terça-feira, 9 de dezembro de 2014

RED CEDAR
Teatro |Baú dos segredos
21 e 22 de Janeiro| quarta e quinta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada:  3 EUROS/ Cartão Quadrilátero Cultural: 1.5 Euros
M/6
Duração: 60 m

- Sabes... A minha amiga Lily... Irmã da Abigail... Disse-me que tu andas por aí a dizer a toda a gente que gostas de mim... Eu não me importo nada, mas as pessoas riem-se e fazem troça disso...
- O que eu quero dizer é que: se queres dizer isso a alguém, porque não mo dizes a mim?
- Eu sou sempre a última, a saber...
- Olha para o que diz naquela campa: “Aqui jaz a minha adorada Ella Jane, esposa e amiga de toda a vida. Obrigado por 50 anos de amor e felicidade. Falecida a 7 de Julho de 1893. Henry McDevitt juntou-se a Ella Jane em 11 de Setembro de 1893”.
- Ele só durou dois meses depois dela ter morrido.
- Devia de gostar muito dela!
- 50 anos de amor e felicidade... Quanto são 50 anos?
- São... 150 períodos, sem contar com as férias!
- Vais gostar de mim durante todo esse tempo?...Eu acho que não vais...
- Claro que vou! Eu já gosto de ti há uma semana inteira, não gosto? Então?...

Um grupo de crianças reunem-se num velho cemitério, onde constroem parte importante das suas vidas, longe do olhar dos adultos. São farrapos dos seus afectos que voam para o futuro nas asas de uma promessa...
- Quando eu for grande...
Uma produção que resulta do trabalho de “devising” das duas classes do Baú dos Segredos.

Ficha técnica
Encenação, Cenografia e Dramaturgia: Tiago Regueiras, Ana Regueiras e João Regueiras
Elenco: Alunos da Classe A e Classe B do Baú dos Segredos
Figurinos e Caracterização: Carmen Regueiras, Emília Silva e Sofia Silva
Assistência Técnica: Equipa Técnica da Casa das Artes

Produção: João Regueiras/Casa das Artes
Adoro dezembro!..
Cantata de Natal
Música e Texto de Mário Alves
Coro dos Meninos Cantores do Município da Trofa
Maestrina | Antónia Maria Serra
17 de Janeiro| Sábado| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 3 EUROS/ Cartão Quadrilátero Cultural: 1,5 Euros
M/6
Duração: 60 m
O Coro dos Meninos Cantores do Município da Trofa, formado por 40 elementos, nasceu a 1 de Outubro de 1999.
Dirigido desde a sua fundação por Antónia Maria Serra, este foi o primeiro projecto avançado por iniciativa do Pelouro da Cultura do Município da Trofa.
CONCERTOS
Trofa - Todas as freguesias do Concelho
Viana do Castelo - Igreja da Misericórdia
Paredes de Coura - Centro Cultural
Porto - Teatro Campo Alegre, Salão Nobre do Instituto Superior de Engenharia, Casa da Música, Biblioteca Almeida Garrett e aeroporto Sá Carneiro.
Braga - Sé Catedral
Lisboa - Igreja do Santíssimo Sacramento, Universidade de Lisboa, Sala das Bicas do Palácio de Belém, Palácio de S. Bento - Assembleia da República, FIL - Bolsa de Turismo de Lisboa, Centro Cultural de Belém - Dias da Música em Belém 2012
Vila Nova de Cerveira - Convento de S. Paio
Guimarães - Centro Cultural Vila Flor
Espanha - Forcarei
Itália - Igreja de Santo António dos Portugueses em Roma
Brasil / Ano de Portugal no Brasil - Universidade Estatal do Rio de Janeiro, Real Gabinete Português de Leitura, Centro Cultural Banco do Brasil e Museu Imperial de Petrópolis.
Representou Portugal no Coro Infantil Lusófono (projecto que envolveu crianças provenientes de todos os países de Língua Portuguesa) em 2001.
Participou nas comemorações do Ano de Portugal no Brasil- 2013 – “Música Coral Infantil à Capela”
Participaram em programas das televisões: SIC e RTP e gravaram para a RDP África
DISCOGRAFIA
“Histórias de (en)Cantar” As Cançõezinhas da Tila - música de Fernando Lopes Graça e poemas de Matilde Rosa Araújo, 2001
“Anjos de Pijama” música de Andreia Pinto Correia e poemas de Matilde Rosa Araújo, gravado a 19 de Novembro de 2009 na Igreja de Santiago de Bougado

“Adoro dezembro” – música e texto de Mário Alves

NUNO MARQUES na Casa das Artes

Nuno Marques
Piano Solo
De Nova York a Famalicão
16 de Janeiro | sexta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 5 EUROS / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/6
Duração: 60 m

Programa:
F. Chopin (1810-1849) - 4 Impromptus
L. Beethoven (1770-1827) - Sonata em Fá menor op. 57 “Appassionata”
C. Debussy (1862-1918) - Images II
F. Liszt! (1811-1886) - Balada n.2 em Si menor!


Nuno Marques reside actualmente em Nova York onde efectua os seus estudos de doutoramento na Rutgers University- Mason Gross School of the Arts com a Prof. Min Kwon. Lecciona no departamento de piano da New York University- Steinhardt School, onde estudou anteriormente com o Prof. José Ramón Méndez. Os seus estudos nesta universidade foram apoiados pela prestigiada Reinhold Scholarship que lhe proporcionaram também a oportunidade de fazer a sua estreia oficial em concerto nesta cidade. Iniciou os seus estudos no CCM/Artave com o professor José Alexandre Reis, com quem concluiu o curso de piano com a classificação máxima. Após terminar o Conservatório foi aceite na Guildhall School of Music & Drama - Londres onde estudou com Artur Pizarro e Caroline Palmer. Completou a licenciatura Bmus Honours e em seguida ingressou no Royal College of Music obtendo o título de Master in Piano Performance com Niel Immelman. Obteve também o seu segundo Mestrado em Ensino da Música na Universidade de Aveiro. ! Os seus estudos foram apoiados pela União Europeia (DFes), NYU, Fundação Gulbenkian e AAMSL.

Exposição de fotografia de Daniel Rodrigues

Exposição de fotografia de Daniel Rodrigues
Titulo: Awá Guajá - A lutar pelas origens
De 5 Dezembro a 31 de Janeiro, Foyer |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

Daniel Rodrigues, fotógrafo, natural de Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão, venceu recentemente, em 2013, o primeiro prémio da categoria “Daily Life” (vida quotidiana) do World Press Photo.

A tribo indígena Awá Guajá vive na Floresta Amazónica, no estado brasileiro do Maranhão, dividida em quatro aldeias: Awá, Tiracambú, Juriti e Guajá. Um total de 400 pessoas a viver o mais perto possível da pureza das suas origens. Os dias de caça são longos, mas não poupam ninguém: hoje, crianças e mulheres encabeçam também as expedições pela densa floresta. Aqui não há idades certas (a última destas famílias foi descoberta à menos de dez anos), apenas o dia-a-dia da sobrevivência.
A ajuda das instituições responsáveis pela sua preservação leva até à comunidade poucas palavras em português, roupas de uma sociedade urbana e raros utensílios para uma vida diária facilitada. Mas o objetivo é ser mais um braço na luta contra a invasão crescente de madeireiros em busca do bem mais precioso da floresta amazónica, das árvores que lhe dão o sobrenome: Pulmão da Terra.

”.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Dear Telephone em dezembro na Casa das Artes

Dear Telephone
Música/Pop Rock, Indie
13 de Dezembro| Sábado| 22h30 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes  e Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m
Formados em 2010, os Dear Telephone reúnem Graciela Coelho, André Simão e Ricardo Cibrão (companheiros nos La La La Ressonance) e Pedro Oliveira (baterista de peixe:avião e Old Jerusalem).
Editam o primeiro registo em março de 2011 pela PAD, o EP “Birth of a Robot”, entusiasticamente recebido pela imprensa e apresentado ao vivo em salas como o Theatro Circo, Hard Club (c/ Anna Calvi) ou em festivais como o Optimus Primavera Club, Milhões de Festa, Barco Rock Fest, Alta Baixa, Jameson Urban Routes (c/ Sun Airways), entre outros. Integram a compilação “Novos Talentos Fnac 2011” e representam Portugal na edição de agosto 2011 do “Music Alliance Pact”. Merecem destaque em alguma imprensa estrangeira, como a japonesa P+M Magazine e integram a banda sonora da curta-metragem brasileira “Contramão” de Fábio Menezes.

Ocupam o final de 2012 no processo de composição do primeiro longa duração - Taxi Ballad - editado em Maio de 2013, ano que dedicam integralmente à tour de apresentação deste registo, do Centro Cultural Vila Flor – Guimarães, Casa da Música até ao Optimus Primavera Sound. Em 2014 fazem a estreia fora de Portugal, no Powerlunches -Londres e preparam simultaneamente os concertos de encerramento da tour – com passagem pelo Centro Cultural de Belém – e um próximo álbum, a editar em 2015.

Casa das Artes de Famalicão com CARMINHO...

CARMINHO
Fado
12 de Dezembro| sexta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 18 EUROS/ Cartão Quadrilátero Cultural: 9 Euros
M/3
Duração: 80 m
Carminho estreou-se a cantar em público aos doze anos, no Coliseu. Convivendo de perto com algumas das figuras maiores da verdadeira essência do fado, canta ocasionalmente na Taverna do Embuçado. Em 2009 editou o seu primeiro álbum, Fado, considerado «a maior revelação do fado da última década» (Time Out) e um dos dez melhores álbuns pela conceituada revista britânica Songlines. Já no final de 2012 Carminho realizou um sonho de sempre e gravou com Milton Nascimento, com Chico Buarque e com Nana Caymmi, do que resultou uma reedição de Alma, contendo os três novos temas. Em 2013 Carminho afirmou-se como uma das artistas portuguesas mais internacionais, levando a sua voz aos quatro cantos do mundo, sendo distinguida em Portugal com um Globo de Ouro e com o Prémio Carlos Paredes e vendo ambos os seus álbuns atingirem a marca da dupla platina.
Voz- Carminho
Guitarra Portuguesa - Luis Guerreiro
Viola de fado -Diogo Clemente

Baixo - Marino de Freitas

O LAGO DOS CISNES em Famalicão


O LAGO DOS CISNES | THE SWAN LAKE
Bailado em Dois actos e Quatro cenas
RUSSIAN CLASSICAL BALLET
4 de Dezembro| Quinta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 18 EUROS / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 9 Euros
M/3
Duração: 140 minutos (aprox.) com um intervalo

Música PYOTR ILYICH TCHAIKOVSKY | Libreto VLADIMIR BEGICHEV e VASILY GELTZER | Coreografia MARIUS PETIPA e LEV IVANOV | Cenografia RUSSIAN CLASSICAL BALLET | Direcção e Figurinos EVGENIYA BESPALOVA | Produção CLASSIC STAGE |Première a 27 de Fevereiro de 1877, no Teatro Bolshoi, em Moscovo.

O LAGO DOS CISNES é considerado o mais espectacular dos bailados clássicos, repleto de romantismo e beleza, é epítome dos bailados clássicos; a coreografia exige dos bailarinos destreza e aptidão técnica na representação das personagens da história. A sua popularidade é por outro lado motivada pela música inspirada de Tchaikovsky, mas também a coreografia inventiva e expressiva de Petipa que, relacionando o corpo humano com os movimentos de um cisne, revela a sua genialidade, o seu potencial coreográfico e criatividade artística.
O LAGO DOS CISNES narra a história de um príncipe que procura a mulher ideal e vê na figura do cisne a suavidade e o encanto feminino, que o deixam loucamente apaixonado. Mas, na verdade, o cisne é a transfiguração de uma bela princesa encantada, um tema de verdadeira poética romântica.

“Preservar a tradição do Ballet clássico russo”. Esta é a missão da RUSSIAN CLASSICAL BALLET, uma companhia composta por um elenco de bailarinos graduados pelas mais conceituadas escolas coreográficas: Moscovo, São Petersburgo, Novosibirsk, Perm, Alma-Ata e Kiev; artistas principais em alguns dos mais prestigiados teatros de dança: Mariinsky Theatre - Kirov, Kremlin Ballet Theatre, Rimsky-Korsakov Saint Petersburg State Conservatory, Novosibirsk Opera & Ballet Theatre e Perm Opera & Ballet Theatre, entre outros teatros, dão corpo a esta companhia que concilia a mestria e experiência de bailarinos Internacionais, com a irreverência de jovens talentos emergentes no panorama da dança clássica. 

Daniel Rodrigues na Casa das Artes de V. N. Famalicão

 Exposição de fotografia de Daniel Rodrigues
Titulo: Awá Guajá - A lutar pelas origens
De 3 Dezembro a 28 de Fevereiro, Foyer |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

Daniel Rodrigues, fotógrafo, natural de Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão, venceu recentemente, em 2013, o primeiro prémio da categoria “Daily Life” (vida quotidiana) do World Press Photo.


A tribo indígena Awá Guajá vive na Floresta Amazónica, no estado brasileiro do Maranhão, dividida em quatro aldeias: Awá, Tiracambú, Juriti e Guajá. Um total de 400 pessoas a viver o mais perto possível da pureza das suas origens. Os dias de caça são longos, mas não poupam ninguém: hoje, crianças e mulheres encabeçam também as expedições pela densa floresta. Aqui não há idades certas (a última destas famílias foi descoberta à menos de dez anos), apenas o dia-a-dia da sobrevivência.

A ajuda das instituições responsáveis pela sua preservação leva até à comunidade poucas palavras em português, roupas de uma sociedade urbana e raros utensílios para uma vida diária facilitada. Mas o objetivo é ser mais um braço na luta contra a invasão crescente de madeireiros em busca do bem mais precioso da floresta amazónica, das árvores que lhe dão o sobrenome: Pulmão da Terra.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Clã / CORRENTE - Famalicão

Clã
Estão de volta com novo álbum – CORRENTE – e nova digressão
29 de Novembro | Sábado| 21h30| Grande  Auditório
Entrada: 12 Euros / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 6 Euros
M/4
Duração: 70 m
É o regresso dos Clã aos palcos, seu elemento natural, onde sabemos que iremos encontrar o rigor, a irreverência e a energia desta banda, reconhecida pela excelência das suas apresentações ao vivo.
Mas é também o regresso dos Clã com novas canções, feitas em colaboração com os seus cúmplices Carlos Tê, Sérgio Godinho, Arnaldo Antunes, Regina Guimarães e John Ulhoa e ainda com os novos parceiros Nuno Prata e Samuel Úria. Neste novo trabalho, os Clã voltam a mostrar o seu enorme prazer na construção de canções e o desejo de explorar novos caminhos e sonoridades.

FICHA ARTÍSTICA
Manuela  Azevedo – voz
Hélder Gonçalves - guitarras
Miguel Ferreira - teclados
Pedro Biscaia - teclados
Pedro Rito - baixo
Fernando Gonçalves – bateria
Nélson Carvalho - som

Wilma Moutinho - iluminação

Gobi Bear

Gobi Bear
Música/ indie, folk, pop, rock
22 de Novembro | sábado | 23h00 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural:2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m
"Os acordes soltam-se por caminhos simples ou volteando por labirintos de distorções e, a guiá-los, segue uma voz meiga. Gobi Bear é um alter-ego, mais do que uma banda de um homem só. Deixa as cordas soar como querem e faz canções. Ao vivo, camufla-se no ambiente ou provoca-o com barulho. Sozinho, desliga-se do mundo para o recriar." BREVE DESCRIÇÃO: Gobi Bear é uma banda de um homem só construída em torno de loops. "Dare" é o quinto disco do Diogo, mas o primeiro com colaborações.
Contando com gente talentosa como J-K, Saitam, Daily Misconceptions, Ermo, Miguel K, The Love Making Of ou Sholt, "Dare" é um passo noutra direcção, onde o Urso experimenta novos estilos e instrumentos.

Manuel Alves

Álvaro Pereira (Violino) e Pedro Emanuel Pereira (Piano) em concerto na CdA de Famalicão

Concerto de Violino e Piano
Álvaro Pereira (Violino) e Pedro Emanuel Pereira (Piano)
De Moscovo até Famalicão
Música erudita
22 de Novembro | Sábado| 21h30| Grande  Auditório
Entrada: 8 Euros / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 4 Euros
M/3
Duração: 90m (com Intervalo)

Programa:
Joly Braga Santos (1924-1988): Nocturno nº1 para violino e piano (dedicado a Silva Pereira)
César Franck (1822-1890): Sonata para violino e piano em Lá maior
                              I. Allegretto ben moderato
                              II. Allegro
                              III. Ben-moderato - Recitative-Fantasia
                              IV. Allegro poco mosso

INTERVALO
Dimitry Schostakovich (1906-1975) : 4 Prelúdios op. 34 para violino e piano (arr. Dmitry Tsyganov)
Sergey Prokofiev (1891-1953): Sonata para violino e piano nº2 , op. 94
                                       I. Moderato
                                       II. Presto - poco piu mosso del - Tempo I
                                       III. Andante

                                       IV. Allegro con brio - poco meno mosso- Tempo I - poco                                           meno mosso - Allegro con brio

OS MAIAS Cenas da Vida Romântica de João Botelho

OS MAIAS Cenas da Vida Romântica de João Botelho
Sessão com a presença de João Botelho
Parceria entre Cineclube de Joane e Casa das Artes
15 de Novembro | Sábado| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 4 EUROS
M/12
Duração: 135 m
https://www.facebook.com/osmaiasbotelho
http://www.ardefilmes.org/osmaias/

Portugal, séc. XIX. Afonso da Maia casa com Maria Eduarda Runa e deste casamento resulta Pedro, um rapaz nervoso e instável, superprotegido pela mãe. Ainda jovem, Pedro conhece Maria Monforte, por quem se apaixona e com quem casa, mesmo a contragosto da família. Da relação entre os dois nasce Carlos Eduardo e Maria Eduarda. Alguns anos depois, Maria Monforte apaixona-se por um italiano e foge com ele para Itália, levando a filha consigo. Incapaz de lidar com a traição, Pedro, destroçado, comete suicídio. Carlos, ainda pequeno, cresce e é entregue aos cuidados do avô, com quem cria laços profundos. Passam-se vários anos. Carlos forma-se em medicina pela Universidade de Coimbra e vai viver com o avô para Lisboa, na velha mansão dos Maia. Até que conhece Maria Eduarda, uma mulher bela e cheia de mistérios que acabou de chegar à capital. A paixão é recíproca e eles vivem, durante meses, um amor cego, não imaginando o terrível pecado que estavam a cometer.
Com argumento e realização de João Botelho (“A Corte do Norte”, “Filme do Desassossego”), esta é a primeira adaptação cinematográfica da obra homónima de Eça de Queirós, considerada uma das mais importantes da literatura portuguesa. O elenco é formado por 52 actores, entre os quais João Perry (Afonso de Maia), Graciano Dias (Carlos da Maia), a actriz brasileira Maria Flor (Maria Eduarda), Pedro Inês (João da Ega), Pedro Lacerda (Thomaz d’Alencar), Adriano Luz (Conde de Gouvarinho), Ana Moreira (Maria Eduarda Runa), Rui Morrison (Vilaça), Rita Blanco (D. Maria da Cunha), Catarina Wallenstein (Maria Monforte) ou Pedro Inês (João da Ega). A voz narrada de Eça de Queirós é a do barítono Jorge Vaz de Carvalho.

Título original: Os Maias – Cenas da Vida Romântica (Portugal, 2014, 135 min.)
Realização: João Botelho
Interpretação: Graciano Dias, Maria Flor, Pedro Inês, Hugo Amaro, João Perry, Maria João Pinho, Adriano Luz, Marcello Urgeghe

Romeu e Julieta, encontro desencontro na Casa das Artes de Famalicão

Romeu e Julieta, encontro desencontro
Direção e Coreografia BENVINDO FONSECA
Interpretação de Gonçalo Andrade Nélia Pinheiro (bailarinos), Ana Dias (harpa), Hugo Fernandes (violoncelo), música original pelo Maestro Cesar Viana.
Dança
14 de Novembro | Sexta| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 10 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/6
Duração: 60 m
O incognoscível, onde invoco das profundezas da minha alma as visões e memórias que estão para além do visível e do verbal, a dança no seu lado mais lúdico e sensorial, a música de Prokofief, particularmente a obra “Romeu e Julieta”. O mundo enigmático das emoções, que juntou os dois personagens, assim como o amor incompreendido e impendido por terceiros, onde muitos de nós encontramos identificação.
Foi a base e a inspiração para este meu, nosso “Romeu e Julieta”.
Foquei-me na sincronicidade no encontro, no desencontro, no baile, nas famílias antagônicas, na cena do balcão (noite de amor), no desgosto, e no final na cripta,
Apoiei-me em simbolismos para decifrar e ajudar na trama.
Elementos da natureza (esses bem portugueses), desde paisagens alentejanas ao crepúsculo, a flores, assim como imagens de auroras boreais.
Onde um dos símbolos mais marcantes é a Rosa, e que a sua beleza jamais feneça: “quanto mais a desabrochada rosa se desfolhar sob a ação do tempo, ao menos que a tenra herdeira possa perdurar na sua saudade”.
Benvindo Fonseca
Ficha artística e técnica
Direção | Coreografia BENVINDO FONSECA
Bailarinos GONÇALO ANDRADE e NÉLIA PINHEIRO
Musica Original Maestro CESAR VIANA
Musica excertos da obra “Romeu e Julieta” de Prokofiev
Músicos (no vídeo) ANA DIAS (Harpa) e
Hugo Fernandes (Violoncelo)
Cenografia Carmo Garcia
Vídeo Lourenço Viana
Figurinos LIDIJA KOLOVRAT
Desenho de Luz PAULO GRAÇA
Assistente do coreografo Isadora Ribeiro
Direção técnica PEDRO BILOU
Técnico FERNANDO DIAS
Direção de Produção RAFAEL LEITÃO

Produção CDCE 2013

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

The CityZens em Casa....

The CityZens
Música/Blues Rock, Indie Soul Rock, Garage e Surf rock.
8 de Novembro | sábado | 23 h00 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural:2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m

Num momento em que se encontra a preparar a gravação do seu primeiro álbum, o trio famalicense The CityZens apresenta-se ao vivo na Casa das Artes.
A banda mostra os temas que fazem parte do seu primeiro e homónimo EP e toca aqueles que farão parte do primeiro longa duração, que tem edição prevista para o início de 2015.

Formado, por Jorge Humberto (guitarras e voz), Luís Ribeiro (baixo) e Rui Pedro ferreira (bateria) em Vila nova de Famalicão em 2013,” The Cityzens” cruza os universos, Blues Rock, Indie Soul Rock, Garage e Surf rock.

QUOTIDIANO - Coprodução Fértil / Casa das Artes V. N. Famalicão | Estreia

QUOTIDIANO Estreia
Coprodução Fértil / Casa das Artes V. N. Famalicão
Teatro
6 de Novembro |Quinta | 16h00 |Público escolar ( inscrição Prévia)
7 e 8 de Novembro | sexta e sábado| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 7 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 3.5 Euros
M/12
Duração: 60 m
Sinopse
O sonho que interroga o quotidiano (criação humana que nos manipula), pondo-o em causa criando novas formas e não-formas. O encontro entre objectos, entre corpos, e entre ambos que nos proporcionam novas imagens de uma realidade poética e livre. Da criação à morte a mutação de corpos que encarnam o amor mais forte do que a razão. Do acaso ao caso através da movimentação espontânea e automática. Inspirado no surrealismo português, com destaque à obra de Artur Cruzeiro Seixas, este espectáculo pretende uma representação em tempo real de um pensamento perpetuado no infinito.

Ficha Artística
Criação e Interpretação Neusa Fangueiro e Rui Alves Leitão
Cenografia Sandra Neves
Costureira Carmo Alves
Desenho de luz Paulo Neto
Fotografia Duarte Costa e Rui Alves Leitão
Vídeo Duarte Costa
Co-produção Fértil / Casa das Artes V. N. Famalicão
Parceria Fundação Cupertino Miranda

Agradecimento especial ao Mestre Artur Cruzeiro Seixas

GLAUCO "Azul Estranho"- na Casa das Artes de V.N. Famalicão

GLAUCO "Azul Estranho"
Música/Jazz
1 de Novembro | sábado | 22h30 | Café concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural:2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m
http://www.glaucoband.com
Um projecto musical criado e desenvolvido por André NO, David Estêvão e Paulo Costa desde 2006. Influenciado por diversos estilos musicais, o trio instrumental realiza um trabalho de composição que evoca ambientes jazzísticos de uma urbanidade exótica e orgânica. A improvisação é uma qualidade espontânea na interpretação dos temas, que tem grande importância por permitir o diálogo natural e simples entre os músicos. Resulta numa sonoridade instrumental que sugere uma certa sensorialidade e associações visuais, imagens imprecisas e desfocadas ou mais nítidas, que são tocadas pela (in)tensão dos movimentos.

André NO: bateria e percussão
David Estêvão: contrabaixo
Paulo Costa: vibrafone e steel drums

Exposição de Pintura de Emanuel Sousa

De 5 a 30 de Novembro, Foyer 

Uma parceria entre Casa das Artes e Espaço Mude.
Exposição de Pintura de Emanuel Sousa
Titulo: "volta para a tua terra" - os rostos da imigração.

“Volta para a tua terra”, oiço as palavras a estilhaçar-me os dentes. Como se fosse simples para mim mudar-me para onde os rostos são diferentes, a comida não tem os sabores com que cresci, onde as pessoas falam com uma língua tão estranha ao meu pensar. Como se eu já não me sentisse, mesmo volvidos anos, como algo de fora, alienígena, a aprender de novo a ser. Como se aturasse de ânimo leve os olhares de esguelha irredutíveis, os preconceitos de quem fará sempre questão de me lembrar que sou um estranho em terra estranha. Como se... enfim.
Como se, francamente, houvesse ainda uma terra para a qual voltar. Mas então ninguém ouviu dizer? A minha terra está maninha e estéril. Sim, eu bem sei que tempos houve em que os meus pais a cultivaram com amor, cavando nela carinhosamente sulcos para as sementes de um futuro melhor, prontas a florir quando eu crescesse. Mas não sei bem o que aconteceu. Quando chegou a minha vez de a trabalhar, toda a minha terra estava já gretada, seca. Só urtigas e outras ervas daninhas conseguem lá crescer. E ninguém sabe como nem por onde começar a arrancá-las para fazer com que o trabalho dos meus pais não tenha sido em vão. Sei apenas que nada de meu consegue germinar ali.
E afinal de contas, aqui nem se vive mal. A terra, essa, não discrimina, e deixa-me crescer. Por enquanto, ainda é fértil, mais que a minha, pelo menos, e aos poucos, sinto-me a criar raízes e a estender os meus braços, e quando dou por isso, vejo-me com toda uma nova vida, novas amizades, novos horizontes, novos amores. Um dia, quem sabe, deixarei aqui sementes, nem daqui nem dali, para quem a minha terra não será mais que aquele lugar aonde se regressa uma vez por ano, tão estranho como este o foi para mim. Talvez a minha terra seja não o lugar que me gerou, mas o lugar onde me fiz. Se calhar é aqui que devo estar.
Mas por mais voltas que dê, nada apaga a saudade dos que ficam. Dos que reencontro sempre anos mais velhos a cada dia que os vejo. Dos que vou perdendo numa vida que corre a dois tempos; e é talvez por isso que se me estilhaçam os dentes cada vez que leio a súplica nos seus olhos. “Volta”, parecem-me eles silenciosamente pedir enquanto me abraçam e desejam boa viagem, “por favor. Volta para a tua terra.”