quinta-feira, 25 de junho de 2026

TiramiSu - Duo Fondoux (Itália) | Teatro Narciso Ferreira

TiramiSu

Duo Fondoux (Itália)

 Residências Artísticas

TNF & INAC Instituto Nacional de Artes de Circo

circo contemporâneo Estreia nacional

 24 julho, sexta às10:30 - sessão mediação

 25 de julho, sábadoàs 16:00 - sessão para famílias

espetáculo + conversa

circo contemporâneo

M/3 . duração 40'

Mediação: Entrada livre sujeita à inscrição prévia via tnf@famalicao.pt

Público Geral: 2 euros. Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 1 Euro.

  No âmbito da parceria estratégica com a Plataforma de Artes Performativas de Famalicão “SOBRE O PALCO”, o TNF iniciou em 2023, um projeto de Residências Artísticas Nacionais e Internacionais com o INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo, proporcionando um espaço de criação para artistas emergentes e fomentando o diálogo da estética do circo contemporâneo com a comunidade local.

  Sinopse:

"TiramiSu" através de elementos nostálgicos: rádio velho, roupas coloridas, letreiros antigos, músicas e danças vintage transporta o público a uma época passada baseada na simplicidade, em valores humanos fortes e no poder transformador da dança. É retratado um tempo com mais espaço para a imaginação e os sonhos, onde o mundo permitia-se parar e deixar de correr.

 Biografia:

Duo Fondoux: Valentina começou na dança (moderna, jazz, hip hop, comercial e contemporânea), estreou profissionalmente no Mirabilandia e formou-se em circo na Academia Cirko Vertigo em 2018. Lucio veio do Parkour, passou pela dança competitiva de salão e latinas, estudou pole dance e diplomou-se na KataKlò Academy em 2022, dedicando-se depois à Cyr Wheel e ao circo contemporâneo.

 Os dois se conheceram em 2023 em Asti, quando trabalhavam como acróbatas na Companhia Artemakia. A partir daí, passaram a compartilhar treinos, criar números em duo e viver juntos a experiência dos palcos. Em 2026, consolidaram a parceria ao fundar a própria companhia, o Duo Fondoux, iniciando um percurso artístico independente.

Ficha Artística:

Duo Fondoux

Criadores e intérpretes: Lucio Failla e Valentina Padellini

Coprodução: Teatro Narciso Ferreira, INAC – Instituto Nacional de Artes do Circo 

 

O Casamento de Nikolai Gógol _ estreia | Casa das Artes de Famalicão


 O Casamento de Nikolai Gógol _ estreia

Encenação de António Parra

Coprodução: Casa das Artes de Famalicão e ACE Escola de Artes de Famalicão

Teatro

24 e 25 de Julho | sexta-feira e sábado | 21h30| Grande Auditório

Entrada: 4 euros. Estudantes, Cartão Quadrilátero Cultural e Seniores (a partir de 65 anos): 2 Euros

M/12

Duração: 90 min

 “O Casamento” escrito por Nikolai Gógol em 1842, é por muitos considerada a primeira comédia de costumes Russa. Gógol é acusado de trazer para o palco “gente comum”, afastando-se de questões palacianas e utilizando a sátira social como gatilho para revelar a hipocrisia e artificialidade que observava na vida das pessoas à sua volta. No enredo da comédia, vários pretendentes cobiçam a mão de uma jovem. De um modo bastante despretensioso, Gógol revela-nos que para o homem comum o casamento é um aspecto importantíssimo na sua vida, mostrando-o mais preocupado com o estatuto e com o dote que daí podem advir, do que com o nome da sua própria noiva. Por sua vez, a esta futura noiva, que poderia ganhar um papel de heroína, atribuímos todas as características típicas de uma jovem da sua classe: passa os dias em casa, entediada e a sonhar com o seu noivo ideal. Gógol leva à cena a ignorância e superficialidade destas personagens como crítica aos comportamentos de toda a sociedade que, vendo o casamento como uma espécie de salvação, abdicam do amor em prol da aparência de sucesso. Talvez fosse por isso que Gógol via tão poucas pessoas felizes ao seu redor. Na sua obra falamos sempre das lágrimas através do riso, do drama através da comédia, do grande e importante através do pequeno e do vazio. Dedicamos este espetáculo à nossa colega Bianca, que apesar de não estar em palco connosco, ainda habita os nossos corações.

 Ficha artística

 Texto: Nikolai Gógol

Tradução: Nina Guerra e Filipe Guerra

Encenação: António Parra

Assistente de Encenação: Bárbara Pais

Elenco: Carolina Faustino, Carolina Stuart, Clara Meira, Dinis Veloso, Gabriela Teixeira, Gaby Freitas, Júlia Tenório, Leonor Silva, Luísa Gonçalves, Maria José Cardoso, Nídia Hamilton, Rita Poeta, Soraya; Yasmin Alícia

Cenografia: Ana Gormicho

Figurinos: Beatriz Prada

Desenho de Luz: Luís Silva

Desenho de Som e Sonoplastia: FOQUE

Apoio Voz: Emília Silvestre 

Cabelos: José Resende

Fotografia de Cena Ivo Rainha

Direção de Produção: Glória Cheio

Produção: Jorge Azevedo

"Come Together: The Beatles Tribute" | Casa das Artes de Famalicão

 MÚSICA PARA FAMÍLIAS 2026


9.º CICLO DE CONCERTOS PROMENADE DA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

 "Come Together: The Beatles Tribute"

Coprodução: Arteduca - Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão e Casa das Artes de Famalicão

Música

7 e 8 de julho | terça e quarta-feira | 21h30| Grande Auditório

Direção Artística: Arteduca - Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão

Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor

 Come Together é um tributo vibrante ao legado intemporal dos The Beatles, refletindo o compromisso da ArtEduca em continuar a expandir horizontes e a abraçar novos desafios musicais na sua plenitude.

Neste espetáculo, o Coro e a Orquestra ArtEduca, juntamente com convidados especiais, apresentam uma seleção de temas emblemáticos da banda britânica, cuidadosamente adaptados para coro, orquestra e solistas. Ao longo do concerto, o público é convidado a viajar por diferentes sonoridades, explorando as características únicas do pop e do rock que definiram os The Beatles — uma das bandas mais influentes da história da música.

Formados em Liverpool no início da década de 1960, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr revolucionaram a música com melodias inesquecíveis, letras inovadoras e uma constante experimentação sonora. O seu legado atravessa gerações e continua, até hoje, a inspirar músicos e a encantar públicos em todo o mundo. Come Together celebra essa herança, num encontro entre passado e presente, tradição e reinvenção.

 Ficha artística

 Direção artística: ArtEduca - Conservatório de Música de VN de Famalicão

Concepção e arranjos musicais: Filipe Monteiro

Direção de Orquestra: André Rocha e Nuno Jacinto

Intérpretes: Coro e orquestra ArtEduca | Convidados

CINEMA PARAÍSO 2026_ Projecto Itinerante de Cinema Ao Ar Livre _ edição 27

 
CINEMA PARAÍSO 2026_ Projecto Itinerante de Cinema Ao Ar Livre _ edição 27

É Verão, tempo de reencontrar os espectadores ao ar livre, em praças, parques e adros de Igrejas, numa parceria reiterada do Cineclube de Joane com a Casa das Artes e o Município de Famalicão, à boleia da viagem 27 do Cinema Paraíso, que desde o Verão de 1999 já estacionou em mais quarenta lugares do extenso território de Famalicão.  As sete projecções que integram o programa dividir-se-ão pelo Parque da Devesa (o seu principal palco desde 2013), e pelas freguesias de Vale S. Cosme e Abade de Vermoim, onde a itinerância do Cinema Paraíso se estreia.

As escolhas prosseguem um diálogo, na procura de alcançar vários públicos, com propostas diversificadas de cinema popular de várias proveniências e géneros, um calendário de produção do presente, que não esquece o diálogo com a história do cinema: um Robin dos Bosques americano, em Um Ladrão no Telhado; duas animações e várias latitudes, com a produção n.º 30 da Pixar, em Saltitões, e os tons orientais no prodigioso A Pequena Amélie; uma banda de tributo a Neil Diamond e Hugh Jackman & Kate Hudson em estado de graça, em Song Sung Blue; uma comédia romântica assinada pelo francês Emmanuel Mouret, em Três Amigas; e o regresso a dois gigantes, a Manoel de Oliveira e a David Lynch, as crianças na ribeira, em Aniki Bóbó, e a viagem crepuscular e comovente de Alvin Straight, a travessia da América em Uma História Simples.

Venham, tragam um agasalho, uma manta ou uma cadeira de praia: o Cinema Paraíso projeta luz e histórias a partir das 22h00. A entrada é livre.

 

 I) Parque da Devesa (Quartas-feiras – Julho, Agosto)

 

8 de JulhoUM LADRÃO NO TELHADO de Derek Cianfrance

 Título original: Roofman (EUA, 2025, 120 min)

Realização: Derek Cianfrance
Interpretação: Channing Tatum, Kirsten Dunst, Peter Dinklage, Juno Temple, Uzo Aduba e Ben Mendelsohn
Classificação: M/12

Baseada num caso real, esta comédia acompanha Jeffrey Manchester (Channing Tatum), um ex-militar dos EUA que, após ser condenado por uma série de assaltos a restaurantes McDonald's – realizados entrando pelos telhados, o que lhe valeu o apelido de Ladrão no Telhado –, escapa da prisão e se esconde durante seis meses numa loja de brinquedos em Charlotte, Carolina do Norte. À medida que o isolamento se torna cada vez mais entediante, com saídas apenas com a loja vazia, Jeffrey encontra uma forma de se aproximar de Leigh (Kirsten Dunst), uma funcionária divorciada, por quem acaba por se apaixonar. Com realização de Derek Cianfrance ("Blue Valentine"), este filme conta também com as actuações de Peter Dinklage, Juno Temple, Uzo Aduba e Ben Mendelsohn.

 

15 de JulhoSALTITÕES (versão portuguesa) de Daniel Chong

 Título original: Hoppers (EUA, 2026, 100 min)

Realização: Daniel Chong
Classificação: M/6

O 30.º filme do estúdio de animação Pixar, passa-se num mundo em que existe a tecnologia de transferir, ou fazer saltitar, mentes humanas para corpos robóticos de animais. No centro de tudo está Mabel Tanaka, uma jovem de 19 anos cuja mente saltita para o corpo de um castor, isto para impedir que uma empresa de construção destrua o “habitat” dos castores da sua terra. Só que nem tudo é fácil: ela acaba por inspirar, sem querer, uma revolta dos animais contra os humanos no geral. Um filme de Daniel Chong, que trabalhou em filmes como “Carros 2”, “Divertida-Mente”, “Lightyear” ou “Elemental”, com as vozes, na versão portuguesa, de Joana Silva, Isabel Ribas ou Ana Cloe.

 

22 de JulhoSONG SUNG BLUE de Craig Brewer

 Título original: Song Sung Blue (EUA, 2025, 130 min)

Realização: Craig Brewer
Interpretação: Hugh Jackman, Kate Hudson, Michael Imperioli, Ella Anderson, Mustafa Shakir, Fisher Stevens, Jim Belushi.
Classificação: M/12

Baseado numa história verídica já documentada no filme homónimo realizado em 2008, este drama musical acompanha Mike e Claire (interpretados por Hugh Jackman e Kate Hudson), dois músicos sem grande sucesso oriundos do Milwaukee (Wisconsin, EUA) que se unem para criar Lightning & Thunder, uma banda de tributo a Neil Diamond. Ao longo de ensaios e digressões, partilham sonhos, enfrentam dificuldades e constroem uma relação marcada pelo amor, pela superação e pela tragédia. Escrito e realizado por Craig Brewer, o filme conta ainda com as actuações de Michael Imperioli, Ella Anderson, Mustafa Shakir, Fisher Stevens e Jim Belushi.

 

12 de Agosto A PEQUENA AMÉLIE (versão portuguesa) de Maïlys Vallade, Liane-cho Han

 Título original: Amélie et la métaphysique des tubes (França, 2025, 75 min)

Realização: Maïlys Vallade, Liane-cho Han
Classificação: M/6

O nascimento de Amélie, a filha mais nova de um diplomata belga em missão no Japão, causou alguma estranheza e preocupação à família pelo facto de, durante os dois primeiros anos, ela ter permanecido apática, sem reacção ao que a rodeava e sem qualquer indício de consciência de si ou do mundo. Mas tudo isso termina quando a avó chega da Bélgica e lhe dá a provar um pedaço de chocolate. O prazer que isso lhe provoca tem o efeito de uma revelação. A partir daí, a pequena Amélie passa a observar cada detalhe com puro deslumbramento: a casa onde vive, o jardim em redor, a presença protectora e constante de Nishio-san, a sua gentil ama japonesa, a família e a cultura japonesa em que cresce. Com realização e argumento de Maïlys Vallade, este filme de animação adapta A Metafísica dos Tubos, um livro de inspiração autobiográfica escrito por Amélie Nothomb​. Esta animação conquistou vários prémios em festivais de cinema, tendo sido também nomeado para o Oscar da mesma categoria.

 

19 de AgostoUMA HISTÓRIA SIMPLES de David Lynch

 Título original: The Straight Story (EUA/Itália, 1999, 110 min)

Realização: David Lynch
Interpretação: Richard Farnsworth, Sissy Spacek, Everett McGill, Jane Heitz
Classificação: M/12

Retrato da viagem real de um homem através do coração da América. Filmado ao longo do percurso de 418 kilómetros que Alvin Straight percorreu em 1994, do Iowa ao Wisconsin, Uma História Simples relata a odisseia paciente de Alvin e aqueles que ele encontra pelo caminho. Quando não conduz a 8 quilómetros por hora no seu John Deere, um corta-relva de 66, Alvin encontra uma série de desconhecidos, desde um adolescente em fuga a um colega veterano da Segunda Guerra Mundial. Ao partilhar a sabedoria adquirida ao longo da sua vida com histórias simples, Alvin tem um impacto profundo nestas personagens que pintam a sua peregrinação. Em competição pela Palma de Ouro no Festival de Cinema de Cannes e inspirado numa história verídica, um drama inesperado na filmografia de David Lynch que, segundo as suas próprias palavras na altura da estreia (em 1999), foi também o seu filme "mais experimental".

 

 

II) itinerância pelas freguesias

 

11 de Julho (Sábado)ABADE DE VERMOIM – Adro da Igreja

ANIKI BÓBÓ de Manoel de Oliveira

 Título original: Aniki Bóbó (Portugal, 1942, 70 min)

Realização: Manoel de Oliveira

Interpretação: Nascimento Fernandes, Fernanda Matos, Horácio Silva, António Santos

Classificação: M/6

 

Em 1942, Manoel de Oliveira realizou "Aniki-Bóbó", a sua primeira experiência na longa-metragem, quase uma década depois de Douro, Faina Fluvial —, onde misturou realismo poético com cinema documental e que mais tarde se veio a afirmar como uma obra pioneira do neo-realismo. Vinte anos depois, contrariando tudo o que tinha sido dito e escrito na altura da estreia, o filme fez sensação nos Encontros Internacionais do Filme para a Juventude do Festival de Cinema de Cannes. Uma das mais memoráveis obras de Oliveira, tem por base o conto "Meninos Milionários" e retrata as aventuras e os amores de um grupo de crianças que deambulam entre o Porto e Gaia, com especial foco no Carlitos (Horácio Silva) e no Eduardo (António Santos), ambos apaixonados pela Teresinha (Fernanda Matos), a única rapariga do grupo.

  

19 de Julho (Domingo) – VALE S. COSME – Adro da Igreja

TRÊS AMIGAS de Emmanuel Mouret

Título original: Trois Amies (França, 2024, 115 min)
Realização: Emmanuel Mouret

Interpretação: India Hair, Camille Cottin, Sara Forestier, Vincent Macaigne

Classificação: M/12

 Joan, Alice e Rebecca são três amigas com visões distintas sobre o amor: a primeira vive com Victor, mesmo sabendo que já não sente amor por ele; a segunda mantém uma relação estável com Éric, apesar da ausência de paixão; e a terceira entrega-se ao amor e vive uma paixão adúltera com Éric, o companheiro de Alice. E quando Joan decide finalmente terminar com o marido e ele desaparece sem razão aparente, a relação entre as três é posta à prova. Nomeado para o Leão de Ouro no Festival Internacional de Cinema de Veneza, este drama romântico é realizado por Emmanuel Mouret (“As Coisas Que Dizemos, As Coisas Que Fazemos”, “Diário de um Amor Passageiro”).

  

toda a informação em www.cineclubejoane.org

 

co-produção Cineclube de Joane e Casa das Artes de Famalicão

Sessões às 22h00, entrada livre.

APOIOS INSTITUCIONAIS (Parceiros)

Município de Vila Nova de Famalicão, Instituto do Cinema e do Audiovisual

APOIOS LOGÍSTICA
Parque da Devesa (Famalicão), União das Freguesias de Antas e Abade de Vermoim e União das Freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela

àmostra - Circo contemporâneo | Casa das Artes de Famalicão

 


àmostra

Circo contemporâneo

Coprodução Instituto Nacional de Artes do Circo / Casa das Artes de Famalicão

Apresentação do primeiro trabalho profissional dos Alunos Finalistas do Instituto Nacional de Artes do Circo

1 a 4 de Julho | quarta-feira a sábado | 21h30 | Grande Auditório

Artes do Circo/ Circo contemporâneo

Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor

 1 de Julho, Quarta-feira

 Laleshka Unzueta I Trick or Feet

 No meio da rotina, uma piscina insuflável transforma-se em palco para situações cada vez mais caóticas. Entre malabarismos com bolas e pés que desafiam o espaço, ocorrem situações absurdas que roçam o surreal. Assim, o quotidiano torna-se um espetáculo imprevisível onde tudo pode acontecer.

 

Damien Blondeau I "prise de tête"

 E se pudéssemos materializar essa conexão que temos com algo que não podemos ver, mas que nos incita a mover, a construir, e também a destruir? Aqui temos o nosso personagem preso nesse dilema; a presença está aqui e a sua vontade precisa de ser ouvida. Então, o que fazer agora? Preservar a individualidade ou fundir-se a este mecanismo para construir algo maior do que nós? Como lidar, então, com a imprevisibilidade deste objecto vivo que são os straps? Ao mesmo tempo que restringem o corpo, os straps também conferem uma certa liberdade; nesta obra de circo contemporâneo, eles representam fisicamente à vontade e como esta pode ser influenciada pelo ambiente. A nossa personagem terá de embarcar numa viagem, intencionalmente ou não, passando por estados emocionais contraditórios. Terá de enfrentar a inocência, a curiosidade, a solidão, mas também a paranóia e a ilusão, para ir a algum lado, ou não.Quem sabe?

 

Imperio I Calle calvario

 Calle calvario é um projeto cênico de circo contemporâneo que investiga a herança transmitida de mãe para filha. A criação desenvolve-se na tensão entre o desejo de afirmação individual e a saudade da mãe, entre a procura de autonomia e a necessidade de cuidado. Através do equilíbrio sobre as mãos, do trabalho sonoro, da construção imagética e do movimento, a obra constrói um vocabulário cénico íntimo e físico, onde o corpo se torna território de memória, ausência e permanência.

 

 2 de Julho – Quinta-feira

  Vik Cispul I Cempasúchil

 Cempasúchil é uma peça a solo de circo contemporâneo que se propõe refletir sobre a relação que mantemos com aqueles que já não estão entre nós, e sobre a forma como os objetos preservam e evocam a sua memória. Recorrendo às técnicas de tecido acrobático e à manipulação de objetos, a peça constrói uma singela homenagem à tradição mexicana do Dia dos Mortos.

 

Inês Beirão I Garagem

   “Numa sociedade onde tudo é rapidamente descartado, aqui acredita-se que o lixo pode virar arte. Esta peça a solo é uma fusão entre a música e o circo contemporâneo, onde a técnica da roda cyr junta-se com objetos que nunca imaginaste.”

 

Martín Ignacio I Raíces en Espiral

Raíces en Espiral é uma peça de circo contemporâneo que explora como podemos quebrar a verticalidade à qual os nossos corpos estão normalmente sujeitos. Através da torção corporal, a obra investiga novas formas de comunicar e de expressar, criando um ponto de partida diferente, onde a respiração é trabalhada e utilizada como motor de movimento para a torção. A peça utiliza a técnica de mastro chinês como vocabulário principal. A partir da sua verticalidade, constrói-se uma analogia entre a árvore e o mastro, explorando a relação entre raiz, corpo e altura. Raíces en Espiral propõe um ponto de partida diferente para o movimento e é, ao mesmo tempo, um convite a confiar nas nossas próprias normas.

 

 3 de Julho – Sexta-feira

 Andrés Cavalier I A decisão…um propósito

 Numa paisagem nebulosa, suspensa entre a realidade e a metáfora, um indivíduo avança por um caminho incerto. Nesta viagem de descoberta, o corpo torna-se território de luta e transformação.

Através da linguagem do circo e da dança — entre acrobacias e marcha na corda lisa aérea, pinos, uma escada e sequências coreográficas com movimentos experimentais; o intérprete percorre diferentes estados emocionais que refletem a complexidade da saúde mental e das inquietações internas. A cena constrói-se como um passeio íntimo onde a fragilidade e a força coexistem, convidando o público a reconhecer-se nesse constante vaivém.

 

 Katelyn Aomi Ewe I Ascending To Heaven

 Sozinha na escuridão e no silêncio, ela não vê nem ouve. Tudo o que sente é o ritmo do seu coração e o fluxo da sua respiração. Ainda não conhece o mundo — ainda não consegue enxergá-lo. Enquanto sobe pelos tecidos aéreos de azul profundo, pequenos reflexos de luz começam a surgir. A cada subida, nascem lampejos de esperança; até que a luz a envolve completamente, transformando-a em brilho e luminosidade. De repente, ela torna-se a própria luz — transcendida. Torna-se dinâmica, poderosa e veloz, cintilando intensamente no espaço. Trata-se de uma peça de circo onde a acrobacia aérea é o instrumento deste virtuosismo e metamorfose.

 

Ariane Medeiros I Trocadilho

 Uma mulher adentra o espaço vestida com um casaco negro, levando nas suas costas um saco e flores mortas nas mãos. Ela, que pode ser muitas, vai em direção ao saco, este com muitas alternativas e relíquias. O que poderia ser lixo se torna tesouro, o equilíbrio sobre as mãos, um respiro, e ela... Ela é a infinidade da sua imaginação! Trocadilho é uma peça de circo contemporâneo com muitas possibilidades, um espaço onde a loucura se torna uma narrativa lúcida com muitos significados através de uma personagem que navega entre diferentes personas nos desequilíbrios da vida, do planeta, do mundo.

  

4 de Julho – sábado

Origami Drag I Origami

 Surge num ambiente escuro de forma misteriosa, como um ponto de luz nas sombras.  A tensão permanece e cresce cada vez mais enquanto este se aproxima, até revelar a sua identidade por completo. Ver Origami, a Drag Queen, é finalmente um suspiro, depois de suster a respiração por tanto tempo. Tem um olhar de predador, magnético, que hipnotiza, rasgando o silêncio. A cada passo, destemida, de forma sedutora, poderosa, é irresistível. Contorce-se com botas reluzentes, sobre o carvão espalhado na passarela. O papel é a base da sua criatividade, reflexo dos seus desejos e pensamentos mais profundos. Uma extensão e espelho de si mesma, que se dobra em qualquer forma sem esforço, embora tenha limites e fragilidades. Origami é uma peça a solo de circo contemporâneo que tem como base a técnica e contorção, a dança e as artes plásticas e visuais.

  

 Zoé Gerard I Open Doors

 Esta obra encena uma mulher que gosta de controlar tudo; é um pouco ingénua e bastante desajeitada. Mergulhamos com ela numa busca de identidade, um percurso muito pessoal inspirado nos questionamentos da própria intérprete-criadora. Quem sou eu? Já me permiti ser assim, mostrar-me desta forma? E porque me proibi, durante tanto tempo, de me ouvir e de me olhar? Aqui, a roda Cyr — um aparelho de circo contemporâneo — está inteiramente ao serviço do propósito, assumindo a forma de um antagonista, de um obstáculo físico e psicológico. Será que ela encontrará uma solução e conseguirá manter-se fiel a si mesma nesse duelo, ou ficará prisioneira dele?

 

Amra I Once upon a time, I found a mannequin

 A peça de circo contemporâneo “Era uma vez, encontrei um manequim” é o resultado de uma exploração sobre como combinar um manequim, equilíbrios de mãos e o Bharatanatyam (uma dança clássica indiana) numa narrativa coerente. Ao longo da peça, a artista explora a sua relação com uma manequim chamada Marianna, comunicando e interagindo com ela através de equilíbrios de mãos, dos elementos narrativos do Bharatanatyam e de técnicas inspiradas no mão-a-mão. A peça propõe a investigação de formas de conjugar os elementos mais puros do Bharatanatyam com os equilíbrios de mãos, bem como maneiras de integrar outros aspetos desta forma de dança, como a música e o figurino.

 

Kim Barrios Garcia, Laura Favaro, Wilfred Moondance River Campbell I "BACK TO BOARD"

 Peça de circo contemporâneo de três intérpretes que combina báscula coreana, acrobacia coletiva, dança e teatro físico.

Partindo da intensa proximidade criada pelo cotidiano do treino de circo, a obra explora as relações que surgem entre estes indivíduos que têm de confiar fisicamente uns nos outros todos os dias. Colocada no centro do palco, a báscula torna-se simultaneamente aparelho e metáfora — uma plataforma onde a propulsão, o desequilíbrio e o ajuste modelam continuamente a dinâmica do grupo. A rotina repete-se, mas nunca da mesma forma. Surgem desvios: gestos, decisões, pequenas rupturas em que o quotidiano se abre ao inesperado. O que acontece quando a tua liberdade depende inteiramente do tempo de outra pessoa?