quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Concerto de Páscoa - REQUIEM em Ré menor, K. 626, de Wolfgang Amadeus Mozart | Casa das Artes de Famalicão


29 de Março | Domingo, 18h00 | Grande Auditório - 2026.
Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor
M/4 -Duração: 70 min

Orquestra Filarmónica Portuguesa
Coro Polifónico da Lapa
Maestro - Osvaldo Ferreira
Maestro coro- Filipe Veríssimo
Soprano – Raquel Paulo
Mezzo soprano – Paula Doria
Tenor – José de Eça
Barítono – João Merino
MÚSICA PARA FAMÍLIAS 2026
9.º CICLO DE CONCERTOS PROMENADE DA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO
O Requiem é a derradeira obra do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart [1756-1791], uma das suas mais reconhecidas composições, quer pela música em si, quer pelo debate em torno da incerteza de qual parte da missa fúnebre terá sido escrita pelo próprio Mozart. Inacabada devido à morte do compositor, foi concluída posteriormente pela brilhante coragem e gratidão dos seus amigos e discípulos Franz Xaver Süßmayr, Joseph Leopold Eybler e Franz Jacob Freystädtler, permitindo assim que, intemporalmente, possa ser admirada e interpretada vezes sem conta. Requiem de Mozart é uma das obras clássicas mais elogiadas de todos os tempos, integrando o repertório de excelência para coro, orquestra e solistas. Sendo dividida em secções, com catorze andamentos, a obra, na sua música e letra, traduz uma escalada de sentimentos e emoções perante a perda e a morte, evocando a esperança na luz eterna.

Cara de Espelho | Casa das Artes de Famalicão


28 de Março | Sábado, 21h30 | Grande Auditório 

Entrada: 12 euros; 6 euros para descontos em vigor

M/4 - Duração: 70 min

 O coletivo Cara de Espelho regressa aos palcos para apresentar “B”, o muito aguardado segundo álbum de estúdio, com edição em janeiro de 2026. Em temas como os novos singles “D de Denúncia” e “Bem-Vindo”, a banda — formada por Carlos Guerreiro, Luís J Martins, Maria Antónia Mendes, Nuno Prata, Pedro da Silva Martins e Sérgio Nascimento — reafirma a sua identidade singular: uma fusão entre tradição portuguesa, sonoridade contemporânea e letras incisivas que refletem e questionam o mundo que nos rodeia.

O álbum de estreia, lançado em janeiro de 2024, foi amplamente aclamado pela crítica, integrando as listas de Melhores Álbuns do Ano da Rádio Radar, Blitz e Expresso, e valeu ao grupo o título de Melhor Banda nos Futurawards e o Prémio PLAY para Melhor Reinterpretação da Música Tradicional.

Após 19 meses de digressão por palcos e festivais como Bons Sons, MED Loulé, FMM Sines e MEO Kalorama, os Cara de Espelho iniciam agora um novo ciclo, com música nova e a energia que os tornou uma das bandas mais entusiasmantes da atualidade.

Programa - Poética da Palavra | Encontros de Teatro Capítulo 8 (Março de 2026) | Casa das Artes de Famalicão .

 


Programa

- O Céu Sou Eu, Tu e Uma Estrela

Uma encenação de Jaime C. Soares

7 de Março |sábado | 15h00| Grande Auditório

Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor

M/6

Duração: 45 min

Uma peça encantatória e hipnótica que nos transporta para um mundo poético recheado de histórias, de palavras, de perguntas e de notas musicais.

Um local onde a imagem visual nos leva a passear através de paisagens de sonho.

O Céu Sou Eu, Tu e Uma Estrela é um espectáculo pensado para todos.

Uma actriz e um músico levam-nos numa viagem através do imaginário dos sonhos, do surreal e das perguntas sem resposta. Um percurso onírico com questões que nos fizeram pensar enquanto crianças. A música é uma constante enquanto elemento aglutinador e hipnótico. É como se o som do saxofone nos conduzisse a um transe que nos transporta para dentro de uma nuvem de sonhos, que se molda individualmente a cada um de nós. Quem é a personagem principal desta não história? De onde vêm todas as perguntas? Onde estamos? Que lugar é este?

Acessibilidade: o espetáculo conta com audiodescrição (AD)

Ficha Artística

Encenação: Jaime C. Soares

Interpretação: Eduarda Alves

Músico: Tiago Godinho

Cenografia e Adereços: Jaime C. Soares e Francisca Soulsman

Figurinos: João Gillette e Goretti Rodrigues

Construção de Objectos de Cena: Goretti Rodrigues

Desenho de Luz: F. Preto

Música Original: David Pinheiro

Fotografia: Daniel Mendonça

Design Gráfico: Paulinho Ribeiro

Produção: Maria Manuel

Uma Criação: NAPALM (Companhia de Teatro Dança em Conjunto ou Alternadamente)

  

Mediação - Leitura encenada - “Do Banal ao Extraordinário - a imaginação como limite...”

 Data: 7 de março, às 10H30, PA

público-alvo: crianças dos 6 aos 12 anos de idade

nº máximo de participantes por sessão: 20

duração:1h30

Leitura encenada, que nos transporta para uma história sobre a aceitação da diferença e do próximo, seguido de um trabalho prático sobre “arte da imitação” e “transformação” a partir de alguns objetos banais do quotidiano. 

 Entrada gratuita, mediante inscrição prévia

 

- A Bola de Cristal 13, um, três

Direção Artística, Texto e Interpretação de Luísa Fidalgo

7 de Março | Sábado | 21h30 | Café-concerto

Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor

M/12

Duração: 75 min

A BOLA DE CRISTAL 13, um, três guarda memórias de uma mãe que desapareceu. Uma mulher portuguesa chamada Rosário (1950-2009) que deixou para trás mais de 30 agendas-diários e um lugar cativo no Bingo. Os números da tômbola são aqui

transformados em memórias, reais ou (auto)ficcionadas, apresentadas por três

personagens a partir do tríptico mãe - mulher - Rosário. Entre a aleatoriedade da vida, a sorte e o azar, o amor e a perda, “o que calha a quem?” Um espectáculo-jogo cómico-trágico e irrepetível (como a vida), onde o desejo, mais do que gritar “bingo”, é o de reflectir sobre o luto como sentimento universal.

 Ficha artística

Direção Artística, Texto e Interpretação: Luísa Fidalgo

Interpretação: Inês Rosado, Lígia Roque e Rita Lello

Consultoria Artística: Filipe Pereira

Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos

Som: Vera Condeço

Apoio ao Movimento: Lewis Seivwright

Apoio à Produção: Leonardo Garibaldi e Teatro Reflexo

Apoio à Criação: Teatro Oficina e A Barraca

Design: Carolina Peres

Vídeo: Filipi Do Canto

Música Original e Sound Design: Aurélien Vieira Lino

Motion Graphics: Vasco Vieira

Produção Apoiada pelo Fundo Cultural da Sociedade Portuguesa de Autores e

República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes

Agradecimentos: Luís Mestre, Cooperativa Dramatúrgica (1ª edição - Bruno Fraga Vaz, Catarina Vieira, Filipa Leão, Filipa Matta, Guilherme Gomes, Mariana Ferreira, Miguel Carranca), Mickaël de Oliveira, Patrícia Portela, A Barraca, Michel e Zé, Alice, Filipi, Aurélien, Vasco e Inês.

 

MediaçãoMasterclasse de Luísa Fidalgo

6 de Março, às 19h00, Café-concerto

Memória, arquivo e dramaturgia numa masterclasse para estudantes de teatro e outros espectadores interessados nas áreas da escrita criativa.

 

- Agora Noutro Lugar

texto de Marine Antunes, encenação de Marco Medeiros e interpretação de Tiago Castro

13 de Março |Sexta-feira | 21h30| Pequeno Auditório

Entrada: 8 euros; 4 euros para descontos em vigor

 M/16

Duração: 75 min

Um homem entra num cemitério para pedir o divórcio à mulher morta. Agora Noutro Lugar é um monólogo que mergulha no abismo da perda, onde o tempo parece estagnar e o luto se torna um peso impossível de carregar. João, após a morte da mulher, vê-se pressionado a cumprir uma última vontade dela: seguir em frente.

Contudo, toma uma decisão extrema e insólita — ir ao cemitério pedir o divórcio à mulher. Com uma escrita que equilibra drama e um humor ácido, esta peça explora os efeitos invisíveis do luto, a difícil reconstrução da identidade depois de anos de partilha e de um amor que se recusa a morrer. A tensão entre a memória e a necessidade de seguir em frente é o fio condutor desta jornada interior. Agora Noutro Lugar não é uma história de superação. É uma tentativa desesperada de continuar. Entre o riso e a ferida, João pergunta: E se odiar for a única forma de continuar?

 Ficha Artística

Interpretação: Tiago Castro

Encenação: Marco Medeiros
Texto: Marine Antunes

  

Mediação -Conversa após a récita sobre a construção do texto dramatúrgico

Conversa com a dramaturga e o ator sobre o processo de ensaios, as opções dramatúrgicas e a construção do guião final. Que critérios orientaram a seleção dos textos? Como se articulam dramaturgia e interpretação ao longo do processo criativo? Que impacto têm essas escolhas na narrativa, nas personagens e no resultado final da peça? Uma reflexão sobre criação, exclusão e transformação no teatro e leitura de alguns excertos que foram excluídos mas estão presentes no guião original da peça.

 

- Fantasia Sem Abrigo – uma trilogia cómico-musical

Texto e encenação de Tiago Mateus

Coprodução entre a Estado Zero – Associação Cultural e São Luiz, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal da Guarda e Teatro Garcia de Resende

Teatro

14 de março | sábado, 21h30 | Grande Auditório

Entrada: 8 euros; 4 euros para descontos em vigor

M/12

Duração: 100 min

 Esta trilogia começa pelo fim: Fantasia sem Abrigo, que dá o nome ao espetáculo, Na Porra do Texas e Notícias do Novo Mundo. Nesta viagem o acaso é provocado por um desejo impetuoso de alcançar a liberdade que percorre diferentes tempos e espaços. Numa casa sem teto, num deserto ou numa grande metrópole inventam-se motivações para dar novos significados à vida, ao amor e ao medo.

 Ficha Artística

Texto, encenação e cenografia: Tiago Mateus

Assistência de encenação: Bernardo Almeida

Direcção Musical: Marcos Magalhães

Direcção Técnica: João Chicó

Engenharia de som: Tiago Cerqueira

Desenho de Luz: João Chicó, Marcello Urgeghe e Tiago Mateus

Figurinos: Silvana Ivaldi

Interpretação: David Pereira Bastos, Dinarte Branco, Marcello Urgeghe, Sofia Fialho, Tiago Barbosa e Zé Alves (actores); Susana Gaspar e Luís Beirão (Cantores); Nuno Mendes, André Reis, Paul Wakabayashi, Hugo Paiva, Marina Camponês, Luís Marques, Miguel Costa, Marcos Magalhães (músicos)

Gestão do Projeto: Tiago Câmara Pereira

Assistente de produção: Joana Resende

Assessoria de Imprensa: Helena Ales Pereira

Fotografia: Alípio Padilha

Vídeos Promocionais: Lúcia Pires e Tiago Mateus

Gestão de Redes Sociais: Ceci Lombardi

Design Gráfico: Maria Mattos

Produção: Estado Zero /// A Estado Zero é uma companhia residente na Casa do Cais – CARDUME

Coprodução em residência: O Espaço do Tempo

Apoio: DGArtes

Coprodução: Teatro Garcia de Resende, Teatro Municipal da Guarda, Casa das Artes de Famalicão e São Luiz Teatro Municipal

 

- Começar Tudo Outra Vez

Direção Artística e Interpretação de Raquel André e Tonan Quito

Teatro

20 de março | sexta-feira, 21h30 | Grande Auditório

Entrada: 8 euros; 4 euros para descontos em vigor

 M/12

Duração: 110 min

O que acontece quando alguém nasce? Duas pessoas ensaiam uma família. Uma família ensaia uma peça de teatro.  Uma peça de teatro que nasce de artistas com modos distintos de fazer e pensar o teatro, e de uma vontade partilhada de transformar a vida em cena. Convocam memórias, pessoas, personagens para questionar narrativas sobre nascimento, morte, heranças, comunidade e redes de cuidado. O teatro como forma de ensaiar futuros possíveis. Através das arquitecturas familiares criadas pelos seus próprios nascimentos, convidam-nos a sentar à mesa. Dizem: educar uma criança é um ato político.

 Acessibilidade: o espetáculo conta com audiodescrição (AD) e interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP)

Ficha Artística

Direção Artística e Interpretação: Raquel André e Tonan Quito

Co-criação, Apoio à edição do filme e música: Bernardo de Almeida

Texto: André Tecedeiro em colaboração com Bernardo de Almeida, Raquel André e Tonan Quito

Dramaturgia: André Tecedeiro, Bernardo de Almeida, Raquel André e Tonan Quito

Filme: Afonso Sousa

Cenário: Fernando Ribeiro

Figurino: José António Tenente

Desenho de Luz: Wilma Moutinho

Música: Ágatha Cigarra

Sonoplastia e Desenho de Som: Diogo Tavares

Câmaras: Afonso Sousa, Francisco Fidalgo e Pedro Leite

Captação de som: Tiago Galvão

Pós-Produção Áudio Filme: Francisco Marujo

Correção de Cor Filme: Mafalda Aleixo

Programação de Multimédia: Jo Kolski

Participação no Filme: André Tecedeiro, António André, António Fonseca, António Pedro Lopes, António Quito, Aliu Baio, Bernardino Quito, Bernardo de Almeida, Elvira Quito, Fernanda André, Fernando Ribeiro, Jaime Rebelo, João Teixeira, Mandé Quito, Maria Boavida, Margarida Botelho, Marta Rodrigues, Miguel Quito, Miguel Quito, Raquel André, Salomé Quito, Tonan Quito e Valentina Carvalho 

Intérprete de Língua Gestual Portuguesa: Valentina Carvalho

Consultoria Artística: LGP Marta Sales

Audiodescrição: José Gregório Rojas

Consultoria Audiodescrição: Aliu Baio

Legendas preparadas p/ pessoas surdas ou baixa audição: André Tecedeiro

Comunicação: António Pedro Lopes

Produção Executiva e Operação de Legendas: Margarida Botelho

Gestão Financeira: Missanga

Técnico de Luz em digressão: João Teixeira

Fotografias de comunicação e de cena: Tiago de Jesus Brás

Coprodução: Culturgest, Cine-Teatro Louletano, Teatro Viriato, Teatro Municipal Baltazar Dias, Teatro Aveirense, Teatro Cine Torres Vedras, O Teatrão - Oficina Municipal de Teatro 


- Tudo o que Ela Calava _ estreia

Direção artística de Ângela Marques e Fernando Moreira

Coprodução Astro Fingido e Casa das Artes de Famalicão

21 de março | Sábado| 21h30| Pequeno Auditório

22 de março | Domingo | 18h00| Pequeno Auditório

Entrada: 8 euros; 4 euros para descontos em vigor

 M/14

Duração: 60 min

“Tudo o que ela calava” nasce do desejo de levar à cena a poesia da escritora luso-belga Bénédicte Houart (Braine-Le-Comte, Bélgica, 1968). A sua trajetória literária tem como temática principal as questões ligadas ao feminino; uma escrita comprometida com o domínio da intimidade, desafiando estereótipos de género e revelando os impasses e contradições da experiência de ser mulher.

A equipa, predominantemente constituída por mulheres, oriundas de diferentes geografias, cruza o teatro, a dança, a música e o vídeo, numa criação que se pretende gesto político e poético, onde o silêncio se converte em presença e o palco se transforma num território de escuta, conflito e resistência.

 Direção Artística: Ângela Marques e Fernando Moreira

Textos: Bénédicte Houart

Dramaturgia e Encenação: Ângela Marques

Assistência de Encenação e Coreografias: Andrea Gabilondo

Interpretação: Inês García e Sara Neves

Espaço Cénico e Desenho de Luz: Patricia Gutiérrez Arriaga (MEX)

Figurinos: Raquel Crespo (ESP)

Vídeo: Cata Corredor (ARG)

Música: Alice Boavista

Operação Técnica: Nuno Almeida

Sonoplastia: Alberto Lopes

Registo Fotográfico: Paulo Pimenta

Registo Videográfico: José Guilherme Marques

Design Gráfico: Atelier d’Alves

Assistente da Direção Artística: Jaqueline Figueiredo

Produção: Astro Fingido

Financiamento: República Portuguesa

Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

Coprodução: Casa das Artes de Famalicão

Apoio: Ibercena e Município de Paredes

 

Mediação Oficina de leitura de poesia em voz alta, com poemas de Bénédicte Houart

4 de março, 19h00, Pequeno Auditório

Público-alvo: jovens mulheres (14-20 anos)

Número máximo de inscrições: 15

A oficina propõe a leitura e interpretação em voz alta da poesia de Bénédicte Houart, explorando o universo feminino e a sua relação com o masculino e o mundo. Com apoio de exercícios de técnica vocal, as leituras serão registadas em áudio e vídeo e, mediante autorização, partilhadas no foyer do teatro como convite à criação Tudo o que Ela Calava.


- RESTAURANTE EUROPA estreia

Texto e encenação de Marta Freitas Almendra

Coprodução Momento - Artistas Independentes e Casa das Artes de Famalicão

26 e 27 de março | quinta e sexta-feira | 21h30| Grande auditório

 Entrada: 8 euros; 4 euros para descontos em vigor

 M/16

Duração: 105 min

A história passa-se num restaurante de luxo português, mas que poderia ser num outro qualquer país europeu. Um chef de cozinha e um cozinheiro portugueses reproduzem discursos de medo e de exclusão, vendo os emigrantes como uma ameaça. Um copeiro brasileiro, recém-chegado, enfrenta a precariedade, a invisibilidade e a violência de ser constantemente tratado como estranho. Entre a cozinha e a sala de refeições, uma empregada de mesa começa a questionar esta dinâmica violenta de se tratar um humano como um ser diferente, por causa das suas origens. Ao longo do serviço, o restaurante transforma-se numa metáfora da Europa contemporânea: um lugar que depende do trabalho dos emigrantes, mas que resiste à sua presença. Construída a partir de depoimentos reais de emigrantes chegados recentemente a Portugal, Restaurante Europa propõe uma reflexão sobre pertença, fronteiras e humanidade – e sobre a urgência de empatia, enquanto nos aproximamos do abismo.

 Acessibilidade: o espetáculo conta com interpretação em Língua Gestual Portuguesa (LGP).

 

Texto e encenação: Marta Freitas Almendra

Assistência de encenação: Filipe Gouveia

Interpretação: Diogo Freitas, Guilherme Oldra, Marta Freitas Almendra, Nádia Matos, Pedro Mendonça

Participação especial – música ao vivo: Cláudio Tavares

Participação especial em vídeo: Emigrantes reais

Cenografia e Figurinos: Catarina Barros

Luz: Luís Silva

Música original e Sonoplastia: Cláudio Tavares

Produção: Momento – Artistas Independentes

Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

Gestão Financeira: Cláudia Meireles

Coprodução: Casa das Artes de Famalicão

 

Mediação - Oficina de Escrita

23 de Março, às 15h00, café-concerto

A Construção do Discurso de Thomas More à Multidão, para alunos do secundário (M/14 anos) e de teatro (máximo 20 participantes)


- Proto Poética

Oficina de escrita para teatro, coordenada por Maria Miguel Félix

7, 14 e 21 de março | sábado | 15h00-18h00| Café-concerto

27 de março |sexta-feira | 18h30-20h30| Café-concerto

 Entrada/Inscrição: 10 euros, que garante entrada livre a todos os espetáculos da Poética da Palavra

“Proto Poética – Encontros de Escrita para Teatro”, é a nova vertente do ciclo “Poética da Palavra – Encontros de Teatro”, pensada especificamente para a comunidade Famalicense pela Casa das Artes de Famalicão, e criada para estreitar a relação entre o trabalho artístico qualificado e a mediação cultural.

Esta oficina, orientada por Maria Miguel Félix, propõe quatro encontros – ao longo do mês de março - dedicados à escrita para cena teatral, explorando técnicas narrativas, construção de personagens, diálogo, ritmo e dramaturgia.

Mais do que escrever, o desafio é transformar ideias em ação cénica e estimular a imaginação individual e coletiva. A experiência culminará com a apresentação num registo informal do(s) texto(s) criado(s), no Dia Mundial do Teatro, a 27 de março de 2026.

Pessoas Destinatárias: todas as pessoas, maiores de 18 anos, com ou sem experiência na área do Teatro, interessadas em dramaturgia e processos criativos de escrita para teatro e com total disponibilidade para atender a todos os encontros. O número máximo de participantes é de dez.


 - Apresentação do registo da peça “Dupla”

dramaturgia e encenação de Pedro Galiza

27 de março | sexta-feira | 15h00| Café-concerto

Entrada livre até à lotação da sala

Esta sessão apresentará o documentário que registou a peça DUPLA.

“Para o teatro! Rápido! A sorte está lançada e havemos de ver o que acontece!”

Partindo da autobiografia que Sarah Bernhardt escreveu quando a celebrada atriz tinha a idade exata da nossa protagonista, DUPLA é um choque frontal entre duas aparentemente irreconciliáveis personalidades: a da atriz experiente, que sabe muito bem o que é o teatro, e a do dramaturgo/encenador/vendedor de banha da cobra, que de teatro sabe muito pouco.

Mas o palco é uma fecunda incubadora destas situações comicamente impossíveis!

Isto vai estrear! E esta dupla que se amanhe!

Ficha artística e técnica:

dramaturgia e encenação: Pedro Galiza

assistência à dramaturgia e encenação: Marta Bernardes

espaço cénico: Nuno Leites, Pedro Galiza

vídeo: Nuno Leites

música: Sofia Faria Fernandes

desenho de som: Ricardo Pinto

desenho de luz: Tiago Silva

figurinos: Cátia Barros

interpretação: Emília Silvestre, Pedro Galiza

coprodução: Ensemble – Sociedade de Actores, Casa das Artes de Famalicão, Teatro Municipal de Bragança

filmagem: Coalblur – Creative Agency - Tiago Sousa / Luís Pereira / Caio Vitor / João Martins

mistura áudio e realização: Ricardo Pinto

correção de cor: Tiago Sousa

tipografia cinética: Nuno Leites



Poética da Palavra | Encontros de Teatro / Capítulo 8 (Março de 2026) - Casa das Artes de Famalicão

Estes encontros de teatro têm como essência - o texto, a palavra, a voz, o trabalho de ator, elementos fundamentais da ação teatral, do teatro. Queremos evidenciar este universo de elementos cúmplices, aquilo que entendemos como o cerne, a ontologia, do teatro. Pretendemos destacar a interpretação, a relação entre técnica, sentimento íntimo e subjetivo de convicção criadora e a consolidação da personagem, como um processo indissociável de um exigente trabalho pessoal, que é físico e de estudo profundo e inesgotável.

No fim de cada noite de apresentação, teremos uma conversa com os atores que protagonizam cada projeto teatral, no sentido de podermos conhecer o trabalho, concreto, sobre o texto, a palavra e a sua relação com o corpo (que lhe dá voz), e o processo de construção de cada personagem.

A Poética da Palavra propõe ainda várias ações de mediação, como conversas (após as récitas), oficinas, leituras encenadas e três mesas-redondas, sobre Encenação, Dramaturgia e Criação Artística.

Programa

 7 de Março- O Céu Sou Eu, Tu e Uma Estrela”, com encenação de Jaime C. Soares

 7 de Março- A Bola de Cristal 13, um, três”, de Luísa Fidalgo

 13 de Março- Agora Noutro Lugar”, texto de Marine Antunes, encenação de Marco Medeiros e interpretação de Tiago Castro

 14 de Março- Fantasia Sem Abrigo – uma trilogia cómico-musical”, com texto e encenação de Tiago Mateus

 20 de Março -Começar Tudo Outra Vez”, direção artística e interpretação de Raquel André e Tonan Quito

 21 e 22 de Março - Tudo o que Ela Calava”, direção artística de Ângela Marques e Fernando Moreira

 26 e 27 de Março - Restaurante Europa”, texto e encenação de Marta Freitas Almendra

 7, 14, 21 e 27 de Março - Proto Poética”, oficina de escrita para teatro, coordenada por Maria Miguel Félix

 27 de Março - Apresentação do registo da peça “Dupla”, dramaturgia e encenação de Pedro Galiza 

Fado no Café da Casa- março 2026 | Casa das Artes de Famalicão.

12 de Março| quinta-feira | 21h30
café concerto
Entrada: 4 euros; 2 euros para descontos em vigor
M/6
Duração: 80 min

 Primeira parte – Mónica Jarimba

Segunda parte – Mariana Correia

 Guitarra Portuguesa – João Martins

Viola de Fado – João Araújo

Viola baixo – Filipe Fernandes

Uma coprodução da Casa das Artes de Famalicão e a ACAFADO – Associação Cultural & Artística Famalicão Fado.

CLOSE-UP | Episódio 9.2 – Março de 2026 | Casa das Artes de Famalicão

 

CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão
Episódio 9.2 –   Março de 2026



Em Março, na segunda réplica do episódio que iniciamos em Outubro passado, o Observatório de Cinema tem propostas de cinema para escolas e a conclusão das histórias do cinema, dedicadas a David Lynch, para o público geral:

(1) para o público escolar, propomos uma animação oriunda do leste da Europa sobre bullying e a entrada na adolescência, em Viver em Grande, e On Falling, ficção de uma realizadora portuguesa, ambientada na Escócia, sobre a problemática da emigração e dos novos modelos de trabalho;

(2) para o público geral, as obras derradeiras de David Lynch, instaladas em Hollywood, nas memórias e nos jogos de espelhos, nas luzes e nas sombras de Los Angeles, dos seus autores e intérpretes, em Mulholland Drive e no seu lado b, Inland Empire.

 

para Escolas

3.Mar – (10h00, Casa das Artes) + 17.Mar – (10h00, Teatro Narciso Ferreira)

VIVER EM GRANDE de Kristina Dufková (para escolas, 1.º e 2.º ciclo) (versão portuguesa)

Com treze anos, Ben inicia um novo ano lectivo e começa a perceber as mudanças nos seus colegas. Claire, por quem nutre uma paixão discreta, parece estar ainda mais bonita, e Ben gostaria de ser visto com outros olhos. Mas, infelizmente, o excesso de peso continua a ser um obstáculo para a forma como se vê a si próprio e aos outros. Decidido a mudar, Ben inicia uma dieta exigente, contando com o apoio da sua alegre família e de Claire, Eric e Sónia, os seus melhores amigos. Juntos, os adolescentes decidem formar uma banda para o espectáculo de Natal, numa experiência que os ajudará a ganhar confiança em si próprios e a enfrentar os enormes desafios da adolescência. Realizado por Kristina Dufková e escrito por Petr Jarchovský, “Viver em Grande” é uma animação franco-checa-eslovaca sobre amizade e aceitação. A dobragem em português contou com Alexandre Carvalho, Carolina Salles, Gonçalo Lima, André Ramos e Tiago Peralta.

Título original: Living Large (Chéquia/Eslováquia/Francês, 2025, 80 min)
Classificação: M/6

 

3.Mar – (14h30, GA) – ON FALLING de Laura Carreira (para escolas, 3.º ciclo e secundário, com introdução por Eduardo Brito, realizador)

Aurora (Joana Santos) deixou família e amigos em Portugal e emigrou para a Escócia, na esperança de dar um novo rumo à sua vida. Mas as coisas não correm como o esperado e, depois de tantas horas dedicadas ao trabalho, ela vê os seus dias tornarem-se vazios. Sem ligações humanas que a ajudem a contornar a monotonia, tenta sobreviver a cada fim do mês com o parco dinheiro que lhe sobra. Estreado mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto (Canadá), On Falling esteve em competição no Festival de San Sebastián (Espanha), onde recebeu o prémio de melhor realização. Produzido pela Sixteen Films, a produtora do cineasta Ken Loach, este drama sobre emigração e alienação foi realizado e escrito pela portuguesa radicada em Edimburgo Laura Carreira.

Título original: On Falling (Grã-Bretanha/Portugal, 2024, 100 min)
Classificação: M/12

 

para Publico-geral

 

28.Mar – 14h00 – MULHOLLAND DRIVE de David Lynch

Uma história de amor na cidade dos sonhos… De cabelos loiros, Betty Elms acaba de chegar a Hollywood para se tornar uma estrela de cinema, quando conhece uma enigmática mulher morena com amnésia. Entretanto, enquanto as duas tentam desvendar a identidade da segunda mulher, o cineasta Adam Kesher depara-se com problemas sinistros durante o casting do seu último projeto. A visão sedutora e assustadora de David Lynch da fábrica de sonhos que é Los Angeles é uma das verdadeiras obras-primas do novo milénio, uma história de amor, ciúme e vingança como nenhuma outra.

Título original: Mulholland Drive (EUA, 2001, 145 min)
Realização: David Lynch
Interpretação: Naomi Watts, Laura Harring, Justin Theroux, Ann Miller, Robert Forster

Classificação: M/16

 

28.Mar – 17h00 – INLAND EMPIRE de David Lynch

A história de um mistério, que se vai adensando numa catadupa de descobertas e revelações, à volta de uma mulher apaixonada e em apuros. Ela é actriz e quer fazer um filme amaldiçoado. Todo o universo de David Lynch, os jogos de espelhos, as ilusões, os fantasmas são convocados para Inland Empire, o seu filme mais perturbador desde Eraserhead. Parafraseando um crítico francês: “apertem os cintos”, vão iniciar uma viagem ao mundo delirante do mais intrigante cineasta da actualidade, conduzida pela sua mítica atriz Laura Dern.

Título original: Inland Empire (EUA/Polónia, 2006, 170 min)
Realização: David Lynch
Interpretação: Laura Dern, Justin Theroux, Harry Dean Stanton, Jeremy Irons, Grace Zabriskie
Classificação: M/16

 

Bilheteira Sessões

Geral: 2 euros

Cartão pentágono: 1 euro

Entrada livre: estudantes, seniores, associados de cineclubes, pessoas com deficiência, Surdas e portadoras de atestado multiusos de incapacidade (+60%)