em que eram vulgares as espadas e as armas de fogo e se travavam duelos por pequenos e grandes insultos à honra. Um mundo em que existia uma diferença visível entre a respeitabilidade fora de portas e a depravação dentro de casa. Esta grande produção, com um elenco de luxo, mais do que o clássico emblema do amor incondicional procura mostrar a obra de Shakespeare com todos os seus confrontos, de onde nem os dois amantes míticos saem ilibados do caos.

Noise
FAMILY UNDERGROUND (dk)
FRANGO (pt)
24 FEVEREIRO sexta 23.30 café concerto

Entrada: 5 euros
Family Underground – senhores do ruído, drone e estranhas explorações em manifestação sonora oblíqua, os dinamarqueses Family Underground apresentam-se na Casa das Artes numa época em que a Escandinávia volta a dar fantásticos sinais de vida em música psicadélica, depois dos tratados dos anos 60 e 70 deixado por Pärson Sound ou International Harvester. Escute-se o explosivo “Ancient Shadows”, pela italiana Qbico.
Frango – altos mensageiros das novas músicas livres nacionais, o trio do Barreiro Frango, constituído por Jorge Martins (Fish & Sheep, Ivone), Rui Dâmaso (PCF Moya, Searching Records) e Vítor Lopes (Barcos, Ivone, Searching Records) estreiam-se na Casa das Artes após o estrondo da sua passagem pelo festival Where’s The Love, no ano passado. Explorando a textura e o espaço e o som como universos puros, impolutos por harmonia convencional e ritmos óbvios, expressão em matéria difusa, hipnose e puro entusiasmo acústico e eléctrico. A ouvir “Sitting San” (testtube, 2005), “Whole Hit Bloomer” (Searching Records CD-R) e “Slaughtered/Slayered” (Searching Records, 2005).
www.qbicorecords.com
www.monocromatica.com/netlabel/releases/tube013.htm


Música Erudita (violoncelo e piano)
DMITRI FERSCHTMAN + MILA BALAWSKAYA
26 FEVEREIRO domingo 21.00 grande auditório

Entrada: 5 euros
Dmitri Ferschtman nasceu em Moscovo em 1945. Começou a sua educação musical muito novo na Escola de Música Central da mesma cidade, continuando os seus estudos, em 1964, no Conservatório de Moscovo, onde estudou com o professor Galina Kozoloepova e a professora Natalia Gutman. No segundo ano do Conservatório tornou-se um dos fundadores do Quarteto de Cordas Glinka, com o qual ganhou o primeiro prémio no concurso para quarteto de cordas na Bélgica, em 1969. Em Julho de 1975 gravou uma obra de Shostakovich, dirigida pelo próprio, semanas antes da sua morte. Seguiu-se uma gravação do Quarteto com Piano de Mahler na Rússia, um mês antes da sua partida para a Holanda, onde passou a residir. Aí começou uma nova carreira como solista, músico de câmara, fazendo duos com a sua esposa, a pianista Mila Baslawskaya. Tocou a solo com inúmeras orquestras dirigidas por maestros como Frans Brüggen, Kenneth Montgomery e Edo de Waart. Ferschtman tem-se destacado também como primeiro Violoncelo de várias orquestras de Rádio, integrando actualmente na mesma função a conceituada Rádio Philharmonic Orchestra. Este músico possui uma extensa discografia, com gravações de obras de Bloch, Brahms, Debussy, Grieg, Mendelssohn, Regar, Schumann e de compositores russos como Miaskowski, Schnittke e Shostakovich. O seu CD de várias obras de Prokofiev com o pianista Ronal Brautigam recebeu críticas de elevado nível na imprensa internacional. Ferschtman é professor no Conservatório de Amesterdão e no Royal Conservatory em Den Hague. Orienta Master classes na Alemanha, França, Japão e, desde 1988, é professor na Summer Academy de The International Holland Music Sessions na Holanda. O professor Ferschtman toca num violoncelo Domenico Busan de 1766.
Mila Baslawskaja – começou os seus estudos musicais em Moscovo, sua cidade natal, na Central School of Music. Deu o seu primeiro recital com sete anos e tocou a solo com orquestra um ano mais tarde. Em 1970, Baslawskaja graduou-se no Conservatório de Moscovo e envolveu-se activamente na vida musical russa, como professora e executante. Trabalhou, entre outros, com Natalia Gutman, Oleg Kagan, Yuri Bashmet e Alexei Lubimov. Há mais de 30 anos que criou um duo com Ferschtman, que agora se apresenta. Depois de deixarem a União Soviética, estes músicos continuaram carreira na Europa juntos. Baslawskja realizou inúmeras gravações para rádio e televisões. Actualmente é professora nos Conservatórios de Amesterdão e Roterdão.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Já a seguir...

Com direcção musical de Artur Guimarães, estreia na próxima quinta-feira, dia 19 de Janeiro, no grande auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, o espectáculo “Musicais.com”: uma volta ao mundo pelo teatro musical numa versão em concerto de temas da Broadway e da Disney. Ficará em cena até dia 21 de Janeiro, sábado, sempre às 22h00.
No último dia do “Musicais.com”, depois do espectáculo, por volta das 23h30, no café-concerto, é a vez dos Jennifer Gentle, uma dupla de italianos obcecados pelos Pink Floyd, mostrarem o que valem. Juntos já gravaram três discos e vêm a Portugal em estreia absoluta e data única para nos apresentar “Valende”, o mais recente registo. Ao vivo, criam um clima complexo e intimista, por vezes sónico, por vezes psicadélico, mas sempre com uma personalidade original. De salientar ainda, como mais valia, sobretudo para quem não conhece o projecto, que dois dos frutos gerados em Itália pelos Jennifer Gentle são editados pela Subpop Records, selo de Seattle que fez história nos anos 90.

“Musicais.com” para todas as idades

Um elenco, uma orquestra e um corpo de baile enchem o palco com diversas “performances” que retratam os musicais de sempre num cenário envolvente, bem ao estilo nova-iorquino. É essa a proposta de “Musicais.com”, que não tem tempo nem idade e destina-se a todas as gerações. “West Side Story”, “Miss Saigon”, “Scents of Light”, “Cats”, “Fame”, “Chicago”, “Copacabana”, “O Fantasma da Ópera”, entre outros, são alguns dos musicais que podemos conhecer… Ou recordar… Premiando também os mais novos com grandes êxitos da Disney: “O Rei Leão”, “Aladino” e “A Bela e o Monstro”. Seja a emoção de um dueto, a carga dramática de um solo, o ritmo da dança ou a espectacularidade de um tema em “ensemble”, o objectivo é fazer música de qualidade e leva-la a todo o público, sem preconceitos.

Engenho das Ideias
MUSICAIS.COM

19 a 21 JANEIRO quinta a sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 10 euros
Direcção Musical Artur Guimarães
Uma volta ao mundo pelo teatro musical numa versão em concerto de temas da Broadway e da Disney. Um elenco, uma orquestra e um corpo de baile enchem o palco com diversas “performances” que retratam os musicais de sempre num cenário envolvente, bem ao estilo nova-iorquino. “Musicais.com” não tem tempo nem idade e destina-se a todas as gerações. “West Side Story”, “Miss Saigon”, “Scents of Light”, “Cats”, “Fame”, “Chicago”, “Copacabana”, “O Fantasma da Ópera”, entre outros, são alguns dos musicais que podemos conhecer… Ou recordar… Premiando também os mais novos com grandes êxitos da Disney: “O Rei Leão”, “Aladino” e “A Bela e o Monstro”. Seja a emoção de um dueto, a carga dramática de um solo, o ritmo da dança ou a espectacularidade de um tema em “ensemble”, o objectivo é fazer música de qualidade e leva-la a todo o público, sem preconceitos.

“Valende”
JENNIFER GENTLE (it)

21 JANEIRO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Uma dupla de italianos obcecados pelos Pink Floyd, que juntos já gravaram três discos. Vêm a Portugal em estreia absoluta e data única para nos apresentar “Valende”, o mais recente registo. Ao vivo, criam um clima complexo e intimista, por vezes sónico, por vezes psicadélico, mas sempre com uma personalidade original. De salientar ainda, como mais valia, sobretudo para quem não conhece o projecto, que dois dos frutos gerados em Itália pelos Jennifer Gentle são editados pela Subpop Records, selo de Seattle que fez história nos anos 90.
www.jennifergentle.it
www.subpop.com

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

A Dama do Encantado...

Poucas cantoras brasileiras têm o prestígio e o currículo variado desta soprano nascida no Rio de Janeiro. De Tom Jobim a Chico Buarque, passando por Djavan, Edu Lobo, Jacques Morelembaum e Egberto Gismonti, Olivia Byington já dividiu o palco com as maiores estrelas da música brasileira. Quando actuou em Portugal pela primeira vez, Nuno Pacheco do jornal Público escreveu: “Na voz de Olivia não há o menor deslize ou falha, tudo parece de uma harmonia insuperável…”. Desde então, voltou para se apresentar na Expo 98 e no Centro Cultural de Belém onde empolgou a plateia com “A Dama do Encantado”. Em 2004, com o compositor e instrumentista Egberto Gismonti, apresentou um virtuosíssimo repertório de canções para as plateias portuguesas com o concerto “A Fala da Paixão”. No seu espectáculo actual, Olivia mistura Lenine e Caetano Veloso com peças dos seus dois trabalhos mais recentes passando por Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Chico Buarque, sem deixar a cadência dos sambas memoráveis de Noel Rosa e Assis Valente. O seu novo repertório inclui uma canção do compositor e instrumentista português Pedro Jóia em parceria com Tiago Torres da Silva. Sente-se o prazer de acompanhar virtuosismo e graça na voz de uma cantora que surpreende pela musicalidade e timbre. Como disse a imprensa na altura da sua primeira apresentação em Lisboa: “... Para o público português esta é uma rara oportunidade de ouvir uma das grandes vozes femininas do Brasil. E será um desperdício perdê-la”.
www.oliviabyington.com.br

Ciclo “Vozes em Viagem”
OLIVIA BYINGTON (br)

5 FEVEREIRO domingo 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Tome nota...

Ernesto de Melo e Castro, que em Fevereiro inaugura uma exposição no Museu de Serralves, é o convidado de Luís Serguilha para apresentar o seu novo livro, "A Singradura do Capinador", dia 14 de Janeiro, sábado, no pequeno auditório da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, pelas 17h30.
Para Melo e Castro, a poesia de Luís Serguilha é "um mar de palavras, imagens, metáforas, intermináveis e diferentemente sempre iguais, podendo os poemas começar e terminar em qualquer delas, em qualquer lugar ou tempo. Um interminável magma de sugestões, um escaldante rio de lava, é o que o leitor recebe, ao ler os poemas deste livro... Mar, magma, rio, lava, ebulição, energia em transformação, são certamente as metáforas que eu, como leitor, recolho destes textos, a que por isso mesmo chamo de poesia".
No dia de lançamento da nova obra do autor famalicense, o importante crítico, teórico literário e poeta falará da escrita de Luís Serguilha e em particular de "A Singradura do Capinador". Título que se vem juntar a uma já longa carreira literária, de onde fazem parte "O Périplo do Cacho", "O Outro", "O Externo Tatuado da Visão", entre outros.
A exposição em Serralves de Melo e Castro tem por título "O Caminho do Leve" e assinala os 50 anos de trabalho visual e literário deste importante autor português. Como podemos ler na página da Internet do Museu, “Ernesto de Melo e Castro é o fundador do contexto da Poesia Experimental portuguesa, assim como o editor e organizador de muitas das suas principais publicações. A poesia visual foi um ponto de partida para o início da arte conceptual em Portugal. Artistas e poetas iniciaram uma discussão sobre a natureza do objecto de arte, redefinindo-o e produzindo um impressionante conjunto de performances, happenings, exposições, livros e edições ao longo das décadas de 60 e de 70.
“Fortemente influenciados pela experiência Dada, cruzaram-na com as linguagens desenvolvidas no contexto Fluxus e com a experimentação semiótica da linguagem desenvolvida pelo grupo brasileiro Noigandres, tendo escapado ao contexto periférico e isolado português, ao publicarem os seus trabalhos nas mais importantes revistas e livros do contexto internacional da Poesia Visual. Dentro da especificidade do movimento experimental português, sublinha-se a inclusão em novas formas de expressão da tradição literária do Barroco ibérico.
“Esta é a primeira exposição antológica dos trabalhos de Ernesto Melo e Castro. Juntará filmes de artista, poemas, instalações e publicações, proporcionando a primeira introdução à obra de um dos mais relevantes artistas do contexto português dos anos 60 e 70”.

Lançamento de livro
MELO E CASTRO APRESENTA “A SINGRADURA…”
14 JANEIRO sábado 17.30 pequeno auditório
Entrada: LIVRE

terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Boas entradas...

Concerto de Ano Novo
BANDA DE FAMALICÃO
Entrada: LIVRE
7 JANEIRO sábado 21.30 grande auditório
Maestro Fernando Marinho
Participação Especial Coro dos Alunos da Didáxis - Escola Cooperativa Vale S. Cosme

Noite de Homenagem à Discoteca Duke Ellington
80’ VINÍLICOS
13 JANEIRO sexta 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
Ponto de encontro para recordar uma das discotecas míticas dos anos 80 em Portugal, a Duke Ellington. Uma noite dedicada ao vinil, com a presença dos DJ da altura e os temas que marcaram este espaço incontornável da história de Vila Nova de Famalicão. Quem por lá passou não deve faltar.

Música Alternativa
GOD IS AN ASTRONAUT (irl) + LINDA MARTINI (pt)
14 JANEIRO sábado 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros
God Is An Astronaut São uma das mais promissoras bandas vindas da Irlanda nos últimos anos. Com provas dadas não só no seu país natal mas também na Europa, onde têm efectuado tours esgotadas em países como a Alemanha, França e Espanha. Aliado à grande carga emocional dos temas instrumentais (a voz é usada raramente e quando o é, toma forma apenas como mais um instrumento), os concertos (e também os discos, já que em ambos temos acesso a vídeos dos singles e a actuações da banda ao vivo) têm verdadeiros momentos de catarse, com a exibição de pequenas metragens, que acompanham todos os temas, quase todos eles, baseados em factos da natureza, experiências em animais, ou mesmo a acção da mão humana na Terra.
Linda Martini “No princípio existiu a urgência punk e o espírito “faz tu mesmo”. Em 2003 celebraram as cinzas e na sombra da cidade, por entre viagens suburbanas”, reclamam os Linda Martini. Trouxeram três guitarras, baixo, bateria, voz, samples, melódica, harmónica e o que mais ditou a ocasião. Única premissa na casa de partida: suar e cantar em português. Porque sim. A primeira maqueta foi gravada algures entre 2004 e 2005. A descobrir. Distraidamente…
www.godisanastronaut.com
www.lindamartini.tk
www.naked.pt


Engenho das Ideias
MUSICAIS.COM
19 a 21 JANEIRO quinta a sábado 22.00 grande auditório
Entrada: 10 euros
Direcção Musical Artur Guimarães
Uma volta ao mundo pelo teatro musical numa versão em concerto de temas da Broadway e da Disney. Um elenco, uma orquestra e um corpo de baile enchem o palco com diversas “performances” que retratam os musicais de sempre num cenário envolvente, bem ao estilo nova-iorquino. “Musicais.com” não tem tempo nem idade e destina-se a todas as gerações. “West Side Story”, “Miss Saigon”, “Scents of Light”, “Cats”, “Fame”, “Chicago”, “Copacabana”, “O Fantasma da Ópera”, entre outros, são alguns dos musicais que podemos conhecer… Ou recordar… Premiando também os mais novos com grandes êxitos da Disney: “O Rei Leão”, “Aladino” e “A Bela e o Monstro”. Seja a emoção de um dueto, a carga dramática de um solo, o ritmo da dança ou a espectacularidade de um tema em “ensemble”, o objectivo é fazer música de qualidade e leva-la a todo o público, sem preconceitos.

“Valende”
JENNIFER GENTLE (it)
21 JANEIRO sábado 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
Uma dupla de italianos obcecados pelos Pink Floyd, que juntos já gravaram três discos. Vêm a Portugal em estreia absoluta e data única para nos apresentar “Valende”, o mais recente registo. Ao vivo, criam um clima complexo e intimista, por vezes sónico, por vezes psicadélico, mas sempre com uma personalidade original. De salientar ainda, como mais valia, sobretudo para quem não conhece o projecto, que dois dos frutos gerados em Itália pelos Jennifer Gentle são editados pela Subpop Records, selo de Seattle que fez história nos anos 90.
www.jennifergentle.it
www.subpop.com


mala voadora/Fundação Calouste Gulbenkian
PHILATÉLIE
27 E 28 JANEIRO sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros
Concepção Dramatúrgica/Cénica Jorge Andrade
Texto Miguel Rocha
Intérpretes John Romão, Jorge Andrade e Sérgio Delgado
Desenho de Som Sérgio Delgado
“Philatélie” é uma co-produção da mala voadora e da Fundação Calouste Gulbenkian. O espectáculo baseia-se na manipulação de selos – selos que, projectados em grandes dimensões sobre uma tela, constituem o principal elemento visível na “cena”. Os selos começam por ser objecto de uma análise, quer filatélica, quer respeitante aos contornos históricos dos ícones neles patentes; são também motivo de impressões mais pessoais; e as suas figurinhas acabam por se tornar protagonistas de deambulações romanescas e, designadamente, de uma recriação da chegada dos portugueses ao Japão.

“Mistela”
SÉRGIO DELGADO (pt)
27 JANEIRO sexta 23.30 café-concerto
Entrada: 5 euros
“Mistela” é uma divertida passagem musical pelas décadas de 70, 80 e 90, sem qualquer ordem nem estilo. O objectivo é realmente divertir, ouvindo músicas que já há muito tempo não se ouviam. Sérgio Delgado é compositor e assinou bandas sonoras para o teatro de peças como “Laranja Azul”, “O Despertar da Primavera” e “Woyzeck”, entre outras. Como DJ, é sobretudo no bar do bairro alto Fremitus que costuma actuar.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

Ainda este mês...

Música Moderna Portuguesa
HIGH FLYING BIRD (PORTUGAL)
10 Dezembro sábado 22.00 café-concerto
Entrada: livre
www.hfbird.8esfera.com
High Flying Bird é um projecto musical de Bruno Lopes, que em Março deste ano editou “Backyard Desert”, com produção de Paulo Miranda. Um trabalho mais elaborado e com alguns elementos novos no universo de High Flying Bird, como a percussão e loops electrónicos.

Teatro
OXÍMORO (MÉXICO)
16 e 17 Dezembro sexta e sábado 21.30 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Autor e director: Marcos Barbosa
Intérpretes: Alhelí Guerrero, Efraín Mosqueada e José Olivares
Música original: Alejandro Padilla
Três actores ensaiam “Um Conto de Inverno”, de Shakespeare, e deparam-se com dificuldades, questionando o seu lugar como actores e a importância do teatro. Uma obra pautada por diversas linguagens, encenada no México por Marcos Barbosa, em estreia absoluta em Portugal.

Teatro Infantil
CIRCO MARIMBONDO (PORTUGAL)
19, 27 e 28 Dezembro segunda, terça e quarta 15.00
22 Dezembro quinta 11.00
Grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
Uma hora de "desentendimento" total com música ao vivo (bateria e percussão, saxofones e realejo), malabares, magia cómica, acrobacia, muitos palhaços e Hannibal, o único elefante que cabe dentro de uma mala de cartão!...

Música Alternativa
LOOSERS (PORTUGAL) + MOUTHUS (EUA)
19 Dezembro segunda 22.00 café-concerto
Entrada: 5 euros (preço único)
www.loosersarefree.com
www.troublemanunlimited.com
Fulcral banda de Lisboa, os Loosers aglomeram múltiplas influências e pistas de várias tradições de música livre. Os Mouthus são norte-americanos e são vistos como uma das mais transgressoras entidades criativas em som a sair da vanguarda nova-iorquina do novo século.

Vozes em Viagem
YANN TIERSEN (FRANÇA)
21 Dezembro quarta 21.30 grande auditório
www.yanntiersen.com
ESGOTADO

Música Electrónica
METALUX (EUA)
30 Dezembro sexta 22.00 grande auditório
Entrada: 5 euros (preço único)
www.metalux.org
Concerto de pré-passagem-de-ano, altamente festivo e dançável. Banda da nova cena electrónica, que já vai no seu sexto álbum, com o sugestivo nome de “Victim of Space”, e que se traduz numa combinação de “sons doces com sons loucos”. A descobrir.

Sobe a palco dentro de momentos...

7 Dezembro quarta 21.30 grande auditório
Novo Circo
Ville Walo and Kalle Hakkarainen (FILÂNDIA)
ODOTUSTILA - WAINTING ROOM, A STATE OF WAITING

Entrada: 5 euros (preço único)
Encenação: Ville Walo, Kalle Hakkarainen e Anne Jämsä
Intérpretes: Ville Walo e Kalle Hakkarainen
Coreografia: Ville Walo, Kalle Hakkarainen e Katarina McAlester
Assistentes: Katarina McAlester, Micke Rejström
Guarda-roupa e Cenários: Anne Jämsä
Desenho de luz: Marianne Nyberg
Cinematografia e Montagem: Matias Boettge e Kalle Hakkarainen
Música: Brothom States, Ran Blake, Flanger, Jan Jelinek, Múm, Murcof, Kimmo Pohjonen, Schlammpeitziger e Susumu Yokota.
www.walonet.com

Ville Walo (malabarista) e Kalle Hakkarainen (mágico) usam as suas respectivas disciplinas tradicionais do circo clássico para criar uma peça moderna e inovadora que inclui a projecção de imagens em vídeo. Em finlandês, o título “Odotustila” significa “sala de espera” ou “estado de espera ou expectativas”.

“ODOTUSTILA” - WAINTING ROOM, A STATE OF WAITING
O Estado de Espera – A Sala de Espera


Diz-se que, nas cidades modernas, o cidadão gasta, em média, o equivalente de 15 dias da sua vida parado nos semáforos à espera que abra o sinal verde.

O Novo Circo enquadra-se cada vez mais no mundo da dança e do teatro. Na peça “Odotustila” trata-se de dois homens sentados num banco de uma sala de espera numa estação. A espera – marcada pela impaciência, lentidão, intensidade e frustração – torna-se movimento físico. No espaço público, a pessoa que fica à espera é simultaneamente observadora e alvo dos olhares dos outros. A multidão pode esconder uma destas pessoas, mas o grupo apercebe-se dela, marcando-a de maneira que a pessoa se sente mais isolada ainda. A estação é um sítio de encontros, coincidências e sorte, ou seja, um cruzamento de diversos caminhos. O palco é simultaneamente sala de espera e máquina de filmagens que manipula o tempo através do relógio na torre da estação. Durante a peça, as ilusões de magia e movimento físico combinam com a imagem do vídeo, criando uma totalidade narrativa que nada tem de ambíguo ou quotidiano. Os movimentos dos objectos, das imagens e da plasticidade unem-se através das formas e temas semelhantes. O teatro não falado mas acompanhado por música é intenso e sonhador.

Na peça “Odotustila”, o circo não é burlesco, é a linguagem mais importante durante o espectáculo. Portanto há muito humor ambivalente que sai de situações absurdas. O circo estético e sonhador mostra o estado de espírito atrás destas situações do dia-a-dia. O mundo ao redor pode ser visto através das distorções e ilusões produzidas e reflectidas na mente do indivíduo. Durante o espectáculo destaca-se a beleza de misteriosas coincidências e a linguagem da dança e do movimento.
Odotustila estreou no dia 26 de Abril, 2003 no Teatro Kiasma, na Galeria Nacional Finlandesa, Helsínquia.

Ville Walo
Começou o malabarismo em 1991 e desde então tem-se dedicado à perfeição da sua arte. Em 1995 tornou-se profissional. No desenvolvimento do seu próprio estilo, é inspirado nos antigos musicais norte-americanos e o ‘tap dancing’ do Fred Astaire e Gene Kelly, e também nos movimentos experimentais de arte do início do século XX: o futurismo, o Bauhaus e o modernismo russo. Na sua actuação, pretende juntar movimentos de dança ao malabarismo para criar uma expressão corporal mais unida. O seu objectivo é de desenvolver uma nova técnica de malabarismo e não colocar truques já antigos num espectáculo novo. No seu trabalho usa uma variedade de objectos e encontra novos usos para os objectos clássicos do malabarismo: mocas, bolas e caixas de charutos. Considerando a forma geométrica destes objectos, Ville Walo tenta imaginar qual seria o movimento certo de cada objecto se este fosse capaz de se movimentar sozinho. Com este empenho, pretende dar mais significado ao seu malabarismo, tornando mais forte esta expressão de arte independente. Organiza o 5-3-1 Festival of New and Experimental Juggling com Maksim Komaro e faz parte da Peapot Video, uma empresa pequena que produz filmes de malabarismo interessantes e divertidos. Além do seu trabalho a solo e em grupo, tem trabalhado com a Companhia Jérôme Thomas.

Kalle Hakkarainen
Kalle Hakkarainen é um mágico e realizador de filmes com 20 anos de idade. Tornou-se profissional em 1997 e faz espectáculos para festas de grandes empresas, barcos de cruzeiro e outros eventos. Kalle Hakkarainen dedica-se à invenção de novas formas de magia e novos truques. Já publicaram as suas criações mágicas em várias revistas, inclusive a MAGIC, a revista mais importante no mundo da magia. Tem dado aulas de magia em diversas escolas de circo e magia na Finlândia. Kalle Hakkarainen já concorreu com êxito em vários concursos de magia, e em 2000 ganhou o 3º lugar no Campeonato Mundial da Magia (FISM) na categoria de Invenções. É um dos mágicos mais novos a ser premiado ao nível internacional. Além da carreira de mágico, tem realizado curtas-metragens e vídeos e trabalha como consultante para publicidades e vídeos na televisão. Organizou em 2001-2002 o único clube de circo e variedades na Finlândia, chamado “Magic Café”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

É já amanhã:

Sons em Trânsito
CELSO FONSECA (BRASIL)
24 Novembro quinta 22.00 grande auditório
Entrada: 8 euros (preço único)
www.celsofonseca.com.br
Celso Fonseca tem uma carreira alicerçada num percurso brilhante enquanto compositor e produtor. Nestas qualidades, já colaborou com quase todos os nomes mais importantes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Daniela Mercury, Adriana Calcanhotto, Ney Mattogrosso, Carlinhos Brown, Virgínia Rodrigues, etc, etc, etc… Até do “nosso” António Chainho, Celso Fonseca já foi produtor! Porém, é em 2003, com o lançamento de “Natural” pela famosa editora belga Crammed, que Celso se torna popular na Europa, sendo constantemente apelidado de renovador ou revolucionário da bossa nova. O sucesso junto da crítica é imediato e Celso Fonseca conquista um respeitável culto em alguns países europeus, entre os quais Portugal. Este ano, chegou aos escaparates “Rive Gauche Rio”, que mais uma vez obteve os mais rasgados elogios da crítica sendo um digno e coerente sucessor do disco de 2003. Todo o açúcar da MPB por um dos mais brilhantes músicos da nova geração!

Sons em Trânsito
“Serão de Conta Contos”
ANTÓNIO FONTINHA (PT) + CARLES DOMINGO (ES)
24 Novembro quinta 00.00 café-concerto
Entrada: livre
Carles Domingo: Com 20 anos de carreira e um currículo que contabiliza mais de 700 apresentações de contos e histórias para crianças e adultos, Carles é um economista totalmente dedicado à continuidade da tradição espanhola de contar histórias. Fundador do Grupo Fábula, Carles participa regularmente em festivais e eventos dedicados à narração de histórias em diversos países e está há 10 anos à frente da programação das temporadas de espectáculos de histórias para adultos do Café de La Luna (Logroño). Costuma participar em todas as edições dos Festivais de Narradores da Argentina, Colômbia, Brasil, Portugal, para além das actuar em todo o território espanhol. É sócio fundador da Editorial Tándem, especializada em Literatura Infantil e Juvenil.