terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sara Tavares na Casa das Artes Vila Nova de Famalicão

Sara Tavares
14 de Dezembro | Sábado | 21H30 | Grande Auditório
Entrada: 15 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 7.5 Euros
M/3
Duração: 80 m

Sara Tavares – voz, guitarra
Luiz Caracol – guitarra, cavaquinho, voz
Hugo Aly – baixo, voz
Ivo costa – bateria, voz
Miroca Paris – percussão, voz

Ao longo dos já, 19 anos de carreira, Sara Tavares tem vindo a aprofundar uma identidade musical capaz de integrar diversos elementos sejam eles africanos, portugueses ou simplesmente universais, chegando hoje a uma sonoridade muito própria ou mesmo única.
O seu talento, não só de cantora mas também de compositora e produtora, tem vindo a amadurecer, reflectindo uma vivência repartida por Portugal, Cabo Verde ou pelas constantes viagens que leva a cabo pelo resto do Mundo.
Com 4 cds  e 1 dvd editados, entre 1996 e 2009, foi com o álbum Balancê, editado em 2006, que o mundo conheceu Sara Tavares; o seu verdadeiro cartão de visita internacional, com edição um pouco por todo o mundo; e a confirmação de uma cantora-compositora capaz de fazer a ponte entre África e a Europa com uma sensibilidade pessoalíssima. Tudo reconhecido pelo sucesso comercial e pela aclamação da crítica (Sara Tavares foi nomeada como Artista Revelação para os prémios BBC de World Music em 2007).
“Se a Luz do Sol tivesse um som, soaria como a voz da Sara Tavares”, escreveu a revista inglesa Taplas.
Esse reconhecimento do público e da crítica estabeleceu-se com “Xinti”, álbum editado em 2009, pouco antes de ser forçada a parar por razões de saúde.
Ultrapassada essa etapa, Sara Tavares regressou aos palcos empenhada em terminar a tournée que tinha sido interrompida, levando Xinti, a sua energia e inspiração até onde não tinha sido possível levar, continuando a ter o reconhecimento do público e dos media, ganhando o prémio de melhor voz feminina no Cabo Verde Music Awards em 2010 e ao ter sido homenageada na Alemanha em 2012.
Por cá, sendo poucas as oportunidades de vermos esta artista actuar, cada espectáculo é uma oportunidade de entrarmos no seu mundo e de, por momentos, no conseguirmos abstrair de tudo e deixarmo-nos levar…

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

As aventuras da Banda do João Ratão

As aventuras da Banda do João Ratão
Festa de Natal
Teatro Musical
7 de Dezembro| Sábado | 17h30 | Grande Auditório
Entrada: 10 euros / Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/3
Duração: 70 m

As Aventuras da Banda de João Ratão é um sensacional espectáculo para toda a família, em que para além das músicas muito animadas, as crianças são incitadas a reflectir sobre as Energias Renováveis!
Durante este espectáculo da Banda do João Ratão, as crianças são convidadas a interagir com os músicos, por forma a aprenderem como os Elementos Naturais são a base do futuro…Sempre com a brincadeira e as partidas do João Ratão & a sua Banda. A forte componente cénica de som e luz, cria um ambiente, verdadeiramente mágico…
Um musical apaixonante, com temas natalícios, a não perder

João Ratão é um rato que tem a mania que é espertalhão, ao contrário do que dizem ele é apaixonado pela gata Matilde, é o líder da banda " os desafinados". Toca viola
A Gata Matilde é muito bonita e muito educada, amiga de toda a gente é a voz principal da banda á a verdadeira paixão do João Ratão.
O Pato Pateta é muito curioso, indisciplinado e trapalhão mas também é bastante inteligente. Concertina
A Galinha Magricela acha-se muito elegante e bonita, tem muita inveja da gata Matilde e deseja ser a voz principal da banda e é também apaixonada pela João Ratão. Pandeireta

Burro Ambrósio é o elemento mais simpático da banda mas o mais esquecido, também chega quase sempre a atrasado ao ensaios, mas é muito amigo de todos e quer sempre ajudar. Baterista

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Vortice Dance Company em Famalicão com YOUR MAJESTIES Welcome to the Anthropocene

YOUR MAJESTIES Welcome to the Anthropocene
de Claudia Martins e Rafael Carriço
Vortice Dance Company
Dança
6 de Dezembro| Sexta| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 10 euros/ / Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/6
Duração: 80 m

Sinopse:
Your Majesties, Welcome to the Antrophocene, aborda uma crise de consciências e a impotência humana em apagar as marcas indeléveis de excessos passados. Surge a nova era: “Antropecena” que marca a evidência do impacto global da actividade Humana nos ecossistemas terrestres. Estamos todos conectados em rede, mas intimamente desconexos e infelizes. Uma Humanidade entorpecida num planeta fumegante outrora azul celeste. Os ensinamentos de Jiddu Krishnamurti atravessam a obra da igual forma que passam transversalmente ao tempo e às sociedades. “Uma revolução só poderá ocorrer através do autoconhecimento liberto de qualquer forma de autoridade”.
Ficha artística:
Coreografia: Cláudia Martins e Rafael Carriço
Figurinos: Cláudia Martins
Cenografia | Videografia | Sonoplastia: Rafael Carriço
Animação: Rui Zilhão
Intérpretes: Cláudia Martins, Rafael Carriço, Vitor Viegas, João Nascimento, Cintia Antonino, Ana Kurlikova, Francisco Peças
Música: Rachmaninoff, “Prelude in G minoro p. 23” | Michael Niman, “Time Lapse” | Billy Holiday “I’m a Fool to Wont You” | Chopin “Prelude in E-Minor (op.28 nº4)” | Hans Zimmer “Lightouse Music”, “Ring”, “Floating Minds” | Richard Rodgers “My Funny Valentine” | Joris de Man “And Ever We Fight On” | Phillip Glass “Violin Concert nº1” |    
Discursos: Barak Obama, Jiddu Krishnamurti, Severn Cullissuzuki “Speech at Rio Summit 1992”

Exposição de Fotografia Pepe Brix até Dezembro


O teor resplandecente do silêncio que corre os veios da ilha, contempla uma importante vontade de viajar. A ilha consente todos os espaços que evocam a dúvida e dá-nos tempo para polir a lucidez. O âmago de quem a olha tranquilamente de dentro para fora guarda as sementes nela colhidas. Os montes verdes, as planícies amarelas, o silêncio do mar fossilizado nas entranhas da orla costeira e a imensidão da gente que habita esse pedaço de terra, mantém vivo o pulsar da vereda expansiva.
Fernando Pessoa escreveu: “sentir é a melhor forma de viajar”. O pensamento é nómada, e essa liberdade de podermos crescer profundamente sem a necessidade de recorrer a um carro, um barco ou um avião, difunde a dissipação da ansiedade e dos medos que ofuscam a busca de uma visão mais clara do universo.
Nos últimos anos tenho dividido essa relação entre Santa Maria, ilha que me viu nascer, e o tempo a que me proponho viajar pelo mundo. Sinto que só está completa essa vontade de guardar a ilha na mochila e seguir viajem, quando na viajem posso guardar o mundo na fotografia e regressar. Pergunto-me muitas vezes se teria percorrido os mesmos países, as mesmas cidades ou as mesmas ruas se estivesse despido do equipamento fotográfico. Nas bifurcações, nos cruzamentos e na procura dos atalhos há sempre um brilho determinante que me conduz sempre à estrada mais rica.

O travo milenar da cultura do Nepal confere-lhe um núcleo magnético incrivelmente denso. Uma massa superior capaz de atrair todo o tipo de viajantes.  Contudo, na disparidade do objetivo dos que aí se cruzam, há um silêncio que é comum a todos, uma cumplicidade guardada na mochila que sustenta o conteúdo das mensagens partilhadas. Acredito que numa viagem que comtempla um ambiente como o do Nepal, a mais rica de todas as fontes é a tua entrega às pessoas que encontras no caminho. A harmonia que as conduz dia-a-dia é tão vasta e intensa como a força que as trouxe até ti. Poderia despir-me completamente e despender uma vida inteira para perceber o que mora verdadeiramente nas entrelinhas do povo e da montanha. Não quero. Senti-me quase sempre tranquilo, ligado, e procurei não negar a minha posição de viajante e a dimensão da minha dúvida.

Bilheteira da Casa das Artes com novo horário


Bilheteira da Casa das Artes com novo horário

A partir de hoje, a bilheteira da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão funciona com novo horário. Desta feita, o serviço passa a estar disponível de terça a quinta feira, das 10h00 às 19h00, às sexta feiras, das 10h00 às 19h00 e das 20h30 às 22h30. Já aos sábados, domingos e feriados, a bilheteira da Casa das Artes de Famalicão abre uma hora antes do início dos espetáculos, encerrando uma hora depois do seu começo.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Filme A Gaiola Dourada na Casa das Artes

25 de Novembro | Pequeno Auditório | 20h30 e 22h00
Entrada livre à lotação da sala


Filme A Gaiola Dourada
Título original: La Cage Dorée
De: Ruben Alves
Com: Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Roland Giraud, Chantal Lauby…
Género: Comédia
Classificação: M/12
Outros dados: POR/FRA, 2013, Cores, 90 min.
Maria e José Ribeiro são um casal de portugueses emigrados em França há mais de três décadas. Ela sempre trabalhou como porteira de um prédio num dos melhores bairros parisienses e ele na construção civil. Todos gostam deles, quer pela sua simpatia e humildade, quer pela sua incansável boa vontade para ajudar quem precisa. Quando recebem a notícia de uma herança em Portugal que lhes concretiza o velho sonho do regresso às raízes, tudo parece perfeito. Porém, a verdade é que ninguém está muito interessado em perder a sua amizade e, subtilmente, uns e outros começam a organizar-se de maneira a fazê-los mudar de ideias.

Uma comédia de costumes com realização de Ruben Alves, que conta com a participação de Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Chantal Lauby e Roland Giraud, entre outros.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Filme The Kid de Charlie Chaplin, Música de bueno.sair.es, em Famalicão

Filme-concerto Estreia
Filme The Kid de Charlie Chaplin, Música de bueno.sair.es,
Co-produção Cineclube de Joane / Casa das Artes de Famalicão
30 de Novembro| Sábado| 22H00| Grande Auditório
Entrada: 5 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/3
Duração: 1h45 m
Um atira pedras a janelas enquanto o outro aparece mesmo a tempo para oferecer os seus serviços com perito em reparação de janelas. É uma trapaça perfeita como tudo o resto neste incontornável clássico da obra de Charlie Chaplin, cuja combinação excepcional de risos e emoção mudou para sempre a história da comédia no cinema. Pela primeira vez enquanto realizador Chaplin experimenta a longa-metragem como formato para narrar as peripécias do atrevido e inesquecível Charlot (Chaplin) e do seu novo companheiro de aventuras (Jackie Coogan que se estreava aos 6 anos), que se torna o inseparável parceiro do protagonista quando este o salva de uma grande alhada. Algumas das cenas memoráveis deste filme incluem uma excepcional lição sobre bons modos à mesa, uma briga com um polícia e os sonhos angelicais de Charlot. Um filme imortal!
bueno.sair.es, uma banda independentemente. São seis, sete anos depois, com dois baixos, sintetizadores, bateria de grande bombo e tarola, duplo choque, procurando a canção perfeita.
Flutuando surge do pó resultante da queda dos impérios coloniais ibéricos, emergindo com a ascenção do universo latino no séc. XXI... a magia da decadência vista de Marte.
Utilizando processamento a 320k, com licença cc (creative commons), em compostos orgânicos feitos à mão, libertam files com quase zero emissões de CO2 para descarregar em alta calidad. Legal y grátis. bueno.sair.es transformam energia luminosa em download digital.
Hugo Pacheco - Voz e sintetizadores 
Pedro Azevedo – Baixo e sintetizadores
Rui Pintado – Baixo e sintetizadores
Nuno Branco - Bateria e sintetizadores
Pedro Balbis – Sintetizadores e outras coisas mais 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Eis o Homem, a partir Ecce Homo de Nietzsche, estreia na CASA das ARTES

Eis o Homem Estreia
a partir Ecce Homo de Nietzsche
Teatro
20,21,22 de Novembro| Quarta, Quinta e Sexta| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 8 euros/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 4 Euros
M/16
Duração: 80 m
CRIAÇÃO:
Mundo razoável
(projecto financiado pela DGArtes)

CO-PRODUÇÃO:
Mundo Razoável
Casa das Artes de Famalicão
Teatro Nacional São João
Externato Delfim Ferreira
SINOPSE:
“Eis o Homem” – são as palavras que Pilatos dirige à multidão alienada. Perante a indiferença da mesma, Cristo é crucificado sem que Pilatos carregue o peso da culpa e da responsabilidade. Vinte séculos depois, numa cave, torturam-se dois homens com o intuito da sua purificação e renascimento. A proximidade com a morte, oferecida por um torturador iluminado, irá conduzir estes homens a uma reflexão vital sobre a humanidade.

FICHA ARTÍSTICA:
Texto original: MARTA FREITAS
Co-encenação e dramaturgia: JOSÉ EDUARDO SILVA e MARTA FREITAS
Interpretação: ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL e JOSÉ EDUARDO SILVA
Cenografia e figurinos: CATARINA BARROS
Desenho de luz: FILIPE PINHEIRO
Música original e sonoplastia: RICARDO RAIMUNDO
Letras originais: ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL
Vídeo: JORGE QUINTELA
Design gráfico: JOÃO CÉSAR NUNES
Produção: INÊS NOGUEIRA
Produção executiva: MARIA PIRES


PROJETO-SATÉLITE
(Des)Humanidade
Projecto com os alunos do 3.º ano do Curso Profissional de Teatro do Externato Delfim Ferreira
Teatro
20 de Novembro| Quarta |15h30
21 e 22 de Novembro | Quinta e Sexta | 15H30 e 23h00 | Grande Auditório
Entrada: 2 euros/ Estudantes e Cartão Quadrilátero Cultural: 1 Euros
M/12
Duração: 80 m

CRIAÇÃO:
Mundo razoável

(projecto financiado pela DGArtes)

CO-PRODUÇÃO:
Mundo Razoável
Casa das Artes de Famalicão
Teatro Nacional São João

Externato Delfim Ferreira

Texto original e dramaturgia: MARTA FREITAS
Encenação: PEDRO ALMENDRA
Cenografia: CATARINA BARROS
Desenho de luz: DANIEL OLIVEIRA
Música original e Sonoplastia: RICARDO RAIMUNDO
Figurinos: PATRÍCIA MOTA
Vídeo: JORGE QUINTELA



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Jay-Jay Johanson na Casa das Artes de Famalicão

Jay-Jay Johanson
15 de Novembro| Sexta | 21h30 | Grande Auditório
Entrada: 12 euros / Cartão Quadrilátero Cultural: 6 Euros
M/3
Duração: 80 m
www.jay-jayjohanson.com
www.facebook.com/jayjayjohanson

Jay-Jay Johanson- voz
Erik Jonsson – Piano

Nasceu na Suécia em 69 do pretérito século.
Talvez o mais “cool” dos “Dandy” do universo da POP, Jay-Jay é o compositor e cantor da voz melancólica. As suas músicas misturam o Trip hop com uma dose bem medida de electroclash e synthpop – Foi nessa direção que nos orientou o álbum de 2003 Antenna.
Algum anos antes, em 96 estreou-se com Whiskey. Jay-Jay cantava com um estilo Jazzy e o disco continha arranjos característicos das trilhas sonoras do film noir. Dois anos mais tarde, um novo disco, Tattoo de uma textura mais rica e apurada de ambiências poéticas. Depois veio Poison, em 2000. Álbum que contou com a participação de Robin Guthrie o guitarrista dos Cocteau Twins e que foi um sucesso estrondoso em frança. No mesmo ano, Jay-Jay compôs a banda sonora do filme La Confusion de Genres de Llan Duran. Um ano mais tarde, num fervilhar emocional e criativo, seguiu-se a instalação (som e imagem) Cosmodrome que viria a dar a volta ao mundo e que chegou ao Musée d’Art Moderne de Paris.
Em 2002, lançou Antenna onde participaram os germânicos Funkstorung. Dois anos depois, em exclusivo para o mercado norte-americano Prologue – Compilação dos seus melhores momentos. Alguns meses depois, mais um longa duração de originais – Rush. Em 2007, mais um disco, o 6 º de carreira intitulado The Long Term… ao que se seguiram Self Portrait em 2008 e Spellbound em 2011.
Pelo meio, uma participação com os The knife e certamente muitos sonhos.

 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cristina Branco na CdA de Famalicão

Cristina Branco – Alegria
Música/fado
9 de Novembro| Sábado| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 12 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 6 Euros
M/3
Duração: 80 m
 A voz de Cristina Branco é uma voz nómada. Assim que se sente demasiado confortável, parte à procura de um novo poiso, uma nova pele. Quem diz pele diz novos contextos, novos significados musicais, novos desafios. O desconforto parece quase um mote na carreira da cantora; Cristina Branco não o procura mas encontra-o invariavelmente, coloca-lhe questões que tem de responder de imediato em nome da curiosidade, da ânsia de descobrir a verdade, por querer testar os seus limites a cada capítulo que acrescenta à sua já extensa discografia. Um desassossego que está presente desde o início: foi assim com Ulisses, foi assim com Abril, foi assim com Não há só Tangos em Paris e, para não variar, é-o agora mais uma vez com Alegria.
 Em Alegria, Cristina Branco quis vestir a pele de doze personagens, ajustando o seu ser individual ao social, usando a música como escudo e como arma, procurando respostas para os tempos conturbados que cruzamos. Essas personagens são os vizinhos do lado, os que moram mesmo dentro da nossa casa, os que habitam o nosso pensamento. Somos nós; doze personagens onde nos podemos rever continuamente. Vamos conhecê-las, ao vivo, em cada concerto.

Exposição de Fotografia Pepe Brix

Exposição de Fotografia Pepe Brix
Título "Ensaio sobre o comprimento do silêncio. Nepal, a verticalidade do Silêncio."
De 7 Novembro a 21 de Dezembro, Foyer

O teor resplandecente do silêncio que corre os veios da ilha, contempla uma importante vontade de viajar. A ilha consente todos os espaços que evocam a dúvida e dá-nos tempo para polir a lucidez. O âmago de quem a olha tranquilamente de dentro para fora guarda as sementes nela colhidas. Os montes verdes, as planícies amarelas, o silêncio do mar fossilizado nas entranhas da orla costeira e a imensidão da gente que habita esse pedaço de terra, mantém vivo o pulsar da vereda expansiva.
Fernando Pessoa escreveu: “sentir é a melhor forma de viajar”. O pensamento é nómada, e essa liberdade de podermos crescer profundamente sem a necessidade de recorrer a um carro, um barco ou um avião, difunde a dissipação da ansiedade e dos medos que ofuscam a busca de uma visão mais clara do universo.
Nos últimos anos tenho dividido essa relação entre Santa Maria, ilha que me viu nascer, e o tempo a que me proponho viajar pelo mundo. Sinto que só está completa essa vontade de guardar a ilha na mochila e seguir viajem, quando na viajem posso guardar o mundo na fotografia e regressar. Pergunto-me muitas vezes se teria percorrido os mesmos países, as mesmas cidades ou as mesmas ruas se estivesse despido do equipamento fotográfico. Nas bifurcações, nos cruzamentos e na procura dos atalhos há sempre um brilho determinante que me conduz sempre à estrada mais rica.
O travo milenar da cultura do Nepal confere-lhe um núcleo magnético incrivelmente denso. Uma massa superior capaz de atrair todo o tipo de viajantes.  Contudo, na disparidade do objetivo dos que aí se cruzam, há um silêncio que é comum a todos, uma cumplicidade guardada na mochila que sustenta o conteúdo das mensagens partilhadas. Acredito que numa viagem que comtempla um ambiente como o do Nepal, a mais rica de todas as fontes é a tua entrega às pessoas que encontras no caminho. A harmonia que as conduz dia-a-dia é tão vasta e intensa como a força que as trouxe até ti. Poderia despir-me completamente e despender uma vida inteira para perceber o que mora verdadeiramente nas entrelinhas do povo e da montanha. Não quero. Senti-me quase sempre tranquilo, ligado, e procurei não negar a minha posição de viajante e a dimensão da minha dúvida.


Pepe Brix

terça-feira, 10 de setembro de 2013

LAR, DOCE LAR

LAR, DOCE LAR

Uma comédia com Maria Rueff e Joaquim Monchique!
25 de Outubro| Sexta| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 13 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 7.5 Euros
M/12
Duração: 1h45 m
Dois dos mais brilhantes comediantes nacionais protagonizam LAR, DOCE LAR, dando a conhecer o (inconfessável) dia-a-dia da residência Antúrios Dourados para Séniores de Qualidade. Em palco, diversos personagens partilham memórias e confidências e, sobretudo, hilariantes atribulações.
Juntos pela primeira vez em palco, Maria Rueff e Joaquim Monchique dão corpo às diferentes personagens desta surpreendente comédia!
E a história começa com uma corrida por um quarto particular...
 Interpretação: Maria Rueff e Joaquim Monchique
Encenação: António Pires
Cenário: F. Ribeiro
Figurinos: Dino Alves
Desenho de Luz: Paulo Sabino

A NAIFA

A NAIFA
 não se deitam comigo corações obedientes”.
Música Pop/Fado
19 de Outubro| Sábado| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 10 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 5 Euros
M/3
Duração: 70 m

Prémio Autores 2013 – Melhor Disco
Nasceu em 2004 pela mão de João Aguardela e Luis Varatojo, músicos associados à pop portuguesa dos anos 80 e 90, aos quais se juntou uma nova voz, Maria Antónia Mendes. O repertório totalmente original, resulta de letras de novos poetas portugueses e temas com base em referências da música de raiz portuguesa. Em cinco anos editaram três álbuns e realizaram espetáculos dentro e fora de Portugal. Com o desaparecimento precoce de João Aguardela, em Janeiro de 2009 e após um ano de luto, A NAIFA regressou em 2010, com uma nova formação que inclui Sandra Baptista no baixo e Samuel Palitos na bateria. Nesse ano, lançam uma Fotobiografia de homenagem a João Aguardela, a que associam a realização de uma Tour, que os leva a percorrer as principais cidades do País. A NAIFA regressa mais afiada que nunca!
2011 foi o ano escolhido pel’A NAIFA para iniciar a sua carreira internacional, com concertos na Hungria, República Checa, Bélgica, França, Espanha e marcado por uma tour na Africa Austral e pela presença na edição do vigésimo aniversário do reputado Festival criado por Peter Gabriel, WOMAD.
O ano de 2012, marcou o regresso da Banda aos álbuns de originais com “não se deitam comigo corações obedientes”. O público português foi o primeiro a conhecer o novo disco que originou uma Tournée de apresentação nacional, que passou por 25 dos principais Teatros portugueses.
No verão, A NAIFA marcou presença em diversos Festivais e eventos de prestígio em Portugal, como é o caso da Festa do Fado no Castelo de S. Jorge (Lisboa), da Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, do Festival Bons Sons de Tomar, do Festival Noites Ritual (Porto), do Festival do Crato e da Festa do Avante!.
2013, dedicado pela Banda à consolidação da sua carreira internacional, fica marcado, logo no seu inicio, pela distinção com o Prémio Autores 2013, da Sociedade Portuguesa de Autores, para melhor disco, ao quarto disco de originais d’A NAIFAnão se deitam comigo corações 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A famosa ópera de Mozart na perspectica de Peter Konwitschny - Casa das a Artes

A Flauta Mágica Ensaio Sobre a Vida
Ópera: Wolfgang Amadeus Mozart
Encenação: Peter Konwitschny
11 e 12 de Outubro| Sexta e sábado | 21h00 | Grande Auditório
Entrada: 5 euros / Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/12
Duração: 180 m (com Intervalo)


Todos sabemos: A FLAUTA MÁGICA foi composta por Mozart, o divino.
Mas: não o deixou ao abandono a sociedade vienense ligada à Ópera?
Todos sabemos: este foi o homem que morreu em 1791, aos 36 anos de idade.
Mas: como nos pode falar um morto? Falar-nos a nós, que estamos vivos?
Todos sabemos: A FLAUTA MÁGICA é uma obra maravilhosa, com maravilhosa música, maravilhosa trama e maravilhosos figurinos.
Mas: duas pessoas querem-se suicidar. Isso é maravilhoso?
Todos sabemos: nA FLAUTA MÁGICA ganha o bom – o homem. O mau é aniquilado – a mulher.
Mas: a ditadura do bom não é também uma ditadura?

Peter Konwitschny
Tradução de Vasco Negreiros

Ópera Estúdio ESMAE
Orquestra Sinfónica ESMAE

ISABEL VENTURA QUARTETO

ISABEL VENTURA QUARTETO
Música/Jazz
5 de Outubro| Sábado| 21H30| Grande Auditório
Entrada: 5 euros/ Cartão Quadrilátero Cultural: 2.5 Euros
M/3
 Duração: 60 m

Isabel Ventura é um nome já sobejamente conhecido no panorama do jazz nacional com concertos por todo o país e fora dele. Neste momento concretizou um dos seus sonhos que foi a gravação do seu primeiro CD “Encontro em Dois Momentos” um projeto arrojando dado que cantar jazz em português não é para qualquer um, juntando a estes, alguns standards clássicos do jazz, todos os temas com novos e belos arranjos da autoria de um pianista de eleição como é o Marco Figueiredo.
A banda é composta por 4 elementos (Isabel Ventura – voz, Marco Figueiredo – piano, José Carlos Barbosa – contrabaixo e Michel Marques – bateria) os mesmos elementos que estiveram na gravação deste primeiro álbum já elogiado por José Duarte nos seus “5 minutos de jazz. Miguel Pedrosa (Guitarra), músico convidado 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Georgina Efigénio na Casa das Artes

Exposição Pintura Georgina Efigénio
Título Promised Land
De 4 a 29 de Outubro, Foyer


Promised Land
Lampedusa, o portão da Europa - entre o sonho e o pesadelo.
Perante um verdadeiro "tsunami" de massa humana africana, que diariamente assola à costa da ilha  italiana de Lampedusa, Giusi Nicolini, presidente da câmara, questiona:
"De que tamanho terá que ser o nosso cemitério, para que possa receber todos os que aqui chegam sem vida?"
A Europa que tem permanecido silenciosa, terá que fazer parte da resolução, de um massacre que já atinge números de uma verdadeira guerra.
Para a concretização do projecto "Promised Land" a autora, selecionou criteriosamente imagens publicadas em vários tipos de media, interpretando-as sob a sua visão pessoal no campo da pintura.
Daí, surgiu esta série aqui apresentada, onde somos confrontados com imagens de um incontestável dramatismo expressivo e de uma latente intensidade humana.
Fica o convite à reflexão- perante o confronto com este drama social.

Quem são? Quem os quer? Que futuro lhes está reservado?