Casa das Artes e Teatro Narciso Ferreira

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Solos: Dama-Koke, em estreia - Circo contemporâneo | Teatro Narciso Ferreira

 S


olos: Dama-Koke, em estreia

Circo contemporâneo

Uma Produção do INAC, em coprodução com o Teatro Narciso Ferreira

16 de Outubro | sexta-feira | 10h30

Mediação: Entrada gratuita sujeita à inscrição prévia via tnf@famalicao.pt

 17 de Outubro | Sábado | 18h00

Entrada: 2 euros. 1 Euros, para descontos em vigor

(inclui conversa após espetáculo)

 M/3

Duração: 40 m

 No âmbito da parceria estratégica com a Plataforma de Artes Performativas de Famalicão “SOBRE O PALCO”, o TNF iniciou em 2023, um projeto de Residências Artísticas Nacionais e Internacionais com o INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo, proporcionando um espaço de criação para artistas emergentes e fomentando o diálogo da estética do circo contemporâneo com a comunidade local.

DAMA-KOKE é uma criação de circo e movimento que explora a identidade, o sentimento de pertença e a nossa relação com o mundo material. Inspirada no Wabi Sabi e na forma orgânica da Kokedama, a peça conduz-nos numa viagem de construção de uma casa interior — feita de raízes, memórias, desejos e transformação.

Através do circo, da acrobacia, da dança e de materiais naturais, a terra, o ar, a água e o musgo transformam-se numa paisagem onde os objetos estão em constante mutação, revelando novos significados.

Suspensa entre o peso e a leveza, a posse e o desapego, DAMA-KOKE convida-nos a reconectar com o que é essencial e a descobrir onde realmente pertencemos.

Ficha Tecnica:

Ideia: Miriana Nardelli
Intérprete: Miriana Nardelli
Colaboradores Artísticos: Sofia Galliano, Carla Esperanza Tommasini, Jean Michel Guy, Francesco Sgrò, Gaia Vimercati, Federica Buzzi
Desenho de Luz: Alessio Panzetta
Música: Sheeba Exp
Fotografia: Alessio Panzetta
Figurino: Chiara Defant
Design Gráfico: Antonio Baiano

CLOSE-UP I edição 11 I 10 a 17 de Outubro | Teatro Narciso Ferreira

 




CLOSE-UP I edição 11 I 10 a 17 de Outubro

Cinema

 13.Out (10h00)

Sessão para escolas (1.º e 2.º ciclos)

(entrada livre para escolas)

ANIKI BÓBÓ de Manoel de Oliveira

Uma das mais memoráveis obras de Oliveira, tem por base o conto "Meninos Milionários" e retrata as aventuras e os amores de um grupo de crianças que deambulam entre o Porto e Gaia, com especial foco no Carlitos (Horácio Silva) e no Eduardo (António Santos), ambos apaixonados pela Teresinha (Fernanda Matos), a única rapariga do grupo. Em 1942, Manoel de Oliveira realizou "Aniki-Bóbó", a sua primeira experiência na longa-metragem, quase uma década depois de Douro, Faina Fluvial —, onde misturou realismo poético com cinema documental e que mais tarde se veio a afirmar como uma obra pioneira do neo-realismo. Vinte anos depois, contrariando tudo o que tinha sido dito e escrito na altura da estreia, o filme fez sensação nos Encontros Internacionais do Filme para a Juventude do Festival de Cinema de Cannes.

Título original: Aniki Bóbó (Portugal, ficção, 1942, 70 min)
Classificação: M/6

  

14.Out (21h00)

CLUB MAKUMBA – ZOMBIE, de Jacques Tourneur – cine-concerto

 Verdadeira obra-prima, o segundo filme de Tourneur para o produtor Val Lewton é um modelo de sugestão de terror. O tratamento fotográfico, jogando com as sombras e os medos que estas potencialmente despertam, é uma peça chave na construção da atmosfera de Zombie. Nas Caraíbas, uma enfermeira é encarregada de velar por uma mulher com uma estranha doença que a transforma em Zombie, e acaba, a pouco e pouco, por participar em estranhos rituais. Os Club Makumba apresentarão em estreia uma nova banda sonora.

 Título Original: I Walked With a Zombie Zombie (EUA, ficção, 1943, 65 min)

Classificação: M/12

O cine-concerto “I Walked with a Zombie” propõe um encontro hipnótico entre cinema clássico e música contemporânea ao vivo, através de uma nova interpretação sonora criada pela banda portuguesa Club Makumba para o filme I Walked with a Zombie, obra incontornável do cinema fantástico realizada por Jacques Tourneur em 1943. Conhecidos pela sua linguagem instrumental livre, cinematográfica e profundamente evocativa, os Club Makumba desenvolvem neste projeto uma banda sonora original executada integralmente ao vivo, explorando atmosferas que atravessam o afro-beat, psicadelismo, jazz, ritmos tribais e paisagens sonoras experimentais. A música não surge apenas como acompanhamento, mas como um novo corpo narrativo para o filme, ampliando a tensão poética e o universo onírico desta obra de culto. “I Walked with a Zombie” é um clássico singular do cinema de terror atmosférico, marcado pela sugestão, pelo exotismo caribenho e pela ambiguidade entre realidade e sobrenatural. A abordagem dos Club Makumba dialoga com essa dimensão sensorial e ritualística, criando uma experiência imersiva onde imagem e som se fundem numa performance única e irrepetível.
Club Makumba: Tó Trips (guitarra), João Doce (bateria), Gonçalo Prazeres (saxofone) e Gonçalo Leonardo (baixo e contrabaixo)

 Bilheteira Club Makumba

Geral: 6 euros
Cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%): 3 euros

  14.Out (22h30)

A Mulher-Macaco de Marco Ferreri

Antonio (Ugo Tognazzi) é um empresário do circo, vigarista perfeito que se casa e expõe em freak shows por toda a Itália uma mulher peluda como um macaco (Annie Girardot). Um dos maiores sucessos do período inicial da obra de Marco Ferreri, o da commedia all’italiana, o filme segue os princípios que a viriam a caracterizar. Com o seu estilo anticonformista, feroz e provocador, Ferreri leva até ao fim um tema incongruente, de forma a incomodar o espectador e a confrontá-lo com as suas fraquezas e vícios.

Título original: La Donna Scimmia (Itália/França, ficção, 1964, 90 min)
Classificação: M/12

 Bilheteira

Geral: 2 euros
Cartão pentágono: 1 euro
Entrada gratuita: estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%)

MariaSilva - Recanto e Oficina Lição de Bem Cantar | Teatro Narciso Ferreira

 
- MariaSilva - Recanto

10 de Outubro|Sábado | 21h30

Entrada:  6 euros. 3 euros, com descontos em vigor

Música

M/6

Duração: 70 min

 MariaSilva é um conjunto de vozes de todos os tempos. Das melodias antigas e recentes. Das canções que não sabem a que tempo pertencem. Dos recantos que parecem esquecidos, mas que têm sempre alguém que os canta-as vozes que não deixam cair as canções no fundo da memória. Talvez as tenham ouvido de uma avó. E essa avó talvez as tenha ouvido de outra avó. Recantar é manter a memória viva. É dar a conhecer a tradição, compreendendo a sua flexibilidade. O ato de recantar contém em si o peso da tradição e da sua mudança ao longo do tempo. MariaSilva são várias vozes. São as nossas, a dos nossos antepassados e a de futuras gerações.

Composto por Francisco Leite, Guilherme Lourinho, Gustavo Paixão, Inês Rodrigues da Silva e Miguel La Feria, o projeto MariaSilva nasce em 2021 como um grupo de música tradicional portuguesa revisitada. Inspirado pelo vasto espólio de melodias populares, o grupo apresenta uma formação musical diversa e tem como foco principal a exploração de diferentes possibilidades de fusão entre a música tradicional portuguesa e outros estilos musicais.

 - Oficina Lição de Bem Cantar

10 de Outubro, 16h00, 120 min

 Lição de Bem Cantar é um convite à escuta e à voz, onde o canto coletivo se constrói a partir de melodias populares portuguesas revisitadas pelos MariaSilva. Entre ecos do passado e gestos do presente, exploramos novas formas de habitar a música tradicional, num espaço aberto à partilha, à experimentação e à presença. Não é necessária experiência, apenas vontade de cantar.

 

 

Ficha Artística:

Francisco Leite - Teclados, percussão, voz

Guilherme Lourinho - Baixo elétrico, voz

Gustavo Paixão - Cordofones, percussão, voz

Inês Rodrigues da Silva - Percussão, voz

Miguel La Feria - Cordofones, percussão, voz

Ficha Técnica:

Bernardo Barata - Técnico de som

Gustavo Paixão - Produção

M de Manifesto | Teatro Narciso Ferreira

 



M de Manifesto

Cruzamento disciplinar

Uma Produção da Companhia de Música Teatral, em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão

3 de Outubro | Sábado | 21h30

Entrada: 6 euros. 3 Euros, para descontos em vigor

 M/12

Duração: 50 m

 M de Manifesto parte de histórias reais para refletir sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje. Através de uma abordagem multidisciplinar que cruza música, teatro e movimento, constrói-se uma sucessão de quadros performativos que convocam diferentes dimensões da experiência feminina: da infância à maternidade, da invisibilidade à resistência, da imposição de papéis sociais à possibilidade de os desconstruir. Inspirado por testemunhos recolhidos, dados estatísticos e textos fundamentais do pensamento feminista contemporâneo, o trabalho assume-se como um espaço de escuta e de questionamento. Não pretende oferecer uma definição única ou fechada do que é "ser mulher", mas antes dar corpo a vozes diversas que, em conjunto, revelam tensões, contradições e urgências que atravessam o quotidiano. Num espetáculo que articula momentos introspetivos, poesia, silêncio e música, a intenção é proporcionar ao público uma experiência sensível e crítica. Este não é um espetáculo de respostas. É um exercício de escuta ativa, um convite à reflexão e uma tentativa de abrir espaço a perguntas que continuam sem resposta.

M de Maria, M de Mulher, M de manifesto.

 Ficha técnica e artística:

Conceção e produção: Companhia de Música Teatral

Co-produção: Casa das Artes de Famalicão, Cineteatro Alba, Cineteatro Curvo Semedo e Cineteatro Louletano

Apoios: DGArtes| Ministério da Cultura

Direção Artística: Inês Rodrigues da Silva

Intérpretes: Inês Rodrigues da Silva, Mariana Caldeira Pinto, Maria João Vieira Leite e Mariana Vences

Espaço cénico: Miguel Ferraz

Desenho de luz e direção técnica: Élio Moreira

Produção executiva e assistência técnica: Gustavo Paixão

Assessoria financeira: Artur Silva

Coordenação geral: Helena Rodrigues

Design gráfico: Mafalda Maia

Uma Linha de Luz na Água | Casa das Artes de Famalicão

 


Uma Linha de Luz na Água _ estreia

Produção: Arte no Tempo

Criação e Interpretação de Nuno Aroso e João Reis

30 de Outubro |Sexta-feira | 21h30 | Grande Auditório

Entrada:  6 euros. 3 euros, com descontos em vigor

Cruzamento Disciplinar

M/12

Duração: 50 min

 No culminar de uma trilogia que investigou e deambulou pela materialidade da dúvida - "a fog machine e outros poemas para o teu regresso" (2021) - e a transcendência do olhar perante a opacidade - "radiografia" (2023) - "Uma Linha de Luz na Água" é uma tentativa de mergulho nas profundezas filosóficas da água,  superfície instável e diversa e a partir da qual João Reis e Nuno Aroso - com texto original de Andreia C. Faria, desenho de luz e espaço cénico de Pedro Fonseca, música original de Chiyoko Slavnics e do próprio Nuno Aroso - traçam uma espécie de fluxo constante de estímulos onde a água é movimento contínuo - lava, leva, atravessa, contorna, invade, resiste, preenche - traz com ela um lastro de contaminação e regeneração, de força matricial, de apelo infindável à dissolução, à fluência da memória.

Obscuridade e transparência, reflexos, dissonâncias, clarões de luz e sombra para saber usar amiúde o dom de caminhar sobre a água.

 Criação e Interpretação: João Reis e Nuno Aroso

Texto: Andreia C Faria

Música: Chiyoko Szlavnics e Nuno Aroso

Desenho de luz e espaço cénico: Pedro Fonseca / colectivo ac

Voz off: Marta Félix

Fotografia: João Ribeiro

Produção sonora: Tomás Quintais

Produção: Arte no Tempo

Espetáculo com o apoio do programa Criatório da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M., S.A

Ópera de elevador | Casa das Artes de Famalicão



Ópera de elevador

Música de Sofia Sousa Rocha, Libreto de Edward Ayres de Abreu & Tatiana Bina, Encenação de Manoel Candeias

Uma produção de Sinfonietta de Braga em coprodução com a Casa das Artes de Famalicão

23 de Outubro | sexta-feira| 21h30| Grande Auditório

Entrada:  6 euros. 3 euros, com descontos em vigor

 M/12

Duração: 70 min

 Na sua 2.ª edição, o re:opera propõe um encontro luso-brasileiro, cruzando a ópera contemporânea com referências musicais brasileiras e colocando em cena questões de imigração, pertença e diferença social e cultural.

Num centro comercial, o encontro luso-brasileiro de quatro figuras num elevador: duas querem subir, uma quer descer, outra não sabe para onde vai. Não importa: o elevador avaria. E agora? Agora, que remédio, têm de falar uns com os outros. Ou de aproveitar o tempo perdido para fazer chamadas importantes. Até que venha Ícaro Ascensão, o técnico redentor, pôr o elevador a funcionar. Assim esperamos.

 Ficha Artística

Criação

Música: Sofia Sousa Rocha

Libreto: Edward Ayres de Abreu & Tatiana Bina

Encenação: Manoel Candeias

Cenografia e Figurinos: Rui Azevedo

Multimédia e Vídeo: Hugo Mesquita

Conceito: Sinfonietta de Braga

Direção

Direção Musical: Rita Castro Blanco

Direção Técnica e Som: Jorge Cunha

Design e Produção

Design Gráfico: Gonçalo Sério Limpo

Desenho de Luz: Melissa Silva

Produção Executiva: Joaquim Pereira

Interpretação

Elenco:

Sara Braga Simões | Paola Bitencourt

Mariana Fabião | Cátia Vanessa e Doutora Salcedas

Nuno Dias | Valentim dos Santos

Lilian Raquel | Socorro da Silva

Saulo Giovannini | Ícaro Ascensão

Marta Martins | Voz off

Orquestra Sinfonietta de Braga

Clarinete: Mário Apolinário

Flauta: Clara Saleiro

Guitarra clássica: Heder Dias Vasconcelos

Percussão: Vitor Castro

Percussão brasileira: Saulo Giovannini

Violinos: Joaquim Pereira, José Nascimento, Margarida Costa, Pedro Oliveira, Ricardo Antunes e Teresa Jesus

Violas d’arco: Carlos Domingues e Rita Carreiras

Violoncelo: Tiago Mendes

Contrabaixo: Daniel Gomes

 

Orquestra Sinfonietta de Braga é uma Estrutura Financiada por República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto, Dgartes e Município de Braga

Espetáculo com o apoio de: Theatro Circo, EA Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, Quarteto Contratempus e União de freguesias de Merelim S.Paio, Panóias e Parada de Tibães

Quarto Tom - In festis Sanctae Crucis - Vésperas de Santa Cruz - Rede Informal para a Difusão da Música Antiga [ridMUSA] | Casa das Artes de Famalicão

 

Quarto Tom

In festis Sanctae Crucis - Vésperas de Santa Cruz

 Rede Informal para a Difusão da Música Antiga [ridMUSA]

18 de Outubro |Domingo | 18h00 | Igreja Matriz (antiga) de Famalicão

Entrada livre até à lotação da sala

Música

M/6

Duração: 60 min

A historiografia das últimas décadas tem feito emergir o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra como um dos principais centros de atividade política, intelectual e cultural da Europa desde a sua fundação por D. Afonso Henriques no ano de 1131 – anterior, portanto, à nacionalidade -  até finais do século XVII. Essa proeminência teve ecos quase inevitáveis na vida musical do Mosteiro, reconhecida aquém e além fronteiras e materializada num riquíssimo espólio que, na sequência da extinção das ordens religiosas em 1834, se encontra hoje maioritariamente preservado na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Os manuscritos e impressos que assim nos chegaram testemunham inequivocamente o elevadíssimo nível de conhecimento e prática musicais de Santa Cruz, perfeitamente alinhado e integrado com o que de melhor havia no continente. A investigação recente vem, adicionalmente, revelando aspectos distintivos da vida musical crúzia. Repertório litúrgico que tendia a uma normalização a nível europeu teve aqui margem para uma substancial discricionariedade, quer a nível de textos, quer de melodias. Partindo da imersão em fontes crúzias e aproveitando todas as fases do processo de pesquisa, das fontes textuais e musicais até à performance e gravação, este projecto vem destacar a singularidade das práticas litúrgico-musicais do ofício de vésperas no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, reforçando a sua centralidade no mapa europeu e mundial dos séculos XVI e XVII.

 

Ficha Artística

Soprano: Eva Braga Simões
Alto: Gabriela Braga Simões
Tenor: Luís Toscano
Baixo: Nuno Mendes
Direção Artística: Luís Toscano

 

Programa

Compositores: Pedro de Cristo, Francisco de Santa Maria, Dom Brás, Aires Fernandes e anónimos

Salmos, hinos, cânticos e motetes, maioritariamente inéditos, do ofício de vésperas a partir de manuscritos do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

2026 - CLOSE-UP: Pais e Filhos (conflitos entre gerações) 11.º episódio do Observatório de Cinema: 10 a 17 de outubro | Casa das Artes de Famalicão e teatro Narciso Ferreira.


Desde a primeira edição, em Outubro de 2016, que o Close-up contamina o seu programa através de um mote orientador de filmes e secções, que nos episódios anteriores percorreram memórias, tempo e lugares, do passado e do futuro, do íntimo e do público. Neste episódio juntaremos Pais e Filhos, um diálogo valorizado por conflitos entre gerações, situados no presente, mas com paragens pontuais nas décadas anteriores.

Nas sessões de abertura e fecho e na passagem pelo Teatro Narciso Ferreira, o Close-up destaca as propostas de cruzamento entre as imagens em movimento e a música, em três cine-concertos em estreia: a Berlim do final dos anos 1920, em Gente ao Domingo, por JP Simões; uma viagem musical proporcionada pelos Club Makumba em diálogo com Zombie, uma das obras-primas de Jacques Tourneur; e Samuel Úria seduzido por Yasujiro Ozu, pelas histórias de pais e filhos, em História de um Proprietário Rural, no Japão do pós segunda guerra mundial.

As Paisagens Temáticas são, então, preenchidas pelas tensões geracionais: Vincent Lindon, um pai exemplar que receia perder o filho para as tribos extremistas, em Brincar com o Fogo; uma adolescente que descobre a fé e desarranja o círculo familiar, em Os Domingos; numa sessão que também serve de homenagem ao cineasta João Canijo, a versão do realizador de Noite Escura, em que uma filha deve pagar o erro trágico do pai; o mais recente filme de Christian Petzold, Miroirs nº. 3, que encena o vislumbre de uma nova família para uma jovem mulher; o regresso aos traumas de infância de um músico quando alcança a notoriedade, em Springsteen: Deliver Me from Nowhere; uma das obras máximas de Stanley Kubrick, Laranja Mecânica, crime e castigo, na disputa entre um grupo de delinquentes e o poder governamental; e As Virgens Suicidas, a estreia de Sofia Coppola, um bando de cinco irmãs, reprimidas pelos pais e encerradas numa casa. 

A Comédia à Italiana, constitui-se como uma das páginas notáveis das Histórias do Cinema, na capacidade de integrar e dialogar com todas as problemáticas de um tempo, nas décadas de 1960 e 1970, pelo que faremos o elogio de alguns dos seus principais autores: Vittorio De Sica, Antonio Pietrangeli, Dino Risi, Marco Ferreri e Pietro Germi. Aproveitando a estreia de Ku Handza, de André Guiomar, a Fantasia Lusitana ficará entregue à produtora Olhar de Ulisses e a uma porção do seu portfólio de realizadores emergentes.

Assente no trabalho das dez edições anteriores, o Close-up prossegue a sua relação primordial com a comunidade escolar, e a formação dos espectadores do futuro, em sessões divididas pelos auditórios do Teatro Municipal e por presenças nas escolas. Em diálogo com o restante programa, haverá ficção, animação, documentário e masterclasses, com propostas para todos os escalões de ensino, do primeiro ciclo ao ensino superior de cinema.

Duas sessões especiais, com a exibição de Nova’ 78 e Não Desviar o Olhar, propiciarão mesas em volta, respectivamente, de William S. Burroughs e a Crítica de Cinema. Mas, o Café Kiarostami também propõe um Kino-Quiz, na noite de abertura e jazz na noite de encerramento, com Zé Stark Cinema Ensemble. Animação e oficinas são as propostas para as Famílias: o regresso a Toy Story, na quinta aventura da saga da inaugural da Pixar, a conquista de Hollywood pelas criaturas da Illumination, em Mínimos e Monstros e uma oficina de Stop Motion, que elogia os primórdios do cinema de animação.

Uma Cidade-Cinema, em oito dias, a contemplar mais de trinta sessões, com outros tantos convidados (realizadores, músicos, programadores, críticos e investigadores). Um panorama vasto, mas que dissipa a intensidade, concede tempo ao diálogo entre filmes, assente em diversas leituras e abordagens que decorrem da seleção de filmes e do encontro com o público, amplificado pela singularidade das apresentações das sessões, numa festa do cinema que volta a ambicionar um diálogo com toda a comunidade, com todos os públicos.

 

DESTAQUES

CINE-CONCERTOs

Nas sessões de abertura e fecho e na passagem pelo Teatro Narciso Ferreira, o Close-up mostra propostas de cruzamento entre as imagens em movimento e a música, em três cine-concertos em estreia, em resposta a encomendas da Casa das Artes de Famalicão: a Berlim do final dos anos 1920, em Gente ao Domingo, por JP Simões; uma viagem musical proporcionada pelos Club Makumba em diálogo com Zombie, uma das obras-primas de Jacques Tourneur, instalado nas Caraíbas; e Samuel Úria seduzido por Yasujiro Ozu, pelas histórias de pais e filhos, em História de um Proprietário Rural, no Japão do pós segunda guerra mundial.

 

JP SIMÕES – GENTE AO DOMINGO, de Robert Siodmak e Edgar G. Ulmer – cine-concerto – 10 de Outubro (21h45, GA)

 

Rodado com atores amadores, segue as vidas de um punhado de berlinenses ao longo de uma sucessão de domingos. A despreocupação e o lazer contrastam com as sombras perfiladas no horizonte, num filme que é um extraordinário documento sobre a “vida normal” na Berlim do final da década de vinte, uma obra seminal realizada no espírito da República de Weimar que influenciaria gerações de cineastas em todo o mundo. Gente ao Domingo, é o célebre filme cooperativo que revelou uma série de nomes de que a história do cinema iria guardar boa memória: Robert Siodmak, Edgar G. Ulmer e o aqui guionista Billy Wilder. JP Simões apresentará em estreia uma nova banda sonora.

 

JP Simões nasceu em Coimbra. Vive em Lisboa. Estudou Comunicação Social, Direito da Comunicação, Escrita de Argumento, História do Teatro, Saxofone, língua Árabe e é mestre em Teoria da Literatura pela Universidade de Lisboa. É cantor, compositor e letrista, com bastante e diversa música editada, com os Pop dell’Arte, Belle Chase Hotel, Quinteto Tati e a solo como JP Simões e Bloom. Escreveu para teatro e cinema e é ocasionalmente actor, como toda a gente. Publicou um livro de contos e um dos libretos das duas óperas que já produziu. Ganhou alguns prémios, mas o importante é participar.

 

Título Original: Menschen am Sonntag (Alemanha, ficção, 1930, 70 min)

Classificação: M/12

 

 

 

CLUB MAKUMBA – ZOMBIE, de Jacques Tourneur – cine-concerto – 14 de Outubro (21h00, Teatro Narciso Ferreira)

 

Verdadeira obra-prima, o segundo filme de Tourneur para o produtor Val Lewton é um modelo de sugestão de terror. O tratamento fotográfico, jogando com as sombras e os medos que estas potencialmente despertam, é uma peça chave na construção da atmosfera de Zombie. Nas Caraíbas, uma enfermeira é encarregada de velar por uma mulher com uma estranha doença que a transforma em Zombie, e acaba, a pouco e pouco, por participar em estranhos rituais. Os Club Makumba apresentarão em estreia uma nova banda sonora.

 

Título Original: I Walked With a Zombie Zombie (EUA, ficção, 1943, 65 min)

Classificação: M/12

 

Os Club Makumba continuam a seduzir territórios por onde passam, numa viagem musical a quebrar barreiras pelos quatro cantos do globo. Com o segundo longa-duração Sulitânia Beat (2024), nomeado em diversas listas como um dos melhores discos de 2024, a banda passou por grandes festivais como o NOS ALIVE, FMM - Sines, Festival F, Festival Med, Bons Sons, e internacionalmente pelo Eurosonic (Países Baixos), Das Fest (Alemanha), Jazz Sous Les Pommiers (França), BIME (Bilbao - Espanha), entre outros.

 

 

SAMUEL ÚRIA – História de um Proprietário Rural, de Yasujiro Ozu – cine-concerto – 17 de Outubro (21h45, GA)

 

Uma mulher viúva é forçada a tomar conta de um rapaz órfão que aparece inesperadamente num bairro de Tóquio. Embora inicialmente relutante, com o passar do tempo, a mulher acaba por se afeiçoar ao rapaz. Um conto agridoce sobre o Japão do pós-guerra, onde a regeneração e a reconstrução são as prioridades, História de um Proprietário Rural retrata alguns dos temas mais caros de Ozu – famílias fragmentadas, a melancolia do quotidiano – através do seu célebre humor e da visão terna do mundo que caracteriza a sua obra. Samuel Úria apresentará em estreia uma nova banda sonora.

 

Nascido no decote da nação, entre o Caramulo e a Estrela, Samuel Úria leva para os palcos o blues do Delta do Dão. De lenda rural para lenda urbana, tudo está certo: meio homem meio gospel, mãos de fado e pés de roque enrole. Com uma proveniência marcada pelo punk, pelo rock’n’roll e pela estética low-fi, Samuel Úria tem ganho notoriedade desde 2008. Da sua discografia “oficial” em nome próprio, para além do trabalho publicado no final de 2024, “2000 A.D.”, constam quatro LP e dois EP. 

 

Título Original: Nagaya shinshiroku (Japão, ficção, 1947, 70 min)

Classificação: M/12

 

 

 

 

Sessões para Famílias

Animação e oficinas são as propostas do Close-up para as famílias: o regresso a Toy Story, o objecto inaugural da Pixar, na quinta aventura da saga, que junta brinquedos e tecnologia; a conquista de Hollywood pelas criaturas da Illumination, em Mínimos e Monstros; uma oficina de Stop Motion, que elogia os primórdios do cinema de animação.

 

TOY STORY 5 de Andrew Stanton (versão portuguesa) _ 11.Out (15h30, GA)

Título original: Toy Story 5 (EUA, animação, 2026, 90 min)
Classificação: M/6

Os brinquedos estão de volta em "Toy Story 5", agora num encontro entre brinquedos e tecnologia. O trabalho de Buzz, Woody, Jessie e o resto do grupo torna-se exponencialmente mais difícil quando medem forças com uma nova forma de brincadeira. Produzido pela Pixar Animation Studios para a Walt Disney Pictures, este novo episódio tem realização e argumento de Andrew Stanton – o realizador de "À Procura de Nemo" ou de "WALL·E" (2008), ambos vencedores do Óscar na categoria de melhor animação, e um dos responsáveis pela escrita do argumento de todos os filmes da saga "Toy Story" – em colaboração com McKenna Harris.

 

MÍNIMOS E MONSTROS de Pierre Coffin (versão portuguesa) _ 17.Out (11h00, GA)

Título original: Minions & Monsters (EUA, animação, 2026, 90 min)
Classificação: M/6

Esta é a história turbulenta, disparatada e totalmente verdadeira de como os Mínimos conquistaram Hollywood, se tornaram estrelas de cinema, perderam tudo, libertaram monstros pelo mundo e, finalmente, se uniram numa tentativa desesperada de salvar o planeta do caos que eles próprios criaram. Mais de uma década após a sua criação, os Mínimos tornaram-se as personagens de animação mais icónicas da sua geração. Reconhecidos em todo o mundo e adorados por fãs de todas as idades, levaram as sagas Gru – O Maldisposto e Mínimos, da Illumination, a um impressionante reconhecimento global.

 

 

 

 

Oficina de Stop Motion – 17 de Outubro (15h00, sala de ensaios)

 

Nesta Officina (1), animamos Marionetas de Papel a partir de uma técnica pertencente aos primórdios do cinema de animação, podendo assim, em família, com amigos - só não vale sozinho - fazer o vosso primeiro filme de animação com as marionetas que construírem.


(1) Officina(s) é um projecto de formação criado em 2014 pela Confederação. Palavra de origem latina, que significa - oficina, fábrica, escola - tendo o mesmo étimo de officium (trabalho, tarefa, função), termo este formado por opus (obra) e facere (fazer).

Máximo: 25 participantes
Público-alvo: famílias (crianças e adolescentes acompanhados por familiares)
Duração: 4h00

Inscrições: bilheteira.casadasartes@famalicao.pt                                                                                                                    

 

Jazz no Café da Casa

Zé Stark Cinema Ensemble (Jazz)  – Noite de Encerramento do Close-up

 

17 de Outubro| sábado | 23h00| café-concerto

 

Um projecto onde a música e a sétima arte colidem. Da epicidade de John Williams à nostalgia de Randy Newman, da modernidade de Bernardo Sassetti à intemporalidade de Ennio Morricone, a improvisação, em forma de um típico quarteto de jazz, serve como complemento aos clássicos e icónicos temas dos grandes ecrãs a preto e branco.

 

Sax alto - João Paulo Silva; Piano - Ricardo Moreira; Contrabaixo - Xavier Nunes; Bateria - Zé Stark

 

Uma coprodução da Casa das Artes de Famalicão e a O Eixo do Jazz – Associação Luso-Galaica para a promoção do Jazz

 

PROGRAMA

10 de Outubro (sábado)

(15h30, PA) NEGÓCIO À ITALIANA de Vittorio De Sica [3]

 

(17h30, PA) BRINCAR COM O FOGO de Delphine Coulin, Muriel Coulin _ apresentado por José Pacheco Pereira (historiador) [2]

 

noite de abertura

(21h45, GA) JP SIMÕES – Gente ao Domingo de Robert Siodmak e Edgar G. Ulmer (cine-concerto) [1]

 

(23h00, café-concerto) Kino-Quiz [6]

 

 

11 de Outubro (domingo)

(15h00, PA) OS DOMINGOS de Alauda Ruiz de Azúa _apresentado por Pedro Mexia (escritor) [2]

 

(15h30, GA) TOY STORY 5 de Andrew Stanton (versão portuguesa) [7]

 

(17h30, PA) NOVA’ 78 de Rodrigo Areias e Aaron Brookner [1]

 

(19h00, café-concerto) mesa Planeta Burroughs [6]

 

(21h30, PA) CONVITE DE CASAMENTO de Antonio Pietrangeli _ apresentado por Nuno Sena (sub-director da Cinemateca Portuguesa) [3]

 

 

12 de Outubro (segunda-feira)

(10h00, GA) ANIKI BÓBÓ de Manoel de Oliveira _ sessão para escolas (1.º e 2.º ciclos) _ apresentado por Fernando José Pereira (músico e realizador) [5]

(14h15, AE Ribeirão) LADRÕES DE BICICLETAS de Vittorio De Sica _ apresentado por Clara Rowland (professora universitária) [5]

 

(21h30, PA) NOITE ESCURA (versão do realizador) de João Canijo [2] (in memoriam)

 

13 de Outubro (terça-feira)

(10h00, TNF) ANIKI BÓBÓ de Manoel de Oliveira _ sessão para escolas (1.º e 2.º ciclos) [5]

(14h30, AE Camilo Castelo Branco) Apresentação do trabalho da Companhia de Música Teatral (CMT) por Paulo Maria Rodrigues, precedido pela exibição do documentário Ursonâncias [5]

 

(21h30, PA) UMA VIDA DIFÍCIL de Dino Risi _ apresentado por Carlos Nogueira (programador de cinema) [3]

 

14 de Outubro (quarta-feira)

(10h00, AE D. Sancho I) LAVAGANTE de Mário Barroso _ apresentado por Jorge Pereira Rosa (crítico de cinema) [5]

 

(14h30, GA) MR. NOBODY CONTRA PUTIN de David Borenstein e Pavel Talankin _ sessão para escolas (3.º ciclo e secundário) _ apresentado por José Vieira Mendes (crítico de cinema) [5]

 

(21h00, TNF) CLUB MAKUMBA – Zombie de Jacques Tourneur – cine-concerto [1]

 

(22h30, TNF) A MULHER MACACO de Marco Ferreri [3]

 

15 de Outubro (quinta-feira)

(10h00, Escola Superior Artística do Porto) A NOSSA TERRA, O NOSSO ALTAR + masterclasse de André Guiomar [4] / [5]

(15h30, café-concerto) mesa Educação para o Cinema [5] / [6]

 

 

(18h30, PA) Miroirs No. 3 de Christian Petzold [2]

 

(21h45, PA) KU HANDZA de André Guiomar + GRITO de Luís Costa _ apresentado pelos realizadores e por Samuel Silva (jornalista e programador) [4]

 

16 de Outubro (sexta-feira)

(10h00, ESAD) TERCEIRO TURNO de Mário Macedo + DEUS-E-MEIO de Margarida Assis + AOS DESASSEIS de Carlos Lobo , sessão com projecção das três curtas produzidas pela Olhar de Ulisses, com conversa dos realizadores com os alunos da ESAD [5]

 

(18h30, PA) O IMORAL de Pietro Germi [3]

(21h30, PA) SPRINGSTEEN: DELIVER ME FROM NOWHERE de Scott Cooper _ apresentado por Susana Bessa (crítica de cinema) [2]

(23h59, PA) LARANJA MECÂNICA de Stanley Kubrick [2]

 

17 de Outubro (sábado)

(11h00, GA) MÍNIMOS E MONSTROS de Pierre Coffin (versão portuguesa) [7]

(15h00, Sala de Ensaios) Oficina de Stop Motion [7]

 

(15h00, PA) AS VIRGENS SUICIDAS de Sofia Coppola_ apresentado por André Simão (músico e arquitecto) [2]

 

(17h00, PA) NÃO DESVIAR O OLHAR de Júlio Alves _ apresentado pelo realizador [1]

 

(18h30, café-concerto) mesa Anatomia da Crítica [6]

 

 

noite de ENCERRAMENTO

 

(21h45, GA) SAMUEL ÚRIA – História de um Proprietário Rural, de Yasujiro Ozu – cine-concerto [1]

 

(23h00, café-concerto) Zé Stark Cinema Ensemble (Jazz)  [6]

 

 

 

Secções Temáticas

[1] Cine-concertos e Sessões Especiais

[2] Paisagens Temáticas: Pais e Filhos (conflitos entre gerações)

[3] Histórias do Cinema: Os Autores da Comédia à Italiana

[4] Fantasia Lusitana: Olhar de Ulisses

[5] Cinema para Escolas

[6] Café Kiarostami (café-concerto)

[7] Sessões para Famílias

 

Bilheteira Sessões
Geral: 2 euros
Cartão pentágono: 1 euro
Entrada gratuita: estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%)

Bilheteira JP Simões / Samuel Úria
Geral: 6 euros
Cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%): 3 euros

Bilheteira Club Makumba / Teatro Narciso Ferreira 
Geral: 6 euros
Cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%): 3 euros

Bilheteira Sessões para Famílias
Geral: 2 euros
Cartão pentágono, estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%): 1 euro

Bilheteira Workshops Famílias
Adulto + Criança: 5 euros

Café Kiarostami (café-concerto): entrada livre

 

toda a informação em www.closeup.pt e www.casadasartes.org