terça-feira, 11 de março de 2014

Opus 6 - Companhia de Música Teatral

Opus 6
Opus 6 é uma peça músico-teatral dirigida à infância
Companhia de Música Teatral
3 de Abril| Centro Escolar | Freguesia de Ribeirão
4 de abril  |Pequeno auditório |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
10h00, 11h00 e 14h30
Máximo de 25 meninos (as) por turno (Inscrição Prévia)
Duração: 40 m

Opus 6 é uma peça músico-teatral dirigida à infância, especialmente concebida para estimular os sentidos e a comunicação dos mais pequeninos. Opus 6 leva-nos ao Mercado dos Sons - um lugar mágico onde os viajantes vão à procura do que une as palavras, os tambores e os gamelões. Entre a dança e a música, os mercadores fazem trocas de sílabas e fonemas e partilham com os mais pequeninos as suas mais recentes aquisições sonoras. Todos se encantam com o nascimento de novos espécimes musicais!
Esta obra faz parte do Peça a Peça, um ciclo de peças de música-teatral concebido no âmbito do Projecto Opus Tutti para chegar a mais crianças, através de apresentações em teatros, creches, jardins de infância e outros equipamentos sociais.
Linguagem principal: música (voz e percussão) e movimento.

Intérpretes: Joana Veiga e Jorge Oliveira
Concepção e Produção: Companhia de Música Teatral
Apoio: DGArtes e Fundação Calouste Gulbenkian/Opus Tutti
Opus Tutti

Opus Tutti é um projecto educativo e artístico que tem como finalidade a criação de boas práticas dirigidas à infância e primeira infância. É uma parceria da Companhia de Música Teatral e do Laboratório de Música e Comunicação na Infância (LAMCI – CESEM) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL). Tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

segunda-feira, 10 de março de 2014

X Bienal de Pintura do Eixo Atlântico
De 1 a a 27 de abril1, Foyer | Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

A realização da X Bienal de Pintura do Eixo Atlântico constitui um apoio à criatividade e inovação, sendo um espaço privilegiado para explorar as opções criativas dos artistas e valores da Região do Norte de Portugal e da Galiza integrada no espaço do Eixo Atlântico.
Serão expostas 28 trabalhos de pintura de artistas do Norte de Portugal e da Galiza.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Harmos em Vila Nova de Famalicão


Festival HARMOS-Classical

Vila Nova de Famalicão 
28 de Março |21h30 | Pequeno auditório 
Musikhochschule Lübeck – Alemanha
Analogue Ensemble
Daniel Abrunhosa | violino
Sina Lützenkirchen | violoncelo
Christine Pöche | flauta
Roman Gerber | clarinete
Yuye Yang | piano
David Cariano Timme | percussão
 
 29 de Março |19h00 | Pequeno auditório
Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto – Portugal
KONTAKTEduo
Patrícia Martins | piano
Carlos Puga | percussão

Nas fronteiras entre o teatro e o cinema, baseia-se no tríptico Luzes da cidade, O grande ditador e Luzes da ribalta, de Charles Chaplin.

A Elegante Melancolia do Crepúsculo
Teatro/cinema
29 de março  | sábado|21h30 | Grande Auditório
Entrada: 8 euros / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 4 Euros
 M/12 / Duração: 1h20m (aprox.).
Sinopse: A Elegante Melancolia do Crepúsculo, que interpela (e transpõe) as fronteiras entre o teatro e o cinema, baseia-se no tríptico Luzes da cidade, O grande ditador e Luzes da ribalta, de Charles Chaplin: três marcos da História do cinema, que constituem três exemplos máximos do seu génio e nos quais o célebre realizador fala da vida, do amor, da sobrevivência e da solidariedade. Calvero, o derradeiro personagem de Chaplin procura, como o Fausto de Goethe, a juventude perdida através da memória musical.
Neste projecto com dramaturgia de Roberto Merino, centro-me na relação entre estas duas áreas de criação; teatro/cinema, com o objectivo de despertar no espectador duas percepções da ação: a imediata vista pelo público no momento em que a ação decorre e a vista em projeção. Os atores contracenam com a tela, entrando e saindo da mesma, em presença corporal e virtual por esta forma multimédia, é como se o dispositivo cénico estivesse dentro do olhar de uma câmara. Também a música está presente em todo o espectáculo, à semelhança do cinema mudo, o piano narra a ação como se de um segundo texto se tratasse. Na criação dos curtos filmes que acrescem ao texto escrito, participam enquanto figuração especial funcionários e colaboradores do Cine Teatro Constantino Nery e do Departamento da Cultura da Câmara Municipal de Matosinhos oferecendo a este projecto um sentimento genuíno de partilha.
Luísa Pinto
*As cenas dos filmes foram filmadas em Matosinhos
FICHA ARTÍSTICA
Encenação Luísa Pinto
Dramaturgia Roberto Merino
Direção Musical Bernardo Soares
Interpretação Isabel Carvalho, João Costa e Valdemar Santos
Músico Bernardo Soares
Conceito e Dramatização Vídeo Luísa Pinto
Cenografia Graça Diogo
Figurinos Elisabete Pinto
Desenho e Operação de Luz Bruno Santos
Vídeo, Imagem Promocional, Grafismo e Operação Miguel Santiago Miranda
Sonoplastia e Operação Pedro Lopes Moreira
Assistente de Encenação Raquel Coelho
Produção Executiva e Coordenação Gráfica Joana Filipa

Produção Cine Teatro Constantino Nery / Câmara Municipal de Matosinhos

THE TRAP na Casa das Artes

THE TRAP
de MARIANA TENGNER BARROS / EIRA
Espectáculo vendedor do prémio Europeu de Jovem \Coreografia- PRIX JARDIN D'EUROPE 2013 - AUDIENCE AWARD
Dança
22 de março  | sábado|21h30 | Grande Auditório
Entrada: 8 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 4 Euros
M/12
Duração: 80 m
A galardoada bailarina e coreógrafa Famalicense, Mariana Tengner Barros vai apresentar THE TRAP na Casa das Artes em Famalicão. Naquele que foi o espectáculo vendedor do prémio Europeu de Jovem Coreografia- PRIX JARDIN D'EUROPE 2013 - AUDIENCE AWARD atribuído pelo público no âmbito da 30ª edição do ImPulsTanz - Vienna International Dance Festival em Viena - Áustria, Mariana Tengner Barros habita os "corpos do velho glamour ' - divas do cinema e estrelas burlescas do nosso passado - para ter uma conversa com Deus sobre a arte e os mercados financeiros numa peça onde as coisas nunca são realmente o que parecem ser.

Direcção, concepção e interpretação: MARIANA TENGNER BARROS | Consultoria artística: MARK TOMPKINS | Assistência à criação: ANTÓNIO MV e NUNO MIGUEL | Video: ANTÓNIO MV e MARIANA TENGNER BARROS | Textos: MARIANA TENGNER BARROS e NUNO MIGUEL | Figurinos: ANTÓNIO MV | Cenografia: NUNO MIGUEL, ANTÓNIO MV e MARIANA TENGNER BARROS | Música Original: FILIPE LOPES | Apoio dramatúrgico:  JOÃO MANUEL DE OLIVEIRA | Produção: EIRA

ONE MAN ALONE - estreia

ONE MAN ALONE - estreia
Coprodução Teatro da Didascália e Casa das Artes de Famalicão
Teatro
20 e 21 de  | quinta e sexta|21h30 | pequeno auditório
Entrada: 5 euros/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5Euros
M/12
Duração: 60 m

One man alone é um espetáculo a solo, literalmente a solo. Sem contracena, nem operador de luz nem som, o ator vê-se assim obrigado a prosseguir o seu espetáculo interpretando e operando ao mesmo tempo a própria luz que o ilumina e a música que acompanha a cena.

Tudo acontece numa padaria, naquelas horas da noite em que o padeiro faz pão e o resto do mundo sonha com ele. A ação desenrola-se através do jogo entre o padeiro rodeado por baguetes, papo seco, broas de milho, os seus instrumentos de trabalho e os sonhos que o fazem viajar pelo universo da imaginação e o catapultam para um mundo só seu, a altas horas da noite, e que o acompanham no amassar do pão. Talvez por uma necessidade de escape ele sonhe acordado. Talvez seja esse o fermento que faz crescer o seu pão.   

Todo o espetáculo assenta no virtuoso jogo físico do ator, na capacidade de se multiplicar nas várias personagens que dão vida às suas fantasias, nas várias funções do seu ofício, e na sua capacidade de surpreender através dum espetáculo onde a magia é aliada da simplicidade.

Ficha Artística
Criação, interpretação e cenografia: Bruno Martins
Direção: Sérgio Agostinho
Figurinos: Joaquim Azevedo
Desenho de luz e som: Bruno Martins e Valter Alves
Design Gráfico: Rui Verde

Coprodução Teatro da Didascália e Casa das Artes de Famalicão

Rui Veloso na Casa das Artes de Famalicão

Rui Veloso Trio
Na companhia dos músicos Alexandre Manaia e Berg
14 e 15 de março| sexta-feira e sábado|21h30 | Grande Auditório
Entrada: 20 EUROS/ Cartão Quadrilátero Cultural: 10 Euros
M/3
Duração: 80 m
Rui Veloso apresenta o seu espectáculo em trio na Casa das Artes de Famalicão, nos dias 14 e 15 de Março.
Na companhia dos músicos Alexandre Manaia e Berg, Rui Veloso apresenta, num formato intimista e de grande cumplicidade entre músicos e público, os seus grandes êxitos e outros temas que há muito não sobem a palco. Tudo grandes canções, até porque só as grandes canções resistem a tal ‘nudez’.

 Uma oportunidade única para ouvir as grandes canções de Rui Veloso como nunca as ouviu.

Opus I - Casa das Artes e envolvente.

Opus I
Opus 1 é uma peça músico-teatral dirigida à infância, concretamente aos meninos (as) de três anos.
Companhia de Música Teatral
13 de março |Fundação Castro Alves |Freguesia de Bairro
14 de março |Pequeno auditório |Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
10h00, 11h00 e 14h30
Máximo de 25 meninos (as) por turno (Inscrição Prévia)
Duração: 40 m


Opus 1 é uma peça músico-teatral dirigida à infância, especialmente concebida para estimular os sentidos e a comunicação dos mais pequeninos. Opus 1 começa com uma brincadeira de comboios e bichos estranhos. Depois vem um furacão que nos leva para uma ilha misteriosa com praias de areia fina, flores coloridas, sereias, leões e piratas. Tudo coisas que acontecem frequentemente quando se brinca com violoncelos.
Esta obra faz parte do Peça a Peça, um ciclo de peças de música-teatral concebido no âmbito do Projecto Opus Tutti para chegar a muitas crianças, através de apresentações em teatros, creches, jardins de infância e outros equipamentos sociais.
Linguagem principal: música (violoncelo, voz) e dança.
Intérpretes: Hugo Fernandes e Alena Dittrichová
Concepção e Produção: Companhia de Música Teatral
Apoio: DGArtes e Fundação Calouste Gulbenkian/Opus Tutti
  Opus Tutti

Opus Tutti é um projecto educativo e artístico que tem como finalidade a criação de boas práticas sociais dirigidas à infância e primeira infância. É uma parceria da Companhia de Música Teatral e do Laboratório de Música e Comunicação na Infância (LAMCI – CESEM) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL). Tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Auto da Barca do Inferno
Companhia de Teatro Andaime
Estudantes e escolas |Teatro
12 de março| quarta-feira| 15h00 e 16h00 | grande auditório
Entrada: 4 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2 Euros
M/3
Duração: 70 m

Sinopse:
 Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão… têm entrada direta no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão diretamente ao Inferno? E a pé, de pulo ou voo? Aliás, onde fica e como designamos o lugar onde estamos? E que paraíso buscamos? Uma demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral. Um espetáculo sobre a nossa memória identitária.
Ficha técnica:
Encenação: Fernando Silvestre
Figurinos: Joana Vilaça;
Cenografia: Rodrigo Machado e Paulo Lima

Interpretação: João Amorim; João Teixeira; Rodrigo Machado; Luís Nicolau; Elda Costa; Ana Azevedo; Leonor Matos; Marco Andrade; Luisa Costa; Rafael Carvalho e Diogo Santos

TRALHAS MELÓDICAS

TRALHAS MELÓDICAS
Com José Aguiar e Pedro Moniz e como convidado, o músico/ambientalista, kika.
Performance| música e poesia
8 de março| sábado|22h30 | Café - Concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/3
Duração: 70 m

Com a partilha de ideais metaforizados em atmosferas oriundas do Harém que a música alberga, cujos dois elementos deste projecto “José Aguiar; Pedro Moniz” coabitam nos seus retiros artísticos, musicais, deu-se a natividade deste projeto (Tralhas Melódicas) que tem como objectivo complementar os escapes diversificados, em que a música é composta por uma melodia estruturada em detalhes harmoniosos como também agrestes. Coabitando na perfeição com os rasgos vocais que as palavras expostas obedecem, sendo as mesmas apuradas de poemas alienados ao escape mental tendo como missão superar o complemento da astúcia humana, contraindo desta forma, uma perfeita simbiose de várias tonalidades melódicas, sendo a maior delas impelidas pela guitarra do Pedro Moniz, outras obedecem a um realismo em que por vezes a frontalidade tem contornos estonteantes, mas acima de tudo simples que o José Aguiar contém nestes panoramas alternativos.

Este projecto assiste uma vertente bastante pessoal, direccionada estritamente aos hipotéticos devaneios mentais que qualquer humano comum alberga, expondo práticas que se fundamentam no sentido de olhar com olhos de ver, sentir! Pois não é à toa que enumeras vezes só sentimos quando vemos. É através destes poemas oriundos de um surrealismo natural, sustentado por uma antagónica e usual prática comum a quem faz da vida, um mero carreiro da decência forçada, que estes dois cérebros em causa comungam em sintonia a atitude de se exporem mediante quem ousa os acompanhar, quer com os que partilham os seus mais elaborados raciocínios, quer com os que optam por simplesmente criar analogias perfeitas com quem partilha tais ideais.

Camila - Texto e Direção de Pascal-Emmanuel Luneau

Camila - Estreia
Texto e Direção de Pascal-Emmanuel Luneau
Coprodução do Cão Danado e a Casa das Artes de V.N. Famalicão
Teatro
7 e 8 de março  | sexta-feira e sábado| 21h30 | grande auditório
Entrada: 6 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 3 Euros
M/16 | Duração: 70 m

Camila Montenegro matou. Muito! Demasiado! Só homens! Uns quinze, sem dúvida…
Desde que a detiveram, Camila foi imediatamente enviada para um centro hospitalar penitenciário. Uma equipa de psiquiatras acompanha-a.
Jonas (psiquiatra) e Odília (assistente), não procuram, num primeiro momento, curar as pessoas que são internadas numa zona do hospital de alta segurança. A justiça espera deles, primeiramente, um veredicto.
No que a Camila diz respeito, é simples: estará ou não suficientemente sã de espírito para ser acusada de homicídio e ser julgada?
Camila esquece depressa os seus homicídios. Que importância têm?
Esses homens estão mortos! Prefere falar de sexo, de sedução e relações humanas…
Pascal-Emmanuel Luneau

Equipa Artística
Direção Pascal-Emmanuel Luneau
Autor Pascal-Emmanuel Luneau
Tradução Luísa Mariante
Intérpretes Márcia Lima, Sara Barbosa, Tiago Correia, Rafael Costa
Cenografia Paulo Capelo Cardoso
Assistência de Cenografia Catarina Braga Araújo
Figurinos Sara Barbosa
Vídeo Sara Augusto
Luz Rui Monteiro e Pedro Correia
Produção Pedro Barbosa
Apoios: Q-Better, Absolut Tribute, Sítio do Cano Amarelo, Panmixia

O Cão Danado é uma estrutura financiada por:

Exposição OBLIO da artista Italiana ALESSANDRA D’AGNOLO - De 1 Fevereiro a 30 de Março,

Exposição OBLIO da artista Italiana ALESSANDRA D’AGNOLO
De 1 Fevereiro a 30 de Março, Foyer
Apoio -  Associazione Socio Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri

Entre Veneza e o Porto
No mundo imaginário que a obra de Alessandra D' Agnolo nos apresenta, somos confrontados com a realidade que aparentemente negligenciamos de abandono ou de passagem fugaz e ludibriante nitidez, que de tão nítida nos ofusca, numa penumbra que ela nos faz tocar. É. nesse material frio da placa de lito que tempera existências perenes de objectos e de paisagens sem aparente importância no quotidiano e que, não a deixando indiferente, nos remetem para uma contemplação entre a nostalgia de um tempo passado, como de uma elegia a um tempo futuro.
Não são imagens banais as que as suas composições nos apresentam, apesar de os assuntos nos aparecerem vistos noutros contextos e noutras situações que a história da arte nos foi ensinando através de exemplos que a artista tão bem conhece e com quem tão bem convive, entre espaços geográficos e culturais tão sólidos como os canais que comportam as aguas de Veneto ou as margens de um rio dourado, como também, de quantos mares que aproximam os homens e lhes mobilizam a alma.
Todo o percurso, aparente estático das imagens na superfície, são viagens do olhar em torno de um sentido que nos faça entender o mundo que atravessamos transitoriamente, como encantatóriamente. São viagens que os seus olhos olharam e que generosamente partilham connosco.
Não são desenhos nem pinturas para distrair a atenção do que de essencial faz sentido. Sem artifícios, a artista constrói uma densidade que, por vezes dramática,
por vezes lírica, faz fluir a escrita entre detalhes de números, de folhas, de objectos de história dos costumes e da arquitectura, consoante o interesse da encenação e da vocação do seu discurso em enunciado. Consoante se tratem naturezas mortas que afinal, são todas as nossas representações.
Gravadora de formação e com um entusiasmo contagiante no que ao trabalho criador diz respeito, Alessandra D'Agnolo, dá-nos a oportunidade de ver como se viaja entre o Porto e Veneza, numa simplicidade tão afectuosa de calor quanto, por ironia de temperatura oposta, é o suporte das imagens que nos dão a ver um mundo infindável de motivos que, querendo ver se nos escapam, mas que ela nos restitui por inteiros ao mundo real que é sempre o da nossa capacidade de ser inteligente.
Vemos o que queremos ver, quanto aceitamos o que queremos aceitar. Mas, aqui, não temos espaço para duvidar do profundo labor e conhecimento que a artista transporta para estas fortes imagens de sombra e de penumbra. de contra-luz, quanto de diáfana planura lumínica de tão encandeados estamos de luz espectacular e ruidosa da turbulência do mundo que ela nos mostra, no silencio do seu sentimento e do seu testemunho singular quanto de rara de aparição.

Francisco Laranjo
Artista e diretor da Escola de Belas Artes do Porto

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Camané na Casa das Artes - Famalicão

CAMANÉ 
O Melhor 1995| 2013
28 de fevereiro  | sexta-feira| 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 15 EUROS/ Cartão Quadrilátero Cultural: 7,5 Euros
M/3
Duração: 80 m
Apoio: Montepio e Antena 1

Com uma carreira iniciada há mais de década e meia, com a gravação, em 1995, do disco “Uma noite de fados”, Camané conquistou rapidamente um lugar muito próprio no clube restrito dos grandes intérpretes portugueses e, em particular, no difícil, exigente e concorrido mundo da chamada “canção nacional”.
 Basta percorrer a já extensa discografia do cantor, desde o referido disco de estreia, passando por obras como “Na linha da vida”, “Pelo dia dentro” ou “Sempre de mim”, até ao último trabalho de estúdio, “Do amor e dos dias”, para perceber as razões que levaram Camané a integrar o reduzido leque de fadistas intemporais, ao lado de Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro ou Carlos do Carmo.

Mas é tempo agora para uma reflexão musical, com o lançamento de “O Melhor – 1995|2013” que reúne grandes clássicos da sua carreira. Mas como a arte de Camané é a procura constante de boas canções, de contar histórias e o que nelas está escondido, – este trabalho irá contemplar também alguns temas novos, inéditos e surpreendentes.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

JP Simões com ROMA em Famalicão

JP Simões - Roma
Português, italiano, inglês, francês, português do Brasil. JP Simões apresenta-nos um álbum cantado nestas línguas todas, com um cheirinho a bossa nova, a ritmos africanos, a samba, a canção francesa, a poesia. (fonte: Palco principal)
22 de Fevereiro  | Sábado|21h30 | Grande Auditório
Entrada: 10 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/4
Duração: 80 m
 Músicos
JP Simões: Voz e Violão
Luanda Cozetti: Voz
Luís Lázaro: Video Art
Norton Daiello: Baixo e Contrabaixo
Tomás Pimentel: Piano, Trompete e Fliscorne
Gabriel Godói: Violão de sete cordas e Guitarra Eléctrica
Ruca Rebordão: Percussões
José Salgueiro: Bateria
Tércio Borges: Cavaquinho
Jorge Reis: Saxofone Alto e Soprano
“Roma” é o terceiro álbum a solo de JP Simões e é já considerado por muitos como o seu melhor trabalho, viajando por territórios que vão do Afro-Beat ao Glam Rock, do Samba ao Jazz, retomando e reinventando a energia e o lirismo dos extintos Belle Chase Hotel e Quinteto Tati.

Para Roma, JP Simões apresenta um espectáculo multimédia, totalmente ilustrado ao vivo e em tela pelo artista plástico Luís Lázaro, e traz a sua banda completa, com todos os timbres e cores: receita exuberante para uma noite que promete ser inesquecível. A não perder.

Dia Internacional da Língua Materna - Tributo a Luís de Camões

PARA TÃO LONGO AMOR
TÃO CURTA A VIDA
Dia Internacional da Língua Materna
Tributo a Luís de Camões
21 de Fevereiro  | sexta-feira|21h30 | Grande Auditório
Entrada: 3 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 1.5 Euros
M/4
Duração: 60 m
Tendo vivido no séc. XVI, Luís de Camões diz “ que deixou a vida pelo mundo em pedaços repartida “.
Neste Dia Internacional da Língua Materna pretende-se recolher esses pedaços e, num registo simples mas sentido, prestar o tributo devido ao poeta maior da língua portuguesa.
A partir lírica camoniana, Ivo Machado musicou sonetos, canções, vilancetes e voltas, na sua peculiar característica de trovador.
Carlos Carneiro, responsável pela harmonia, esforçou-se por contextualizar a época ou o seu afastamento, através de “ falsetes “, “ galicismos “, um certo “ maneirismo “, mas intentando alguma libertação de Castela.
António Sousa, amante e profundo conhecedor da poesia de Camões, empresta a sua voz, declamando graciosamente poemas líricos e, a breve trecho, tece comentários entre os poemas e as canções como contributo para um melhor entendimento da obra lírica do poeta.
“ Para tão longo amor, tão curta a vida “ ficou consubstanciado em disco, como forma de partilha cultural.
 Conceção e voz – Ivo Machado
Guitarra clássica e arranjos – Carlos Carneiro
Declamação – António Sousa
 Convidados:
Coro da Primavera sob a direção artística de Rui Mesquita

Associação Amarcultura

Aldo Lima, José Pedro Gomes, Jorge Mourato e Ricardo Peres na Casa das Artes

OS IDIOTAS
Com Interpretação de Aldo Lima, José Pedro Gomes, Jorge Mourato e Ricardo Peres.
Teatro/comédia
15 de Fevereiro  | Sádado|21h30 | Grande Auditório
Entrada: 12 EUROS / Cartão Quadrilátero Cultural: 6 Euros
M/12
Duração: 90 m, s/intervalo
Nos últimos tempos, quantas vezes já deu consigo a perguntar onde acaba a realidade e começa a fição?
No mundo d’ Os Idiotas o facebook deixou de ser virtual e as pessoas, mesmo as “supostamente normais”, trocaram as gargalhadas por uma dúzia de LOLs;
Neste universo paralelo, há homens que afinal são mulheres que entretanto mudaram de sexo e jogos de computador que se instalaram na vida sem pedir autorização para fazer download.
Se no final desta comédia detectar sintomas antes desconhecidos, não se preocupe. Esses sinais fazem parte do projecto de contaminação que Os Idiotas delinearam para o livrar desse semblante sério a que a rotina o condenou. Faça uma pausa...
Ver Os Idiotas é a melhor coisa que lhe pode acontecer.
 Texto: Idiots of Ants – Andrew Spiers, Elliott Tiney, Benjamin Wilson e James Wrighton Direcção: Sónia Aragão Tradução: Ana Sampaio Cenário e Figurinos: Marta Carreiras Música: Alexandre Manaia Desenho de Luz: Paulo Sabino Produção: UAU 

Colibri em Casa - Concerto Cancelado

Por motivos alheios  á Casa das Artes, o Concerto dos Colibri foi Cancelado.
Colibri
Duo de Pimba lixado
14 de Fevereiro  | sexta-feira|22h30 | Café - Concerto
Entrada: 5 EUROS/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/4
Duração: 80 m

O Pimba vestiu o fato! Numa roupagem chique, abraçando o romantismo sentimental e simplista característico da música folk portuguesa, o projeto Colibri, utilizando de fronteiras que foram sempre pouco rígidas e claras, reinventa, à sua maneira, o que de mais tradicional a música portuguesa tem.
Colibri nasce no Verao de 2012, do bater geométrico das asas, da repetiçao aparentemente infinita de palavras (do primeiro single: ”Eu fui ter contigo meu amor”).
No Abril de 2013, Giliano e Joao decidem imortalizar a ideia, comportando o fácil e o brejeiro, a piada e o escárnio para o verdadeiro e menos óbvio, para o romance à maneira portuguesa. Assim, surge o primeiro EP, composto por quatro originais.
A banda do ”Pimba lixado” foi também ela convidada a integrar os Novos Talentos Fnac 2013, num reconhecimento meritoso pela originalidade e peculiaridade.

Encontro Florbela Espanca.

Encontro Florbela Espanca.
7 de Fevereiro  | sexta-feira | Grande Auditório
Entrada: Entrada livre à lotação da sala
Co-produção – EDF Escola de Teatro e Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão
Imagem da Florbela de Artur Bual
14h00: Projeção do Filme «Florbela» de Vicente Alves do Ó.
Título original: Florbela
De: Vicente Alves do Ó
Com: Dalila Carmo, Albano Jerónimo, Ivo Canelas
Género: Drama
Classificação: M/12
Outros dados: POR, 2012, Cores, 119 min.
Nascida a 8 de Dezembro de 1894, Florbela Espanca era uma mulher incomum e fora do seu tempo. O filme segue a sua história no período de crise literária, em que deixou de conseguir expressar-se através da escrita, por altura da morte de Apeles, o seu adorado irmão oficial da Aviação Naval, cujo hidroavião se despenhou no rio Tejo.
Depois da curta-metragem "Entre o Desejo e o Destino" e da longa "Quinze Pontos na Alma", o argumentista Vicente Alves do Ó regressa à realização com um filme que pretende homenagear uma das poetisas portuguesas mais relevantes do séc. XX.
O filme, protagonizado por Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo, teve o apoio do Ministério da Cultura - ICA, RTP, Câmara Municipal de Lisboa e Câmara Municipal de Vila Viçosa, tendo ainda uma versão para TV em três episódio
 16h00: Pausa
16h15: Criação «À Flor da Pele»
Alunos do 1º ano da Escola de Teatro do Externato Delfim Ferreira.
Encenação: Pedro Almendra e Paula Branco.
16h50: Conversa/Debate com: o realizador Vicente Alves do Ó, o ator Albano Jerónimo e a Professora Doutora Isabel Pires de Lima (Ex - Ministra Cultura) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Exposição OBLIO da Artista Italiana ALESSANDRA D’AGNOLO na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

 1de Fevereiro a 30 de Março, Foyer
Inauguração da exposição a 1 de Fevereiro, com a presença da artista.
Apoio  
 Associazione Socio Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri


Entre Veneza e o Porto
No mundo imaginário que a obra de Alessandra D' Agnolo nos apresenta, somos confrontados com a realidade que aparentemente negligenciamos de abandono ou de passagem fugaz e ludibriante nitidez, que de tão nítida nos ofusca, numa penumbra que ela nos faz tocar. É. nesse material frio da placa de lito que tempera existências perenes de objectos e de paisagens sem aparente importância no quotidiano e que, não a deixando indiferente, nos remetem para uma contemplação entre a nostalgia de um tempo passado, como de uma elegia a um tempo futuro.
Não são imagens banais as que as suas composições nos apresentam, apesar de os assuntos nos aparecerem vistos noutros contextos e noutras situações que a história da arte nos foi ensinando através de exemplos que a artista tão bem conhece e com quem tão bem convive, entre espaços geográficos e culturais tão sólidos como os canais que comportam as aguas de Veneto ou as margens de um rio dourado, como também, de quantos mares que aproximam os homens e lhes mobilizam a alma.
Todo o percurso, aparente estático das imagens na superfície, são viagens do olhar em torno de um sentido que nos faça entender o mundo que atravessamos transitoriamente, como encantatóriamente. São viagens que os seus olhos olharam e que generosamente partilham connosco.
Não são desenhos nem pinturas para distrair a atenção do que de essencial faz sentido. Sem artifícios, a artista constrói uma densidade que, por vezes dramática,
por vezes lírica, faz fluir a escrita entre detalhes de números, de folhas, de objectos de história dos costumes e da arquitectura, consoante o interesse da encenação e da vocação do seu discurso em enunciado. Consoante se tratem naturezas mortas que afinal, são todas as nossas representações.
Gravadora de formação e com um entusiasmo contagiante no que ao trabalho criador diz respeito, Alessandra D'Agnolo, dá-nos a oportunidade de ver como se viaja entre o Porto e Veneza, numa simplicidade tão afectuosa de calor quanto, por ironia de temperatura oposta, é o suporte das imagens que nos dão a ver um mundo infindável de motivos que, querendo ver se nos escapam, mas que ela nos restitui por inteiros ao mundo real que é sempre o da nossa capacidade de ser inteligente.
Vemos o que queremos ver, quanto aceitamos o que queremos aceitar. Mas, aqui, não temos espaço para duvidar do profundo labor e conhecimento que a artista transporta para estas fortes imagens de sombra e de penumbra. de contra-luz, quanto de diáfana planura lumínica de tão encandeados estamos de luz espectacular e ruidosa da turbulência do mundo que ela nos mostra, no silencio do seu sentimento e do seu testemunho singular quanto de rara de aparição.

Francisco Laranjo

Artista e diretor da Escola de Belas Artes do Porto