segunda-feira, 7 de abril de 2008

Ler por Ler – Dia Mundial do Livro

Leitura em voz alta de livros pedidos, em formato radiofónico
23 de Abril , Quarta-feira , 22h00, Café Concerto
Entrada: Entrada livre
M/3
Duração 60 m
Produção CASA das ARTES /Prof Ivo Machado/Jorge Humberto

A ideia partiu do Prof. Ivo Machado com base em experiências anteriores e que revela o gosto de partilhar com os outros os livros, através da leitura em voz alta.
Neste caso existe leitura de textos, simulando um programa de rádio, uma réplica do famigerado “ Discos Pedidos”, substituindo discos por livros.
O programa tem a duração de 60 minutos, com formato em tudo idêntico a um programa de rádio normal: Noticiário (em torno do dia e dos livros) e leituras solicitadas previamente por ouvintes, tudo intercalado com música e comentários da responsabilidade do animador (Jorge Humberto da Rádio Digital), visando criar dinâmica e empatia com os espectadores.

Concerto com Oficina Musical - 30 anos ao serviço da música



Música Erudita
19 de Abril , Sábado, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 70 m

Fundada no Porto em Maio de 1978, a Oficina Musical iniciou no mês seguinte a suaactividade, orientada para o estudo e divulgação da música do século XX. Até hoje levou a cabo mais de quatro centenas de espectáculos, nos quais colaboraram, além dos elementos dos seus conjuntos instrumentais, jovens artistas em início de carreira (o apoio a estes últimos é uma das directrizes da Oficina Musical) e agrupamentos e solistas do mais elevado nível, tais como o Estúdio Electrónico da Escola Superior de Música de Colónia, o Quarteto Takacs-Nagy, os pianistas Marie-Françoise Bucquet, Claude Helffer e Sequeira Costa, o violoncelista Siegfried Palm, o flautista Pierre-Yves Artaud, o trombonista Vinko Globokar e a teclista Annette Sachs. Entre numerosas obras incluídas nos seus programas, contam-se mais de setenta apresentações em primeira audição em Portugal, de autores tão significativos como Leos Janacék, Arnold Schoenberg, Goffredo Petrassi, Pierre Schaffer, John Cage, Hanns Eisler, Ramón Barce, Claudio Prieto, Tomás Marco, Cristóbal Halffter, Luis de Pablo, Edward Boguslawski, George Crumb, Luc Ferrari, Luciano Berio, Paolo Castaldi, Heitor Villa-Lobos, Cláudio Santoro, Paul Méfano, Salvatore Sciarro, Toru Takemitsu e Roque Alsina. Em cumprimento do que se afirmava em nota inserida no programa inaugural, a Oficina Musical não tem limitado a sua acção à cidade do Porto, realizando ao longo das últimas temporadas e de acordo com um plano de descentralização, concertos em diversos pontos do país (Póvoa do Varzim, Viana do Castelo, Ponte de lima, Braga, Paços de Brandão, Matosinhos, Carvalhos, Espinho, Coimbra, etc.). Nos últimos anos organizou concursos de Composiçãoabertos a todos os compositores portugueses, sem limite de idade. Em 1982 foram lançadas as primeiras partituras editadas pela Oficina Musical, iniciando-se assim um projecto editorial que prevê a publicação periódica de discos, trabalhos musicológicos e partituras de autores
portugueses. A Oficina Musical participou nos Festivais de Vigo de 1980 e 1981, no 1.º Ciclo de Música Contemporânea, organizado pela Disputación Provincial de Pentevedra (1982), nos ''Quatro Dias da Cultura Portuguesa em Sevilha'' (1982), no Festival da Costa do Estoril (1984, 1985 e 1987), na maior parte das edições dos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, nos Dias de Música Contemporânea de Vigo (1985), nos XIV, XV, XVI e XVII Festivais de Espinho, no VIII Festival da Costa Verde, no 34.º Festival de Granada, nas ''Crónicas de Juventude'' (Pamplona, 1985), na 1.ª Semana de Música Ibérica em Ávila (1986), nas 1as Jornadas de Música Contemporânea Portuguesa, organizadas pela Fundação Calouste Gulbenkian em Madrid (1987), no III Festival de Música Contemporânea de Bogotá (1983) e em Festivais de Música Contemporânea na Alemanha (1995 e 1996) obtendo, em todas essas ocasiões, êxitos relevantes. Pelos serviços prestados à cultura do nosso País, a Oficina Musical foi agraciada com a Medalha de Mérito (Prata) pela Câmara Municipal do Porto, com a Medalha de Mérito Cultural da Secretaria de Estado da Cultura e com o Prémio do Dia do Autor da SPA (1993).

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Wake Up and Smell the Coffee com Tiago Rodrigues



Teatro Nova Europa
Stand-up comedy
18 e 19 de Abril, sexta-feira e Sábado, 23h00, Café Concerto.
Entrada: 5 euros
M/16
Duração 50 m
teatronovaeuropa.blogspot.com
Sinopse
Wake Up and Smell the Coffee é um texto que critica e provoca, brutalmente honesto e muitas vezes até chocantemente divertido. Tudo e todos podem ser alvo da língua aguçada da sátira. Da religião à cultura pop. Ao longo deste solo, tendo como ponto de partida um homem só, surgem várias personagens, entre as quais se incluem um vendedor que parece ser a incarnação do próprio diabo e um produtor chocante e amoral de Hollywood. O protagonista encontra-se num limbo, no qual confunde ficção com a sua própria realidade, no meio dos delírios desta era pós 11 de Setembro.
Autor: Eric Bogosian; Tradução e Encenação: Luís Mestre; Interpretação: Tiago Rodrigues; Apoio Dramatúrgico: Jorge Louraço Figueira; Desenho de Luz: José Carlos Coelho; Adereços: Patrícia do Vale; Sonoplastia: Luís Mestre; Operação de Luz e Som: Luís Ribeiro; Fotografias: Magda Bizarro e Michael Rausch; Produção: Teatro Nova Europa/Teatro Maria Matos

Tango Nuevo e Piazzola, cumplicidades….

O Quinteto SOÆNSEMBLE e os Dançarinos de Tango Nuevo Rui Resende e Sandra Ferreira, procuram recriar, com uma autenticidade, retocada pela sua formação clássica, os tangos argentinos de Astor Piazzolla, essa música que se tornou universal, cheia de contrastes, sensualidade e cumplicidade, que percorrem todos os sentimentos, desde o mais profundo intimismo até à festa exuberante.
Música/ Dança


18 de Abril, Sexta-feira, 21h30, Grande Auditório. Entrada: 7 euros
M/3
Duração 70 m

www.myspace.com/soaensemble
http://portugalemtango.blogspot.com/
FLAUTA, Ana Miranda
VIOLINO, Rui Costa
PIANO, Elsa Leça
GUITARRA, Fernando Monteiro
CONTRABAIXO, Sérgio Barbosa

Astor Piazzolla fundiu a música popular da sua terra natal – Argentina – com o jazz, dando-lhe um tratamento erudito, devido aos seus aprofundados conhecimentos musicais. A sua música não deixa ninguém indiferente; é impossível ouvi-la e não sentir as profundas emoções que emanam de cada frase, de cada acorde, de cada nota. É também uma música alternativa a todo o género de estilos musicais a que temos frequentemente acesso, desde a música popular ao rock, sem esquecer a música dita “erudita”, mais vulgarmente rotulada de música “clássica”.
O Quinteto Soænsemble é constituído pelos seguintes instrumentos: Flauta, Guitarra, Contrabaixo, Violino e Piano. Esta formação, tão peculiar, permite ao grupo uma riqueza tímbrica invulgar, e ao mesmo tempo uma sólida percepção harmónica, características indispensáveis para a música em questão. Para este concerto juntaram-se os Dançarinos de Tango Nuevo Rui Resende e Sandra Ferreira no sentido de se proporcionar ao público um concerto diferente, onde vão poder desfrutar de uma música/dança com qualidade, alternativa aos concertos de todo género a que têm tido oportunidade de assistir.

INimaginável


Dança
12 e 13 de Abril, Sábado e Domingo, 21h30 e 17h30, Grande Auditório.
Entrada: 4 euros
Todas as idades
Duração 70 m

Depois de um trabalho conjunto na organização dos workshops do Edge – companhia de dança contemporânea de Londres e de outros eventos no domínio da dança, durante alguns anos, a CASA das ARTES de V.N. Famalicão convidou a Escola Neuza Rodrigues a apresentar, de raiz, um espectáculo inédito, que envolvesse todos os seus alunos, que fosse apresentado ao grande público.
Inimaginável é um espectáculo onde só temos a nossa imaginação como limite…
É por isso mesmo criativo, repetitivo, feio, original, diferente, igual, bonito e o que mais quisermos, mas foi construído e criado exclusivamente da nossa vontade, imaginação e inspiração.
A história que foi criada, demorou meses a ser aperfeiçoada e foi sendo alterada sucessivamente por todos os alunos da Escola de Dança Neuza Rodrigues seus professores e criadores. Foi um trabalho de grupo desenvolvido com muito carinho, dedicação e interajuda.
INimaginável foi para nós uma viagem fantástica. Juntem-se a nós, e deixem-se levar pelo sonho, e criem ou recriem connosco a vossa própria história.
Divirtam-se! Sonhar é viver!

segunda-feira, 24 de março de 2008

Led Zeppelin Re.Max


Os Led Zeppelin vistos e revistos por Álvaro Costa (Antena 3; RTP/Liga dos Últimos)
11 de Abril, sexta-feira , 23h00, Café Concerto.
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 90 m
Existe uma história secreta dos Led Zeppelin a qual se tem acesso por uma porta sonora, a que muitos chamam de “Antarata”, ou e simplesmente “Studio Sessions”.

A Casa das Artes e Álvaro Costa (Antena 3; RTP/Liga dos Últimos) apresentam Led Zeppelin Re. Max – Mais do que uma conferência ou uma caminhada virtual pelos trilhos desta endiabrada máquina de Rock’N’Roll nesta noite ser-vos-á proposta uma viagem ás catacumbas do arquivo sonoro e visual da mais poderosa e emblemática banda de Rock do finado Séc. XX..

Eric Sardinas & Big Motor

11 de Abril, Sexta-feira, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 15 euros
M/3
Duração 70 m
http://www.ericsardinas.com/

Nome incontornável da renovação da linguagem do Delta,
Eric Sardinas é a representação contemporânea dos grandes mestres do passado - Robert Jonhson, Howlin' Wolf ou Honeyboy Edwars - Mas é também um virtuoso da guitarra com uma voz cheia de soul. Os ritmos rock e o gingar sexy de ancas faz-nos lembrar íconescomo Ray Charles ou James Brown.
Sardinas é a mistura explosiva do country blues rural do banjo da América profunda e a electricidade de Chicago
servida por uma produção de elevada qualidade. É desta forma que resulta a singularidade daquele que é hoje, unanimemente, referenciado como um nome maior do blues/Rock contemporâneo.
Em Abril Sardinas traz na bagagem o seu mais recente álbum, editado em 2007, onde o perfume do blues negro se funde com a eloquência do blues dos brancos.
The boy is in town.

Concerto com compositores portugueses - Joly Braga Santos e Luís de Freitas Branco

6 de Abril, Domingo, 18h00, Grande Auditório.
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 70 m
www.orquestradonorte.com

Programa:
Joly Braga Santos - Concerto em Ré para orquestra de cordas Op.17
I Largamente maestoso Allegro
II Adagio non troppo
III Allegro ben marcato
Luís de Freitas Branco Concerto para violino e Orquestra
I Allegro
II Andante
III Allegro

Emanuel Salvador, violino
José Ferreira Lobo, direcção
Orquestra de Norte

BLUES ART BAND


Blues
5 de Abril , Sábado, 22h30, Café Concerto
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 70 m

BLUES ART BAND, nasceu na cidade do Porto em 2001, formada por seis elementos:

VOZES SANDRA FALÉ e BÁRBARA TACIANA
GUITARRA ZÉTÓ BATISTA
TECLADOS SÉRGIO ALEX
BAIXO MIGUEL MARQUES
BATERIA ZÉ AL`VESH

Tendo já efectuado concertos ao vivo e a gravação em estúdio de um CD Single, registado na SPA em 2005, com três temas originais para apresentação da Banda, sendo o restante reportório c/ arranjos de temas de : B.B.King, Eric Clapton, Etta James, Muddy Waters, Robert Cray, Tracy Chapman, Blues Brothers, Otis Redding, etc….
Este grupo desenvolve uma sonoridade própria, com muita criatividade, onde se destaca alguns originais, mas sobretudo as influências dos grandes temas de blues. Verifica-se uma enorme solidez melódica/rítmica, onde as vozes, bem estruturadas, que proporcionam uma fusão global equilibrada.
É receita perfeita para uma noite descontraída, com muito “swing dancing”, sensualidade e improvisação.

Exposição fotografia “ Lugar de Ninguém”


Bento Duarte, Francisco Cardoso Lima, João Marques Fernandes, Marcos
Adelino, Nuno Barros e Vitor Lago Silva. 6 artistas juntam-se em co-autoria (Exorama) para apresentar a exposição "Lugar de Ninguém" na Casa das Artes de Famalicão, durante o mês de Abril.
Em "Lugar de Ninguém", é o próprio conceito de lugar que surge questionado,
podendo ser compreendido como um sítio físico ou entendido como uma memória ou uma representação afectiva. Através de seis fotografias originais, cada um dos artistas, em diálogo com os outros, propõe uma outra imagem como leitura para um mesmo espaço, num processo de construção de novos lugares individuais, na tentativa de organização de um grande espaço colectivo.

http://exorama.wordpress.com/

De 1 de Março a 30 de Março no foyer da Casa das Artes

domingo, 9 de março de 2008

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

TwoPianists


Luís Magalhães & Nina Schumann
Música Erudita
29 de Março, Sábado, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 70 m
Nina Shumann e Luís Magalhães assinam o projecto “”, duo que se tem notabilizado em inúmeros concertos em todo o Mundo. Luís Magalhães é português (reside na África do Sul e é casado com a sua companheira neste e noutros projectos) e Nina Shumann é sul-africana. São solistas reconhecidos internacionalmente e avançaram para a aventura dos registos discográficos quando gravaram “As Obras Completas para Dois Pianos, de Sergei Rachmaninoff”, com edição portuguesa (2006) e sul-africana (2007).

Jacinta - “CONVEXO” [A Música de Zeca Afonso]


Jazz/Word Music
28 de Março, Sexta- feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 10 euros
M/3
Duração 90 m
http://www.jacintaportugal.com/


A melhor jovem artista de jazz do continente europeu em 2007, no âmbito da iniciativa “O Melhor da Europa” apresenta em concerto o seu último trabalho discográfico – CONVEXO [a música de Zeca Afonso] – nos próximos meses dearco Abril e Maio de 2008.

Em 2007 celebraram-se os vinte anos da morte do aclamado cantor e compositor português, CONVEXO surge assim como o reconhecimento de Jacinta perante a obra de Zeca Afonso, que aliás sempre fez parte do seu repertório, desde o Teatro Aveirense, onde Jacinta fez a abertura solene a capella, com O Cavaleiro e o Anjo, passando pelo concerto no CCB "Tributo a Bessie Smith", que abriu com o mesmo tema, até à Canção de Embalar, que incluiu no seu disco "Day Dream".

Neste trabalho, Jacinta explora uma nova linguagem musical, em busca das sonoridades mais modernas da corrente cool jazz, abandonando o estilo do jazz vocal tradicional dos seus últimos discos.

Em formato de trio, com Rui Caetano ao piano, Bruno Pedroso na bateria e a voz única de Jacinta, este é, sem dúvida, um projecto singular. As novas harmonias, bem conjugadas com uma abordagem rítmica que respeita o original e desenvolve o potencial de cada composição, conferem frescura e modernidade a todo o repertório do disco.

Dia Mundial do Teatro

BULULÚ – Estórias da Invenção do Mundo de Moncho Rodriguez, com Cristina Cunha e Pedro Giestas, Teatro Invisível.
27 de Março, Quinta- feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 5 euros
M/12
Duração 90 m
http://www.teatroinvisivel.com/

Amadeus e Bartolomeus são dois cómicos tão antigos como o próprio teatro, o que é o mesmo que dizer: tão antigos como a Terra. Dizem que eles têm mais de 400 anos. Acabam de chegar a um lugar onde pensam realizar o seu ofício de cada dia ou seja: representar. Preparam os seus instrumentos, suas roupas e máscaras e decidem contar o famoso romance da Invenção do Mundo, inspirado no “Grande Teatro del Mundo” de D. Pedro Calderon de La barca.
Tudo parece correr bem com a representação onde se recita e ao mesmo tempo se explica e comenta, cada momento da comédia clássica onde Deus, o criador, reparte os papéis para que o mundo se represente. Em determinado momento, tomado pelo espírito da crítica, Bartolomeus questiona as razões do porquê devem eles, comediantes famintos, continuar…Para que servem eles, os cómicos. Para quê as palavras. Para quê os sonhos.
Diante desse conflito, os dois comediantes desafiam-se numa tremenda luta entre a acção da arte e a sua necessidade numa sociedade cada dia menos poética, menos sensível e inevitavelmente consumista. Travam um patético jogo onde se expõem os conflitos entre a razão e o sonho, entre o real e o imaginário. Recordam os caminhos que percorreram ao longo de toda a sua existência, os quatrocentos anos do teatro ibérico. Das peripécias e aventuras vividas por todos os cómicos até chegarem aos dias de hoje, onde se esbarram diante do vazio, do silêncio, da indiferença.
Bartolomeus, alma gémea de Amadeus, decide que é inútil seguir, que não vale a pena continuar a repetir os mesmos gestos, as mesmas loas, as mesmas falas, com as mesmas caras e a mesma fome. Faz o seu testamento, deixando para aqueles que queiram seguir a arte no futuro todo o seu património de 400 anos de teatro. Amadeus vendo-se só, outra vez Bululú, num gesto dramático canta uma canção, como um hino de despedida, um apelo. Bartolomeus, despido de todas as suas vestes, absolutamente só e perdido, prestes a desaparecer no escuro, instintivamente repete, por dor ou saudade, o refrão da canção que dá alma ao comediante. Juntos terminam a cantar.

Cimús´08


III Curso Internacional de Música de V.N. Famalicão com Dmitri Ferschtman, violoncelo e Keiko Wataya, violino
24 e 28 de Março de 2008

O CIMÚS abre as suas portas pelo terceiro ano consecutivo para, uma vez mais, dar oportunidade a músicos portugueses e estrangeiros de trabalharem com personalidades de renome no actual panorama da música erudita.
Este ano a ArtEduca – Academia de Música e Artes, traz a Famalicão, em parceria com a Casa das Artes, dois cursos de aperfeiçoamento musical orientados por Keiko Wataya, violino e Dmitri Ferschtman, violoncelo, professores no Conservatório Superior de Amesterdão.
O CIMÚS é aberto a todos os violoncelistas e violinistas a frequentar o curso complementar do conservatório, o ensino superior ou profissionais e será realizado nas instalações da ArtEduca – Academia de Música e Artes de VN Famalicão e na Casa das Artes de VN Famalicão entre 24 e 28 de Março de 2008.
O Curso encerra, dia 28 de Março às 21h00, com o concerto dos alunos participantes.
Inscrições abertas até ao dia 3 de Março de 2008. Informações através dos telefones 252 378 249 / 91 881 43 90 ou e-mail arteduca.academia@gmail.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Exposição Pintura “100 ANOS DE LAURO CORADO” (1908-1977)


OBRAS DA COLECÇÃO DO FILHO, LAURO ANTÓNIO
e ainda no Museu da Cidade de Aveiro

De 1 de Março a 30 de Março no foyer da Casa das Artes

BIOGRAFIA
Lauro da Silva Corado - Professor e artista plástico, nasceu em Aveiro em 1908 e morreu em Lisboa a 1 de Setembro de 1977. Estudou na sua cidade natal (Escola Industrial de Fernando Caldeira) e depois na Escola Superior de Belas Artes do Porto onde concluiu o Curso Superior de Pintura. Foi discípulo de António Carneiro e de Joaquim Lopes. Fez concurso de provas públicas para professor de Pintura da Escola Superior de Belas Artes, tendo ficado aprovado em «mérito absoluto» (1933). Nesse ano partiu para Itália, França e Espanha como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, regressando em 1945 a Espanha patrocinado pelo mesmo Instituto. Como professor começa a leccionar na Escola Industrial e Comercial Infante D. Henrique (Porto), e, a partir de 1941, na Escola Industrial e Comercial Dr. Azevedo Neves (Viseu). Em 1942 transfere-se para a Escola António Arroio. Em 1949 faz Exame de Estado para professor efectivo do Ensino Técnico, instalando-se no ano seguinte em Portalegre, onde lecciona até 1958 na Escola Industrial e Comercial local. Aí conviveu com José Régio, colaborou em A Rabeca e expôs diversas vezes: 1955, Escola da Corredoura; 1958, Salão Nobre do Governo Civil.De regresso a Lisboa, em 1958, é colocado na Escola Técnica Elementar Nuno Gonçalves e depois na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde se encontrava à data da sua morte. A sua primeira exposição individual efectuou-se na Associação Comercial de Aveiro, a que se seguiu uma segunda no Salão Silva Porto (Porto). Concorreu a inúmeras exposições individuais e colectivas no país e no estrangeiro, obtendo 1.ª e 2ª medalhas da S.N.B.A. de Lisboa, os 1.º e 2.º prémios e Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Lisboa, o prémio José Malhoa e o 1.º prémio da Exposição Antoniana do Estoril. Encontra-se representado em museus e colecções particulares de Portalegre, Espanha, Brasil, Canadá, EUA e Alemanha.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Paixão segundo São João de P. Ferreira dos Santos

ESTREIA MUNDIAL
Trata-se de uma obra composta na segunda metade de 2007 e início de 2008. Esta parece ser a primeira Paixão composta em Portugal, em língua vernácula, para Solistas, Coro, Declamador e Orquestra sinfónica. A obra é dramática, como não poderia deixar de ser, pois tenta descrever, musicalmente, o transcendente drama da condenação á crucifixão e da morte de Jesus Cristo na cruz, apesar de não haver culpa que tal justificasse.

Concerto inserido nas Cerimónias da Semana Santa de V.N. Famalicão
Musica Erudita
19 Março, quarta-feira, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 7 euros
M/3
Duração 70 m

Declamador P. Ferreira dos Santos
Evangelista Vitor Sousa
Jesus Pedro Telles
Coro Polifónico da Lapa
Orquestra Sine Nomine
Direcção: Filipe Veríssimo

Compositor - O Padre Ferreira dos Santos depois de terminados os seus estudos teológicos no Seminário Maior do Porto e de ter frequentado o Conservatório de Musica do Porto, foi, para a Escola Superior de Munique, em 1962, onde permaneceu até 1970, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e fez vários Cursos de Música, entre os quais o de Órgão.

Regressado a Portugal, em 1970, arrancou, com uma equipa por ele formada, com uma série de iniciativas e com a criação de várias infra-estruturas capazes de gerar vida musical na cidade. Delas se destacam o Coro da Sé Catedral do Porto que esteve na fundação de outros Coros, na implantação do Grande Órgão de Tubos da Sé Catedral do Porto e da Igreja da Lapa.

A sua actividade de Maestro (dirigiu centenas de concertos em todo o País e em Espanha, alguns em directo pela televisão), junta a de compositor para a liturgia (mais de 2.000 obras) a de 10 obras corais sinfónicas de grande dimensão, de que sobressai o Requiem à Memória do Infante D. Henrique (Obra encomendada pelo Governo Português) e a de conferencista em Congressos em Portugal a no estrangeiro.

É condecorado pela Grande Cruz de Mérito Cultural da Alemanha, Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, foi distinguido pela Medalha de Ouro da Cidade do Porto, a pela de Mérito Cultural da cidade de Santo Tirso e é, desde o ano 2000, sócio da Academia Nacional de Belas Artes.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

10º Edição do FAMAFEST - Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Vila Nova de Famalicão

O Festival terá como temas MANOEL DE OLIVEIRA, WILLIAM SOMERSET MAUGHAM, NORNAN MAILER, D. H. LAWRENCE, CINEMA da GALIZA e FADO. Decorrerá na CASA das ARTES, Biblioteca Municipal, Centro de Estudos Camilianos de 8 a 16 Março.

Para mais informações
lauroantonioapresenta.blogspot.com

Concerto de abertura do festival com MARIZA, homenagem especial do FAMAFEST
Fado
Sábado, 8 Março, 21h30, Grande Auditório
Preço 15 euros
M/3

Concerto de fecho do festival com Henrique e Nuno Feist “Cinema Musical”
Sábado, 15 de Março, 21h30, Grande Auditório
Entrada livre
M/3

WRAYGUNN / SEAN RILEY & THE SLOWRIDERS

rock/Blues/Soul
7 de Março, sexta-feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 8 euros
M/3
Duração 90 m
www.wraygunn.com/
www.myspace.com/wraygunn

Se Eclesiastes 1:11 foi a obra-prima que abriu caminho além fronteiras (foi disco do mês na revista Rock´n´Folk, disco do ano do diário Libération e na revista Épok, em França) , Shangri-La consagrou em definitivo os Wraygunn colocando-os no lugar que merecem. Nos balanços de final de ano, o terceiro álbum da banda de Paulo Furtado é unanimemente considerado o melhor do ano.

Shangri-La, o novo paraíso dos Wraygunn, doseia com mestria soul, gospel, funk, rock e blues apresentando um estupendo conjunto de 13 canções. Não admira que já tenham sido retirados 3 singles do disco: o contagiante Go-go Dancer, o dançável Everything’s Gonna Be Ok e o novo e poderoso Ain´t it nice?.

Mas se o reconhecimento através dos discos só agora foi unânime, há muito que a banda se notabilizou pelas suas poderosas actuações ao vivo não só em solo nacional mas também em palcos europeus. Um concerto dos Wraygunn é como assistir a Lost Highway de David Lynch, é um murro no estômago, é não conseguir reagir a tamanho turbilhão de adrenalina e energia. A banda de Coimbra prepara-se agora para espalhar essa força numa digressão nacional de promoção a Shangri-La.

Os Wraygunn convidaram uma das novas promessas conimbricenses para companheiros de estrada. Chamam-se Sean Riley & The Slowriders e estrearam no passado mês de Outubro Farewell, um disco que prima pela pureza da voz e pela riqueza dos instrumentos em temas intensos sujeitos a arranjos de um sóbrio bom gosto. Uma fabulosa colecção de 11 canções com potencial para se tornarem clássicos, onde se cruzam a folk, o country, o rock e os blues. Um piscar de olhos a nomes como Nick Drake, Devendra Banhart, Leonard Cohen ou Townes Van Zandt, num estilo único no nosso país.
Apesar de estreantes, Sean Riley & The Slowriders têm conquistado plateias nacionais importantes nas primeiras partes que realizaram para Aimee Mann, Violent Femmes e Mark Kozelek.

Tem-se escrito que Coimbra é a capital nacional do rock e isso tem tanto de excessivo como de irreal, mas não restam dúvidas de que em Coimbra há talento! Esse talento vai andar por aí, a passear-se pelas principais salas de espectáculos portuguesas a partir de Fevereiro. Ain’t it nice?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Nuno Galopim apresenta…. John vanderslice na CASA das ARTES de V.N. Famalicão


“Afinidades” Micro Festival

Concerto único em Portugal

John vanderslice
Indie
1 Março, Sábado, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 15 euros
M/3
Duração 90 m
http://www.johnvanderslice.com/
www.myspace.com/johnvanderslice

Este Micro Festival é uma ideia do comunicador Álvaro Costa com produção da Big Mamma e direcção geral da Casa das Artes de VNF.

“ Afinidades” é inspirado em eventos, como o Londrino “Meltdown”, em que e anualmente um curador: Artista, ou figura pública, ou fazedor de opinião é convidado a programar o seu elenco.

Para as três edições previstas para 2008, a Casa das Artes de VNF convidou os prestigiados Jornalistas Nuno Galopim (Março) e Vítor Belanciano (Junho) e o Ex Herói do Mar e “trendsetter” Rui Pragal da Cunha (Outubro) como curadores e coordenadores artísticos das “suas noites”.

A primeira edição realiza-se no dia 1 de Março e será coordenada e apresentada por Nuno Galopim que nos apresentará o John vanderslice e sua banda.

A hora inevitável

Passou a oeste das atenções de muitos de nós durante anos, mas o álbum que editou em 2007 não podia mais permitir semelhante silêncio. Norte-americano, John Vanderslice foi, aos poucos edificando uma obra que sabe juntar a arte da escrita de canções a uma curiosidade sempre renovada pelas formas finais com que estas se podem apresentar. Alguns talvez se recordem da polémica há oito anos gerada pelo seu ‘Bill Gates Must Die’. Há quem o conheça por ser dono de um estúdio de gravação pelo qual passaram já por nomes como os Death Cab For Cutie, Okkervil River ou Spoon e até mesmo pelo trabalho de produção que assinou em ‘Gimmie Fiction’, destes últimos. Mas é a obra na primeira pessoa de John Vanderslice que hoje lhe garante o merecido reconhecimento. Depois de editados cinco álbuns nos quais explorou as potencialidades das cenografia lo-fi, sem abandonar nunca os domínios da canção de autor, mostra-se há poucos meses, ao editar um sexto disco, inesperadamente despojado. Em apenas 38 minutos ‘Emmerald City’ confirmou em Vanderslice um magnífico contador de histórias. No anterior ‘Pixel Revolt’ havia construído um espaço de reflexão sobre as feridas deixadas pelo 11 de Setembro e, naturalmente, as consequências que os factos desse dia tiveram na vida da América (e do mundo em geral) desde então. Em ‘Emmerald City’ mostrou antes uma escrita mais pessoal, quase autobiográfico. Aí nos mostrou rara capacidade para, numa canção, sugerir as histórias, lançar as ideias, e sair delas antes de as tornar óbvias. Vê-lo, ao vivo, era finalmente inevitável.

Nuno Galopim

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Utter


Ambiente/Rock/ Progressivo
29 de Fevereiro, sexta-feira, 23h00, Café Concerto.
Entrada: 5 euros
M/12
Duração 55 m
www.myspace.com/utterutter

O projecto Utter (total, completo, absoluto, extremo) proveniente da vila de Joane, Vila Nova de Famalicão apresenta na Casa das Artes o seu primeiro registo homónimo, edição de autor, distribuído no território nacional pela Compact Records.

Com apenas três anos de existência o grupo já participou em concertos com Blind Zero, Boss AC e Corvos e em meados de 2007, após o trabalho de estúdio, alguns temas da banda foram destacados por António Sérgio, em algumas emissões do seu programa “As Horas” ao lado de nomes consagrados da cena alternativa internacional, bem antes da edição oficial do disco.

O rock ambiental, harmónico e enérgico que produzem nas actuações ao vivo não deixa ninguém indiferente, e apesar de ainda pouco conhecidos do público nacional, os Utter não esmorecem e afirmam que a música que concebem continua a fazê-los voar muito mais além… Deixe-se levar e faça uma viagem ao som dos Utter. A conferir a 29 de Fevereiro.

“Malgré Nous, Nous Étions Là”


Companhia Paulo Ribeiro
Dança
29 de Fevereiro, sexta-feira, 22h00, Grande Auditório.
Entrada: 5 euros
M/12
Duração 55 m


Malgré Nous, Nous Étions Là” é um dueto do tamanho da vida em comum, ou pelo menos da história comum, de Paulo Ribeiro e Leonor Keil, coreógrafo e bailarina, mas também marido e mulher. Ao contrário de anteriores criações em que existia uma tentativa, mesmo que irónica, de contextualização, esta peça é, segundo Paulo Ribeiro, um objecto "inexplicável". É por isso que há uma pilha de livros no palco – não servem para nada. Paulo Ribeiro entra em cena a falar disso: "Normalmente contextualizo, mas a Leonor acha que me repito. Desta vez não vamos reflectir sobre o estado do mundo, não vamos comparar o nosso trabalho com o de outros coreógrafos, não vamos usar os suportes da dança contemporânea. Ou seja: não vamos dançar nus, nem em silêncio".Baseado em textos de Gonçalo M. Tavares, com música de Bernardo Sassetti, Gilbert Becaud e Bárbara Travadinha, “Malgré Nous, Nous Étions Là” vive do atrito entre o corpo totalmente feito para a dança de Leonor Keil e o corpo pesado de Paulo Ribeiro, que não acompanha a vontade do seu coração de estar em palco.

Ficha artísticaCoreografia e interpretação PAULO RIBEIRO e LEONOR KEILMúsica BERNARDO SASSETTI, GILBERT BECAUD, BARBARA, TRAVADINHADesenho de luz NUNO MEIRAVídeo PAULO AMÉRICOOperação de luz CRISTÓVÃO CUNHAOperação de som e vídeo PEDRO TEIXEIRACo-produção COMPANHIA PAULO RIBEIRO CENTRE CHORÉGRAPHIQUE NATIONAL DE CAEN / BASSE- NORMANDIEEstrutura financiada pelo MINISTÉRIO DA CULTURA

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

One night with Melissa Walker and Friends…


Vocal Jazz
“As melhores interpretações de Melissa Walker não são apenas hipnotizantes, são maiores que a vida… conseguir que o resto do mundo se desvaneça é fácil, enquanto somos enfeitiçados pela sua voz…”The Washington Post

“Melissa Walker merece ser considerada como uma das vozes mais sensíveis da sua geração.”Billboard
22 de Fevereiro, Sábado 21h30 Grande Auditório.
Entrada: 15 euros
M/3
Duração 90 m
http://www.melissawalker.com/

“Na sua riqueza, alcance e flexibilidade, Melissa Walker possui uma das melhores vozes do jazz contemporâneo.”The Post GazetteCom a sua rica e variada textura vocal, o seu fraseado irrepreensível, Melissa Walker conseguiu num curto espaço de tempo a aprovação dos seus pares e a aclamação critica internacional, além da reputação de fascinar os espectadores nas suas actuações ao vivo, com um misto de aura cativante e interpretação despojada.
Melissa já esgotou espectáculos no mundo inteiro, tendo actuado no Brasil, Japão, nos principais países europeus, com presenças nos prestigiado Festivais de Montreux e de Nice, além de diversas digressões pelos Estados Unidos, país para onde se mudou ainda jovem, vinda do Canadá, onde nasceu em 1964.Ao longo da sua carreira, Melissa Walker tem trabalhado com nomes sonantes do jazz, como Aaron Goldberg, Wynton Marsalis, Kenny Barron, Hank Jones, Phil Woods, Buster Williams, Sadao Watanabe, Gary Bartz e Christian McBride, com quem se casou em 2005, e ainda jovens génios como Stefon Harris, Russell Malone e Makoto Ozone.No início da sua auspiciosa careira teve ainda a possibilidade e a honra de actuar com lendas do jazz e da canção contemporânea, como os já falecidos Ray Brown e Ray Charles.Melissa vem apresentar o seu mais recente álbum, onde o Jazz reencontra a sensualidade, o charme e o a sedução de uma das mais sublimes vozes femininas da actualidade.Melissa Walker – VozVana Gierig – PianoSean Conly – BaixoClarence Penn – Bateria

MAZGANI – SONG OF THE NEW HEART


Indie
16 de Fevereiro, Sábado 23h00 Café Concerto
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 90 m
www.myspace.com/mazgani

Após ter sido considerado um dos 20 novos artistas mais promissores da Europa pela prestigiada revista francesa Les Inrockuptibles e depois de inúmeros ensaios e concertos espalhados pelo nosso país, as músicas, os poemas de Mazgani (e de alguns outros poetas) estão prontos para serem apresentados ao público: num formato maioritariamente acústico, intimista e de uma paixão rara.
São treze temas, todos da autoria de Mazgani (música e letra) com a excepção de Song of the Old Mother, com poema de William Butler Yeats, e How Sweet I roam’d from field to field, poema de William Blake, numa celebração da música que nasce da palavra.
Ao ouvirmos Song of the New Heart damos por nós a ouvir na voz e no som de guitarra de Mazgani (assim como da banda que o acompanha) influências tão díspares como Leonard Cohen e Echo & the Bunnymen, Tom Waits e The House of Love.

O CLUBE DAS DIVORCIADAS

Teatro comédia
14 e 15 de Fevereiro, Quinta e Sexta-feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 8 euros
M/12
Duração 90 m
http://www.clubedasdivorciadas.blogspot.com/

D espachados
I nda bem
V itória
O lé
R enascidas
C ornudas
I sto agora é que vai ser
A marguradas
D eusas
A sta la vista baby
S olteiras de novo!

SINOPSE
Carlota Francisca da Bernarda de Alcoforado, é uma burguesa que deixa o seu marido, que produz queijo na serra da Gardunha, e decide mudar-se para a cidade. Sendo arenda muito cara, procura duas inquilinas para dividirem o apartamento, tendo como condição saberem pronunciar o seu nome correctamente. A primeira a aparecer é Rosalinda. Tem uma pronúncia de Bragança, um ar rústico, meio camionista, meio armário. A outra, a Fanny, é de origem inglesa, muito bonita, muito elegante, muito estúpida, e ligeiramente amalucada. Estas três mulheres vão dividir o apartamento numa mistura explosiva. Elas vão viver a dolorosa mas hilariante prova do divórcio, apesar das suas aparências físicas e personalidades serem totalmente opostas.

AUTOR: Alil Vardar
ENCENAÇÃO: Joaquim Nicolau
ELENCO:
José Raposo, em Rosalinda
Marina Albuquerque, em Carlota Francisca

Sylvie Dias, em Fanny

sábado, 12 de janeiro de 2008

Little Annie and Paul Wallfisch


Concerto Único em Portugal
Alternative
A estrela da constelação Antony
9 de Fevereiro, Sábado, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 12 euros
M/3
Duração 70 m
www.myspace.com/littleannieakaannieanxietybandez
www.brainwashed.com/anxiety
Nietzcshe, Freud, Dinheiro, Sexo, Sartre, Demónio, Drama, Comprimidos, TV, OVNIS, Fantasia, Política, Fascismo, Cocaína, Lágrimas, Moda, Xamanismo, Esperma, Jóias, estrelas… Tudo isto (e muito mais) é ou confunde-se com o Mundo submerso e desordenado de Little Annie.

Do niilismo punk, passando pelo Cabaret pós-moderno, até á depuração do seu actual songwriting construiu uma ímpar e eclética carreira que desafia categorizações e limitações.

Na década de 80, e com apenas 17 anos, Annie liderava o grupo punk de culto "Annie and the Asexuals" em Nova Iorque, antes do encontro com Steve Ignorant dos Crass, que conduziria à sua súbita mas prolongada mudança para Inglaterra durante 13 anos. Desde então, o seu trabalho tem amadurecido, e com ele o sentido de humor mordaz patente nos registos a solo e nas várias colaborações que abrangem um grande espectro de estilos: do reggae e dub ao hip hop, da canção pop à experimentação. Entre as suas parcerias encontramos nomes como Lee “Scratch” Perry, Bim Sherman, Gary Clail, Crass, Paul Oakenfold, Andy Warhol, Kid Congo Powers, Current 93, Coil, Nurse With Wound, Wolfgang Press, Fini Tribe, Can Oral ou Christoph Heeman.

A mais recente parceria aconteceu com Antony - A simbiose perfeita entre dois dos mais emblemáticos songwriters da nova cena musical Nova Iorquina.

Poderá o discípulo suplantar o Mestre? A resposta encontra-se no aclamado “Songs from the Coalmine Canary” de 2006 produzido por Antony que também assina a meias a autoria de alguns temas deste álbum e gravou para o mesmo as áreas de piano.
No dia 28 de Janeiro é apresentado o Segundo álbum desta dupla, “WHEN GOOD THINGS HAPPEN TO BAD PIANOS”

Little Annie e Paul Wallfisch (Piano) Dia 9 de Fevereiro, na Casa das Artes de VNF em concerto.

STABAT MATER de Antonio Tarantino


Teatro
A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro atribuiu o Prémio da Crítica, relativa ao ano de 2006 à actriz Maria João Luís pela interpretação neste espectáculo.
Acerca da actriz, Jorge Silva Melo refere que “A Maria João é uma das actrizes que mais me fascina em Portugal. É maravilhosa, inteligente, generosa, tenho nela a maior confiança”.

2 de Fevereiro , Sábado, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 7 euros
M/18
Duração 90 m

A peça; Maria, à procura do filho desaparecido, acaba por sucumbir. Ex-prostituta, mergulhada na miséria, sozinha, resignada e cheia de ódio contra a sociedade. O texto é uma longa afabulação não narrativa, onde a partir da imagem marginalizada, mas vibrante das figuras de fé e do mito, e da linguagem de rua dos imigrantes, que mistura os dialectos, com efeitos de verdades e comicidades irresistíveis, sobressai a heresia, própria da vida, de uma dor que não serve nem salva, e da história que impiedosamente repete o seu ciclo sem evoluir.
STABAT MATER é a primeira peça de uma tetralogia de Antonio Tarantino, do qual fazem também parte Paixão Segundo João, Vésperas da Virgem Santíssima e Brilharetes, que lhe valeu o mais alto e prestigioso reconhecimento dramatúrgico para a escrita teatral italiana - Prémio Riccione. Foi revelado em Portugal em 2004 com a leitura encenada de A Casa de Ramallahe e, em 2005, com a estreia de Paixão Segundo João que iniciou a estadia dos Artistas Unidos no Convento das Mónicas, em Lisboa.

Tradução Tereza Bento Com Maria João Luís Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo Uma produção Artistas Unidos

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

PÓLEN


Tradicional/ pop/jazz
2 de Fevereiro, Sábado, 23h00, Café Concerto
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 90 m

http://www.polenmusica.com/

Os Pólen nasceram há 6 anos, fruto de uma lei emocional e não de mercado. Aliando uma sonoridade tradicional ao pop e jazz, esta banda é composta pela violoncelista Fátima Neto, o pianista Paulo Freitas, o contrabaixista João Cação, o percussionista Armando Cunha e o vocalista Hélder Reis.
Todos os seus temas são originais e cantados em Português e os arranjos são da autoria da banda; pretendendo desafiar os sentidos para as coisas da vida, utiliza a quase obscena intensidade do acústico.
A força do acústico, a revolução da palavra e a verdade da música: PÓLEN

FÁBRICA DE NADA de Judith Herzberg


Teatro Musical
1 de Fevereiro, sexta-feira, 15.30 e 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 4 euros
M/6
Duração 90 m


Uma fábrica de cinzeiros fecha, e os trabalhadores, não querendo ficar desempregados, resolvem continuar a trabalhar numa nova produção: nada. À volta de nada organiza-se tudo, desde as escolhas do gerente da fábrica, aos furtos dos produtos e aos tribunais, com muita música cantada e tocada a mostrar por que caminhos segue esta história.
Estes operários que preferem fazer nada a nada fazer inscrevem-se mais na linha do saber ver quando se vê do Alberto Caeiro e do fazer não fazendo do Lau Tsu, do que no preferia não o fazer do Bartleby. Em lugar da angústia do desaparecimento das coisas e dos seres que a palavra vazio sugere, o vazio que o patrão deixa ao fechar a fábrica permite o vazio do espaço côncavo em que tudo pode acontecer precisamente porque está vazio. Permite a boa projecção do som. E os músicos, atrás dos actores, seguem atentamente o que se vai passando com as vozes. Estes operários dizem-nos assim, a cantar: a fábrica fecha, não faz mal, nós continuamos na mesma, não nos vão ver aos molhos nos noticiários a protestar à porta da fábrica, nem vamos calados para casa perder a nossa dignidade no sofá. Não precisamos de mais nada do que estarmos uns com os outros porque força como esta só existe outra, que também temos: a música.

Tradução de David Bracke e Miguel Castro Caldas Com Américo Silva, António Filipe, António Simão, Carla Galvão, Hugo Samora, João Meireles, João Miguel Rodrigues, Miguel Telmo, Paulo Pinto, Pedro Carraca, Pedro Gil, Sérgio Conceição, Sérgio Grilo, Vítor Correia e os músicos Gonçalo Lopes, João Madeira, Miguel Fevereiro, Paulo Curado, Rini Luyks, Rui Faustino Apoio Cenográfico Daniel Fernandes Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Música Rui Rebelo Coordenação pedagógica Paula Bárcia Encenação Jorge Silva Melo Assistência de encenação João Meireles Uma produção Artistas Unidos / Culturgest / Teatro Viriato / DeVIR/CAPa / Centro das Artes Casa das Mudas com o apoio da Embaixada dos Países Baixos e de Nederlands Literair Productie-en Vertalingerfonfs.

Nestes dois mundos onde me movimento...





Exposição Pintura de Fernanda Seles






De 11 de Janeiro a 28 de Fevereiro no foyer da Casa das Artes

Através da minha Pintura, Desenho e Escultura, tento focar a memória de lugares, a procura de caminhos a percorrer, a descoberta de mim própria e por consequência as mulheres em geral.
A maioria das minhas imagens estão relacionadas com o corpo da mulher, no entanto a natureza também se encontra profundamente integrada no ethos do meu trabalho numa dualidade sempre presente, onde tento desenvolver uma aproximação radical ao problema, dos limites entre a pintura e a escultura.
A minha relação com a natureza, as impressões das caminhadas, pessoas, associação de elementos naturais e artificiais, estão todos representados através das marcas e materiais usados no meu trabalho.
A montanha tem várias conotações, todas elas relevantes para uma compreensão mais profunda das minhas imagens. Através da História, esta era um lugar sagrado de comunicação com Deus e num contexto alquímico, a montanha, era considerada ser a origem da “prima matéria”, da essência da vida. Quando relacionada com o corpo da mulher, esta torna-se um refúgio, um lugar de restrição.
O barro, o fogo, a areia, a palha, o vidro, o metal, os pedaços de árvore, as folhas, as marcas, as impressões, a água, os sons, a névoa, as palavras, são elementos naturais unidos em estruturas de sentimentos e realidades onde se junta também o mágico e o mistério.
Através dos caminhos percorridos na minha obra, na minha vida, neste dois mundos onde me movimento, num entrelaçar diário dos dois países que se tornaram a minha vida, onde a magia da memória perdura e tem as suas raízes… Há um poema de Hilde Domin, que começa mais ou menos assim: “ Devia ser possível partir/ e todavia ser como uma árvore:/ as raízes na terra/ a paisagem à volta a passar e ficar-se preso…”
As raízes na terra. Ao partir descobri uma nova harmonia de viver e a certeza de que em qualquer lugar do mundo, a caminhada pela vida fora devia ser a conquista do encontro comigo própria.
“A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes, o que vemos não é o que vemos, mas o que somos”… Estas frases do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, estão sempre comigo e facilmente as encontro dentro de mim, quando as quero procurar nos caminhos a percorrer.

Fernanda Seles

sábado, 5 de janeiro de 2008

PEDRO KHIMA


POP
26 de Janeiro, Sábado, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 8 euros
M/3
Duração 90 m

A sua primeira experiência no mundo musical é feita através de um projecto que veio a granjear relativo sucesso: de seu nome Sally Lune.
Decorria o ano de 2001 quando o álbum de estreia "Stereo-Jukebox" foi editado servindo os temas "Suicide" e "Anaesthetic 25" como cartão de apresentação deste primeiro trabalho, tendo qualquer um deles conquistado posições de relevo no top de airplay nacional.
Pedro Khima, para além de assumir o papel de vocalista, assinou a autoria de todas as músicas e letras de "Stereo-Jukebox", contudo, o facto de cantar em Inglês condicionou (de alguma forma) o percurso dos Sally Lune uma vez que a grande maioria do público não identificou e associou os temas que ouvia como pertencendo à banda.
Este foi o ponto de partida para uma nova abordagem de Pedro Khima em relação à música. Concentrado desde 2004 na preparação de um novo álbum, desta feita a solo e cantado em português, eis que é chegado o momento de apresentar o seu trabalho ao grande público.
Assente em canções fortes e marcantes, o álbum homónimo de Pedro Khima revela-nos a sua extraordinária capacidade de composição assim como a sua versatilidade e maturidade enquanto músico. Uma prova disso mesmo é o facto (inédito em Portugal) de, pela primeira vez, um artista ter actualmente 4 das suas canções integradas em séries televisivas.
O primeiro single extraído de "Pedro Khima" chama-se "Esfera" e tem sido presença forte numa das novelas actualmente em exibição na Televisão Portuguesa.
Outros temas em destaque no álbum são: "Lugar", "Eu Sou Assim", "O Gesto Que É Meu", "Pincel", "Saltar Até Morrer", "Refúgio"…

Ensemble Português de Trompas


Musica Erudita
19 de Janeiro, Sábado, 21h30, Grande Auditório
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 90 m

Inédito, o Ensemble Portugues de Trompas foi criado em 2007 de forma a preencher uma lacuna na actividade profissional da música de câmara em Portugal.
Inicialmente formado por alunos da Classe de trompas do prof. Abel Pereira da Academia Nacional Superior de Orquestra em Lisboa, o grupo desenvolveu essencialmente uma actividade pedagógica e curricular, até a altura em que Abel Pereira resolveu apostar na formação destes jovens, profissionalizando a sua actividade.
Desde a sua criação em Maio de 2007, e tendo como concerto-baptismo na Procuradoria Geral da República realizou já diversos concertos em Portugal e uma digressão na Africa do Sul no passado mês de Julho.
O octeto é a base principal do grupo mas tem-se apresentado regularmente em formações alargadas com diversos trompistas e maestros convidados.
No mês de Outubro realizaram um concerto no encerramento I Congresso Nacional de Trompas tendo actuado com 24 trompistas, participantes no CNT e alunos de diversas escolas do país.
A gravação de cds, dvds, a apresentação em master-classes e a realização de concertos no circuito nacional e internacional são os principais objectivos do Ensemble, divulgando desta forma o ensino da trompa em Portugal e afirmando uma nova categoria na performance deste instrumento.
Contado com um repertório vasto e bastante eclético o grupo tem apresentado obras de extrema dificuldade técnica e interpretativa, tendo em conta serem na maior parte arranjos de peças originais para orquestra sinfónica.
O virtusismo a dinâmica e a energia são as principais características de um grupo que começa a revolucionar a arte de tocar trompa.
Será em 2008 o agrupamento residente da Associação Nacional de Trompas, contando com a dir. artística de Abel Pereira.
Neste concerto o Ensemble Portugues de Trompas contará com a participação especial de um pianista, baixista e baterista convidados, para a execução das obras “Caravan” de Duke Elington e “Bohem Rapsody” dos Queen e estarão em palco 17 trompistas.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Destaques para o 1º trimestre de 2008

2 de Fevereiro – Teatro

STABAT MATER de Antonio Tarantino
Actriz Maria João Luis
Tradução Tereza Bento Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo

De Antonio Tarantino, artista e escritor italiano, Stabat Mater conta-nos a história de Maria, ex-prostituta, mergulhada na miséria, sozinha, resignada e cheia de ódio contra a sociedade, à procura do filho desaparecido. Com encenação de Jorge Silva Melo, o texto é uma longa afabulação não narrativa, onde a partir da imagem marginalizada, mas vibrante das figuras de fé e do mito, e da linguagem de rua dos imigrantes, que mistura os dialectos, com efeitos de verdades e comicidades irresistíveis, sobressai a heresia, própria da vida, de uma dor que não serve nem salva, e da história que impiedosamente repete o seu ciclo sem evoluir. Com este trabalho, a actriz Maria João Luís recebeu o Prémio da Crítica 2006 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

9 de Fevereiro - Música
Little Annie

Actualmente a viver em Nova Iorque, Little Annie, a diva punk, editou em 2006 o CD “Songs from the Coalmine Canary” produzido por Antony o líder dos Antony and The Johnsons que também assina a meias a autoria de alguns temas deste álbum e gravou para o mesmo as áreas de piano. Este trabalho mereceu os elogios da crítica especializada, figurando em várias listas internacionais para melhor disco do ano 2007.

Little Annie Voz Paul Wallfish Piano


22 de Fevereiro -Música Jazz
One night with Melissa Walker and Friends…

Melissa Walker Voz Vana Gierig Piano Sean Conly Baixo Clarence Penn Bateria

“Melissa Walker merece ser considerada como uma das vozes mais sensíveis da sua geração.”
Billboard (E. Unidos)

“Penso nas canções como histórias. Elas representam e descrevem as nossas crenças universais sobre o significado do amor, alegria, saudade, perda, remorsos, os caminhos percorridos e não percorridos. As canções capturam a essência dos nossos espíritos e ajudam a definir a nossa vida espiritual; são celebrações do que conseguimos e de quem somos.
São as minhas oferendas aos espectadores, que idolatram a Arte da Canção…”
Melissa Walker
http://www.melissawalker.com/


1 de Março – Música singer/songwriter

Nuno Galopim apresenta… Uma noite com John Vanderslice na Casa das Artes.
O norte-americano John Vanderslice vai estrear-se em portugal e tem no álbum Emmerald City um dos melhores discos de 2007.

O primeiro de um ciclo de concertos com uma regularidade trimestral, cuja escolha do artista/banda é da responsabilidade de um conceituado Jornalista, uma espécie de “curador” que para além de apresentar a estrela internacional, será ele, na primeira pessoa, um dos protagonistas maiores da noite.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

David Dondero (US)

Folk / Indie
18 de Janeiro, sexta-feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 8 euros
M/3
Duração 90 m
www.myspace.com/davedondero


A crítica especializada já o considera um dos dez melhores songwriters vivos da América.
Nasceu no Minnesota, numa pequena Cidade rodeada de verde e estradas de terra batida. Um cenário inspirador onde as pradarias murmuram histórias da velha e bucólica América.
Dondero é um andante solitário. Um nostálgico. Contraditoriamente, um visionário da nova “Amaricana”. Um viajante de pouca bagagem – Uma guitarra e um mapa com os destinos mais longínquos.
Simple Love (2007), o mais recente álbum de Dondero é uma revisita à Folk de outros tempos com uma sonoridade dos nossos dias. Um álbum de canções simples.
Simple Love é uma viagem aos Mundos de Dondero.
Simple Love é Uma viagem pela distante e desunida América à procura de um novo rumo, de uma América á beira do colapso, sem crença, de uma América que reivindica o futuro.
Simple love é uma viagem á terra do nunca.
David ou se preferirem, Dave Dondero na Casa das Artes, num concerto íntimo, em formato one man show.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Concerto de Natal

Concerto Grosso op. 6 N.º 8 (Per la Notte di Natale) Arcangelo Corelli (1653 - 1713)




Le quattro stagioni (As quatro estações) António Vivaldi ( 1678- 1741)


Música Erudita


21 Dezembro, Sexta-feira, 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 8 euros
M/3
Duração 70 m


As obras Arcangelo Corelli para violino e cravo, em nobre estilo clássico, foram, durante o século XVIII, usadas para fins didáticos, enquanto hoje se lhes reconhece grande valor estético. Considerado fundador da escola clássica do violino, exerceu influência moderadora num momento de grande entusiasmo pelo virtuosismo.
Foi Corelli que emancipou o violino das funções de mero acompanhador, completando o processo de dignificação do instrumento iniciado com a genialidade artesanal dos Stradivarius, Guarnieri, Amati. Estabeleceu as bases de uma literatura violinística onde a sonata-forma, pioneira da música moderna instrumental, já se anuncia.
Também o concerto grosso teve de Corelli um tratamento ampliador no gênero, destacando-se o Concerto Grosso n.º 8 Op. 6 (1714).


As Quatro Estações são, acima de tudo, a celebração da rica impressão individual das mudanças de estações, inspirando a evocação do universo inteiro de emoções associadas a elas. Num destes exemplos pioneiros de "programa de música", Vivaldi esforçou-se para completar a experiência de seu público exibindo pinturas e sonetos para os músicos e para a platéia. A autoria destes sonetos demonstrativos não é confirmada, embora muitos acreditem que eles descrevem a música tão bem que Vivaldi é um perfeito candidato a lhes ter escrito. A partitura é marcada com letras do alfabeto correspondendo às mesmas nos sonetos, apontando assim para o instrumentista que frases musicais se referem a que linhas/descrição nos poemas (no site Classical Musical Pages são mostradas tais divisões, onde é possível ouvir trechos das músicas).
· Concerto No. 1 in E major, Op. 8, RV 269, "La primavera" (Spring)
· Concerto No. 2 in G minor, Op. 8, RV 315, "L'estate" (Summer)
· Concerto No. 3 in F major, Op. 8, RV 293, "L'autunno" (Autumn)
· Concerto No. 4 in F minor, Op. 8, RV 297, "L'inverno" (Winter)

Solista – Nuno Soares
Violinos – Concertino José Tavares, Sara Veloso, Daniel Ferreira, Duarte Faria, Rui Costa, Elisabete Gomes
Viola d’arco – Jorge Alves, Teresa Correia
Violoncelo – António Ferreira
Contrabaixo – Sérgio Barbosa
Cravo – Mafalda Nejmeddine

Grande Bichofonia



Inspirado em animais que povoam o imaginário infantil – borboletas, caracóis, formigas, galinhas, pinguins e outros – Paulo Maria Rodrigues criou e encenou um musical com um contagiante ritmo e apurado sentido de humor, que João Raposo povoou com engraçadas e imaginativas imagens manipuladas e projectadas no momento.
António Laginha - Correio da Manhã 18/6/2007

15 Dezembro, Sábado, 16h00 e 21h30, Grande Auditório.
Entrada: 8 euros
M/4
Duração 90 m
http://www.musicateatral.com/

Grande Bichofonia é uma iguaria da arte contemporânea.
Especialmente recomendado a adultos
acompanhados por crianças. Peça mais.
In Correio da Hortênsias
Grande Bichofonia é um espectáculo de música com
imagem e movimento. Baseado num conjunto de canções
sobre histórias humanas vestidas com pele de bicho,
Grande Bichofonia agita tiques de tradição clássica
numa série de quadros sucessivos com grande colorido
musical e fina ironia literária.
As histórias musicais incluídas nesta obra fazem parte
da Enciclopédia da Música com Bicho, da Companhia
de Música Teatral, que tem recebido as melhores críticas
das crianças dos jardins de infância e primeiro ciclo de
escolaridade do País das Capoeiras.
De acordo com Postas de Pescada trata-se de "um espécimen
transversal com algumas fragilidades, oscilando entre
o previsível e o inclassificável. A música é bestial.”
A criação desta obra tem recebido os mais rasgados
elogios, sobretudo por parte dos professores que
sobrevivem em zonas recônditas da selva escolar. O
resultado final é especialmente adequado a crianças
e pais não formatados. Venha e adivinhe o psicopato,
o cavalo cansado, o pedagato e o burrocrata que se
escondem por detrás de uma música zoológica com
grande poder de sedução.

Ficha artística:
Concepção - Companhia de Música Teatral
Música, texto e direcção artística - Paulo Maria Rodrigues
Ideia e gestão de projecto - Helena Rodrigues
Criação e projecção de vídeo cénico - João Raposo
Direcção de produção - Jorge Leal
Patrulha dos Animais - Ana Paula Almeida, Filipe Ricardo, Helena Rodrigues, João Raposo, Jorge Leal, Paulo Maria Rodrigues, Paulo Neto
Orquestra do Enriquecimento - António Rodrigues, Carla Martins, Filipa Magalhães, João Nogueira, José Frade, Marco Ferreira, Mário Moniz, Matilde Brito, Sónia Ferreira, Tiago Veiga
.

Minnemann Blues Band


Blues
8 Dezembro, Sábado, 22h00, Café Concerto.
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 90 m

De naturalidade Alemã, estudou piano no conservatório em Hamburgo, criou um grupo de Dixieland e é mais tarde pianista dos Downtown Jazzmen.
Formou um grupo de Rock em fins dos anos 60, os The Thrice Mice, grava discos com a MCA e Phonogram, participou em Festivais de Rock Internacionais.
Como referência do Classic Rock Alemão ficou o seu estilo particular no seu orgão Vox Contintental com aquele típico som dos Doors.
Em Portugal, além de inúmeros espectáculos com a Minnemann Blues Band, desde o Coliseu do Porto ao Campo Pequeno e em 1980, produziu o LP "BLUINDO"
sendo o guitarrista de então Rui Veloso.
Em 1997, é lançado o CD do 1º Festival de Blues de Lisboa, onde se destaca a participação desta banda.

Minnemann - Voz e Piano
Rui Azul - Saxofone
António Mão de Ferro - Guitarra e vozes
Manuzé - Baixo
Rui Ferraz - Bateria e vozes

Ghost rAdio

UMA TRANSMISSÃO AUDIO VISUAL COM JIM MORRISON.
VIVO OU MORTO, JAMES DOUGLAS MORRISON, celebra a 8 de Dezembro a bonita idade de 64 anos. A Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, sintoniza de 7 para 8 a Ghost Radio - Uma " emissão" criada por Álvaro Costa (“Bons rapazes”/antena 3 e “liga dos últimos”/RTPN e por Marco Miranda.

7 Dezembro, sexta-feira, 23h30, Café Concerto.
Entrada: 5 euros
M/3
Duração 90 m
Jim deixou-nos algumas canções e outros poemas. Viajou por terras onde nunca alguém havia penetrado e daí extraiu, por magia ou eloquência, o hedonismo da conquista. Violou o que de mais precioso nos pertence – O nosso lado mais secreto com as divindades. Por tal, não merece a redenção. Mas será que alguma vez a procurou?
Esta noite não pretende ser uma homenagem a Jim Morrison. Nem tão pouco uma noite de evocação ou prantos. Uma reunião? Talvez… Um reencontro de energias onde o Xamã Álvaro Costa convoca Rui Pedro Silva e exorta os mitos e as lendas de um poeta – Era só isso que Jim queria. Ser um poeta como Kerouac ou Rimbaud. Nada mais… Indiferentes a sua mais ínfima vontade, fizemos de James Douglas Morrison a maior Rock Star de todos os tempos.
No final da transmissão, conversa e uma revisita á música dos Doors, com o Dj Lizard Mojo… Noite dentro… Nas penetráveis portas da Casa das Artes.