quarta-feira, 27 de maio de 2009

Por imperativos da programação do Festival Teatro Construção, os espectáculos de teatro”Anónimos” e “Diz-me” pelo Grupo Teatro Novo, foram CANCELADOS.

Em substituição apresentamos:

- “ A Ceia dos cardeais” de Júlio Dantas
15 e 16 de Junho, segunda e terça-feira, 15h00, Grande Auditório.
Entrada: livre

Dramaturgia e Encenação: Gil Filipe
Iluminação: César Gonçalves
Interpretação: Hélder Melo, Romeu Pereira e Simão Barros

“A Ceia dos Cardeais” deve ser a peça de teatro portuguesa mais editada e representada internacionalmente.
E percebe-se porquê!
Porque humaniza com muita graça três cardeais que estamos habituados a ver muito acima das palpitações de amor e outras tentações plebeias. São três cardeais que cometem quase todos os pecados, sendo a gula o principal.
Era uma vez, um francês, um espanhol e um português. O espanhol é um fanfarrão, o francês é um peneirento e o português… bom, o português é O Português. O espanhol e o francês querem discutir, o português quer comer e beber. Comem e bebem. Começam em confidências, falam de paixão. Quem foi que amou mais? Quem Foi? Quem foi que ganhou? Quem foi? Para ver nesta “Ceia de Cardeais”
PS. Acrescentamos a esta ceia de Júlio Dantas umas “coisas” do Manifesta anti-dantas de Almada Negreiros. Não foi por nada… foi só para… Vão ver.
Gil Filipe

- “Se eu fosse eu…”
pela Cia Simples de Teatro, Companhia Brasileira, a partir do livro de Clarice Lispector
Interpretação: Daniela Duarte; Flavia Melman; Luciana Paes de Barros; Otávio Dantas.

21 de Junho, Domingo, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: Geral 5 euros, Estudantes 4 euros
M/3
Sinopse A peça expõe a iniciação de uma mulher (Lóri), na busca de si mesma. Enfrentando-se e questionando a sua própria natureza, ela descobre que a experiência maior de sua vida será o encontro com o outro (Ulisses), descobrindo o amor. Seguindo o mapa da aprendizagem sugerida por Clarice, a companhia mergulhou em sua própria trajectória desaguando assim, num espectáculo que contém, como a vida, um fluxo nãolinear.
São narrativas fragmentadas. Ora os “actores / personagens” são inconscientes, ora despertam para a consciência de sua própria existência. “Se eu fosse eu...” é estruturada por cenas previamente ensaiadas e células improvisacionais. Assim, um novo espectáculo é formado a cada apresentação. A peça não se fecha numa única linha narrativa pois entendemos que o espectador completa a trama com sua própria história. Parafraseando Clarice, “nosso porto de chegada são os outros”.

Direcção - Cia Simples de Teatro
Orientação- Antônio Januzelli
Preparação corporal - Clarissa Leme Rezende
Design gráfico - Fernanda Resende
Iluminação - Cristiane Paoli Quito
Fotos - Melina Borba e Fabriketta Filmes
Produção - Cia Simples de Teatrom

sábado, 16 de maio de 2009

CABARET MOLOTOV- Teatro de Marionetas do Porto


28 de Junho, Domingo, 21h30, Grande Auditório
Entrada: Geral 5 euros, Estudantes 4 euros
M/12
Duração 75 m

CASA das ARTES de Famalicão estabeleceu uma parceria com 25º Festival Internacional Teatro Construção para apresentação deste espectáculo

SINOPSE
O circo e as marionetas aproximam-se na poética do voo, as marionetas sem se
sujeitarem às leis da gravidade, os artistas de circo desafiando-a. Uma vida aérea intermitente une a marioneta e o trapezista.
Cabaret Molotov é um espectáculo que resulta de um trabalho de experimentação em que tentamos levar o nosso modo de fazer teatro ao encontro de uma certa poética associada
ao circo. Também está presente nesta criação uma aproximação ao teatro musical com marionetas, que teve grande expressão na Europa nos meados do século passado.
É pois um cabaret melancólico que se inspira nas nossas memórias, mas iluminado pela nossa visão contemporânea do teatro e do mundo.
Em Cabaret Molotov, deambulam coristas apaixonadas, trapezistas, clowns absurdos, músicos de sete instrumentos, homens-coelho, homens-bala, ursos ciclistas, caniches cantores, dançarinos e bailarinas que dançam ao som de valsas, tangos, polkas, tarantelas e velhas canções de Kurt Weil.
Terá o Cabaret Molotov existido, ou tudo não passará de um lugar inventado por Vladimir, o Russo, para cenário do seu amor à trapezista Matrioska?

Encenação e cenografia - João Paulo Seara Cardoso
Marionetas - Erika Takeda
Figurinos - Pedro Ribeiro
Coordenação coreográfica - Isabel Barros
Música - Gotan Project, Eric Satie, Kurt Weil, Robert Miny, Yann Tiersen
Texto da Corista – Pablo Neruda
Desenho de luz - António Real e Rui Pedro Rodrigues
Produção - Sofia Carvalho
Interpretação - Edgard Fernandes
Sara Henriques
Sérgio Rolo
Shirley Resende (instrumentista)
Operação de luz e som - Rui Pedro Rodrigues

Companhia subsidiada por Ministério da Cultura / Direcção Geral das Artes

RASPA DE TACHO

Choro e Samba Instrumental
27 de Junho, Sábado, 23h00, Café concerto
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 80
www.myspace.com/raspadetachoband
A composição do grupo instrumental Raspa de Tacho reflecte a realidade da presença brasileira em Portugal. Os seus integrantes são músicos brasileiros que vivem e tocam há já longos anos em Lisboa – Gabriel Godoi e Tércio Borges – e também músicos portugueses com grande paixão pelos sons do Brasil – João Vaz e João Fião. O objectivo de todos é contribuir para divulgar um género, o “choro” ou “chorinho”, cujo apelo é irresistível em qualquer lugar do mundo.
O grupo nasceu em 2002, em formato de quinteto e, após algumas entradas e saídas de músicos, aposta actualmente no formato de quarteto, com cavaquinho, saxofone soprano, violão de sete cordas e percussão. Esta formação tem o essencial para soar como um “regional”, que é como se chamam as bandas que tocam choro no Brasil. Choro e não só: como é natural, o samba, o baião, a bossa-nova e outras cores do riquíssimo arco-íris musical brasileiro são convidados para a festa. Os clássicos estão presentes, mas também não faltam os temas originais compostos por membros do grupo. E nem sequer ficam de fora algumas contribuições dos repertórios português e cabo-verdiano; afinal estamos em Lisboa, à entrada do século XXI...

Tércio Borges – cavaquinho
João Vaz – saxofone
Gabriel Godoi – violão 7 cordas
João Fião – percussão

A GARGALHADA DE YORICK

...UM HAMLET, UMA OFÉLIA, DOIS ACTORES!

Teatro Instável
27 de Junho, Sábado, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 8 euros
M/12
Duração 120 m (sem intervalo).
www.newopenart.com/teatroinstavel
http://www.bloginstavel.blogspot.com/

Uma deliciosa versão de Hamlet para dois actores – e uma caixa (um caixão?) – que conversam sobre Hamlet e sobre Harry Potter. A memória da peça de Shakespeare acaba por se apoderar deles, enquanto experimentam fazer pequenos trechos do enredo para um público imaginário que, afinal, está lá. E acabam por conversar com o público, reconstituindo a trama da tragédia de Shakespeare. O Espectro, o Actor,
Ofélia, Polónio, um Capitão/Cavalo, Horácio, Laertes e Hamlet são as várias personagens que desfilam nesta peça, a que não faltam as
máscaras da Commedia dell'Arte, e que tanto provoca lágrimas de riso como de compaixão...

A Gargalhada de Yorick; Concepção Geral e Encenação: André Gago;
Interpretação: André Gago e Joaquim Nicolau; Figurinos: Ana Borges e
André Gago; Desenho de Luz: Tiago Laires; Direcção Técnica: Marinel
Matos;

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Shout Out Louds

Musica/ indie pop/rock
26 de Junho, sexta-feira, 22h00, Grande Auditório
Entrada: 25 euros
M/3
Duração 90 m
www.shoutoutlouds.com
www.myspace.com/shoutoutlouds

Apoio




Os Shout Out Louds “nasceram” quando três amigos (Adam Olenius-vocalista, Ted Malmros-baixista e Carl von Arbin-guitarrista) se juntaram em 2001 para fazer uma banda de gharagem.
Numa segunda fase, juntaram-se ao colectivo mais dois elementos, um baterista (Eric Edman) e um vocalista/teclista Bebbam Stenborg, tendo a banda começando a produzir temas de forma mais regular e intensiva.
Com um estilo indie rock são visíveis as influências das sonoridades dos anos 80 e 90 de bandas como The Cure e The Smiths.
Com a gravação da primeira demo despertaram a atenção de Filip Wilén o proprietário da editora sueca Sweden´s Bud Fox Recordings, que assinou de imediato com a banda acreditando no seu forte potencial.
A energia da banda e a capacidade demonstrada na criação de canções melódicas esteve presente desde o início o que fez com que conseguissem tournées na Suécia e em toda a Escandinávia.
Em Outubro de 2003 lançaram o seu primeiro álbum “Howl Howl Gaff Gaff” que teve enorme aceitação por parte da crítica e publico Sueco. O ano de 2004 foi dedicado às prestações ao vivo, tendo sido lançados os singles “Please Please P ease”, “Very Loud/Wish I Was Dead” e o Ep “Oh Sweetheart”. Este ano trouxe ainda a entrada na Capital Records, editora americana, facto que fez com que a sua música chegasse ainda mais longe, ao outro lado do Atlântico, furando o exigente mercado das terras do Tio Sam. Em Maio de 2005 foi lançada a “versão americana” do tema “Howl Howl Gaff Gaff.
O segundo álbum “Our III Wills” foi lançado em 2007, sendo de destacar o tema “Tonoght i Have To leave It” que foi utilizado pela Optimus numa campanha publicitária.

“Impossible” é actual airplay da banda que roda com toda a insistência nas FM’s de Portugal.

Diz-me - CANCELADO


Grupo Teatro Novo
Teatro e Dança
21 de Junho, Domingo, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: Geral 5 euros, Estudantes 4 euros
M/3
Duração 70 m

CASA das ARTES de Famalicão estabeleceu uma parceria com 25º Festival Internacional Teatro Construção para apresentação deste espectáculo.

Sinopse
Quatro histórias e um prólogo/epílogo: Eu N’urbano; D’generação; Reminiscências; D’visa; Renascimento in Caos.
Actrizes/bailarinas capazes de redefinir objectos do quotidiano, para falar do próprio quotidiano caótico peculiar das grandes cidades. Recriação de situações. Formas como as pessoas se relacionarem... ou melhor, tentativas de comunicação. A não comunicação no agora.

Dramaturgia: Caio Quinderé
Encenador: Sidney Malveira
Intérpretes: Dryca Lima & Diana Morais.
Iluminação: Grupo Teatro Novo
Trilha Sonora: Glairton Santiago
Produção Brasil: Grupo Teatro Novo
Produção Portugal: Simão Barros
.

Judy Collins

Uma lenda da história da Música Americana
Musica/Folk
20 de Junho, Sábado , 22h00, Grande Auditório.
Entrada: 15 euros
M/3
Duração 80 m
http://www.judycollins.com/
Judy Collins, prodígio infantil ao piano, rapidamente trocou as teclas pela guitarra ao tomar contacto, nos anos 50, com a música folk interpretada por Pete Seeger e Woody Guthrie. Na Greenwich Village de Bob Dylan, Joan Baez ou Dave Van Ronk, tornou-se reconhecida pela sua capacidade interpretativa e pela tremenda expressividade da sua voz. Intimamente ligada aos sonhos e aspirações do seu tempo, conjugava a interpretação de clássicos da folk com uma criteriosa escolha de repertório, tanto gravando contemporâneos destacados, como Dylan e os Beatles, como lendas por descobrir, como os supracitados Cohen e Joni Mitchell.No seu mais fértil período criativo, em que contou com a colaboração de, por exemplo, Roger McGuinn, dos Byrds, ou Stephen Stills, dos Buffalo Springfield e dos Crosby Stills & Nash, gravou álbuns como "In My Life" ou "Who Knows Where The Time Goes", garantindo um lugar de destaque na história da música popular do século XX . Actualmente, apesar de editar esporadicamente, mantém um calendário de concertos intenso. O seu estatuto lendário mantém-se intocado, tendo sido inclusivamente homenageada pela geração de Devendra Banhart, responsável pela selecção do alinhamento de uma compilação que, em 2004, expôs o nascimento de uma nova vaga folk. Com o título "Golden Apples Of The Sun", o mesmo do segundo álbum de Judy Collins, a compilação tem canções de Joanna Newson, Six Organs Of Admittance ou Vetiver.
Judy não se fica pelas canções eternas. Também é representante da UNICEF, demonstrando um papel activo no empenho em projectos de apoio a causas humanitárias de extrema relevância. Uma das causas associadas ao seu nome é a campanha a favor da abolição das minas terrestres, flagelo pelo qual outras personalidades conhecidas lutam.
O álbum de tributo a Judy Collins - Uma colecção de musicas e poesias de Judy que inclui as participações de nomes como Leonard Cohen, Rufus Wainwright, Joan Baez entre outros, apresenta-se como uma obra fundamental para o reconhecimento da sua indelével longa carreira.
Judy Collins foi convidade e actuou na tomada de posse do presidente americano Bill Clinton, interpretando os temas “ Amazing Grace “ e “ Chelsea Mornig “.
Do seu vasto currículo é ainda relevante salientar o Grammy que lhe foi entregue em 1968 na categoria de melhor disco Folk “ Both Sides Now” e também a nomeação para um Oscar com a participação de Jill Godmillow no documentário “ Antonia A Portrait Of The Woman” 1975, baseada na vida da sua professora de piano Antonia Brico.

Judy Collins – Uma história Americana para seguir num acto único, na Casa das Artes.

“Anônimos” de Sidney Malveira - CANCELADO

Grupo Teatro Novo
Teatro Brasileiro
15 e 16 de Junho, segunda e terça-feira, 15h00, Grande Auditório.
Entrada: livre
M/6
Duração 50 m
grupoteatronovo@yahoo.com.br

Sinopse
Partindo de cenas do quotidiano de três idosos, o actor percorre pela via da comédia e do drama, uma ligação interactiva e descontraída com o espectador.
A peça mostra um dia como outro qualquer num lar de idosos, onde os moradores esperam ansiosamente pela visita de seus familiares, parentes, amigos ou de qualquer pessoa que se disponibilize a ouvir suas histórias, suas alegrias, tristezas e sonhos que se renovam a cada amanhecer.

Equipa Técnica
Sidney Malveira – Actuação e Direcção
Dryca Lima – Operação de Som e Luz

Os Músicos de Bremen

Musical Infantil
Semana da Criança
1 a 5 Junho, segunda-feira a Sexta-feira, 10h00 e 14h30, Grande Auditório.
Entrada: 2 euros
M/4
Duração 50 m
www.jangadateatro.com
Quatro animais; um burro, um cão, um gato e um galo. Cada um conta a sua história, a razão que os levou a deixar os donos. Iam ser abandonados, ou mortos pelos antigos amos. Os quatro têm agora um elemento em comum, a velhice. São quatro anciãos, que não se sentem, nem querem vir a sentir-se como trapos velhos. Juntos vão encontrar o caminho da partilha, da sabedoria e do conhecimento. Unidos serão mais fortes.

Texto e Encenação – José Caldas
Interpretação – Alberto Fernandes, Luiz Oliveira, Patricia Ferreira e Vitor Fernandes
Música – Alberto Fernandes
Cenografia – Marta Silva
Desenho de Luz e Operação – Nuno Tomás
Design Gráfico – Nuno Tomás
Secretariado - Fred Meireles
Produção - Jangada Teatro

Exposição de Pintura de Dino Guimarães

De 8 a 30 de Junho no Foyer

Título - FRAGMENTAÇÃO DE PAIXÕES
Imagens fragmentadas, fragmentações de paixões quotidianas, a musica, a escrita, o jogo, a paixão por outra pessoa, a dança, a pintura, paixões descobertas ao longo da vida.
Recordamos as nossas paixões, fragmentando na memória as imagens que nos
marcam até ao presente, vividas com alegria, tristeza, amor, prazer... diferentes estados de espírito, emoções sentidas em tempos diferentes, uma paleta de cores que intensifica o calor da paixão.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

"Rapariga(s)"

De Neil Labute, Encenação de Almeno Gonçalves
Com Ana Brandão, André Nunes, Jéssica Athayde, Marta Melro e Núria Madruga


Teatro comédia
30 de Maio Sábado 21h30 Grande Auditório
Entrada: 12 euros
M/12
Duração 75 m
http://www.rapariga-s.blogspot.com/

"Rapariga(s)", uma peça do autor contemporâneo Neil Labute, é uma comédia que reflecte sobre os infindáveis receios da plena entrega de um sedutor/predador e jovem escritor face à eminência do casamento. Em vésperas de casamento ele parte numa viagem, procurando quatro das suas anteriores namoradas, em busca da absolvição em conflitos passados e ao mesmo tempo da recolha interesseira de tema para as suas histórias. Esta viagem acaba por ser simultaneamente um mergulho nas suas emoções e afectividades onde acaba por ter de encarar as consequências do seu “terrorismo emocional”. A acção decorre em quatro quartos de hotel muito semelhantes, em cidades diferentes. Nos quatro diálogos as emoções mas também as questões de género assumem destaque fundamental, levando-nos de uma forma simultaneamente humorística e séria a pensar sobre os limites e a complexidade dos afectos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Alela Diane

Originária do Nevada, Estados Unidos, Alela Diane é uma trovadora do nosso tempo.
Folclórica / Acústico
22 de Maio, Sexta –feira, 22h00, Grande Auditório
Entrada: 10 euros
M/3
Duração 80 m
www.myspace.com/alelamusic
http://www.aleladiane.com/

Ainda muito jovem, canta e compõe com a maturidade e intencionalidade das grandes canta autoras da música popular norte-americana.
Na sua voz firme e bela, consegue-se sentir a ruralidade da América profunda, mas sem melancolia nem apego pelo passado. Antes com o fascínio dos lugares visitados e dos momentos perdidos. Nas melodias de Alela Diane encontramos imagens de uma infância feliz. De uma juventude irrequieta e apaixonada. Aqui e ali sente-se uma pequena frustração, característica talvez, de quem viveu longe da urbanidade das grandes cidades cosmopolitas.
O internacionalmente aclamado álbum estreia – “The Pirate’s Gospel” é um embriagante registo Folk com melodias simples e belas, recheado de palavras romantizadas e acordes anestesiantes.
“The Pirate’s Gospel” é um álbum místico. A crítica nacional especializada foi unânime em reconhece-lo como um enorme disco de influências predominantemente Folk, mas com a modernidade de uma artista genuína e intemporalmente transparente.
O tão aguardado novo álbum “To Be Still” (Já disponível no mercado nacional), carregava a responsabilidade de pelo menos não desiludir. Quando se esperava um álbum tímido e nervoso (Já que o primeiro havia elevado tão alta a fasquia, não deixando por isso margem para errar), Alela volta a surpreender com um registo que transcende “The Pirate’s Gospel”.
“To Be Still” é uma obra notável. É um álbum de canções delicadas. Ao mesmo tempo com músculo. As influências da Folk ganham uma outra vida, renovada e colorida. Há um crescimento na voz de Alela muitas vezes num registo mais neurótico, mas perfumado e uma preocupação mais denotada nas orquestrações e estrutura das canções.
“To Be Still” é a confirmação de Alela Diane como uma das maiores canta autores da actualidade e da música popular norte-americana. Talvez menos esotérico do que “The Pirate’s Gospel”, mas seguramente mais adulto e trabalhado. Neste álbum sente-se uma artista mais segura de si própria e liberta de alguns fantasmas do passado com uma vontade enorme de viver o futuro e descobrir novos caminhos da América bucólica.
Alela Diane é uma artista com “berço”. Criou como que por artes mágicas um link invisível entre o passado e o futuro da música popular de raízes americanas.
O palco da Casa das Artes será certamente pequeno para tantas histórias desta menina que um dia deixou a sua terra natal á procura de uma grande paixão.

Trio de Jazz de Mário Franco e Sérgio Pelágio

16 de Maio, Sábado, 23h00, café concerto
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 75 m

Este grupo marca o reencontro entre Mário Franco e Sérgio Pelágio, dois músicos e amigos que começaram a tocar juntos na década de oitenta sob a influência do "som" ECM (editora discográfica alemã dirigida por Manfred Eicher), atraídos pelas novas direcções que esse som propunha ao nível da composição e da execução (e até da captação sonora), onde se cruzava o jazz feito por músicos norte americanos com o jazz feito por músicos europeus, a música clássica e o rock.
Foi um período a tal ponto marcante na linguagem destes dois músicos que, depois de um longo intervalo, foi muito natural e fácil voltarem a juntar-se para continuar o que tinham começado, agora com a colaboração do jovem baterista Pedro Segundo.

O guitarrista Sérgio Pelágio consagrou-se como compositor de cena e co-criador de espectáculos como "Casio Tone", "Subtone" e "Tritone", juntamente com a coreógrafa Sílvia Real. Já o contrabaixista Mário Franco iniciou uma carreira a solo que tem sido elogiada dentro e fora de portas e merecido o envolvimento de músicos com o brilho de David Binney e Jesse Chandler. Se nos anos de arranque desta parceria a influência era, muito obviamente, a do "som ECM" numa mistura de jazz, música clássica e rock próxima da etiqueta discográfica ?alemã, hoje partem de onde ficaram para ir mais longe, tão longe quanto acharem que faz sentido agora com a colaboração do jovem baterista Pedro Segundo.

Mário Franco: contrabaixo
Sérgio Pelágio: guitarra eléctrica
Alexandre Frazão: bateria

Circunferência


Dança
16 e 17 de Maio, Sábado 21h30 e Domingo 18h00, Grande Auditório
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 70 m

Circunferência é mais um espectáculo criado com a imaginação como limite…
Teve como ideia inicial o Circo, a vida no mesmo, daqueles que lá vivem diáriamente, os bastidores do espectáculo.
Com toda a magia que envolve o circo e imaginação também concebemos este trabalho coreográfico que envolveu todos os alunos, professores e criadores da Escola de Dança Neuza Rodrigues.
É um espectáculo livre, com vontade própria que se desenrola com muita criatividade e magia.
Circunferência foi para nós um momento de partilha e comunhão de ideias mas também de muita alegria e diversão.
Juntem - se a nós e deixem-se levar pela magia deste Espectáculo.
Divirtam-se! Sonhar é viver!
Neuza Rodrigues
Directora da Escola de Dança


O trabalho de formação é difícil, moroso, paciente e tem que ser determinado. Os processos educacionais assentam em pressupostos que variam conforme o objecto a estudar e a aprofundar, que pode ser mais ou menos intenso, mas no que diz respeito à educação artística, a persistência diária, o equilíbrio emocional, a motivação são, de facto, peças fundamentais para que aconteça a realização do educando e do seu professor, orgulho no trabalho, sucesso e bem- estar. A pressão do palco é dura, expormo-nos aos outros é difícil, requer um trabalho sistemático ao nível cognitivo, físico e emocional, em que os níveis de autoconfiança têm que estar ajustados ao desenvolvimento e à personalidade do interveniente.
O convite à Escola de Dança Neuza Rodrigues, para apresentação de dois espectáculos de dança, surge do conhecimento que tenho do trabalho da escola dos últimos anos, da realização e organização conjunta de workshops com a Companhia de Dança Contemporânea de Londres – Edge e outros eventos (nomeadamente trabalhos em exclusivo para a CASA das ARTES), relacionados com dança. Outro aspecto importante é que este convite se enquadra, perfeitamente, na filosofia seguida pela Casa das Artes - formar e mostrar o trabalho de formação.
Álvaro Santos
Director/Programador da Casa das Artes V.N.Famalicão

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Lendária cantora Judy Collins na CASA das ARTES de Famalicão a 20 de Junho 2009





Judy Collins (Singer / Songwriter) nasceu em Maio de 1939, em Seattle, Washington. Toda a sua formação musical foi desenvolvida na área clássica como pianista, estreitando-se publicamente aos 13 anos, executando o "Concerto para Dois Pianos" de W.A. Mozart. Mas foi a música de artistas como Woody Guthrie e Pete Seeger, bem como as tradicionais canções folclóricas do renascimento, que provocaram um forte "amor às letras”, passando do piano para a guitarra.

Começou sua carreira cantando canções tradicionais e populares contemporâneas escritas por songwriters como Bob Dylan e Phil Ochs. Lançou artistas como Leonard Cohen e Joni Mitchell, gravando as suas canções, na época artistas desconhecidas.

A partir 1967, Judy Collins começou a gravar suas próprias composições originais. Tem escrito um livro de memórias e dois romances, e recebeu dois prémios Grammy e uma nomeação para Óscar.

Ao longo da sua impressionante carreira, mais de 40 anos, tem sido muito activa socialmente. É uma representante da UNICEF, defensora da destruição de minas terrestres e da prevenção do suicídio.

Continua a encantar plateias no mundo inteiro, com a sua mistura única da canção folk americana e temas contemporâneos.

terça-feira, 14 de abril de 2009

DeVotchKa

Seguem por estradas á margem das Roots da Folk da América esquecida.
Indie / Rock
8 de Maio, sexta-feira, 22h00, Grande Auditório
Entrada: 12 euros
M/3
Duração 80 m
www.myspace.com/devotchkamusic
http://www.devotchka.net/

Fundem música Romena, Grega, Eslovena, Bolero e Mariachi com “ADN” das bandas emblemáticas do punk.
Baseados em Denver, Colorado, o quarteto é formado por Nick Urata, Tom Hagerman, Jeanie Schroder, que toca “sousaphone” (Instrumento inventado pelo Português emigrado nos EUA de seu nome Mr. Sousa) e baixo; E ainda por Shawn King.
“A Mad & Faithful Telling” considerado pela imprensa especializada como um dos melhores álbuns World de 2008. É este o trabalho que os DeVotchKa trazem em Maio ao nosso País.
A sua participação na banda sonora do filme – “Uma família à beira de um ataque de nervos”(Little Miss Sunshine, 2006), valeu-lhes a nomeação para um Grammy Award, pela melhor compilação de banda sonora e é talvez o momento mais alto de uma carreira de sucesso á revelia dos Top’s comerciais para uma imensa minoria de fans espalhados por este e pelo outro lado do Atlântico.

ON THE TREK - I MOSTRA INTERNACIONAL DO FILME DE FICÇÃO CIENTÍFICA VILA NOVA DE FAMALICÃO 2009


De 6 a 10 de Maio de 2009
Exposição de Pintura e Escultura (Associação de Escultura e Arte Contemporânea)
Titulo - on the trek
6 a 30 de Maio no Foyer da Casa das Artes

Exposição de fotografia (Agência Espacial Europeia), sobre a obra de J.G. Ballard.
Titulo on the trek
6 a 30 de Maio no Café concerto da Casa das Artes

A On The Trek – Iª Mostra Internacional de Cinema de Ficção Científica afigura-se como o único evento, na península ibérica, dedicado exclusivamente à Ficção Científica. Na sua primeira edição, a On The Trek pretende inaugurar um tipo de evento com uma estética própria dando a conhecer ao público uma perspectiva abrangente do que é realmente a Ficção Científica: Historicamente (com por exemplo o Le Voyage dans la Lune de Georges Méliès), o cinema de autor (com por exemplo Jean-Luc Godard ou Abel Ferrara), os filmes de culto (com por exemplo Star Trek – O Caminho das Estrelas), o cinema de entretenimento (com por exemplo O Astronauta), o cinema de animação (com por exemplo AKIRA), ou filmes que representam evoluções significativas na história do cinema (com por exemplo Final Fantasy: the Spirits Within). Por outro lado, a On The Trek quer-se dinâmica e interventiva no meio sociocultural que a rodeia através de manifestações tais como a exposição de arte (Pintura e Escultura) alusiva à temática que estará patente no Foyer da Casa das Artes, os diferentes workshops (de Curtas Metragens prefigurando, numa próxima edição, uma nova dimensão criativa no evento; de escrita criativa e cozinha molecular), parcerias como por exemplo com o Ano Internacional da Astronomia (com sessões de observação de estrelas e palestras) e uma aproximação ao meio escolar com pequenos dossiers pedagógicos para turmas aderentes.
Da On The Trek, destacam-se dois eventos: a antestreia de STAR TREK o último filme de J.J. Abrams (Alias, Lost, MI 3, Transformers, Operation Cloverfield), a prequela daquela que é uma série de culto e uma referência no universo da Ficção Científica e que já vem rotulado de blockbuster da primavera e o programa J.G. Ballard, considerado um dos maiores vultos da literatura Ficção Científica, com as presenças de Solveig Nordlund, realizadora sueca e Adolfo Luxúria Canibal, vocalista dos Mão Morta e aficionado da obra de Ballard para descodificar este autor para o grande público.
O evento é de frequência gratuita excepto a antestreia de Star Trek (por convite), o Programa Ballard (5ª Feira à noite) e os workshops.

Programador - Vítor Ribeiro
Produtor Executivo - Marco Marlier
Co-produção - Associação de Escultura e Arte contemporânea / CASA das ARTES V.N. Famalicão / Câmara Municipal de Famalicão
Apoio - Cineclube de Joane / Lusomundo / Ano Internacional da Astronomia

Para informações complementares consultar o site oficial em http://www.onthetrek.net/

Tomás Kubínek - Lunático Certificado e Mestre do Impossível…


Comédia/Mímica /Magia /Acrobacia /Música
1 de Maio, Sexta-feira, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 8 euros
M/6
Duração 75 m
http://www.kubinek.com/

"Um Poeta do Físico e um Acrobata Verbal! Corredor de Riscos Desnecessários! Professor de Invenções Fantasticamente Inúteis! Advogado Arduoso dos Milagres Comuns! Lunático Certificado e Mestre do Impossível…”

Tomás Kubínek nasceu em Praga (ex-Checoslováquia), e com a idade de 3 anos fugiu do país com os seus pais, conseguindo escapar à invasão soviética de 1968.
Depois de um período num campo de refugiados na Áustria, a família conseguiu asilo no Canadá, e foi aí, em Ontário, que Thomas viu o seu primeiro circo, com 5 anos de idade.
A partir dessa experiência, tornou-se um apaixonado por palhaços, circos, teatro e magia, e os seus perplexos mas ainda assim compreensivos pais levaram-no a ver um grande número de espectáculos circenses.
Aos 9 anos, Kubinek apresentou a sua primeira performance, com um exigente público de mágicos veteranos. Aos 13 anos, já tinha um agente, actuando em cafés entre os números musicais, e na sua adolescência fez a estreia no circo, com um duo de palhaços brasileiros.
A partir desse momento o seu destino estava traçado…

Trabalhando em todo e qualquer ocupação relacionada com o “show-bussiness”, o empreendedor Senhor Kubinek conseguiu poupar o suficiente para viajar pela Europa, onde estudou com grandes mestres teatrais, como Monika Pagneaux, Pierre Byland, Jaques Lecoq e Boleslav Polivka.
Estes estudos, combinados com as suas incansáveis experiências na arte da performance ao vivo, levaram-no à criação do seu premiado espectáculo, que depois de visitar festivais internacionais de teatro pelo mundo inteiro, trará o seu burlesco anárquico de regresso aos palcos portugueses.

"Absolutamente perfeito e consistentemente elegante!"
The New York Times (E.U.A.)

"Hilariante e enormemente talentoso.”
Time Out Magazine (Inglaterra)

"Kubinek é 50% de homenagem aos cómicos de eras antigas e outra parte igual de absurdidade à Monty Python.”
The Seattle Times (E.U.A.)